{"id":35230,"date":"2016-01-16T13:30:04","date_gmt":"2016-01-16T16:30:04","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=35230"},"modified":"2016-01-15T21:09:19","modified_gmt":"2016-01-16T00:09:19","slug":"em-23-hectares-ilha-em-sao-paulo-possui-mais-de-2-mil-serpentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/em-23-hectares-ilha-em-sao-paulo-possui-mais-de-2-mil-serpentes\/","title":{"rendered":"Em 23 hectares, ilha em S\u00e3o Paulo possui mais de 2 mil serpentes"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/serpentario.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-35231\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/serpentario-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/serpentario-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/serpentario.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A \u00c1rea de Relevante Interesse Ecol\u00f3gico (Arie) Ilhas da Queimada Pequena e Queimada Grande, no litoral paulista, nos munic\u00edpios de Itanha\u00e9m e Peru\u00edbe, tem uma particularidade muito especial. Ela \u00e9 o habitat da jararaca- ilhoa (<em>Bothrops insularis<\/em>), considerada uma das serpentes mais perigosas do mundo, mas que, contraditoriamente, pode salvar a vida de muitas pessoas. Seu veneno, segundo pesquisadores, revela-se um precioso aliado na cria\u00e7\u00e3o de f\u00e1rmacos contra doen\u00e7as card\u00edacas e circulat\u00f3rias.<\/p>\n<p>Estima-se que, nos 23 hectares da Ilha Queimada Grande (a Queimada Pequena tem 10 hectares), vivam cerca de duas mil jararacas-ilhoas. A prolifera\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie deve-se sobretudo \u00e0 inexist\u00eancia na ilha de predadores naturais da serpente. A maior parte dos animais que visitam o local s\u00e3o as aves migrat\u00f3rias. Os ninhos dessas aves s\u00e3o, por sua vez, objetos de preda\u00e7\u00e3o por parte das jararacas, que desenvolveram a habilidade de trepar e ca\u00e7ar nas \u00e1rvores.<\/p>\n<p>A jararaca-ilhoa consta nas listas estadual (S\u00e3o Paulo) e nacional de esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o. Muito disso se deve \u00e0 a\u00e7\u00e3o, no passado, de ca\u00e7adores que aportavam na ilha para capturar exemplares da serpente que, depois, eram vendidos no mercado paralelo.<\/p>\n<p>Para combater esse tipo de il\u00edcito e, principalmente, para definir estrat\u00e9gias e a\u00e7\u00f5es de preserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie, os gestores da Arie, que \u00e9 uma unidade de conserva\u00e7\u00e3o (UC) gerida pelo Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio), realizam trabalho permanente de monitoramento dessa popula\u00e7\u00e3o de jararacas-ilhoas.<\/p>\n<p><strong>Sobre esta esp\u00e9cie <\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 prov\u00e1vel que as serpentes estejam isoladas do continente h\u00e1 mais de dez mil anos, desde o t\u00e9rmino da \u00faltima era glacial, \u00e9poca em que o local era um morro continental que ficou isolado com a subida do n\u00edvel do mar.<\/p>\n<p>A jararaca-ilhoa n\u00e3o tem concorrentes nem predadores importantes e pode sobreviver cerca de seis meses sem comer. Alimenta-se exclusivamente de aves, principalmente as migrat\u00f3rias. Seu veneno tem grande interesse para a pesquisa, pois \u00e9 diferente do veneno da jararaca do continente.<\/p>\n<p>O veneno da ilhoa tem efeito semelhante ao da jararaca do continente nos humanos, por\u00e9m, a dist\u00e2ncia e a dificuldade log\u00edstica para obter tratamento m\u00e9dico faz com que todo desembarque na ilha seja uma opera\u00e7\u00e3o de alto risco.<\/p>\n<p>De acordo como protocolo de seguran\u00e7a, a cada sa\u00edda de gestores e pesquisadores at\u00e9 \u00e0s ilhas, o Servi\u00e7o de Atendimento M\u00f3vel de Urg\u00eancia (Samu) \u00e9 notificado. N\u00e3o h\u00e1 relatos de ataques das cobras a pesquisadores servidores da Arie.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A \u00c1rea de Relevante Interesse Ecol\u00f3gico (Arie) Ilhas da Queimada Pequena e Queimada Grande, no<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":35231,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/serpentario.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/serpentario-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/serpentario-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/serpentario.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/serpentario.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/serpentario.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/serpentario.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/serpentario.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/serpentario.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/serpentario.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A \u00c1rea de Relevante Interesse Ecol\u00f3gico (Arie) Ilhas da Queimada Pequena e Queimada Grande, no","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35230"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=35230"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35230\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/35231"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=35230"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=35230"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=35230"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}