{"id":3518,"date":"2014-07-24T15:00:28","date_gmt":"2014-07-24T15:00:28","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=3518"},"modified":"2014-07-23T15:34:58","modified_gmt":"2014-07-23T15:34:58","slug":"cinco-sinais-inquietantes-de-um-mundo-em-aquecimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cinco-sinais-inquietantes-de-um-mundo-em-aquecimento\/","title":{"rendered":"Relat\u00f3rio apresenta cinco sinais inquietantes de um mundo em aquecimento"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/ckima_perigoso.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-3520\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/ckima_perigoso.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>Glaciares em decl\u00ednio, concentra\u00e7\u00e3o recorde de di\u00f3xido de carbono (CO2) na atmosfera, temperaturas extremas, mar\u00e9s amea\u00e7adoras, um tuf\u00e3o furioso chamado Haiyan&#8230; Os eventos clim\u00e1ticos de 2013 refletem o que os cientistas, h\u00e1 d\u00e9cadas, t\u00eam observado: o nosso <strong>planeta<\/strong> est\u00e1 se tornando um lugar mais quente.<\/p>\n<p>\u00c9 o que mostra o mais novo relat\u00f3rio da Sociedade Meteorol\u00f3gica Americana e da Administra\u00e7\u00e3o Oce\u00e2nica e Atmosf\u00e9rica Nacional dos Estados Unidos (NOAA).<\/p>\n<p>Compilado por 425 cientistas de 57 pa\u00edses e divulgado anualmente, o estudo Estado do Clima de 2013 traz informa\u00e7\u00f5es atualizadas sobre os indicadores globais relacionados \u00e0s <strong>mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/strong>.<\/p>\n<p>Conhe\u00e7a a seguir cinco importantes sinais que confirmam a tend\u00eancia de <strong>aquecimento global<\/strong> no longo prazo.<\/p>\n<p><span class=\"numeroGrande\" style=\"background: #1d6c88; color: #ffffff; font-size: 15px; line-height: 200%; padding: 2px 7px; border-radius: 3px; font-weight: bold;\"><strong>Emiss\u00f5es nas alturas<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Os gases de <strong>efeito estufa <\/strong>(GEE) continuaram a subir no ano passado. No Observat\u00f3rio Mauna Loa, no Hava\u00ed, a concentra\u00e7\u00e3o di\u00e1ria de CO2, o GEE mais importante, ultrapassou 400 ppm em 9 de maio, pela primeira vez, desde que as medi\u00e7\u00f5es come\u00e7aram no local, em 1958.<\/p>\n<p>Em m\u00e9dia, a concentra\u00e7\u00e3o anual de CO2 em 2013 situou-se em 395,3 ppm, um aumento de 27% em rela\u00e7\u00e3o aos n\u00edveis pr\u00e9-industriais. Os cientistas esperam que a m\u00e9dia global anual ir\u00e1 alcan\u00e7ar o limite de 400 ppm dentro de alguns anos.<\/p>\n<p><strong>Por que isso \u00e9 importante?<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>A cada ano, as atividades humanas produzem mais CO2 do que os processos naturais podem absorver. Isso significa que o valor l\u00edquido de di\u00f3xido de carbono atmosf\u00e9rico nunca diminui. Assim, o ac\u00famulo anual do g\u00e1s segue subindo a medida que popula\u00e7\u00e3o mundial queima mais e mais combust\u00edveis f\u00f3sseis.<\/p>\n<p><span class=\"numeroGrande\" style=\"background: #1d6c88; color: #ffffff; font-size: 15px; line-height: 200%; padding: 2px 7px; border-radius: 3px; font-weight: bold;\"><strong>Calor, muito calor<\/strong><\/span><\/p>\n<p>O ano de 2013 ficou entre os dez anos mais quentes desde que os registros modernos come\u00e7aram, em 1850. A temperatura m\u00e9dia da superf\u00edcie global ficou cerca de 0,50 \u00b0 C acima da m\u00e9dia de 1961-1990, e 0,03 \u00b0C a cima da m\u00e9dia registrada entre 2001 e 2010.<\/p>\n<p>Em apenas 15 segundos, este v\u00eddeo da NASA mostra o aquecimento da Terra entre 1950 e 2013.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/gaJJtS_WDmI?feature=player_embedded\" width=\"640\" height=\"360\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p><strong>Por que isso importa?<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>A temperatura da superf\u00edcie \u00e9 uma das vari\u00e1veis de tempo e clima mais familiares e consistentemente medidas pelo cientistas &#8211; e tem conex\u00e3o direta com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas a longo prazo. N\u00e3o podemos esquecer que, de todos os planetas, a Terra tem uma temperatura de superf\u00edcie amig\u00e1vel \u00e0 vida.