{"id":33604,"date":"2015-12-19T13:00:28","date_gmt":"2015-12-19T16:00:28","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=33604"},"modified":"2015-12-19T09:06:22","modified_gmt":"2015-12-19T12:06:22","slug":"fundacao-divulga-analise-do-impacto-da-tragedia-em-mariana-na-vegetacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/fundacao-divulga-analise-do-impacto-da-tragedia-em-mariana-na-vegetacao\/","title":{"rendered":"Funda\u00e7\u00e3o divulga an\u00e1lise do impacto da trag\u00e9dia em Mariana na vegeta\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div id=\"stcpDiv\">\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/tragedia_mariana.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-33605\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/tragedia_mariana-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/tragedia_mariana-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/tragedia_mariana.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica, em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e a empresa de geotecnologia Arcplan, avaliou o impacto sobre as \u00e1reas naturais da Mata Atl\u00e2ntica decorrente do rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Samarco \u2013 pertencente a Vale e BHP Billiton \u2013 na regi\u00e3o de Mariana, em Minas Gerais.<\/p>\n<p>Marcia Hirota, diretora-executiva da SOS Mata Atl\u00e2ntica, explica que esta an\u00e1lise teve como base o \u201cAtlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atl\u00e2ntica\u201d, desenvolvido anualmente por essas organiza\u00e7\u00f5es, com patroc\u00ednio do Bradesco Cart\u00f5es, e que utiliza a tecnologia de sensoriamento remoto e geoprocessamento para monitorar remanescentes acima de 3 hectares (ha). \u201cEntretanto, neste estudo, avaliamos fragmentos de vegeta\u00e7\u00e3o nativa e \u00e1reas naturais acima de 1 ha, o que possibilitou um exame mais detalhado da vegeta\u00e7\u00e3o natural, com porte\u00a0arb\u00f3reo\/arbustivo\u00a0ou florestal com menor grau de conserva\u00e7\u00e3o, existente nas margens dos rios e demais \u00e1reas afetadas pelo rompimento da barragem\u201d.<\/p>\n<p>A \u00e1rea analisada abrange os munic\u00edpios de Mariana, Barra Longa, Rio Doce, Santa Cruz do Escalvado e Ponto Nova, todos integralmente inseridos nos limites da Mata Atl\u00e2ntica, de acordo com o mapa de aplica\u00e7\u00e3o da Lei da Mata Atl\u00e2ntica (11.428\/ 2006).<\/p>\n<p>O estudo constatou que a lama de rejeitos impactou uma \u00e1rea total de 1.775 ha, ou 17 km<sup>2<\/sup>, desses munic\u00edpios, incluindo-se regi\u00f5es de vegeta\u00e7\u00e3o nativa ou alteradas por pasto, agricultura e malhas urbanas. A lama removeu um total de 324 ha de \u00e1reas de Mata Atl\u00e2ntica, sendo 236 ha de florestas nativas e outros 88 ha de vegeta\u00e7\u00e3o natural.<\/p>\n<p align=\"center\">\u00a0<i>Confira o relat\u00f3rio completo do estudo em:\u00a0\u00a0<a href=\"https:\/\/goo.gl\/W5EI4J\">https:\/\/goo.gl\/W5EI4J\u00a0 <\/a><\/i><\/p>\n<p>Foram avaliados na an\u00e1lise de impacto sobre a vegeta\u00e7\u00e3o nativa 114 km de cursos d\u2019\u00e1gua (12 km do Rio Doce, 28 km do Rio Carmo, 69 km do Rio Gualaxo do Norte, 3\u00a0km do c\u00f3rrego Santar\u00e9m e 2 km do afluente do c\u00f3rrego Santar\u00e9m), a partir da barragem de Bento Rodrigues, onde ocorreu o rompimento, at\u00e9 a represa da Usina Candonga (UHE Risoleta Neves), no munic\u00edpio de Rio Doce.<\/p>\n<p>Segundo Fl\u00e1vio Jorge Ponzoni, pesquisador e coordenador t\u00e9cnico do estudo pelo INPE, a represa da Usina Candonga absorveu o impacto da onda de lama que afetou a \u00e1rea do entorno dos rios. \u201cAp\u00f3s a represa, o impacto foi no leito do rio, na qualidade da \u00e1gua e no deslocamento de sedimentos, n\u00e3o havendo remo\u00e7\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o nas margens dos rios, ou ao menos na escala do estudo, que considera \u00e1reas com no m\u00ednimo 1 ha\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.sosma.