{"id":34968,"date":"2016-01-11T13:00:57","date_gmt":"2016-01-11T16:00:57","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=34968"},"modified":"2016-01-10T20:04:19","modified_gmt":"2016-01-10T23:04:19","slug":"ritual-de-acasalamento-de-dinossauros-e-revelado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/ritual-de-acasalamento-de-dinossauros-e-revelado\/","title":{"rendered":"Ritual de acasalamento de dinossauros \u00e9 revelado por cientistas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/dinosauro_.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-34969\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/dinosauro_-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/dinosauro_-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/dinosauro_.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>At\u00e9 mesmo animais de 11,5 metros e quase sete toneladas precisavam mostrar sua vitalidade para conquistar uma parceira. De acordo com um estudo americano publicado na revista \u201cScientific Reports\u201d, dinossauros que viveram h\u00e1 66 milh\u00f5es de anos realizavam um ritual de acasalamento que come\u00e7ava com os machos comprovando sua for\u00e7a deixando marcas com as garras no solo.<\/p>\n<p>Os cientistas da Universidade do Colorado em Denver respons\u00e1veis pela pesquisa chegaram a essa conclus\u00e3o depois de encontrar marcas de at\u00e9 dois metros de comprimento em quatro s\u00edtios paleont\u00f3logicos nos EUA. Eles mostram, pela primeira vez,como os cortejos realizados pelos dinossauros, do grupo dos ter\u00f3podes, se assemelhavam \u00e0queles observados hoje entre seus descendentes, os p\u00e1ssaros.<\/p>\n<p>Autor principal da pesquisa e especialista em pegadas de dinossauros, Martin Lockley analisou os arranh\u00f5es gigantes em blocos de arenito de at\u00e9 100 milh\u00f5es de anos. No maior dos s\u00edtios, encontrou cerca de 60 marcas em uma superf\u00edcie de 750 m\u00b2, um sinal de que a regi\u00e3o era povoada por pelo menos 50 grandes r\u00e9pteis. As \u201ccerim\u00f4nias de raspagem\u201d, como rotulou o estudo, eram protagonizadas pelo macho como uma demonstra\u00e7\u00e3o de que poderiam cavar no solo ninhos seguros para os ovos colocados pelas f\u00eameas<\/p>\n<p><strong>CERIM\u00d4NIAS RUIDOSAS<\/strong><\/p>\n<p>O tamanho, a profundidade e a distribui\u00e7\u00e3o dos arranh\u00f5es eram variados. A maioria consistia em calhas duplas paralelas. Outras mostram o contorno completo das patas de tr\u00eas dedos dos ter\u00f3podes.<\/p>\n<div class=\"foto\">\n<figure><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/og.infg.com.br\/in\/18435860-8c3-189\/FT1086A\/420\/dino-1.jpg\" alt=\"\" width=\"637\" height=\"382\" \/><figcaption>Martin Lockley (\u00e0 direita), principal autor da pesquisa da Universidade do Colorado Denver, e o tamb\u00e9m pesquisador Ken Cart posam junto a dois grandes &#8220;arranh\u00f5es&#8221; de dinossauros no oeste do Colorado<b> &#8211; Divulga\u00e7\u00e3o\/Universidade do Colorado Denver<\/b><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>\u2014 Eles mal continham sua euforia com a chegada da temporada de reprodu\u00e7\u00e3o \u2014 comenta Lockley, em entrevista ao site \u201cDiscovery news\u201d. \u2014 Este \u00e9 um comportamento t\u00edpico que vemos atualmente em algumas esp\u00e9cies de aves. Os grandes arranh\u00f5es mostram como os dinossauros estavam ativos e excitados.<\/p>\n<p>Lockley especula que os machos tamb\u00e9m emitiam altos sons durante o ritual de acasalamento, na tentativa de chamar aten\u00e7\u00e3o durante o ritual.<\/p>\n<p>Como os arranh\u00f5es n\u00e3o podem ser removidos sem danificar as rochas, a equipe de Lockley criou imagens em 3-D usando uma t\u00e9cnica chamada fotogrametria. Os pesquisadores tamb\u00e9m fizeram c\u00f3pias com moldes de borracha e fibra de vidro.<\/p>\n<p>O paleont\u00f3logo Juan Carlos Cisneros, professor da Universidade Federal do Piau\u00ed (UFPI), afirma que a pesquisa americana detalhou um aspecto fundamental da vida dos dinossauros que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel encontrar em f\u00f3sseis.<\/p>\n<p>\u2014 Se quisermos informa\u00e7\u00f5es sobre a dieta de um dinossauro, podemos analisar vest\u00edgios de seu dente. Para analisar o comportamento, por\u00e9m, n\u00e3o temos o mesmo recurso \u2014 pondera ele. \u2014 Neste caso, o pesquisador n\u00e3o pode contar com ossos para estudar se os grandes r\u00e9pteis do Cret\u00e1ceo agiam como seus parentes contempor\u00e2neos.<\/p>\n<p>De acordo com Cisneros, a pesquisa deve agora conferir se os riscos, assim como seu suposto significado, podem ser vistos em outros s\u00edtios paleontol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>O estudo de Lockley corroborra teorias sobre o motor da evolu\u00e7\u00e3o conhecido como sele\u00e7\u00e3o sexual. Desde per\u00edodos pr\u00e9-hist\u00f3ricos, machos \u00e0 procura de companheiras mant\u00eam a tradi\u00e7\u00e3o de derrotar os rivais fracos, enquanto as f\u00eameas escolhem os parceiros com performances mais \u201cimpressionantes\u201d. Na pesquisa, ele destaca que as cerim\u00f4nias realizadas pelos p\u00e1ssaros ocorreriam sempre perto de seus ninhos de verdade. O mesmo, portanto, poderia ocorrer com os ter\u00f3podes, o que levaria \u00e0 localiza\u00e7\u00e3o de novos f\u00f3sseis.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>At\u00e9 mesmo animais de 11,5 metros e quase sete toneladas precisavam mostrar sua vitalidade para<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":34969,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/dinosauro_.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/dinosauro_-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/dinosauro_-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/dinosauro_.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/dinosauro_.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/dinosauro_.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/dinosauro_.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/dinosauro_.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/dinosauro_.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/dinosauro_.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"At\u00e9 mesmo animais de 11,5 metros e quase sete toneladas precisavam mostrar sua vitalidade para","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34968"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34968"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34968\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/34969"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34968"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34968"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34968"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}