{"id":33270,"date":"2015-12-13T12:00:55","date_gmt":"2015-12-13T15:00:55","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=33270"},"modified":"2015-12-12T18:08:11","modified_gmt":"2015-12-12T21:08:11","slug":"as-abelhas-africanizadas-fazem-jus-ao-apelido-de-abelhas-assassinas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/as-abelhas-africanizadas-fazem-jus-ao-apelido-de-abelhas-assassinas\/","title":{"rendered":"As abelhas africanizadas fazem jus ao apelido de abelhas assassinas?"},"content":{"rendered":"<p class=\"story-body__introduction\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/abelhas_africanas.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-33271\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/abelhas_africanas-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/abelhas_africanas-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/abelhas_africanas.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A reputa\u00e7\u00e3o: As abelhas assassinas s\u00e3o enormes e equipadas com um veneno letal.<\/p>\n<p>A realidade: As abelhas assassinas s\u00e3o na verdade menores do que as abelhas mais comuns. Seu veneno tamb\u00e9m \u00e9 menos poderoso. Elas s\u00e3o agressivas, menos em Porto Rico.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria das abelhas assassinas pode parecer uma hist\u00f3ria de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica.<\/p>\n<p>Em 1956, um cientista brasileiro chamado Warwick Estevam Kerr importou abelhas africanas para a Am\u00e9rica do Sul com a inten\u00e7\u00e3o de criar uma linhagem mais produtiva. Algumas delas escaparam e procriaram com abelhas europeias, dando origem a uma nova esp\u00e9cie h\u00edbrida.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"> <span class=\"off-screen\">Image copyright<\/span> <span class=\"story-image-copyright\">Alamy<\/span> <\/span><figcaption class=\"media-caption\"> <img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/ws\/624\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2015\/12\/09\/151209160223_abelhas2_640x360_alamy_nocredit.jpg\" alt=\"Abelha africanizada (foto: Gustavo Mazzarollo\/Alamy Stock Photo)\" width=\"638\" height=\"359\" \/><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span> <span class=\"media-caption__text\"> Abelhas africanizadas foram criadas a partir de pesquisa de cientista brasileiro <\/span> <\/figcaption><\/figure>\n<p>Essas abelhas africanizadas come\u00e7aram a se espalhar. Em 1985, elas j\u00e1 haviam chegado at\u00e9 ao M\u00e9xico. Em 2014, pesquisadores que estudam a prolifera\u00e7\u00e3o desse h\u00edbrido pela Calif\u00f3rnia descobriram que elas haviam chegado a San Francisco.<\/p>\n<p>No in\u00edcio dessa invas\u00e3o, as abelhas africanizadas foram apelidadas de &#8220;abelhas assassinas&#8221;, inspirando pelo caminho uma onda de medo e de filmes de segunda categoria.<\/p>\n<p>Mas a verdade sobre as abelhas assassinas n\u00e3o \u00e9 bem aquela que esses filmes nos levam a acreditar.<\/p>\n<p>Para come\u00e7ar, as abelhas africanizadas s\u00e3o levemente menores do que suas primas europeias, ent\u00e3o carregam tamb\u00e9m menos veneno. Esse veneno n\u00e3o \u00e9 mais potente, ent\u00e3o se considerarmos abelha por abelha, a abelha assassina representa uma amea\u00e7a menor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"> <span class=\"off-screen\">Image copyright<\/span> <span class=\"story-image-copyright\">USDA<\/span> <\/span><figcaption class=\"media-caption\"> <img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/ws\/624\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2015\/12\/09\/151209160358_abelhas3_640x360_usda_nocredit.jpg\" alt=\"Abelha africanizada (esquerda) ao lado de abelha europeia (direita) (foto: Scott Bauer, USDA)\" width=\"636\" height=\"358\" \/><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span> <span class=\"media-caption__text\"> A abelha africanizada (\u00e0 esquerda) \u00e9 menor do que a abelha comum (\u00e0 direita) <\/span> <\/figcaption><\/figure>\n<p>O perigo vem da forma como essas abelhas defendem uma colmeia. &#8220;As abelhas africanizadas respondem mais rapidamente \u00e0 perturba\u00e7\u00e3o da col\u00f4nia, e em maior n\u00famero, com mais ferroadas&#8221;, conclu\u00edram pesquisadores em 1982. A descoberta foi repetida em v\u00e1rios estudos posteriores.