{"id":34475,"date":"2016-01-03T12:00:24","date_gmt":"2016-01-03T15:00:24","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=34475"},"modified":"2016-01-03T12:41:03","modified_gmt":"2016-01-03T15:41:03","slug":"tesouros-submarinos-de-minerios-e-metais-ainda-desconhecidos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/tesouros-submarinos-de-minerios-e-metais-ainda-desconhecidos\/","title":{"rendered":"Tesouros submarinos de min\u00e9rios e metais ainda desconhecidos pela humanidade"},"content":{"rendered":"<p><strong><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-34476\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/tesouro_submarino-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/tesouro_submarino-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/tesouro_submarino.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Profundezas do mar grande<\/strong><\/p>\n<p>A forma\u00e7\u00e3o rochosa submarina conhecida como Eleva\u00e7\u00e3o do Rio Grande, uma cordilheira de 3 mil km<sup>2<\/sup> no fundo do oceano Atl\u00e2ntico, a 1,5 mil quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia da costa brasileira, guarda um verdadeiro tesouro em minerais e elementos qu\u00edmicos cada vez mais escassos na superf\u00edcie terrestre.<\/p>\n<p>Para desbravar essa fronteira ainda desconhecida, pesquisadores brasileiros e brit\u00e2nicos reuniram-se no projeto <i>Marine E-tech<\/i>, um esfor\u00e7o multidisciplinar para estudo a forma\u00e7\u00e3o dos dep\u00f3sitos de metais em \u00e1guas profundas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da Eleva\u00e7\u00e3o do Rio Grande, na qual os pesquisadores brasileiros se concentrar\u00e3o, a iniciativa contar\u00e1 com pesquisas em plan\u00edcies abissais ao largo da Ilha da Madeira, no Atl\u00e2ntico Norte.<\/p>\n<p><strong>Metais biog\u00eanicos<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;O Brasil possui 8.500 km de costa com uma s\u00e9rie de recursos naturais dispon\u00edveis e ainda depende muito de terras raras para desenvolver suas tecnologias. A Eleva\u00e7\u00e3o do Rio Grande \u00e9 uma potencial fonte de recursos, mas sobre a qual ainda se sabe muito pouco nas ci\u00eancias oceanogr\u00e1ficas e na minera\u00e7\u00e3o, o que inviabiliza o entendimento de suas potencialidades e da sustentabilidade da sua explora\u00e7\u00e3o. As pesquisas ser\u00e3o conduzidas para encontrar solu\u00e7\u00f5es nesse sentido&#8221;, destacou o professor Frederico Brandini, do Instituto Oceanogr\u00e1fico da USP.<\/p>\n<p>As perguntas s\u00e3o b\u00e1sicas: como esses dep\u00f3sitos e n\u00f3dulos minerais se originaram, como se formam e como s\u00e3o mantidos.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 preciso determinar se a origem desses n\u00f3dulos \u00e9 biog\u00eanica ou o resultado de rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas que induzem a precipita\u00e7\u00f5es met\u00e1licas. Bact\u00e9rias litotr\u00f3ficas usam energia da oxirredu\u00e7\u00e3o de elementos qu\u00edmicos para precipitar esses metais&#8221;, exemplificou Brandini.<\/p>\n<div class=\"imgMeioE\"><img src=\"http:\/\/www.inovacaotecnologica.com.br\/noticias\/imagens\/010125151218-nodulo-metalico-marinho-1.jpg\" alt=\"Tesouros submarinos de min\u00e9rios e metais\" \/><br clear=\"all\" \/><\/p>\n<div class=\"menor\">Amostra de n\u00f3dulo polimet\u00e1lico rico em metais de grande interesse tecnol\u00f3gico. [Imagem: CPRM]<\/div>\n<\/div>\n<p><strong>Tesouros submersos<\/strong><\/p>\n<p>O trabalho na Eleva\u00e7\u00e3o do Rio Grande tamb\u00e9m tentar\u00e1 elucidar quais composi\u00e7\u00f5es minerais est\u00e3o presentes nos n\u00f3dulos polimet\u00e1licos, rochas de diversos tamanhos que apresentam altas concentra\u00e7\u00f5es de diferentes metais.<\/p>\n<p>&#8220;Esses n\u00f3dulos t\u00eam em m\u00e9dia 10 cent\u00edmetros e determinadas regi\u00f5es dos oceanos est\u00e3o repletas deles, a maior parte de ferro e mangan\u00eas, mas com outros elementos qu\u00edmicos incorporados e relativamente f\u00e1ceis de serem extra\u00eddos. Por\u00e9m, todo esse potencial mineral est\u00e1 a mais de mil metros de profundidade, podendo chegar a at\u00e9 5 mil metros, o que exige amplo conhecimento cient\u00edfico e tecnologias muito espec\u00edficas&#8221;, explicou Brandini.