{"id":3302,"date":"2014-07-20T15:06:05","date_gmt":"2014-07-20T15:06:05","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=3302"},"modified":"2014-07-20T15:06:05","modified_gmt":"2014-07-20T15:06:05","slug":"arvore-em-risco-de-extincao-e-descoberta-por-acidente-na-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/arvore-em-risco-de-extincao-e-descoberta-por-acidente-na-bahia\/","title":{"rendered":"\u00c1rvore em risco de extin\u00e7\u00e3o \u00e9 descoberta por acidente na Bahia"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/arvore_extincao_bh.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-3304\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/arvore_extincao_bh.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>Uma nova esp\u00e9cie de \u00e1rvore descoberta na regi\u00e3o da Chapada Diamantina, na Bahia, foi considerada nesta quinta-feira (17) &#8220;em perigo de extin\u00e7\u00e3o&#8221; por pesquisadores respons\u00e1veis pelo achado.<\/p>\n<p>Batizada de Anteremanthus piranii, em homenagem ao bot\u00e2nico e professor da USP (Universidade de S\u00e3o Paulo), Jos\u00e9 Rubens Pirani, autor de estudos sobre bot\u00e2nica no Brasil, a \u00e1rvore descoberta cresce at\u00e9 cinco metros de altura e nasce entre fendas de rochas.<\/p>\n<p>Os ramos dela t\u00eam colora\u00e7\u00e3o creme, as folhas s\u00e3o verde-acinzentada\u00a0e as flores de p\u00e9talas brancas possuem um lil\u00e1s nas pontas.<\/p>\n<p>A \u00e1rvore \u00e9 encontrada em locais com altitude entre 800 a 900 metros de altura, numa \u00e1rea de transi\u00e7\u00e3o entre caatinga e cerrado.<\/p>\n<p>A descoberta ganhou destaque na pen\u00faltima edi\u00e7\u00e3o (maio deste ano) de uma das revistas de bot\u00e2nica mais conceituadas dos Estados Unidos, a &#8220;Systematic Botany&#8221;.<\/p>\n<p>A novidade \u00e9 levada aos bot\u00e2nicos do mundo por meio de artigo da bi\u00f3loga baiana Fernanda Afonso e da pesquisadora em bot\u00e2nica N\u00e1dia Roque, ambas da UFBA (Universidade Federal da Bahia).<\/p>\n<p>Fernanda Afonso afirma que n\u00e3o foi poss\u00edvel fazer estudos para dimensionar o tamanho da popula\u00e7\u00e3o da \u00e1rvore, encontrada na Serra Geral do munic\u00edpio de Lic\u00ednio de Almeida.\u00a0&#8220;Percebemos que [a \u00e1rvore] ocorre em poucos pontos e muito pr\u00f3ximos entre si. Devido, principalmente, a distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica restrita, foi considerada como criticamente em perigo de extin\u00e7\u00e3o&#8221;, disse Fernanda.<\/p>\n<h3>Surpresa<\/h3>\n<p>A \u00e1rvore foi descoberta durante pesquisas de mestrado de Fernanda, entre 2011 e 2012.\u00a0O trabalho dela era realizar &#8220;o levantamento flor\u00edstico das esp\u00e9cies da fam\u00edlia Asteraceae&#8221;, na Serra Geral de Lic\u00ednio de Almeida.<\/p>\n<p>A pesquisadora conta que n\u00e3o tinha como miss\u00e3o encontrar esp\u00e9cies novas da fam\u00edlia Asteraceae. Ter achado &#8220;foi uma surpresa maravilhosa&#8221;, relatou Fernanda.<\/p>\n<p>Para consider\u00e1-la como esp\u00e9cie nova para a ci\u00eancia, ela realizou estudos sobre habitat; em laborat\u00f3rio, com amostras da \u00e1rvore; consultas a acervos de herb\u00e1rios e contou com o apoio da pesquisadora N\u00e1dia Roque, especialista na fam\u00edlia Asteraceae.<\/p>\n<p>Com as pesquisas, relata Fernanda, &#8220;chegamos ent\u00e3o ao g\u00eanero Anteremanthus, at\u00e9 o momento representado por uma \u00fanica esp\u00e9cie encontrada em Gr\u00e3o Mogol (MG), a &#8216;Anteremanthus hatschbachii'&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Como havia diferen\u00e7as morfol\u00f3gicas importantes entre a esp\u00e9cie que foi coletada em Lic\u00ednio de Almeida e a de Gr\u00e3o Mogol, conclu\u00edmos que a primeira se tratava de uma esp\u00e9cie nova&#8221;, afirmou.<\/p>\n<h3>Propriedades<\/h3>\n<p>O fato de ser a segunda esp\u00e9cie de um g\u00eanero que s\u00f3 possu\u00eda uma \u00fanica esp\u00e9cie torna a Anteremanthus piranii &#8220;bastante interessante&#8221;, assim como o fato de ocorrer em \u00e1rea de distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica restrita, apresentar h\u00e1bito arb\u00f3reo e se desenvolver sobre rochas.<\/p>\n<p>Sobre poss\u00edvel utiliza\u00e7\u00e3o da \u00e1rvore pela ci\u00eancia ou pela ind\u00fastria farmac\u00eautica, somente com mais estudos. E \u00e9 bem poss\u00edvel que ela venha a ter utilidade, j\u00e1 que as esp\u00e9cies da fam\u00edlia Asteraceae t\u00eam a camomila, a arnica e o girassol.<\/p>\n<p>Para a pesquisadora Fernanda Afonso, o interesse cient\u00edfico demonstra o quanto a \u00e1rea da Chapada Diamantina \u2013 com destaque para a Serra Geral de Lic\u00ednio de Almeida \u2013 \u00e9 especial.<\/p>\n<p>Ali ocorrem pesquisas sobre conhecimento da flora desde 2011. J\u00e1 s\u00e3o tr\u00eas mestrados conclu\u00eddos, dois em andamento e tr\u00eas inicia\u00e7\u00f5es cient\u00edficas tamb\u00e9m por terminar.<\/p>\n<p>Fernanda Afonso diz que &#8220;os resultados dos estudos s\u00e3o importantes para fundamentar projetos que visem a preserva\u00e7\u00e3o do ecossistema local e que poder\u00e3o contribuir para a cria\u00e7\u00e3o de uma t\u00e3o sonhada e urgente unidade de conserva\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Segundo ela, a &#8220;explora\u00e7\u00e3o ilegal de min\u00e9rios, a ca\u00e7a e o desmatamento indiscriminado&#8221; que ocorrem na regi\u00e3o s\u00e3o amea\u00e7as constantes ao ecossistema.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma nova esp\u00e9cie de \u00e1rvore descoberta na regi\u00e3o da Chapada Diamantina, na Bahia, foi considerada<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3306,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/arvore_extincao_bh1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/arvore_extincao_bh1.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/arvore_extincao_bh1.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/arvore_extincao_bh1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/arvore_extincao_bh1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/arvore_extincao_bh1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/arvore_extincao_bh1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/arvore_extincao_bh1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/arvore_extincao_bh1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/arvore_extincao_bh1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Uma nova esp\u00e9cie de \u00e1rvore descoberta na regi\u00e3o da Chapada Diamantina, na Bahia, foi considerada","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3302"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3302"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3302\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3306"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3302"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3302"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3302"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}