<\/p>\n<p>Essa caracter\u00edstica resulta do equil\u00edbrio entre a entrada de luz solar e a sa\u00edda de energia t\u00e9rmica, o calor irradiado de volta para o espa\u00e7o por todas as partes do ecossistema planet\u00e1rio, dos solos para os oceanos, para nuvens e, especialmente, pelos gases na atmosfera.<\/p>\n<p>A triste constata\u00e7\u00e3o: a tend\u00eancia de aquecimento de longo prazo da Terra mostra que o equil\u00edbrio foi alterado.<\/p>\n<p><span class=\"numeroGrande\" style=\"background: #1d6c88; color: #ffffff; font-size: 15px; line-height: 200%; padding: 2px 7px; border-radius: 3px; font-weight: bold;\"><strong>A mar\u00e9 continua subindo<\/strong><\/span><\/p>\n<p>O n\u00edvel m\u00e9dio do mar continuou a subir em 2013, seguindo o ritmo de eleva\u00e7\u00e3o de 3,2 mm por ano registrado ao longo das \u00faltimas duas d\u00e9cadas. Parte do aumento \u00e9 devido ao derretimento das geleiras e outra parte \u00e9 devido ao aumento da temperatura da \u00e1gua, que se expande quando fica mais quente.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, cerca de 15% da tend\u00eancia de alta do n\u00edvel do mar ao longo das \u00faltimas duas d\u00e9cadas tem sido atribu\u00edda \u00e0 variabilidade natural.<\/p>\n<p class=\"author\" style=\"width: 590px;\">Gr\u00e1fico mostra tend\u00eancia de eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar:<\/p>\n<div class=\"info-img-articles\">\n<p><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/exame.abril.com.br\/assets\/images\/2014\/7\/502878\/size_590_nivel-mar.jpg\" alt=\"Gr\u00e1fico mostra tend\u00eancia de eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar\" width=\"614\" height=\"460\" \/><\/p>\n<p style=\"width: 590px;\">\n<\/div>\n<p><strong>Por que isso \u00e9 importante?<\/strong><\/p>\n<p>A eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar \u00e9 uma amea\u00e7a direta \u00e0s popula\u00e7\u00f5es costeiras em todo o mundo e j\u00e1 coloca em xeque a exist\u00eancia de micropa\u00edses, como as Maldivas e Kiribati.<\/p>\n<p>Globalmente, 8 das 10 maiores cidades do mundo tamb\u00e9m est\u00e3o perto de uma costa, segundo o Atlas dos Oceanos da ONU.<\/p>\n<p>Em se tratando do mundo natural, o aumento do n\u00edvel do mar revela-se um elemento \u201cestressor\u201d sobre os ecossistemas costeiros que proporcionam prote\u00e7\u00e3o contra tempestades e habitat para peixes e outros animais.<\/p>\n<p><span class=\"numeroGrande\" style=\"background: #1d6c88; color: #ffffff; font-size: 15px; line-height: 200%; padding: 2px 7px; border-radius: 3px; font-weight: bold;\"><strong>\u00c1rtico mais quente ( e com menos gelo)<\/strong><\/span><\/p>\n<p>O \u00c1rtico registrou seu s\u00e9timo ano mais quente desde que os registros come\u00e7aram no in\u00edcio do s\u00e9culo 20. Temperaturas recordes foram medidas a uma profundidade de 20 metros em esta\u00e7\u00f5es de permafrost no Alasca.<\/p>\n<p>Outro agravante: a extens\u00e3o do gelo do mar na regi\u00e3o foi a sexta mais baixa desde que as observa\u00e7\u00f5es de sat\u00e9lite come\u00e7aram, em 1979. Todos as sete menores extens\u00f5es de gelo marinho registrados por l\u00e1 ocorreram nos \u00faltimos sete anos.<\/p>\n<p><strong>Por que isso \u00e9 importante?<\/strong><\/p>\n<p>A extens\u00e3o do gelo do mar do \u00c1rtico desempenha um papel cr\u00edtico no sistema clim\u00e1tico do planeta. Fisicamente, sua superf\u00edcie branca reflete at\u00e9 80 por cento da luz solar recebida durante os longos dias de ver\u00e3o no hemisf\u00e9rio norte, exercendo uma influ\u00eancia de resfriamento sobre o clima. Al\u00e9m disso, os ursos polares, morsas, baleias e outros animais dependem do gelo marinho para sobreviver.