<\/p>\n<p>Entre esses metais e minerais est\u00e3o alguns necess\u00e1rios ao desenvolvimento de tecnologias para produ\u00e7\u00e3o de energia mais limpa e eficiente, como os elementos de terras raras, que podem ser utilizados em baterias de ve\u00edculos el\u00e9tricos, turbinas e\u00f3licas e pain\u00e9is solares, entre outras aplica\u00e7\u00f5es. H\u00e1 ainda os elementos chamados <i>e-tech<\/i>, como o tel\u00fario, o cobalto e o sel\u00eanio.<\/p>\n<p>&#8220;Alguns desses elementos s\u00e3o altamente concentrados em dep\u00f3sitos no fundo do mar, que constituem o recurso marinho de metal mais importante para explora\u00e7\u00e3o e aproveitamentos futuros. Por exemplo, os maiores n\u00edveis de enriquecimento de tel\u00fario s\u00e3o encontrados nas profundezas dos oceanos, em crostas de ferro mangan\u00eas em montanhas submarinas&#8221;, disse Paul Lutsy, do Servi\u00e7o Geol\u00f3gico Brit\u00e2nico (BGS).<\/p>\n<p>Tel\u00fario \u00e9 um componente essencial na produ\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas solares, mas o elemento est\u00e1 presente em apenas 0,0000001% da superf\u00edcie terrestre, o que o torna tr\u00eas vezes mais escasso do que o ouro.<\/p>\n<div class=\"imgMeioD\"><img src=\"http:\/\/www.inovacaotecnologica.com.br\/noticias\/imagens\/010125151218-nodulo-metalico-marinho-2.jpg\" alt=\"Tesouros submarinos de min\u00e9rios e metais\" \/><br clear=\"all\" \/><\/p>\n<div class=\"menor\">Amostra de n\u00f3dulo polimet\u00e1lico rico em metais de grande interesse tecnol\u00f3gico. [Imagem: CPRM]<\/div>\n<\/div>\n<p><strong>Pedras vivas<\/strong><\/p>\n<p>Contudo, e apesar do potencial econ\u00f4mico e tecnol\u00f3gico, n\u00e3o h\u00e1 parceiros industriais ou mineradores unidos no esfor\u00e7o de pesquisa, que estar\u00e1 assim primariamente preocupado com os aspectos ambientais.<\/p>\n<p>&#8220;Trata-se de estudos oceanogr\u00e1ficos para que seja desvendada a hist\u00f3ria desses n\u00f3dulos, que crescem e que s\u00e3o organismos com propriedades \u00fanicas, como se fossem pedras vivas, com composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica muito particular e sobre os quais ainda pairam perguntas cient\u00edficas n\u00e3o respondidas. Para isso \u00e9 preciso um esfor\u00e7o multidisciplinar, caso deste projeto, envolvendo pesquisadores de biologia, geologia, f\u00edsica, al\u00e9m da <i>expertise<\/i> em tecnologia e da metodologia dos grupos internacionais a ele associados,&#8221; conclui o pesquisador.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Profundezas do mar grande A forma\u00e7\u00e3o rochosa submarina conhecida como Eleva\u00e7\u00e3o do Rio Grande, uma<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":34476,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/tesouro_submarino.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/tesouro_submarino-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/tesouro_submarino-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/tesouro_submarino.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/tesouro_submarino.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/tesouro_submarino.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/tesouro_submarino.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/tesouro_submarino.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/tesouro_submarino.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/tesouro_submarino.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Profundezas do mar grande A forma\u00e7\u00e3o rochosa submarina conhecida como Eleva\u00e7\u00e3o do Rio Grande, uma","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34475"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34475"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34475\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/34476"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34475"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34475"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34475"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}