{"id":3262,"date":"2014-07-20T13:04:13","date_gmt":"2014-07-20T13:04:13","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=3262"},"modified":"2014-07-20T13:04:13","modified_gmt":"2014-07-20T13:04:13","slug":"cientista-descobre-quatro-novas-especies-de-mamiferos-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cientista-descobre-quatro-novas-especies-de-mamiferos-no-brasil\/","title":{"rendered":"Cientista descobre quatro novas esp\u00e9cies de mam\u00edferos no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/roedores.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-3263\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/roedores.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>Quatro novas esp\u00e9cies de mam\u00edferos que vivem na Mata Atl\u00e2ntica e na Amaz\u00f4nia foram descobertas por uma cientista brasileira com a ajuda de sequenciamento gen\u00e9tico.<\/p>\n<p>S\u00e3o tipos diferentes de cu\u00edcas-de-rabo-curto, marsupiais que s\u00e3o parentes pr\u00f3ximos do gamb\u00e1, mas que, diferente de seu \u201cprimo\u201d, n\u00e3o possuem a bolsa abdominal comum em animais desta infraclasse, como o canguru, outro parente distante.<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica foi publicada na \u00faltima semana na revista \u201cMolecular Phylogenetics and Evolution\u201d, em artigo assinado por Silvia Pavan, Sharon Jansa e Robert Voss.<\/p>\n<p>Em entrevista ao <strong>G1<\/strong>, Silvia, que est\u00e1 nos Estados Unidos, conta que pesquisa h\u00e1 anos o g\u00eanero <em>Monodelphis<\/em>, ao qual pertencem as cu\u00edcas-de-rabo-curto. Esses animais podem ser encontrados desde o sul do Panam\u00e1, passando por v\u00e1rios biomas do Brasil, at\u00e9 a regi\u00e3o central da Argentina.<\/p>\n<p>O artigo afirma que das quatro esp\u00e9cies novas, tr\u00eas vivem na Amaz\u00f4nia e uma na Mata Atl\u00e2ntica. