{"id":32962,"date":"2015-12-08T07:00:28","date_gmt":"2015-12-08T10:00:28","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=32962"},"modified":"2015-12-08T08:33:49","modified_gmt":"2015-12-08T11:33:49","slug":"paris-versus-o-mundo-real","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/paris-versus-o-mundo-real\/","title":{"rendered":"Paris versus o mundo real na primeira semana de negocia\u00e7\u00f5es da COP21"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/paris.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-32963\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/paris-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/paris-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/paris.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\u00c9 f\u00e1cil perder a perspectiva das coisas quando se acompanha muito de perto a negocia\u00e7\u00e3o do acordo do clima. L\u00e1 dentro, tudo o que importa s\u00e3o os cent\u00edmetros de texto que os negociadores conseguem \u201climpar\u201d, ou seja, tirar de dentro dos colchetes que traduzem desacordo. Para que isso aconte\u00e7a, frequentemente \u00e9 preciso recorrer ao m\u00ednimo denominador comum, ou seja, produzir um acordo menos incisivo do que algumas partes gostariam. \u00c9 o que pode acontecer na confer\u00eancia de Paris com diversos temas.<\/p>\n<p>Os diplomatas teriam feito bem em assistir a uma s\u00e9rie de confer\u00eancias de cientistas do clima no pr\u00f3prio pavilh\u00e3o da COP21 durante a primeira semana de negocia\u00e7\u00f5es. Nelas os pesquisadores trouxeram alguns recadinhos do mundo real para Paris. E o que o mundo real est\u00e1 dizendo \u00e9 que o \u00c1rtico pode ficar sem gelo no ver\u00e3o em cinco anos, que parte da Ant\u00e1rtida j\u00e1 entrou em colapso irrevers\u00edvel e que, para completar, n\u00f3s provavelmente temos menos \u201cor\u00e7amento\u201d de carbono para queimar do que se imagina hoje.<\/p>\n<p>Esta \u00faltima quest\u00e3o tem relev\u00e2ncia direta para o texto em discuss\u00e3o nas salas de reuni\u00e3o do parque de Le Bourget, onde acontece a COP.<\/p>\n<p>\u00c9 sabido que as INDCs, as metas nacionalmente determinadas apresentadas pelos pa\u00edses antes do in\u00edcio da confer\u00eancia, s\u00e3o incapazes, em seu conjunto, de impedir que o aquecimento global fique abaixo dos 2<sup>o<\/sup>C neste s\u00e9culo, limite acordado como \u201cseguro\u201d com base em evid\u00eancias cient\u00edficas. Dependendo de para quem se pergunta, cumprir as INDCs nos daria um mundo de 2,7<sup>o<\/sup>C a 3,5<sup>o<\/sup>C mais quente (de toda sorte, seria melhor do que n\u00e3o cumpri-las, caso em que a temperatura ultrapassaria 4<sup>o<\/sup>C).<\/p>\n<p>Para fazer a conta fechar, \u00e9 necess\u00e1rio aumentar a ambi\u00e7\u00e3o das metas do acordo o mais r\u00e1pido poss\u00edvel e com a maior frequ\u00eancia poss\u00edvel. Pa\u00edses como o Brasil e os EUA t\u00eam defendido que esse ajuste aconte\u00e7a a cada cinco anos.<\/p>\n<p>Ocorre que, como as emiss\u00f5es do mundo est\u00e3o crescendo muito depressa, apesar da <a href=\"http:\/\/www.observatoriodoclima.eco.br\/emissoes-de-co2-quase-nao-crescem-em-2014\/\">desacelera\u00e7\u00e3o observada em 2014<\/a>, alguns estudos t\u00eam mostrado que deixar para fazer o primeiro ajuste apenas em 2030 tornaria os cortes subsequentes caros demais e profundos demais para serem vi\u00e1veis dentro da trajet\u00f3ria de 2<sup>o<\/sup>C. O que esses estudos t\u00eam sugerido \u00e9 que o reajuste seja feito a partir de 2020.