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/antes-depois-mariana-rio-doce-vegetacao.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone  wp-image-104178\" src=\"https:\/\/www.sosma.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/antes-depois-mariana-rio-doce-vegetacao.jpg\" alt=\"antes depois mariana rio doce vegetacao\" width=\"640\" height=\"288\" \/><\/a><\/p>\n<p>O rompimento da barragem de rejeitos afetou um total de 679 km de rios, sendo os 114 km j\u00e1 citados entre a barragem de Bento Rodrigues at\u00e9 a represa da Usina Condonga, e outros 564 km entre a usina e a foz do Rio Doce no oceano, em Linhares, no Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>As principais refer\u00eancias para a interpreta\u00e7\u00e3o realizada no mapeamento detalhado foram as imagens orbitais do sensor OLI\/LANDSAT 8, de 2015, referentes a antes (25 de setembro) e depois do rompimento (12 de novembro), al\u00e9m de imagens de alta resolu\u00e7\u00e3o dispon\u00edveis no <i>Google Earth<\/i>. \u201cCom as tecnologias hoje dispon\u00edveis podemos identificar com mais precis\u00e3o \u00e1reas de vegeta\u00e7\u00e3o de menor porte ou com menor grau de conserva\u00e7\u00e3o, mas que exercem papel importante no que se refere a prote\u00e7\u00e3o do solo e a qualidade e quantidade de \u00e1gua que abastece rios e represas\u201d, observa Marcos Rosa, diretor da Arcplan.<\/p>\n<p align=\"center\"><i>Mapas das \u00e1reas avaliadas, em alta resolu\u00e7\u00e3o, dispon\u00edveis em: <\/i><\/p>\n<p align=\"center\"><strong><i><a href=\"https:\/\/www.dropbox.com\/s\/wh9n5mp66d950wm\/MG.zip?dl=0\">https:\/\/www.dropbox.com\/s\/wh9n5mp66d950wm\/MG.zip?dl=0<\/a> <\/i><\/strong><\/p>\n<p>\u201cMinas Gerais j\u00e1 \u00e9 um Estado bastante castigado em rela\u00e7\u00e3o a supress\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o nativa e foi campe\u00e3o do ranking do desmatamento da Mata Atl\u00e2ntica por cinco anos consecutivos. A trag\u00e9dia de Mariana, com seu rastro de degrada\u00e7\u00e3o, se soma a essa realidade e reflete as tr\u00e1gicas consequ\u00eancias do desmonte gradativo da legisla\u00e7\u00e3o ambiental brasileira e da sua n\u00e3o aplica\u00e7\u00e3o. Deve servir, portanto, para mobilizar governos e sociedade a empregar esfor\u00e7os para o aprimoramento das pol\u00edticas ambientais, a prote\u00e7\u00e3o das florestas nativas, a recupera\u00e7\u00e3o dos ambientes degradados e o aperfei\u00e7oamento de mecanismos de controle de atividades empresariais com grandes impactos ao meio ambiente\u201d, conclui Marcia Hirota.<\/p>\n<p><b>Expedi\u00e7\u00e3o pelo Rio Doce <\/b><\/p>\n<p>Desde o \u00faltimo domingo (6 de dezembro), uma equipe da SOS Mata Atl\u00e2ntica est\u00e1 em expedi\u00e7\u00e3o pelos munic\u00edpios afetados pelo rompimento da barragem\u00a0com o objetivo de coletar sedimentos para an\u00e1lises em laborat\u00f3rios e monitorar a qualidade da \u00e1gua do Rio Doce e afluentes impactados pela lama e rejeitos de min\u00e9rios. \u201cA situa\u00e7\u00e3o \u00e9 absolutamente desoladora. Passado um m\u00eas do rompimento das barragens os rios ainda est\u00e3o cor de laranja, com turbidez extremamente elevada, com alt\u00edssima concentra\u00e7\u00e3o de sedimentos e metais. Estamos fazendo coletas para as an\u00e1lises de qualidade da \u00e1gua e metais pesados e em breve, quando concluirmos os estudos, divulgaremos dados e um relato da expedi\u00e7\u00e3o\u201d, comenta Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das \u00c1guas da Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n<p>A expedi\u00e7\u00e3o \u00e9 realizada em parceria com\u00a0a empresa Prominent, fornecedora de equipamentos e reagentes, de outros grupos de especialistas volunt\u00e1rios, como o GIAIA \u2013 Grupo Independente de Avalia\u00e7\u00e3o de Impacto Ambiental \u2013 e conta tamb\u00e9m com a participa\u00e7\u00e3o do eco esportista Dan Robson, que navega trechos com um caiaque especialmente equipado para realizar an\u00e1lises da qualidade da \u00e1gua e da profundidade do leito dos rios e dos reservat\u00f3rios ao longo do percurso.