{"id":32912,"date":"2015-12-07T07:00:23","date_gmt":"2015-12-07T10:00:23","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=32912"},"modified":"2015-12-06T21:02:14","modified_gmt":"2015-12-07T00:02:14","slug":"floresta-recriada-tem-hoje-mais-de-100-especies-de-arvores-nativas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/floresta-recriada-tem-hoje-mais-de-100-especies-de-arvores-nativas\/","title":{"rendered":"Floresta recriada tem hoje mais de 100 esp\u00e9cies de \u00e1rvores nativas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/floresta_recriada.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-32913\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/floresta_recriada-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/floresta_recriada-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/floresta_recriada.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A Confer\u00eancia Mundial do Clima, realizada na Fran\u00e7a, tem discutido muito o problema do desmatamento. O Brasil est\u00e1 no foco desse assunto. H\u00e1 pouco mais de dez anos, o Globo Rural acompanhou o replantio de uma floresta inteira, feito pela m\u00e3o do homem. Agora, a equipe de reportagem voltou a Mogi Gua\u00e7u, S\u00e3o Paulo, para verificar os resultados desse trabalho.<\/p>\n<p>O Parque S\u00e3o Marcelo fica no munic\u00edpio de Mogi-Gua\u00e7u, na regi\u00e3o de Campinas, a 170 km de S\u00e3o Paulo. H\u00e1 dez anos, a quest\u00e3o era plantar uma floresta. No lugar havia a planta\u00e7\u00e3o de mudas de esp\u00e9cies arb\u00f3reas. Em outra \u00e1rea degradada, pertencente \u00e0 uma empresa de papel e celulose, tinham sido plantadas mudas para surgir uma nova mata.<\/p>\n<p>\u201cA minha experi\u00eancia de \u00e1reas que eu j\u00e1 vi anteriormente \u00e9 de 10 a 15 anos para voc\u00ea ter uma mata bem formada a partir de um plantio semelhante a este\u201d, disse o agr\u00f4nomo do agr\u00f4nomo diretor do Instituto de Bot\u00e2nica de S\u00e3o Paulo, Luiz Mauro Barbosa, em entrevista concedida em 2004.<\/p>\n<p>A palavra do agr\u00f4nomo foi pega como um desafio. Depois de pouco mais de 10 anos, o Globo Rural foi conferir. \u201cHoje voc\u00ea est\u00e1 numa sombra de uma mata. H\u00e1 dez anos, n\u00f3s est\u00e1vamos ao lado das mudas\u201d, diz Barbosa.<\/p>\n<p>Muitos projetos de fazer uma mata virgem fracassaram por n\u00e3o levar em conta duas situa\u00e7\u00f5es: plantio de mudas no m\u00ednimo de 80 esp\u00e9cies diferentes, para garantir a diversidade; e dentre as mudas t\u00eam de haver as esp\u00e9cies prim\u00e1rias e as secund\u00e1rias. Prim\u00e1rias s\u00e3o plantas de ciclo curto, mas de r\u00e1pido crescimento. Elas v\u00e3o proteger com sombra as esp\u00e9cies secund\u00e1rias ou definitivas. As secund\u00e1rias crescem lentamente, mas seu ciclo de vida \u00e9 longo, contando-se \u00e0s vezes por s\u00e9culos.<\/p>\n<p>Na mata virgem, as \u00e1rvores secund\u00e1rias est\u00e3o quase sempre isoladas. Elas n\u00e3o formam col\u00f4nias. Essa \u00e9 uma forma de defesa. No caso de uma doen\u00e7a, morre um p\u00e9 aqui, outro ali, sem afetar a diversidade. Nas matas plantadas, procura-se imitar a natureza. No caso da Reserva Particular do Patrim\u00f4nio Natural \u2013 RPPN, foram plantadas 101 esp\u00e9cies diferentes de \u00e1rvores, entre prim\u00e1rias e secund\u00e1rias. Do alto \u00e9 poss\u00edvel observar como a reserva j\u00e1 est\u00e1 bem formada.<\/p>\n<p>Outro aspecto importante para a forma\u00e7\u00e3o de uma mata \u00e9 a serrapilheira, uma camada de folhas, brotos e peda\u00e7os de galhos que se deposita no solo e vai formando uma cama de mat\u00e9ria org\u00e2nica. Quanto maior essa camada, mais nutrientes h\u00e1 no solo.<\/p>\n<p>A bi\u00f3loga Regina Tomoko, que trabalha com o chamado sub-bosque, examinou se na floresta plantada em Mogi-Gua\u00e7u j\u00e1 existe presen\u00e7a do sub-bosque, ou seja, plantas de pequeno porte que n\u00e3o foram plantadas e surgiram por si. S\u00e3o arbustos, trepadeiras, brom\u00e9lias, cip\u00f3s, parasitas que aparecem em qualquer trecho de uma mata consolidada<\/p>\n<p>\u201cNo espa\u00e7o de alguns metros quadrados a gente j\u00e1 pode identificar alguns indiv\u00edduos principalmente que fazem parte do sub-bosque desse reflorestamento. Eu j\u00e1 posso citar uma esp\u00e9cie de subarbusto, que \u00e9 o piper, o piper arduncum, uma esp\u00e9cie da mesma fam\u00edlia da pimenta. A gente tem outro arbustinho aqui que \u00e9 da fam\u00edlia do caf\u00e9, que \u00e9 a psic\u00f3trea, que vulgarmente tamb\u00e9m \u00e9 chamado de cafezinho, que faz parte do sub-bosque da floresta\u201d, diz a bi\u00f3loga.