{"id":32662,"date":"2015-12-03T09:00:40","date_gmt":"2015-12-03T12:00:40","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=32662"},"modified":"2015-12-02T20:28:18","modified_gmt":"2015-12-02T23:28:18","slug":"de-dengue-a-zika-por-que-o-mosquito-aedes-aegypti-transmite-tantas-doencas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/de-dengue-a-zika-por-que-o-mosquito-aedes-aegypti-transmite-tantas-doencas\/","title":{"rendered":"De dengue a zika: Por que o mosquito Aedes aegypti transmite tantas doen\u00e7as?"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/dengue.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-32663\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/dengue-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/dengue-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/dengue.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>No mundo, ele \u00e9 chamado de mosquito da febre amarela. No Brasil, \u00e9 conhecido como mosquito da dengue \u2013 e, mais recentemente, tamb\u00e9m da zika e da chikungunya. Considerado uma das esp\u00e9cies de mosquito mais difundidas no planeta pela Ag\u00eancia Europeia para Preven\u00e7\u00e3o e Controle de Doen\u00e7as (ECDC, na sigla em ingl\u00eas), o Aedes aegypti \u2013 nome que significa &#8220;odioso do Egito&#8221; \u2013 \u00e9 combatido no pa\u00eds desde o in\u00edcio do s\u00e9culo passado.<\/p>\n<p>A partir de meados dos anos 1990, com a classifica\u00e7\u00e3o da dengue como doen\u00e7a end\u00eamica, passou a estar anualmente em evid\u00eancia. Isso ocorre principalmente com a chegada do ver\u00e3o, quando a maior intensidade de chuvas favorece sua reprodu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Agora, um novo sinal de alerta vem da epidemia de zika, uma doen\u00e7a com sintomas semelhantes aos da dengue, em curso desde o meio do ano.<\/p>\n<p>Foi confirmado pelo governo federal que o zika v\u00edrus est\u00e1 ligado a uma m\u00e1-forma\u00e7\u00e3o no c\u00e9rebro de beb\u00eas, a microcefalia, que j\u00e1 teve neste ano ao menos <strong><a href=\"http:\/\/noticias.uol.com.br\/saude\/ultimas-noticias\/redacao\/2015\/11\/30\/pais-tem-1248-casos-de-microcefalia-ligacao-com-virus-zika-e-confirmada.htm\">1.248 casos registrados<\/a><\/strong> em 311 munic\u00edpios em 14 Estados, a maioria deles no Nordeste.<\/p>\n<p>O Aedes aegypti tamb\u00e9m esteve no centro de um surto de febre chikungunya ocorrido no pa\u00eds no ano passado, quando este v\u00edrus chegou ao Brasil e se espalhou com a ajuda do mosquito.<\/p>\n<p>E, apesar de a febre amarela ter sido considerada erradicada de \u00e1reas urbanas brasileiras em 1942, casos de contamina\u00e7\u00e3o foram confirmados em cidades de Goi\u00e1s e no Amap\u00e1 em 2014.<\/p>\n<p>&#8220;O Aedes aegypti est\u00e1 ligado ainda a males mais raros, do grupo flaviv\u00edrus&#8221;, afirma Felipe Pizza, infectologista do hospital Albert Einstein.\u00a0&#8220;Entre os agentes de contamina\u00e7\u00e3o, esse mosquito \u00e9 o que tem a capacidade de transmitir a maior variedade de doen\u00e7as.&#8221;<\/p>\n<h3>Efici\u00eancia na transmiss\u00e3o de v\u00edrus<\/h3>\n<p>Alguns fatores contribuem para tornar o Aedes aegypti um agente t\u00e3o eficiente para a transmiss\u00e3o desses v\u00edrus. Entre eles est\u00e3o, segundo especialistas, sua capacidade de se adaptar e sua proximidade do homem.<\/p>\n<p>Surgido na \u00c1frica em locais silvestres, o mosquito chegou \u00e0s Am\u00e9ricas em navios ainda na \u00e9poca da coloniza\u00e7\u00e3o. Ao longo dos anos, encontrou no ambiente urbano um espa\u00e7o ideal para sua prolifera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Ele se especializou em dividir o espa\u00e7o com o homem&#8221;, afirma Fabiano Carvalho, entomologista e pesquisador da Fiocruz Minas.