<\/p>\n<p>A analise da \u00e1gua, que t\u00eam como base a legisla\u00e7\u00e3o do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) para obten\u00e7\u00e3o do IQA (\u00edndice de qualidade da \u00e1gua) \u00e9 feita com emprego de um kit desenvolvido pelo programa Rede das \u00c1guas, utilizado no projeto Observando os Rios,\u00a0 que re\u00fane volunt\u00e1rios de diversos estados do pa\u00eds, localizados em \u00e1reas de Mata Atl\u00e2ntica, para o monitoramento de qualidade da \u00e1gua em rios, c\u00f3rregos e lagos.<b> <\/b>\u00a0O kit segue metodologia para avalia\u00e7\u00e3o do IQA a partir de um total de 16 par\u00e2metros, que incluem n\u00edveis de oxig\u00eanio, demanda bioqu\u00edmica de oxig\u00eanio, nitrato, coliformes, fosfato, pH, temperatura, turbidez, odor cor \u00a0e presen\u00e7a de peixes, larvas brancas e vermelhas. A classifica\u00e7\u00e3o da qualidade das \u00e1guas \u00e9 feita em cinco n\u00edveis de pontua\u00e7\u00e3o: p\u00e9ssimo (de 14 a 20 pontos), ruim (de 21 a 26 pontos), regular (de 27 a 35 pontos), bom (de 36 a 40 pontos) e \u00f3timo (acima de 40 pontos).<\/p>\n<p>\u201cEm virtude da contamina\u00e7\u00e3o por rejeitos de min\u00e9rio, com metais pesados e da enorme turbidez da \u00e1gua, est\u00e3o sendo utilizados equipamentos especiais para medi\u00e7\u00e3o de metais. Parte dos testes est\u00e3o sendo feitos em campo, com o emprego de sondas de medi\u00e7\u00e3o e\u00a0espectrofot\u00f4metro e as amostras preservadas ser\u00e3o levadas para tr\u00eas laborat\u00f3rios das universidades parceiras, integrantes do GIAIA\u201d, complementa Malu Ribeiro.<\/p>\n<p><b>Apoie esta iniciativa e outros projetos da Funda\u00e7\u00e3o<\/b><br \/>\nOs projetos da SOS Mata Atl\u00e2ntica contam com o apoio de empresas e pessoas espalhadas por todo o pa\u00eds para serem realizados. Voc\u00ea tamb\u00e9m pode ajudar.<b><a href=\"https:\/\/www.sosma.org.br\/apoie\/\" target=\"_blank\"> Fa\u00e7a uma doa\u00e7\u00e3o ou seja um filiado.<\/a><\/b><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica, em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":33605,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/tragedia_mariana.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/tragedia_mariana-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/tragedia_mariana-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/tragedia_mariana.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/tragedia_mariana.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/tragedia_mariana.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/tragedia_mariana.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/tragedia_mariana.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/tragedia_mariana.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/tragedia_mariana.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica, em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33604"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33604"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33604\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/33605"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33604"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33604"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33604"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}