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 o que Paris est\u00e1 cozinhando. O texto preliminar entregue aos ministros para a fase final de decis\u00f5es da COP21, que come\u00e7a esta semana, fala em uma revis\u00e3o global a partir de 2024, embora deixe cada pa\u00eds livre para aumentar sua ambi\u00e7\u00e3o individual quando quiser. Embora o secret\u00e1rio-geral da ONU, Ban Ki-moon, tenha feito uma refer\u00eancia \u00e0 revis\u00e3o em 2020, a data ainda est\u00e1 em debate.<\/p>\n<p>Entra em cena Andy Wiltshire, pesquisador do Met Office, o servi\u00e7o de meteorologia e climatologia do governo do Reino Unido. Na \u00faltima ter\u00e7a-feira, ele apresentou num evento paralelo da COP21 dados que indicam que mesmo a revis\u00e3o em 2020 pode estar baseada em suposi\u00e7\u00f5es otimistas demais.<\/p>\n<p>Wiltshire \u00e9 especialista em modelar or\u00e7amentos de carbono, ou seja, quanto CO<sub>2 <\/sub>ainda \u00e9 poss\u00edvel queimar para manter a temperatura da Terra em determinados limites. O IPCC, o painel do clima das Na\u00e7\u00f5es Unidas, mostrou em seu \u00faltimo relat\u00f3rio de avalia\u00e7\u00e3o, de 2013, que a humanidade pode emitir no m\u00e1ximo mais 1 trilh\u00e3o de toneladas de gases de efeito estufa se quiser ter mais de dois ter\u00e7os de chance de ficar no limite de 2<sup>o<\/sup>C. \u00c0s taxas atuais de emiss\u00e3o, teremos estourado o or\u00e7amento por volta de 2035.<\/p>\n<p>O que o brit\u00e2nico mostrou foi que essa cifra est\u00e1 provavelmente superestimada: ela exclui da contabilidade o carbono que est\u00e1 sendo emitido pelo derretimento de solos congelados no hemisf\u00e9rio Norte, o chamado permafrost. Esse degelo, por sua vez, ocorre em rea\u00e7\u00e3o ao aquecimento j\u00e1 observado hoje, que \u00e9 mais intenso nas altas latitudes.<\/p>\n<p>\u201cCerca de 1.446 gigatoneladas de toneladas de carbono [5,2 trilh\u00f5es de toneladas de CO<sub>2<\/sub>] est\u00e3o em solos permanentemente congelados na regi\u00e3o do permafrost. Esse carbono est\u00e1 sujeito a ser emitido se o permafrost descongelar\u201d, afirmou Wiltshire.<\/p>\n<p>Segundo ele, existe tamb\u00e9m uma contabilidade inflada do poder dos ecossistemas de sequestrar carbono da atmosfera e fix\u00e1-lo na biomassa das plantas. Para fazer isso, as plantas precisam de nitrog\u00eanio em suas ra\u00edzes. \u201cNossas estimativas atuais provavelmente superestimam o nitrog\u00eanio dispon\u00edvel\u201d, disse o cientista.<\/p>\n<p>Somados, os dois processos possivelmente respondem hoje por 270 bilh\u00f5es de toneladas de CO<sub>2<\/sub> j\u00e1 lan\u00e7ado no ar e n\u00e3o contabilizado no or\u00e7amento de carbono do IPCC. Projetados no tempo at\u00e9 o Acordo de Paris entrar em vigor, eles podem significar at\u00e9 360 bilh\u00f5es de toneladas de CO<sub>2<\/sub> equivalente. \u201cIsso equivale a dez anos de emiss\u00f5es\u201d, calculou Wiltshire. Ou seja, se o primeiro reajuste global das INDCs passar a valer em 2025, a humanidade j\u00e1 poder\u00e1 ter esgotado seu or\u00e7amento de carbono e sa\u00eddo da trajet\u00f3ria dos 2<sup>o<\/sup>C.<\/p>\n<p><strong>QUEST\u00c3O DE MASSA<\/strong><\/p>\n<p>Em Paris tamb\u00e9m foram apresentados estudos novos sobre o \u00c1rtico, primeira v\u00edtima do aquecimento global. O franc\u00eas Jean-Claude Gascard, do CNRS (Centro Nacional para a Pesquisa Cient\u00edfica, o equivalente ao CNPq da Fran\u00e7a), mostrou a uma plateia composta por delegados, cientistas e nativos da regi\u00e3o dados de sat\u00e9lite que indicam uma redu\u00e7\u00e3o de 75% no volume da camada de mar permanentemente congelado que recobre o oceano \u00c1rtico.