<\/p>\n<p>Essa resposta agressiva ajuda a explicar por que as abelhas africanizadas causaram a morte de centenas de pessoas nos \u00faltimos 50 anos.<\/p>\n<p>Na aus\u00eancia de uma rea\u00e7\u00e3o al\u00e9rgica, s\u00e3o necess\u00e1rias cerca de mil ferroadas para injetar uma dose letal de veneno em um adulto de porte m\u00e9dio. As abelhas europeias raramente s\u00e3o t\u00e3o combativas. Mas as abelhas africanizadas podem ser.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><span class=\"off-screen\">Image copyright<\/span> <span class=\"story-image-copyright\">Alamy<\/span> <\/span><figcaption class=\"media-caption\"> <img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/ws\/624\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2015\/12\/09\/151209160518_abelhas4_640x360_alamy_nocredit.jpg\" alt=\"Ferr\u00e3o de uma abelha europeia (foto: Alamy Stock Photo)\" width=\"640\" height=\"360\" \/><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span> <span class=\"media-caption__text\"> S\u00e3o necess\u00e1rias cerca de mil ferroadas para injetar uma dose letal de veneno em um adulto <\/span> <\/figcaption><\/figure>\n<p>Apesar disso, a refer\u00eancia a elas como &#8220;abelhas assassinas&#8221; pode ser equivocada, comenta o entomologista Bert Rivera-Marchand, da Universidade Interamericana de Porto Rico, em Bayam\u00f3n.<\/p>\n<p>&#8220;O apelido d\u00e1 a impress\u00e3o de que essas abelhas est\u00e3o a\u00ed para matar, quando elas na verdade est\u00e3o defendendo sua colmeia&#8221;, afirma Rivera-Marchand. &#8220;Independentemente do qu\u00e3o defensiva uma colmeia seja, abelhas \u00e0 procura de alimento no campo n\u00e3o atacam e n\u00e3o h\u00e1 um comportamento agressivo verificado em enxames&#8221;, complementa.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, Rivera-Marchand descobriu uma particularidade em seu pr\u00f3prio &#8220;quintal&#8221;: as abelhas africanizadas de Porto Rico, onde elas foram detectadas pela primeira vez em 1994, t\u00eam um comportamento defensivo mais reduzido.<\/p>\n<p>Em um estudo publicado em 2012, ele e seus colegas demonstraram que as abelhas porto-riquenhas s\u00e3o mais lentas para ferroar e fazem isso com menos frequ\u00eancia do que as abelhas africanas do resto do continente. As abelhas assassinas de Porto Rico se comportam exatamente como as abelhas europeias.<\/p>\n<p>A composi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica dessas abelhas &#8220;mansas&#8221; possui o padr\u00e3o inconfund\u00edvel das abelhas africanizadas. Ainda assim, por alguma raz\u00e3o ainda n\u00e3o descoberta, em menos de 20 anos elas perderam a agressividade que se espera de abelhas assassinas.<\/p>\n<p>Leia a <a class=\"story-body__link\" href=\"http:\/\/www.bbc.com\/earth\/story\/20151123-are-killer-africanized-bees-really-that-dangerous\"> vers\u00e3o original desta reportagem em ingl\u00eas<\/a> no site <a class=\"story-body__link\" href=\"http:\/\/www.bbc.com\/earth\/uk\"> BBC Earth<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A reputa\u00e7\u00e3o: As abelhas assassinas s\u00e3o enormes e equipadas com um veneno letal. A realidade:<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":33271,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/abelhas_africanas.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/abelhas_africanas-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/abelhas_africanas-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/abelhas_africanas.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/abelhas_africanas.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/abelhas_africanas.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/abelhas_africanas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/abelhas_africanas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/abelhas_africanas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/abelhas_africanas.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A reputa\u00e7\u00e3o: As abelhas assassinas s\u00e3o enormes e equipadas com um veneno letal. 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