{"id":3447,"date":"2014-07-23T13:00:44","date_gmt":"2014-07-23T13:00:44","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=3447"},"modified":"2014-07-22T13:23:54","modified_gmt":"2014-07-22T13:23:54","slug":"estudo-encontra-10-especies-com-risco-de-extincao-em-area-urbana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/estudo-encontra-10-especies-com-risco-de-extincao-em-area-urbana\/","title":{"rendered":"Estudo encontra 10 esp\u00e9cies com risco de extin\u00e7\u00e3o em \u00e1rea urbana"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/aves_ameacadas.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-3448\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/aves_ameacadas.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>Estudo in\u00e9dito realizado por bi\u00f3logos da Secretaria do Meio Ambiente de Araraquara (SP) detectou 234 esp\u00e9cies de animais que vivem pr\u00f3ximas aos quatro c\u00f3rregos que ajudam no abastecimento de \u00e1gua da cidade. O Diagn\u00f3stico Ambiental do Ribeir\u00e3o das Cruzes surpreendeu pela quantidade e a qualidade da fauna encontrada, j\u00e1 que dez esp\u00e9cies correm risco de extin\u00e7\u00e3o \u2013 cinco aves e cinco mam\u00edferos. Oitenta por cento do trecho pesquisado fica em \u00e1reas urbanas ou periurbanas, que s\u00e3o as faixas de transi\u00e7\u00e3o entre a cidade e o campo. Os dados coletados servir\u00e3o de base para medidas de prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente.<\/p>\n<p>O estudo levou um ano e dois meses para ser conclu\u00eddo e contou com o apoio de universit\u00e1rios, Pol\u00edcia Ambiental e o aval do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama). A \u00e1rea estudada tem 58 quil\u00f4metros de extens\u00e3o e havia passado por um processo de reflorestamento em 2010.<\/p>\n<p><strong>Ecossistema<\/strong><\/p>\n<p>Por meio da fauna, os bi\u00f3logos conseguiram tra\u00e7ar o estado geral do ecossistema pesquisado. \u201cA fauna \u00e9 respons\u00e1vel por grande parte da manuten\u00e7\u00e3o da mata. Ela serve como um bioindicador. Ao saber quais animais habitam o local, \u00e9 poss\u00edvel prever e planejar algumas estrat\u00e9gias para conserva\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o do ambiente\u201d, destacou o bi\u00f3logo coordenador do estudo, Jo\u00e3o Henrique Barbosa.<\/p>\n<p>Araraquara ainda n\u00e3o tinha um trabalho ambiental desse porte, o que impede compara\u00e7\u00f5es com dados anteriores. Mesmo assim, o resultado foi considerado surpreendente.<\/p>\n<p>\u201cEm dados quantitativos, a \u00e1rea est\u00e1 muito bem para um padr\u00e3o urbano, apesar dos impactos, como queimadas e descarte de lixo nas margens dos c\u00f3rregos. Temos esp\u00e9cies interessantes, que normalmente s\u00e3o encontradas em ambientes mais fechados e conservados. Outra quest\u00e3o s\u00e3o os dados qualitativos. N\u00f3s ainda n\u00e3o atra\u00edmos a mesma quantidade de frug\u00edvoros (comedores de frutas) que h\u00e1 de inset\u00edvoros (que comem insetos). Isso \u00e9 um sinal que a \u00e1rea ainda est\u00e1 se regenerando, e que esse processo est\u00e1 no in\u00edcio\u201d, destacou Barbosa.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-300\"><img loading=\"lazy\" title=\"Estudo fauna Araraquara (Foto: Jo\u00e3o Henrique Barbosa\/Arquivo pessoal)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/0pvo1joKH5GrE6q-i9J427rkiwE=\/300x225\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2014\/07\/04\/fauna_2.jpg\" alt=\"Estudo fauna Araraquara (Foto: Jo\u00e3o Henrique Barbosa\/Arquivo pessoal)\" width=\"600\" height=\"425\" \/><\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-300\"><strong>Quantidade de esp\u00e9cies impressionou bi\u00f3logo<br \/>\n(Foto: Jo\u00e3o Henrique Barbosa\/Arquivo pessoal)<\/strong><\/div>\n<p><strong>Aves<\/strong><\/p>\n<p>Dentre os animais encontrados, os p\u00e1ssaros foram os mais numerosos. Ao todo, foram catalogadas 168 esp\u00e9cies, n\u00famero que impressionou os pesquisadores porque a maioria das regi\u00f5es \u00e9 composta de pequenos blocos de matas ciliares, com cerca de 30 metros de extens\u00e3o.<\/p>\n<p>As mais comuns s\u00e3o as urbanas, como o Jo\u00e3o-de-Barro, o Bem-te-vi, o Carcar\u00e1 e o Curru\u00edra.<\/p>\n<p><strong>Risco de extin\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Por\u00e9m, foram observados cinco tipos que correm risco de extin\u00e7\u00e3o, segundo lista do governo estadual. S\u00e3o elas: o Chorozinho do Bico Comprido, a Arara\u00fana, a Pipira-da-Taoca, a Curica e o Anu-Coroca (esp\u00e9cie de papagaio).<\/p>\n<p>Os mam\u00edferos tamb\u00e9m marcaram presen\u00e7a na lista de animais amea\u00e7ados. Dos 27 catalogados, cinco est\u00e3o nela: o Gato-do-mato, a On\u00e7a Parda, o Veado-Mateiro, o Lobo-Guar\u00e1 e o macaco Bugio-Preto.