{"id":34620,"date":"2016-01-05T18:00:16","date_gmt":"2016-01-05T21:00:16","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=34620"},"modified":"2016-01-05T13:53:11","modified_gmt":"2016-01-05T16:53:11","slug":"cinco-evidencias-das-mudancas-climaticas-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cinco-evidencias-das-mudancas-climaticas-no-brasil\/","title":{"rendered":"Cinco evid\u00eancias das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e seus efeitos no Brasil"},"content":{"rendered":"<div class=\"texto\">\n<p>O ano de 2015 foi conturbado para o meio ambiente por conta de desastres como o da barragem em Mariana (MG), mas tamb\u00e9m com esperan\u00e7as, devido a assinatura do <a href=\"http:\/\/www.ecodesenvolvimento.org\/posts\/2015\/dezembro\/cop21-termina-com-acordo-historico-em-paris-mas?tag=clima\" target=\"_self\">Acordo de Paris<\/a>, cujo principal objetivo \u00e9 fazer com que os pa\u00edses se esforcem para reduzir as emiss\u00f5es de gases do efeito estufa nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>O gerente de estrat\u00e9gias de conserva\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Grupo Botic\u00e1rio de Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Natureza, Andr\u00e9 Ferretti, elencou cinco demonstra\u00e7\u00f5es de que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e seus efeitos j\u00e1 chegaram.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.ecodesenvolvimento.org\/posts\/2016\/posts\/janeiro\/5-evidencias-das-mudancas-climaticas-no-brasil\/images\/paulistacalor-ecod.jpg\" alt=\"paulistacalor-ecod.jpg\" width=\"638\" height=\"390\" \/><span class=\"legenda_foto\">No Brasil, as altas temperaturas foram sentidas durante todo o ano<br \/>\nFoto: Andr\u00e9 Tambucci\/ Fotos P\u00fablicas<\/span><\/p>\n<p><strong>1. Aumento da temperatura<\/strong><br \/>\nDe acordo com a ONU, 2015 foi o ano mais quente da hist\u00f3ria, por conta do aquecimento global, que j\u00e1 se sabe, \u00e9 influenciado pelo homem. No Brasil, as altas temperaturas foram sentidas durante todo o ano. A cidade do Rio de Janeiro registrou neste ano 43,2\u00ba C, com sensa\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica de 47\u00ba C, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia.<\/p>\n<p>A temperatura \u00e9 a mais alta desde 1915, quando teve in\u00edcio a medi\u00e7\u00e3o. Outras capitais tamb\u00e9m tiveram recordes como Bras\u00edlia (DF) que registrou a segunda maior temperatura da hist\u00f3ria, com 35,1\u00ba, Manaus (AM), que atingiu 38,6\u00ba, maior registro desde 1925 e Bel\u00e9m (PA), que atingiu 38\u00ba, recorde de calor desde que se iniciaram as medi\u00e7\u00f5es em 1897.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.ecodesenvolvimento.org\/posts\/2016\/posts\/janeiro\/5-evidencias-das-mudancas-climaticas-no-brasil\/images\/torneira-ecod.jpg\" alt=\"torneira-ecod.jpg\" width=\"638\" height=\"390\" \/><br \/>\n<span class=\"legenda_foto\">Escassez de \u00e1gua deixou de ser exclusividade do Nordeste<br \/>\nFoto: Rafael Neddermeyer\/ Fotos P\u00fablicas<\/span><\/p>\n<p><strong>2. Falta de \u00c1gua<\/strong><br \/>\nA crise da \u00e1gua no Sudeste n\u00e3o \u00e9 mais novidade. Desde 2014 a queda na quantidade de chuvas j\u00e1 \u00e9 realidade. Por\u00e9m, a a\u00e7\u00e3o do homem na degrada\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa no entorno dos rios e reservat\u00f3rios, al\u00e9m da falta de investimento, contribuiu para potencializar a crise h\u00eddrica. Da mesma forma, essa redu\u00e7\u00e3o das \u00e1reas naturais contribui para as altera\u00e7\u00f5es do clima, pois as vegeta\u00e7\u00f5es nativas possuem papel fundamental na regula\u00e7\u00e3o do microclima, al\u00e9m de, quando s\u00e3o desmatadas, emitirem gases de efeito estufa.<\/p>\n<p>Apesar da redu\u00e7\u00e3o do interesse desse assunto na m\u00eddia, os n\u00edveis nos reservat\u00f3rios paulistas continuam alarmantes. De acordo com a companhia de \u00e1gua de S\u00e3o Paulo (Sabesp), o Sistema Cantareira, um dos mais importantes do estado, continua com n\u00edvel de cerca de -10%, isto \u00e9, ainda utilizando o chamado volume morto.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.ecodesenvolvimento.org\/posts\/2016\/posts\/janeiro\/5-evidencias-das-mudancas-climaticas-no-brasil\/images\/enchentes-ecod.jpg\" alt=\"enchentes-ecod.jpg\" width=\"637\" height=\"389\" \/><br \/>\n<span class=\"legenda_foto\">Os eventos clim\u00e1ticos extremos s\u00e3o consequ\u00eancia direta das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<br \/>\nFoto: Minist\u00e9rio da Defesa Governo da \u00cdndia\/Fotos P\u00fablicas<\/span><\/p>\n<p><strong>3. Enchentes<\/strong><br \/>\nSe alguns estados sofrem com a escassez de \u00e1gua, o Sul do pa\u00eds foi atingido por chuvas devastadoras que causaram enchentes nos tr\u00eas estados. No Rio Grande do Sul, o lago Gua\u00edba, que corta a capital ga\u00facha, atingiu n\u00fameros alarmantes no ano passado, chegando a 2,80 metros, alagando diversos pontos da cidade.