<br \/>\n<cite>O mosquito prefere \u00e1gua limpa para colocar seus ovos, e qualquer objeto ou local serve de criadouro. Mesmo numa casca de laranja ou numa tampinha de garrafa, se houver um m\u00ednimo de \u00e1gua parada, seus ovos se desenvolvem.<\/cite><\/p>\n<p><strong>Fabiano Carvalho, entomologista e pesquisador<\/strong><\/p>\n<p>Mas a falta de \u00e1gua limpa n\u00e3o impede que o Aedes aegypti se reproduza. Estudos cient\u00edficos j\u00e1 mostraram que, nesse caso, a f\u00eamea pode depositar seus ovos em \u00e1gua com maior presen\u00e7a de mat\u00e9ria org\u00e2nica.<\/p>\n<p>Os ovos tamb\u00e9m podem permanecer inertes em locais secos por at\u00e9 um ano, e, ao entrar em contato com a \u00e1gua, desenvolvem-se rapidamente \u2013 num per\u00edodo de sete dias, em m\u00e9dia.<\/p>\n<p>&#8220;Outros vetores n\u00e3o t\u00eam essa capacidade de resistir ao ambiente&#8221;, afirma Pizza, do Albert Einstein. &#8220;Por isso ele est\u00e1 presente quase no mundo todo, a n\u00e3o ser em lugares onde \u00e9 muito frio.&#8221;<\/p>\n<h3>Flexibilidade na prolifera\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Um aspecto que tamb\u00e9m favorece a reprodu\u00e7\u00e3o \u00e9 o fato de a f\u00eamea colocar em m\u00e9dia cem ovos de cada vez, mas n\u00e3o fazer isso em um \u00fanico local. Em vez disso, ela os distribui por diferentes pontos. &#8220;Quando tentamos extermin\u00e1-lo, \u00e9 muito grande a chance de um destes locais passar despercebido&#8221;, diz Carvalho.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m se trata de um mosquito flex\u00edvel em seus h\u00e1bitos de alimenta\u00e7\u00e3o.\u00a0O Aedes aegypti \u00e9, geralmente, diurno: prefere sair em busca de sangue pela manh\u00e3 ou no fim da tarde, evitando os momentos mais quentes do dia.<\/p>\n<p>&#8220;Mas ele \u00e9 oportunista. Se n\u00e3o tiver conseguido se alimentar de dia, vai picar de noite. Isso n\u00e3o ocorre com o pernilongo, por exemplo, que \u00e9 noturno e s\u00f3 vai estar quando o sol come\u00e7a a se p\u00f4r&#8221;, afirma a bi\u00f3loga Denise Valle, pesquisadora do laborat\u00f3rio de biologia molecular de flaviv\u00edrus do Instituto Oswaldo Cruz (IOC\/Fiocruz).<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o mosquito costuma ter como alvos mam\u00edferos, especialmente humanos. Como explica a\u00a0ag\u00eancia europeia, mesmo na presen\u00e7a de outros animais ele &#8220;se alimenta preferencialmente de pessoas&#8221;.<\/p>\n<h3>Simbiose<\/h3>\n<p>Por ser um mosquito urbano que fica em contato constante com o homem, ser muito adapt\u00e1vel e ter um apetite especial por sangue humano, o inseto se tornou um eficiente vetor para a transmiss\u00e3o de doen\u00e7as.<\/p>\n<p>&#8220;Todo ser vivo busca uma forma de se proliferar, e com os v\u00edrus n\u00e3o \u00e9 diferente. Nestes casos, eles podem ser transmitidos por outros vetores, mas que n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o efetivos&#8221;, afirma Erico Arruda, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia. &#8220;Eles (v\u00edrus) conseguiram no Aedes aegypti e na forma como este mosquito evoluiu uma rela\u00e7\u00e3o de simbiose muito boa.&#8221;<\/p>\n<p>Para ser capaz de infectar uma pessoa, o v\u00edrus precisa estar presente na saliva do inseto.\u00a0Valle, do IOC\/FioCruz, explica que, no caso da dengue, por exemplo, ap\u00f3s o Aedes aegypti picar algu\u00e9m que esteja infectado, o v\u00edrus leva cerca de dez dias para estar presente em sua saliva.<\/p>\n<p>&#8220;S\u00e3o poucos os mosquitos que vivem mais de dez dias. Mas, quanto menos energia ele precisa gastar para se alimentar e colocar ovos, mais tempo ele vive&#8221;, diz Valle.<\/p>\n<p><cite>O aglomerado urbano, com muitos locais de criadouro e muitos alvos para picar, faz com que o mosquito viva mais, favorecendo o processo de infec\u00e7\u00e3o<\/cite><\/p>\n<p><strong>Denise Valle, bi\u00f3loga<\/strong><\/p>\n<p>A bi\u00f3loga destaca ainda que se trata de um mosquito especialmente arisco: &#8220;Quando vai picar, se a pessoa se mexe, ele tenta escapar e picar outra pessoa. Se estiver infectado com algum v\u00edrus, vai transmiti-lo para v\u00e1rias pessoas&#8221;.