{"id":33391,"date":"2015-12-15T14:00:42","date_gmt":"2015-12-15T17:00:42","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=33391"},"modified":"2015-12-14T21:04:41","modified_gmt":"2015-12-15T00:04:41","slug":"discussao-sobre-mobilidade-urbana-deve-ir-alem-dos-meios-de-transportes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/discussao-sobre-mobilidade-urbana-deve-ir-alem-dos-meios-de-transportes\/","title":{"rendered":"Discuss\u00e3o sobre mobilidade urbana deve ir al\u00e9m dos meios de transportes"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"intro\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/mobilidade_urbano.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-33392\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/mobilidade_urbano-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/mobilidade_urbano-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/mobilidade_urbano.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Q<\/span>uando o tema da mobilidade vem \u00e0 tona, \u00e9 comum associ\u00e1-lo a quest\u00f5es como ciclovias, malha vi\u00e1ria, transporte p\u00fablico e tamanho da frota de ve\u00edculos \u2013 ou seja, \u00e0 presen\u00e7a (ou aus\u00eancia) de determinados meios de transporte, tamb\u00e9m chamados de modais. Para o designer Mateus Silveira, por\u00e9m, isso restringe a conversa a apenas parte do problema. E j\u00e1 est\u00e1 na hora de discutirmos outro lado importante da quest\u00e3o: como as oportunidades de emprego, educa\u00e7\u00e3o e lazer est\u00e3o distribu\u00eddas na cidade? \u201cA gente fala de solu\u00e7\u00f5es modais e esquece que existem muitos deslocamentos desnecess\u00e1rios, que s\u00f3 ocorrem porque a oferta de trabalho e cultura est\u00e3o concentradas\u201d, afirma Silveira, que est\u00e1 \u00e0 frente do projeto \u201cO Futuro das Cidades\u201d, uma iniciativa da Fiat que re\u00fane entidades como a USP (S\u00e3o Paulo), Cesar (Recife) e Coppead (Rio), al\u00e9m do projeto Cidade para Pessoas e do Projeto Draft, ambos em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora o projeto realizou 16 encontros sobre mobilidade urbana, ao mesmo tempo em que \u00a0constru\u00eda uma rede com mais de 150 especialistas. Entre as principais metas est\u00e1 dialogar com representantes de diversos setores. Uma das constata\u00e7\u00f5es desse debate \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 sistema p\u00fablico de transportes capaz de atender satisfatoriamente a popula\u00e7\u00e3o de uma cidade onde as oportunidades est\u00e3o centralizadas. \u201cEle s\u00f3 dar\u00e1 conta at\u00e9 determinado limite. Assim que a demanda cresce, ele n\u00e3o consegue mais, afirma Silveira\u201d. Outra conclus\u00e3o \u00e9 que n\u00e3o basta lutar pela melhoria dos diversos modais (amplia\u00e7\u00e3o da rede de metr\u00f4, por exemplo), mas tamb\u00e9m por op\u00e7\u00f5es cada vez mais integradas, para que no futuro o usu\u00e1rio disponha de uma rede que combine o melhor de cada alternativa.<\/p>\n<p>E em rela\u00e7\u00e3o ao uso do carro? Claro que essa quest\u00e3o \u00e9 central quando se fala de um trabalho sobre mobilidade liderado por uma fabricante de autom\u00f3veis. Segundo Silveira, o projeto tamb\u00e9m ajuda a Fiat a identificar as mudan\u00e7as em curso e se preparar para uma nova realidade. Uma das transforma\u00e7\u00f5es j\u00e1 apontadas, por exemplo, \u00e9 que o carro vem perdendo seu valor simb\u00f3lico, sua capacidade de transmitir status. \u201cAlgumas pesquisas mostram que as prioridades dos jovens est\u00e3o mudando. Para eles \u00e9 muito mais importante estar conectado do que ter um carro\u201d, afirma Silveira.<\/p>\n<div class=\"componente_materia\">\n<div class=\"intertitulo\">Carros para compartilhar e passear<\/div>\n<\/div>\n<p>Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m existe uma nova postura do consumidor em rela\u00e7\u00e3o a produtos em geral. Para as futuras gera\u00e7\u00f5es, a rela\u00e7\u00e3o com os bens ter\u00e1 um vi\u00e9s de acesso \u2013 n\u00e3o necessariamente de posse. Como resultado, estaremos cada vez mais abertos \u00e0 economia do compartilhamento. \u201cNesse contexto, a gente v\u00ea o carro como uma dentre as diversas op\u00e7\u00f5es de modais. A pessoa pode contar com um servi\u00e7o de autom\u00f3vel compartilhado, que ela acessa em uma emerg\u00eancia, por exemplo, ou em alguma situa\u00e7\u00e3o em que o carro consiga suprir sua demanda melhor do que outros modais\u201d, diz Silveira. Para ele, esse meio de transporte pode retomar, no futuro, seu significado inicial, que era proporcionar passeios. A ideia dos carros compartilhados se beneficiaria muito de outra proposta em desenvolvimento: a dos carros aut\u00f4matos. Com a oferta de ve\u00edculos que se locomovem sozinhos, o usu\u00e1rio poderia pegar e devolver o autom\u00f3vel em qualquer local, o que tornaria o processo de compartilhamento muito mais pr\u00e1tico.<\/p>\n<p>\u201cO Futuro das Cidades\u201d entra agora em uma segunda fase, em que ser\u00e3o avaliadas as solu\u00e7\u00f5es de mobilidade urbana desenvolvidas em quatro locais ao redor do mundo. Bogot\u00e1, Buenos Aires, Amsterdam, T\u00f3quio, S\u00e3o Francisco e Detroit (polo da ind\u00fastria automobil\u00edstica que precisou se reinventar ap\u00f3s uma profunda crise da ind\u00fastria) est\u00e3o entre os destinos sondados pela equipe. A defini\u00e7\u00e3o ocorrer\u00e1 em 2016, e o principal crit\u00e9rio \u00e9 que a cidade esteja aberta para o di\u00e1logo. \u201cQueremos conversar com quem idealizou as solu\u00e7\u00f5es, assim como com os usu\u00e1rios. Vamos vivenciar essas medidas tamb\u00e9m, para voltar ao Brasil com todo esse aprendizado e ter um debate mais amplo em busca dessas oportunidades.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando o tema da mobilidade vem \u00e0 tona, \u00e9 comum associ\u00e1-lo a quest\u00f5es como ciclovias,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":33392,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/mobilidade_urbano.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/mobilidade_urbano-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/mobilidade_urbano-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/mobilidade_urbano.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/mobilidade_urbano.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/mobilidade_urbano.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/mobilidade_urbano.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/mobilidade_urbano.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/mobilidade_urbano.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/mobilidade_urbano.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Quando o tema da mobilidade vem \u00e0 tona, \u00e9 comum associ\u00e1-lo a quest\u00f5es como ciclovias,","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33391"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33391"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33391\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/33392"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33391"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33391"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33391"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}