{"id":32954,"date":"2015-12-07T17:00:47","date_gmt":"2015-12-07T20:00:47","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=32954"},"modified":"2015-12-06T22:12:44","modified_gmt":"2015-12-07T01:12:44","slug":"projeto-de-hidreletrico-tapajos-ampliara-emissao-por-desmatamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/projeto-de-hidreletrico-tapajos-ampliara-emissao-por-desmatamento\/","title":{"rendered":"Projeto de hidrel\u00e9trico Tapaj\u00f3s ampliar\u00e1 emiss\u00e3o por desmatamento"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/mauricio_tomasquim.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-32955\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/mauricio_tomasquim-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/mauricio_tomasquim-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/mauricio_tomasquim.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Enquanto o governo federal prepara uma medida provis\u00f3ria para autorizar a constru\u00e7\u00e3o de hidrel\u00e9tricas em terras ind\u00edgenas, um novo c\u00e1lculo sugere que o complexo hidrel\u00e9trico do Tapaj\u00f3s pode induzir o desmatamento de at\u00e9 3 milh\u00f5es de hectares, no pior cen\u00e1rio. De acordo com o estudo, apresentado pelo IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amaz\u00f4nia) em Paris, mais de 30 terras ind\u00edgenas na regi\u00e3o podem ser afetadas, direta ou indiretamente. Isso porque, de acordo com os pesquisadores, o maior desmatamento ocorre de 70 a 90 quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia das hidrel\u00e9tricas. Assim, as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa por desmatamento podem aumentar.<\/p>\n<p>O projeto de gera\u00e7\u00e3o de energia no Tapaj\u00f3s \u00e9 um dos grandes investimentos previstos no Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento. Segundo o Observat\u00f3rio do Clima (OC) apurou, a expans\u00e3o do parque hidrel\u00e9trico brasileiro foi objeto de discuss\u00f5es \u00e1speras entre a presidente Dilma Rousseff e sua equipe em setembro, na defini\u00e7\u00e3o do compromisso brasileiro para a confer\u00eancia do clima de Paris \u2013 a INDC. Maur\u00edcio Tolmasquim, presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica, vinculada ao Minist\u00e9rio de Minas e Energia), era contra essa proposta, e defendia mais investimentos em energia e\u00f3lica.<\/p>\n<p>Tolmasquim afirmou hoje, em Paris, que o governo est\u00e1 trabalhando para que o leil\u00e3o das usinas hidrel\u00e9tricas do Tapaj\u00f3s ocorra em 2016. Ele afirmou que o Brasil n\u00e3o dever\u00e1 explorar todo o potencial hidrel\u00e9trico da Amaz\u00f4nia, mas que novas hidrel\u00e9tricas s\u00e3o essenciais para garantir a seguran\u00e7a energ\u00e9tica do pa\u00eds. \u201cUma parte desse potencial n\u00e3o ser\u00e1 utilizado, devido aos impactos sociais e ambientais. Mas 50% devem ser explorados\u201d, diz Tolmasquim.<\/p>\n<p>O presidente da EPE disse ainda que modelos clim\u00e1ticos que indicam maior incid\u00eancia de crises h\u00eddricas em m\u00e9dio prazo s\u00e3o incertos e, por isso, os investimentos em gera\u00e7\u00e3o hidrel\u00e9trica ser\u00e3o mantidos. A an\u00e1lise de Tolmasquim inclui o estudo encomendado pela extinta Secretaria de Assuntos Estrat\u00e9gicos, que mostra que a expans\u00e3o da energia hidrel\u00e9trica no pa\u00eds pode ser um risco de investimento j\u00e1 em 2040. \u201cSe for constru\u00edda uma hidrel\u00e9trica que gere energia por 30 anos e depois reduza seu potencial, ainda assim \u00e9 vi\u00e1vel economicamente\u201d, diz. \u201cN\u00e3o devemos ficar prisioneiros dessa quest\u00e3o.\u201d Em 2016 devem ser realizados quatro leil\u00f5es de energia \u2013 j\u00e1 contando com a licen\u00e7a de Tapaj\u00f3s.<\/p>\n<p><strong>Terras ind\u00edgenas<\/strong><\/p>\n<p>O OC teve acesso \u00e0 pr\u00e9via de uma medida provis\u00f3ria que pretende criar um mecanismo de compensa\u00e7\u00e3o financeira por meio da explora\u00e7\u00e3o do potencial hidr\u00e1ulico para gera\u00e7\u00e3o de energia. Os recursos seriam aplicados em um fundo de apoio a povos ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>De acordo com Maur\u00edcio Guetta, advogado do Instituto Socioambiental, a medida \u00e9 inconstitucional. \u201cUma eventual regula\u00e7\u00e3o deste tema n\u00e3o poderia ser feita via medida provis\u00f3ria\u201d. Guetta avalia que a medida provis\u00f3ria \u00e9 uma tentativa de aprovar o recebimento de mais recursos, com a atual crise econ\u00f4mica vivida pelo pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/soundcloud.com\/observatoriodoclima\/mauricio-guetta-do-isa-fala-sobre-inconstitucionalidade-de-hidreletricas-em-terras-indigenas\" target=\"_blank\">Ou\u00e7a a declara\u00e7\u00e3o de Maur\u00edcio Guetta, do Instituto Socioambiental, ao OC<\/a><\/strong><\/p>\n<p>A edi\u00e7\u00e3o da medida provis\u00f3ria ocorre uma semana depois da aprova\u00e7\u00e3o do licenciamento \u201cfast track\u201d na Comiss\u00e3o de Desenvolvimento do Senado. O projeto, de autoria do senador Romero Juc\u00e1 (PMDB-RR), acelera a libera\u00e7\u00e3o de licenciamento ambiental para obras consideradas estrat\u00e9gicas para o desenvolvimento do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Nara Bar\u00e9, representante da COIAB (Coordena\u00e7\u00e3o das Organiza\u00e7\u00f5es Ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia Brasileira), afirmou que os ind\u00edgenas tamb\u00e9m foram pegos de surpresa sobre a poss\u00edvel MP e considera a medida incompat\u00edvel com o posicionamento do Brasil na confer\u00eancia do clima de Paris. \u201cO governo do Brasil se posiciona como se houvesse um di\u00e1logo e um consenso sobre a quest\u00e3o ind\u00edgena, e n\u00e3o h\u00e1.\u201d Nara Bar\u00e9 tamb\u00e9m destaca o papel de preserva\u00e7\u00e3o de florestas e, consequentemente, de carbono desempenhado pelas terras ind\u00edgenas. \u201cAs metas que o Brasil coloca para 2030 s\u00e3o boas, mas o governo n\u00e3o ter\u00e1 \u2018perna\u2019 para cumpri-las.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enquanto o governo federal prepara uma medida provis\u00f3ria para autorizar a constru\u00e7\u00e3o de hidrel\u00e9tricas em<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":32955,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/mauricio_tomasquim.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/mauricio_tomasquim-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/mauricio_tomasquim-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/mauricio_tomasquim.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/mauricio_tomasquim.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/mauricio_tomasquim.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/mauricio_tomasquim.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/mauricio_tomasquim.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/mauricio_tomasquim.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/mauricio_tomasquim.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Enquanto o governo federal prepara uma medida provis\u00f3ria para autorizar a constru\u00e7\u00e3o de hidrel\u00e9tricas em","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32954"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32954"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32954\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32955"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32954"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32954"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32954"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}