<\/p>\n<p>Extermin\u00e1-lo tamb\u00e9m \u00e9 dif\u00edcil. Segundo o Centro de Preven\u00e7\u00e3o e Controle de Doen\u00e7as dos Estados Unidos, o Aedes aegypti \u00e9 &#8220;muito resistente&#8221;, o que faz com que &#8220;sua popula\u00e7\u00e3o volte ao seu estado original rapidamente ap\u00f3s interven\u00e7\u00f5es naturais ou humanas&#8221;.<\/p>\n<p>No Brasil, ele chegou a ser erradicado duas vezes no s\u00e9culo passado. Na d\u00e9cada de 1950, o epidemiologista brasileiro Oswaldo Cruz comandou uma campanha intensa contra ele no combate \u00e0 febre amarela. Em 1958, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade declarou o pa\u00eds livre do Aedes aegypti.<\/p>\n<p>Mas, como o mesmo n\u00e3o havia ocorrido em pa\u00edses vizinhos, o mosquito voltou a ser detectado no fim dos anos 1960. Foi erradicado novamente em 1973 \u2013 e retornou mais uma vez tr\u00eas anos mais tarde. &#8220;Hoje n\u00e3o falamos mais em erradica\u00e7\u00e3o. Sabemos que isso n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel&#8221;, diz Valle, do IOC\/Fiocruz.<\/p>\n<p>&#8220;O pa\u00eds \u00e9 muito grande e tem muitas entradas para o mosquito. Tamb\u00e9m h\u00e1 muito mais gente vivendo em cidades, e a circula\u00e7\u00e3o de pessoas pelo mundo com a globaliza\u00e7\u00e3o aumentou muito. Os recursos humanos e financeiros para extermin\u00e1-lo seriam enormes.&#8221;<\/p>\n<p>Uma forma comum de combater o mosquito, a de dispersar uma nuvem de inseticida \u2013 t\u00e9cnica popularmente conhecida como &#8220;fumac\u00ea&#8221; \u2013, n\u00e3o \u00e9 muito eficiente, pois o componente qu\u00edmico tem de entrar em um espir\u00e1culo localizado embaixo da asa. Portanto, o inseto precisa estar voando, algo dif\u00edcil tratando-se de uma esp\u00e9cie que fica na maior parte do tempo em repouso.<\/p>\n<p>&#8220;Na maior parte das vezes, isso \u00e9 jogar dinheiro fora e gera mosquitos mais resistentes. Hoje, levamos de 20 a 30 anos para desenvolver um inseticida e, em dois anos, ele perde sua efic\u00e1cia por causa do uso abusivo&#8221;, afirma Valle. &#8220;E os qu\u00edmicos usados no controle de larvas n\u00e3o est\u00e3o dispon\u00edveis para a popula\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>Carvalho, da Fiocruz Minas, ressalta ainda que 80% dos criadouros s\u00e3o encontrados em resid\u00eancias, e que realizar a preven\u00e7\u00e3o e exterminar focos do Aedes aegypti n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil.<\/p>\n<p>&#8220;Quando temos uma epidemia, \u00e9 mais simples conseguir o apoio da popula\u00e7\u00e3o, mas, fora deste per\u00edodo, \u00e9 mais complexo sensibilizar as pessoas para a quest\u00e3o&#8221;, afirma o entomologista. &#8220;Por tudo isso, acho muito complicado falar em erradica\u00e7\u00e3o. Talvez a melhor palavra seja controle.&#8221;<\/p>\n<h3>Mosquitos transg\u00eanicos<\/h3>\n<p>Uma abordagem nova vem sendo testada na Bahia e em S\u00e3o Paulo. Machos transg\u00eanicos do Aedes aegypti s\u00e3o liberados na natureza e, no cruzamento com f\u00eameas comuns, geram larvas que morrem antes de atingir a fase adulta, o que, com o tempo, reduz a popula\u00e7\u00e3o do mosquito numa determinada \u00e1rea.<\/p>\n<p>Respons\u00e1vel por testes realizados desde maio em Piracicaba, no interior paulista, a empresa Oxitec informou que os resultados est\u00e3o sendo analisados por sua equipe t\u00e9cnica e que ainda n\u00e3o h\u00e1 uma previs\u00e3o de quando ser\u00e3o divulgados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No mundo, ele \u00e9 chamado de mosquito da febre amarela. 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