<\/p>\n<p>H\u00e1 v\u00e1rios anos os cientistas v\u00eam monitorando a redu\u00e7\u00e3o da extens\u00e3o m\u00ednima do gelo marinho no \u00c1rtico no ver\u00e3o. O mar ali est\u00e1 derretendo cada vez mais cedo e recongelando cada vez mais tarde, o que tem feito alguns grupos de pesquisa projetarem que no meio do s\u00e9culo o polo Norte possa estar sem gelo por alguns dias no ver\u00e3o.<\/p>\n<p>Ocorre que o gelo \u00e9 um s\u00f3lido tridimensional: al\u00e9m de extens\u00e3o, ele tamb\u00e9m tem volume, dado pela extens\u00e3o e pela espessura. E dados de um modelo de volume constru\u00eddo pela Universidade de Washington a partir de informa\u00e7\u00f5es de sat\u00e9lite, o Piomas, sugerem que o volume est\u00e1 declinando mais r\u00e1pido do que sua extens\u00e3o. \u201cO volume, ou massa do gelo marinho, declinou 75% no ver\u00e3o\u201d, disse Gascard.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora os cientistas vinham pensando que esse decl\u00ednio se devesse sobretudo ao chamado feedback do albedo do gelo: como o gelo \u00e9 branco, ele reflete a maior parte da radia\u00e7\u00e3o solar de volta ao espa\u00e7o. Se o gelo derrete um pouco, abre mais espa\u00e7o para o mar escuro, que absorve a maior parte da radia\u00e7\u00e3o, ajudando a esquentar mais a regi\u00e3o, derreter mais gelo, expor mais mar e assim por diante.<\/p>\n<p>O que Gascard e colegas v\u00eam observando, por\u00e9m, \u00e9 que, embora as redu\u00e7\u00f5es na extens\u00e3o do gelo marinho venham acontecendo no ver\u00e3o, as perdas de volume ocorrem mais r\u00e1pido no inverno \u2013 tr\u00eas vezes mais r\u00e1pido. Ningu\u00e9m sabe explicar direito por qu\u00ea, mas o pesquisador franc\u00eas acha que mudan\u00e7as no regime de ventos do \u00c1rtico, o chamado v\u00f3rtice polar, est\u00e3o por tr\u00e1s do fen\u00f4meno.<\/p>\n<p>O v\u00f3rtice \u00e9 um cintur\u00e3o permanente de ventos fortes que funciona como uma esp\u00e9cie de isolante clim\u00e1tico do polo, impedindo que o ar quente das latitudes mais baixas penetre na regi\u00e3o no inverno. Como ele depende do contraste de temperaturas entre o polo e o tr\u00f3pico e esse contraste tem ficado menor com o aquecimento global, os ventos est\u00e3o mais fracos. O resultado, teoriza Gascard, \u00e9 que h\u00e1 mais ar subpolar soprando para a bacia do \u00c1rtico e derretendo gelo.<\/p>\n<p>\u201cO gelo no ver\u00e3o vai acabar em algum momento. Segundo o Piomas, em 2020 n\u00f3s poderemos estar livres de gelo por alguns dias no ver\u00e3o\u201d, disse o pesquisador.<\/p>\n<p><strong>COLAPSO<\/strong><\/p>\n<p>O degelo do oceano \u00c1rtico preocupa pelas perturba\u00e7\u00f5es que possivelmente j\u00e1 esteja causando no manto de gelo da Groenl\u00e2ndia e nos padr\u00f5es meteorol\u00f3gicos de todo o hemisf\u00e9rio Norte. Mas, em rela\u00e7\u00e3o ao aumento do n\u00edvel do mar, uma das consequ\u00eancias mais temidas da mudan\u00e7a clim\u00e1tica, nada tira mais o sono dos cientistas do que a desestabiliza\u00e7\u00e3o da Ant\u00e1rtida. Os estudiosos temem que a parte oeste do manto de gelo ant\u00e1rtico possa colapsar, o que elevaria o n\u00edvel global dos oceanos em pelo menos tr\u00eas metros.<\/p>\n<p>Uma mesa-redonda organizada em Paris pelo Conselho Cient\u00edfico para Pesquisa Ant\u00e1rtica, o Scar, sugeriu que isso possa estar ocorrendo.<\/p>\n<p>\u201cO ponto de virada j\u00e1 \u00e9 uma realidade\u201d, disse a glaciologista Ricarda Winklemann, do Instituto de Pesquisa de Impactos Clim\u00e1ticos de Potsdam, na Alemanha.