<\/p>\n<p>Quando a noite chega, \u00e9 hora de uma ca\u00e7ada. Ser\u00e1 que essa mata feita \u00e0 m\u00e3o est\u00e1 atraindo a fauna? As redes foram armadas no entardecer e os morcegos que enxergam pouco foram caindo. O professor Ariovaldo Pereira, que faz a pesquisa, tem a luva e o jeito de pegar morcego sem perigo. \u201c\u00c9 um morcego frug\u00edvoro, conhecido como morcego do figo. \u00c9 um morcego relativamente comum, inclusive em ambientes urbanos, e \u00e9 o morcego mais comum da \u00e1rea em que a gente se encontra aqui\u201d, diz.<\/p>\n<p>Trata-se de um morcego que se alimenta de frutas. A esp\u00e9cie \u00e9 fica distante do vampiro, que chupa sangue e transmite raiva. Foram pegos tamb\u00e9m alguns morcegos inset\u00edvoros, tamb\u00e9m inofensivos.<\/p>\n<p>Segundo o mateiro Jo\u00e3o Machado, nascido e criado pela regi\u00e3o, foram plantadas em torno de 300 mil mudas em toda \u00e1rea e foram encontrados v\u00e1rios tipos de animais dentro da RPPN, como veado, capivara, gamb\u00e1, jacu e mutum. \u201cA gente j\u00e1 tem relato de pessoas que passaram na pista e avisaram que tinham visto uma on\u00e7a parda. Ent\u00e3o tem v\u00e1rios tipos de animais, tem os r\u00e9pteis, as serpentes\u201d, conta.<\/p>\n<p>O lago tamb\u00e9m ganhou mais \u00e1gua depois que a floresta encorpou. O agr\u00f4nomo diretor do Instituto de Bot\u00e2nica de S\u00e3o Paulo Luiz Mauro Barbosa relembra que a \u00e1rvore \u00e9 mortal: completa seu ciclo, fenece e surge outra em seu lugar. J\u00e1 a floresta \u00e9 perene, a menos que haja contra ela uma viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 mata plantada, a cada ano estar\u00e1 cada vez mais vigorosa, com \u00e1rvores mais altas, troncos mais grossos e com mais galhos, ramos, folhas e frutos. Mas isto n\u00e3o significa que seja necess\u00e1rio esperar cem anos para v\u00ea-la em seu esplendor. Na verdade, precisa de menos. Com vontade e meios, o ser humano pode plantar o que muitas pessoas chamam de mata virgem e, com alguns anos \u00e0 frente, descansar na sua sombra ou ficar ali ouvindo o canto dos passarinhos. Pode curtir a sensa\u00e7\u00e3o de que contribuiu com a natureza para sempre.<\/p>\n<p>Segundo um levantamento do Instituto de Bot\u00e2nica de S\u00e3o Paulo, al\u00e9m das 101 esp\u00e9cies de \u00e1rvores plantadas na \u00e1rea, foram catalogadas outras 30 que surgiram pela for\u00e7a da regenera\u00e7\u00e3o da natureza.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Confer\u00eancia Mundial do Clima, realizada na Fran\u00e7a, tem discutido muito o problema do desmatamento.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":32913,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/floresta_recriada.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/floresta_recriada-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/floresta_recriada-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/floresta_recriada.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/floresta_recriada.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/floresta_recriada.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/floresta_recriada.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/floresta_recriada.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/floresta_recriada.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/floresta_recriada.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A Confer\u00eancia Mundial do Clima, realizada na Fran\u00e7a, tem discutido muito o problema do desmatamento.","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32912"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32912"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32912\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32913"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32912"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32912"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32912"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}