{"id":35192,"date":"2016-01-15T14:00:34","date_gmt":"2016-01-15T17:00:34","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=35192"},"modified":"2016-01-14T21:52:07","modified_gmt":"2016-01-15T00:52:07","slug":"galaxias-ervilha-verde-podem-ter-reaquecido-o-universo-apos-era-das-trevas-cosmica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/galaxias-ervilha-verde-podem-ter-reaquecido-o-universo-apos-era-das-trevas-cosmica\/","title":{"rendered":"Gal\u00e1xias \u2018ervilha verde\u2019 podem ter reaquecido o universo ap\u00f3s \u2018Era das Trevas C\u00f3smica\u2019"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/ervilha_verde.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-35193\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/ervilha_verde-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/ervilha_verde-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/ervilha_verde.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Cientistas podem ter encontrado a resposta para um mist\u00e9rio perturbador sobre a evolu\u00e7\u00e3o inicial do nosso universo. Ap\u00f3s o Big Bang, o universo esfriou durante um bilh\u00e3o de anos em uma esp\u00e9cie de idade das trevas c\u00f3smica. Mas, ent\u00e3o, misteriosamente reaqueceu.<\/p>\n<p>Gal\u00e1xias an\u00e3s rec\u00e9m-formadas foram provavelmente a raz\u00e3o para esse reaquecimento ocorrido cerca de 13 bilh\u00f5es de anos atr\u00e1s, de acordo com o novo trabalho de uma equipe internacional de cientistas. A descoberta permitir\u00e1 compreender melhor o per\u00edodo inicial de 14 bilh\u00f5es de anos da hist\u00f3ria do universo.<\/p>\n<p>No per\u00edodo de centenas de milhares de anos depois do Big Bang, o universo era t\u00e3o quente e denso que a mat\u00e9ria existia em forma ionizada em vez de neutra. Mas 380.000 anos mais tarde, a expans\u00e3o do universo tinha esfriado o suficiente para a mat\u00e9ria para tornar-se neutra e as primeiras estruturas do universo se formaram \u2014 nuvens de g\u00e1s de hidrog\u00eanio e h\u00e9lio. A gravidade, em seguida, fez essas nuvens de g\u00e1s crescerem em massa e entrarem em colapso, formando as primeiras estrelas e gal\u00e1xias. Em seguida, cerca de um bilh\u00e3o de anos ap\u00f3s o Big Bang, uma outra transforma\u00e7\u00e3o importante ocorreu: o universo reaqueceu, e o hidrog\u00eanio \u2014 elemento mais abundante \u2014 tornou-se ionizado pela segunda vez, como tinha acontecido pouco depois do Big Bang, um evento que os astr\u00f4nomos chamam de \u201creioniza\u00e7\u00e3o c\u00f3smica\u201d.<\/p>\n<p>Diante desse mist\u00e9rio, os astr\u00f4nomos pensaram que as gal\u00e1xias foram respons\u00e1veis por essa transforma\u00e7\u00e3o. E uma equipe internacional de cientistas, organizada astr\u00f4nomo Trinh Thuan da Universidade de Virginia, nos Estados Unidos, amplamente validou essa hip\u00f3tese em um estudo publicado quinta-feira na revista \u201cNature\u201d. Os coautores de Trinh no artigo s\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es na Ucr\u00e2nia, Rep\u00fablica Checa, Su\u00ed\u00e7a, Fran\u00e7a e Alemanha.<br \/>\nExpans\u00e3o do Big Bang &#8211; Wikip\u00e9dia<\/p>\n<p>Usando dados de um espectr\u00f4metro ultravioleta a bordo do telesc\u00f3pio espacial Hubble, a equipe descobriu uma compacta gal\u00e1xia an\u00e3 pr\u00f3xima emitindo um grande n\u00famero de f\u00f3tons ionizantes para o meio intergal\u00e1ctico \u2014 o espa\u00e7o entre as gal\u00e1xias. Os cientistas acreditam que esses f\u00f3tons s\u00e3o respons\u00e1veis pela reioniza\u00e7\u00e3o do universo.<\/p>\n<p>\u201cEsta gal\u00e1xia parece ser uma excelente an\u00e1logo local das in\u00fameras gal\u00e1xias an\u00e3s que se pensa serem respons\u00e1veis pela reioniza\u00e7\u00e3o do in\u00edcio do universo\u201d, disse Trinh. \u201cA descoberta \u00e9 importante porque nos d\u00e1 um bom lugar para olhar para sondar o fen\u00f4meno da reioniza\u00e7\u00e3o, que teve lugar no in\u00edcio da forma\u00e7\u00e3o daquilo que se tornou o universo que temos hoje\u201d.<\/p>\n<p>A mat\u00e9ria normal no universo primordial consistia principalmente de g\u00e1s. Estrelas e aglomerados de estrelas nascem a partir de nuvens de g\u00e1s, formando as primeiras gal\u00e1xias. A radia\u00e7\u00e3o ultravioleta emitida por estas estrelas cont\u00e9m numerosos f\u00f3tons ionizantes. Por esta raz\u00e3o, os cientistas j\u00e1 suspeitavam que as gal\u00e1xias eram respons\u00e1veis pela reioniza\u00e7\u00e3o c\u00f3smica. No entanto, para a reioniza\u00e7\u00e3o ocorrer, as gal\u00e1xias devem ejetar \u201ccom for\u00e7a\u201d esses f\u00f3tons para o meio intergal\u00e1ctico, caso contr\u00e1rio eles s\u00e3o facilmente absorvidos pelo g\u00e1s e p\u00f3 antes que possam escapar. Apesar de 20 anos de pesquisa intensiva, nenhuma gal\u00e1xia que emitisse radia\u00e7\u00f5es suficientemente ionizantes havia sido encontrada, e o mecanismo pelo qual o universo tornou-se reionizado permaneceu um mist\u00e9rio.