<\/p>\n<p>Winklemann \u00e9 autora de um estudo recente mostrando que, se a humanidade queimar todo o estoque dispon\u00edvel de combust\u00edveis f\u00f3sseis, a Ant\u00e1rtida inteira derreter\u00e1 nos pr\u00f3ximos s\u00e9culos, elevando o n\u00edvel do mar em at\u00e9 60 metros.<\/p>\n<p>Esse cen\u00e1rio extremo por enquanto est\u00e1 descartado. No entanto, uma s\u00e9rie de estudos publicados depois do \u00faltimo relat\u00f3rio do IPCC tem mostrado que as plataformas flutuantes de gelo que servem como tamp\u00e3o ao r\u00e1pido deslizamento do manto de gelo do oeste ant\u00e1rtico tiveram uma acelera\u00e7\u00e3o de 70% em sua perda de gelo entre 2003 e 2012, em compara\u00e7\u00e3o com o per\u00edodo 1994-2003. A perda dessas plataformas teria efeito similar ao de explodir uma represa: toda a \u00e1gua contida a montante vazaria.<\/p>\n<p>Em um setor espec\u00edfico da Ant\u00e1rtida, h\u00e1 sinais de que grandes geleiras j\u00e1 est\u00e3o em colapso. Na regi\u00e3o do mar de Amundsen, que abriga quatro grandes glaciares, estudos recentes t\u00eam mostrado que as geleiras est\u00e3o derretendo de baixo para cima, devido a uma poss\u00edvel combina\u00e7\u00e3o entre mudan\u00e7a do regime de ventos e \u00e1gua mais quente penetrando por baixo das massas glaciais. Como essas geleiras t\u00eam sua base abaixo do n\u00edvel do mar, e essa base fica mais profunda na dire\u00e7\u00e3o do interior do continente, a disparada de um processo de instabilidade nessa regi\u00e3o tende a ser irrevers\u00edvel na escala de mil\u00eanios.<\/p>\n<p>\u201cA instabilidade provavelmente j\u00e1 foi disparada no setor do mar de Amundsen\u201d, disse Winklemann ao OC. \u201cO mecanismo de instabilidade \u00e9 muito bem conhecido, a quest\u00e3o agora \u00e9 saber qu\u00e3o r\u00e1pido e ser\u00e1 e quanto aumento de n\u00edvel do mar podemos esperar.\u201d Novas estimativas, tamb\u00e9m posteriores ao IPCC, falam em um limite superior de at\u00e9 1,5 metro neste s\u00e9culo.<\/p>\n<p>\u201cA maior parte do aumento do n\u00edvel do mar deve ocorrer ap\u00f3s 2100\u201d, diz a alem\u00e3. \u201cMas precisamos pensar no compromisso de longo prazo.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 f\u00e1cil perder a perspectiva das coisas quando se acompanha muito de perto a negocia\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":32963,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/paris.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/paris-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/paris-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/paris.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/paris.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/paris.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/paris.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/paris.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/paris.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/paris.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"\u00c9 f\u00e1cil perder a perspectiva das coisas quando se acompanha muito de perto a negocia\u00e7\u00e3o","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32962"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32962"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32962\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32963"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32962"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32962"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32962"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}