<\/p>\n<p>Em Santa Catarina, as perdas por conta das enchentes ultrapassaram os R$500 milh\u00f5es, de acordo com a Defesa Civil. O Paran\u00e1 registrou algo raro em 2015: v\u00e1rios tornados foram visualizados na cidade de Marechal C\u00e2ndido Rondon em novembro, quando os ventos chegaram a 115km\/h. Com grande destrui\u00e7\u00e3o, o prefeito da cidade decretou situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia. Os eventos clim\u00e1ticos extremos s\u00e3o consequ\u00eancia direta das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.ecodesenvolvimento.org\/posts\/2016\/posts\/janeiro\/5-evidencias-das-mudancas-climaticas-no-brasil\/images\/desertificacao-ecod.jpg\" alt=\"desertificacao-ecod.jpg\" width=\"638\" height=\"391\" \/><br \/>\n<span class=\"legenda_foto\">Ambiente vai se modificando at\u00e9 transformar-se em uma paisagem \u00e1rida ou de um deserto propriamente dito<br \/>\nFoto:\u00a0Martine Perret\/ONU<\/span><\/p>\n<p><strong>4. Desertifica\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nA falta de \u00e1gua que causa tantos transtornos para as pessoas tamb\u00e9m tem consequ\u00eancias enormes para a natureza. Com a altera\u00e7\u00e3o do clima e a redu\u00e7\u00e3o na quantidade de chuva, o Brasil ampliou as regi\u00f5es atingidas pela seca. No final de outubro, dados de sat\u00e9lite da Ag\u00eancia Espacial Norte Americana (Nasa) mostraram que o Sudeste perdeu 56 trilh\u00f5es de litros de \u00e1gua, na pior seca das \u00faltimas d\u00e9cadas na regi\u00e3o. O Nordeste tamb\u00e9m perdeu 49 trilh\u00f5es de litros. A falta de \u00e1gua no solo causa um processo chamado desertifica\u00e7\u00e3o, no qual o ambiente vai se modificando at\u00e9 transformar-se em uma paisagem \u00e1rida ou de um deserto propriamente dito.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.ecodesenvolvimento.org\/posts\/2016\/posts\/janeiro\/5-evidencias-das-mudancas-climaticas-no-brasil\/images\/planta-amazonia-ecod.jpg\" alt=\"planta-amazonia-ecod.jpg\" width=\"638\" height=\"391\" \/><br \/>\n<span class=\"legenda_foto\">Metade das esp\u00e9cies de plantas da Amaz\u00f4nia pode desaparecer at\u00e9 2050<br \/>\nFoto:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/pierre_pouliquin\/12086473046\/in\/photolist-jq3kmj-7gqeh7-gGbZuf-8tRq5p-9CZXQy-dWk2yp-5FCmVR-dXWcJX-q8e3Jf-9CZRo1-7eHL17-7R9VQd-djGWEw-djtQiB-7G9fdf-djKi8f-a2sqgn-wTY5wa-ajDKg3-gGbRaZ-93a3Na-9CWVyH-e6qPf5-bpbWqk-bAsERQ-7FW86D-93a6Vn-oT3EgC-e6kaW8-9iBX6f-xyecwb-iDYaP-5nngNN-e6k7v2-gGcnj6-4bqf6S-djsCWJ-4A6wjV-ajB1rM-aYvyDc-bpbW7P-wTYdkg-6rtD86-3bBrzy-aBAGXt-e6k7eT-a7Nxyv-6LeMdJ-e6kaPV-gGbNZK\" target=\"_blank\">Pierre Pouliquin\/ Flickr\/ (cc)<\/a><\/span><\/p>\n<p><strong>5. Extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies<\/strong><br \/>\nCom essas mudan\u00e7as na temperatura e ciclos de chuvas alterados, a biodiversidade mundial e brasileira sofre cada vez mais. Segundo estudo publicado na revista <em>Science<\/em>, uma em cada seis esp\u00e9cies pode ser extinta por conta das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, sendo que as regi\u00f5es que devem sofrer mais s\u00e3o Am\u00e9rica do Sul, Austr\u00e1lia e Nova Zel\u00e2ndia. Aqui no Brasil, especialistas calculam que metade das esp\u00e9cies de plantas da Amaz\u00f4nia pode desaparecer at\u00e9 2050. Segundo eles, essa redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero de \u00e1rvores, emite gases de efeito estufa, o que, por sua vez, alimenta as altera\u00e7\u00f5es do clima. \u00c9 um ciclo vicioso.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ano de 2015 foi conturbado para o meio ambiente por conta de desastres como<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":34621,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/calor.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/calor-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/calor-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/calor.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/calor.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/calor.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/calor.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/calor.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/calor.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/calor.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O ano de 2015 foi conturbado para o meio ambiente por conta de desastres como","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34620"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34620"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34620\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/34621"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34620"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34620"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34620"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}