{"id":33262,"date":"2015-12-13T10:00:08","date_gmt":"2015-12-13T13:00:08","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=33262"},"modified":"2015-12-13T11:55:24","modified_gmt":"2015-12-13T14:55:24","slug":"um-ninho-de-galaxias-monstro-na-infancia-do-universo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/um-ninho-de-galaxias-monstro-na-infancia-do-universo\/","title":{"rendered":"Astr\u00f4nomos encontram um \u2018ninho\u2019 de gal\u00e1xias &#8216;monstro&#8217; na inf\u00e2ncia do Universo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/ninho_galaxia.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-33263\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/ninho_galaxia-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/ninho_galaxia-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/ninho_galaxia.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Astr\u00f4nomos encontraram um \u201cninho\u201d de gal\u00e1xias \u201cmonstro\u201d, objetos com uma taxa de forma\u00e7\u00e3o de estrelas de centenas at\u00e9 milhares de vezes superior \u00e0 vista hoje na Via L\u00e1ctea, na inf\u00e2ncia do Universo. Localizadas na conflu\u00eancia de filamentos de mat\u00e9ria escura a 11,5 bilh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia da Terra na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o de Aqu\u00e1rio, estas ent\u00e3o ainda jovens gal\u00e1xias s\u00e3o provavelmente as progenitoras de gigantes el\u00edpticas como as que vemos em nossa atual vizinhan\u00e7a c\u00f3smica e sua descoberta pode ajudar a melhorar a compreens\u00e3o de como estes enormes objetos, com trilh\u00f5es de estrelas, se formaram e evolu\u00edram.<\/p>\n<p>De acordo com as teorias atuais, as gal\u00e1xias \u201cmonstro\u201d se formam em ambientes especiais onde h\u00e1 uma grande concentra\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria escura, subst\u00e2ncia de natureza ainda desconhecida pelos cientistas que responderia por cerca de 25% de tudo que existe no Universo, mas cuja exist\u00eancia pode ser inferida devido \u00e0 sua a\u00e7\u00e3o gravitacional. E, de fato, o \u201cninho\u201d encontrado pelos astr\u00f4nomos liderados por Hideki Umehata, bolsista de p\u00f3s-doutorado da Sociedade Japonesa para Avan\u00e7o da Ci\u00eancia junto ao Observat\u00f3rio Europeu do Sul (ESO), e Yoichi Tamura e Kotaro Kohno, professores da Universidade de T\u00f3quio, est\u00e1 justamente na conflu\u00eancia do que se acreditam ser grandes filamentos desta misteriosa mat\u00e9ria escura no Universo primordial.<\/p>\n<p>Para identificar estas gal\u00e1xias \u201cmonstro\u201d, os astr\u00f4nomos se valeram do poder do Observat\u00f3rio Alma, uma rede de 66 antenas instalada no topo do Planalto de Chajnantor, no Deserto do Atacama, do Chile, onde \u00e9 capaz de detectar t\u00eanues sinais na faixa milim\u00e9trica e submilim\u00e9trica do espectro eletromagn\u00e9tico. Esta caracter\u00edstica tamb\u00e9m permite que o Alma penetre nas nuvens de g\u00e1s e poeira que costumam obscurecer e dificultar a observa\u00e7\u00e3o destas jovens gal\u00e1xias no Universo primordial em luz vis\u00edvel.<\/p>\n<p>Antes das observa\u00e7\u00f5es com o Alma, os astr\u00f4nomos japoneses j\u00e1 tinham estudado esta regi\u00e3o do c\u00e9u, conhecida como SSA22, com o Aste, uma antena de 10 metros de di\u00e2metro que tamb\u00e9m faz observa\u00e7\u00f5es na faixa submilim\u00e9trica operada pelo Observat\u00f3rio Nacional de Astronomia do Jap\u00e3o (NAOJ) instalada em Pampa la Bola, a cerca de 10 quil\u00f4metros da rede constru\u00edda em Chajnantor numa parceria entre o ESO, o pr\u00f3prio NAOJ e funda\u00e7\u00f5es nacionais de ci\u00eancia dos EUA, Canad\u00e1, Taiwan, Coreia e Chile. Neste estudo, eles encontraram indica\u00e7\u00f5es da presen\u00e7a de um prov\u00e1vel aglomerado destas gal\u00e1xias \u201cmonstro\u201d, mas foi apenas com a sensibilidade dez vezes maior e resolu\u00e7\u00e3o 60 vezes superior do Alma que conseguiram identificar a localiza\u00e7\u00e3o exata de pelo menos nove destes objetos na SSA22.<\/p>\n<p>Com os dados do Alma em m\u00e3os, os astr\u00f4nomos compararam as posi\u00e7\u00f5es das gal\u00e1xias \u201cmonstro\u201d com imagens de um aglomerado de gal\u00e1xias jovens visto em luz vis\u00edvel pelo telesc\u00f3pio Subaru, tamb\u00e9m operado pelo NAOJ no alto da montanha de Mauna Kea, no Hava\u00ed, na mesma regi\u00e3o do c\u00e9u. O formato deste aglomerado indica a presen\u00e7a de uma grande rede de filamentos de mat\u00e9ria escura na \u00e1rea da SSA22 que seriam respons\u00e1veis por dar forma \u00e0s estruturas em grande escala vistas no Universo.<\/p>\n<p>Um dos exemplos destas estruturas na nossa vizinhan\u00e7a c\u00f3smica \u00e9 a chamada \u201cGrande Muralha\u201d, tamb\u00e9m conhecida como \u201cMuralha de Coma\u201d, que se estende por ao menos 500 milh\u00f5es de anos-luz de comprimento, 200 milh\u00f5es de anos-luz de largura e 16 milh\u00f5es de anos-luz de espessura entre 300 milh\u00f5es e 550 milh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia de nosso planeta. No caso das gal\u00e1xias \u201cmonstro\u201d de SSA22, os astr\u00f4nomos acreditam que elas e os filamentos de mat\u00e9ria escura onde est\u00e3o localizadas fa\u00e7am parte de uma \u201cproto-Grande Muralha\u201d do tipo da de Coma.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Astr\u00f4nomos encontraram um \u201cninho\u201d de gal\u00e1xias \u201cmonstro\u201d, objetos com uma taxa de forma\u00e7\u00e3o de estrelas<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":33263,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/ninho_galaxia.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/ninho_galaxia-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/ninho_galaxia-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/ninho_galaxia.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/ninho_galaxia.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/ninho_galaxia.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/ninho_galaxia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/ninho_galaxia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/ninho_galaxia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/ninho_galaxia.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Astr\u00f4nomos encontraram um \u201cninho\u201d de gal\u00e1xias \u201cmonstro\u201d, objetos com uma taxa de forma\u00e7\u00e3o de estrelas","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33262"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33262"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33262\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/33263"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33262"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33262"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33262"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}