<\/p>\n<p>Menos gelo tamb\u00e9m significa mais transporte pelo \u00c1rtico e explora\u00e7\u00e3o (principalmente de petr\u00f3leo), com grandes implica\u00e7\u00f5es para a economia mundial e a seguran\u00e7a clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>V\u00eddeo do NOOA mostra 26 anos de degelo em um minuto:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/H-BbPBg3vj8?feature=player_embedded\" width=\"640\" height=\"360\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p><span class=\"numeroGrande\" style=\"background: #1d6c88; color: #ffffff; font-size: 15px; line-height: 200%; padding: 2px 7px; border-radius: 3px; font-weight: bold;\"><strong>Glaciares em decl\u00ednio<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Segundo os cientistas, outro sinal claro de que o clima est\u00e1 aquecendo a longo prazo \u00e9 a retra\u00e7\u00e3o das geleiras montanhosas no mundo. Dados dos 30 glaciares monitorados historicamente, considerados &#8220;geleiras de refer\u00eancia&#8221;, ainda est\u00e3o sendo analisados, mas com base nas an\u00e1lises sobre a\u00a0 \u00c1ustria, Canad\u00e1, Nepal, Nova Zel\u00e2ndia, Noruega e Estados Unidos, \u00e9 muito prov\u00e1vel que 2013 ser\u00e1 o 24\u00ba ano com retra\u00e7\u00e3o do gelo a abaixo da m\u00e9dia hist\u00f3rica, prev\u00ea o estudo.<\/p>\n<p><strong>Por que isso \u00e9 importante?<\/strong><\/p>\n<p>Em todo o mundo, cerca de 370 milh\u00f5es de pessoas vivem em bacias cujo volume dos rios dependem do derretimento das geleiras. O processo fornece \u00e1gua pot\u00e1vel para as popula\u00e7\u00f5es e fonte para a irriga\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. Noutras regi\u00f5es, as barragens em rios alimentados por geleiras servem como principais fontes de energia hidroel\u00e9trica.<\/p>\n<p><span class=\"numeroGrande\" style=\"background: #1d6c88; color: #ffffff; font-size: 15px; line-height: 200%; padding: 2px 7px; border-radius: 3px; font-weight: bold;\"><strong>Ventos furiosos<\/strong><\/span><br \/>\nO n\u00famero de ciclones tropicais durante 2013 superou, ligeiramente, a m\u00e9dia, com um total de 94 tempestades, em compara\u00e7\u00e3o com a m\u00e9dia de 89, registrada entre 1981 e 2010. A Bacia do Atl\u00e2ntico Norte teve sua temporada mais tranquila desde 1994. No entanto, na Bacia Ocidental do Pac\u00edfico Norte, houve fen\u00f4menos destrutivos, como o Tuf\u00e3o Hayan.<\/p>\n<p><strong>Por que isso \u00e9 importante?<\/strong><\/p>\n<p>Tempestades violentas causam perdas de vidas e podem atrasar o desenvolvimento econ\u00f4mico e social por anos, se n\u00e3o d\u00e9cadas. Tempestades e inunda\u00e7\u00f5es foram respons\u00e1veis por 79% do n\u00famero total de desastres nas \u00faltimas quatro d\u00e9cadas, causando 55% das mortes e 86% de perdas econ\u00f4micas no per\u00edodo, de acordo com o Atlas de Mortalidade e Perdas Econ\u00f4micas ligadas a extremos do clima, da Organiza\u00e7\u00e3o Meteorol\u00f3gica Mundial (OMM).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Glaciares em decl\u00ednio, concentra\u00e7\u00e3o recorde de di\u00f3xido de carbono (CO2) na atmosfera, temperaturas extremas, mar\u00e9s<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3520,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/ckima_perigoso.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/ckima_perigoso.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/ckima_perigoso.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/ckima_perigoso.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/ckima_perigoso.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/ckima_perigoso.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/ckima_perigoso.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/ckima_perigoso.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/ckima_perigoso.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/ckima_perigoso.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Glaciares em decl\u00ednio, concentra\u00e7\u00e3o recorde de di\u00f3xido de carbono (CO2) na atmosfera, temperaturas extremas, mar\u00e9s","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3518"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3518"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3518\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3520"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3518"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3518"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3518"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}