<\/p>\n<p>Para resolver este problema, a equipe internacional de pesquisa prop\u00f4s observar gal\u00e1xias \u201cervilha verde\u201d. Descobertas em 2007, estas gal\u00e1xias representam uma classe especial e rara no universo pr\u00f3ximo. Elas aparecem em cor verde para sensores de luz e s\u00e3o redondas e compactas, como uma ervilha. Acredita-se que elas hospedem explos\u00f5es estelares ou ventos fortes o suficiente para ejetar f\u00f3tons ionizantes.<\/p>\n<p>A equipe examinou dados do SDSS (Sloan Digital Sky Survey) \u2014 um banco de dados de mais de um milh\u00e3o de gal\u00e1xias com informa\u00e7\u00f5es obtidas em um programa de levantamento de \u201cdesvio para o vermelho\u201d (indicativo da expans\u00e3o do universo) envolvendo tratamento de imagens com m\u00faltiplos filtros e espectroscopia usando um telesc\u00f3pio \u00f3tico dedicado com grande angular de 2,5m situado no Observat\u00f3rio Apache Point no estado americano no Novo M\u00e9xico.<\/p>\n<p>A partir desse levantamento, eles identificaram cerca de 5.000 gal\u00e1xias que correspondem aos seus crit\u00e9rios: gal\u00e1xias muito compactas emitindo radia\u00e7\u00e3o UV muito intensa. Os pesquisadores selecionaram cinco gal\u00e1xias para observa\u00e7\u00e3o com o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble.<\/p>\n<p>Utilizando as capacidades de detec\u00e7\u00e3o de radia\u00e7\u00e3o UV do Hubble, a equipe de pesquisa descobriu que a gal\u00e1xia \u201cervilha verde\u201d J0925+1403, localizada a uma dist\u00e2ncia de tr\u00eas bilh\u00f5es de anos-luz da Terra, estava \u201cejetando\u201d f\u00f3tons ionizantes com uma intensidade nunca antes vista \u2014 uma eje\u00e7\u00e3o de cerca de 8%. Esta descoberta fundamental mostra que as gal\u00e1xias desse tipo poderiam explicar a reioniza\u00e7\u00e3o c\u00f3smica, confirmando a hip\u00f3tese mais comumente aventada para esse fen\u00f4meno.<\/p>\n<p>\u201c\u00c0 medida que fizermos observa\u00e7\u00f5es adicionais usando o Hubble, esperamos obter uma melhor compreens\u00e3o da forma como os f\u00f3tons s\u00e3o ejetados a partir deste tipo de gal\u00e1xia, e os tipos de gal\u00e1xias espec\u00edficos que contribuem para a reioniza\u00e7\u00e3o c\u00f3smica\u201d, disse Trinh. \u201cEstas s\u00e3o observa\u00e7\u00f5es cruciais no processo de voltar no tempo at\u00e9 o in\u00edcio do universo. Eles abriram o caminho para futuras observa\u00e7\u00f5es com o sucessor do Hubble, o telesc\u00f3pio espacial James Webb, previsto para lan\u00e7amento em 2018, que espera-se revolucionar o campo com recursos atualizados para detalhar as primeiras gal\u00e1xias e fontes de reioniza\u00e7\u00e3o c\u00f3smica\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cientistas podem ter encontrado a resposta para um mist\u00e9rio perturbador sobre a evolu\u00e7\u00e3o inicial do<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":35193,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/ervilha_verde.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/ervilha_verde-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/ervilha_verde-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/ervilha_verde.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/ervilha_verde.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/ervilha_verde.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/ervilha_verde.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/ervilha_verde.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/ervilha_verde.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/ervilha_verde.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Cientistas podem ter encontrado a resposta para um mist\u00e9rio perturbador sobre a evolu\u00e7\u00e3o inicial do","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35192"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=35192"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35192\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/35193"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=35192"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=35192"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=35192"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}