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-300\"><img loading=\"lazy\" title=\"Estudo fauna Araraquara (Foto: Jo\u00e3o Henrique Barbosa\/Arquivo pessoal)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/InGZ7Dwem9o3L1aGwDLR72Xjj5Q=\/300x225\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2014\/07\/04\/fauna_bugio-preto_joao1.jpg\" alt=\"Estudo fauna Araraquara (Foto: Jo\u00e3o Henrique Barbosa\/Arquivo pessoal)\" width=\"600\" height=\"425\" \/><\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-300\"><strong>Bugio-Preto \u00e9 outro animal amea\u00e7ado de extin\u00e7\u00e3o<br \/>\n(Foto: Jo\u00e3o Henrique Barbosa\/Arquivo pessoal)<\/strong><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A apari\u00e7\u00e3o de felinos de grande porte, como a on\u00e7a e a jaguatirica, tamb\u00e9m foi um ponto positivo. \u201cS\u00e3o o topo da cadeia alimentar. Para que esse animal ocorra, h\u00e1 uma diversidade de outras formas de vida e organiza\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas. Ele se alimenta de v\u00e1rios outros.<\/p>\n<p><strong>R\u00e9pteis e anf\u00edbios<\/strong><\/p>\n<p>Foram observados 27 tipos de r\u00e9pteis, a maioria deles cobras e lagartos. \u201cA presen\u00e7a deles tamb\u00e9m \u00e9 importante por causa do controle natural de roedores. O lixo jogado nos rios, por exemplo, atrai ratos, que por sua vez, atraem cobras. E com isso elas ficam cada vez mais perto das casas. Com essas informa\u00e7\u00f5es, poderemos, por exemplo, municiar determinado posto de sa\u00fade com o soro apropriado para eventuais picadas a moradores naquela regi\u00e3o\u201d, informou o bi\u00f3logo.<\/p>\n<p>Os anf\u00edbios s\u00e3o os de localiza\u00e7\u00e3o mais dif\u00edcil, segundo Barbosa. Doze esp\u00e9cies foram mapeadas, como o Sapo-Cururu, o Sapo-Boi e algumas pererecas arbor\u00edcolas, aquelas que vivem em \u00e1rvores.<\/p>\n<p><strong>Monitoramento e educa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>\u201cJ\u00e1 temos a base, sabemos quem s\u00e3o e onde est\u00e3o esses animais. A partir de agora faremos um monitoramento. Escolheremos esp\u00e9cies-alvo e tentaremos reencontr\u00e1-las. A presen\u00e7a ou n\u00e3o delas vai refletir se o ambiente continua bem ou se piorou. Os animais ir\u00e3o nos dar essas respostas\u201d, disse o coordenador do estudo.<\/p>\n<p>Com o apoio do Sesc, a Secretaria de Meio Ambiente lan\u00e7ou um miniguia das aves de Araraquara. A publica\u00e7\u00e3o lista dezenas de esp\u00e9cies, com fotos, informa\u00e7\u00f5es e percentual de chances de avistamento.<\/p>\n<p>\u201cEm vez de simplesmente falar \u2018vamos preservar o mato\u2019, podemos dizer que nesse local habitam mais de 100 esp\u00e9cies de animais, que necessitam daquela regi\u00e3o para sobreviv\u00eancia. Ent\u00e3o geramos um novo olhar sobre a manuten\u00e7\u00e3o do ambiente. Na Europa, existe o \u2018Birdwatching\u2019, que \u00e9 a observa\u00e7\u00e3o de p\u00e1ssaros levada a s\u00e9rio. Temos um grupo no munic\u00edpio e queremos incentivar as pessoas\u201d, finalizou Barboza.<\/p>\n<p>O estudo ainda servir\u00e1 de base para a formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente e em levantamentos de impacto ambiental, normalmente exigidos para empresas que v\u00e3o se instalar e precisam providenciar medidas protetiovas para conseguir a licen\u00e7a de instala\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" title=\"Estudo fauna Araraquara (Foto: Jo\u00e3o Henrique Barbosa\/Arquivo pessoal)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/u77vnTUQJs1olu-qL_jZovAW808=\/620x465\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2014\/07\/04\/fauna_5_arara_caninde_-_weilington_zanachi.jpg\" alt=\"Estudo fauna Araraquara (Foto: Jo\u00e3o Henrique Barbosa\/Arquivo pessoal)\" width=\"620\" height=\"465\" \/><\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><strong>Fauna \u00e9 respons\u00e1vel por grande parte da manuten\u00e7\u00e3o da mata e quantidade de esp\u00e9cies encontradas apontou bom estado, apesar de queimadas e despejo de lixo (Foto: Jo\u00e3o Henrique Barbosa\/Arquivo pessoal)<\/strong><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo in\u00e9dito realizado por bi\u00f3logos da Secretaria do Meio Ambiente de Araraquara (SP) detectou 234<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3448,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/aves_ameacadas.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/aves_ameacadas.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/aves_ameacadas.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/aves_ameacadas.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/aves_ameacadas.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/aves_ameacadas.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/aves_ameacadas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/aves_ameacadas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/aves_ameacadas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/aves_ameacadas.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Estudo in\u00e9dito realizado por bi\u00f3logos da Secretaria do Meio Ambiente de Araraquara (SP) detectou 234","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3447"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3447"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3447\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3448"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3447"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3447"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3447"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}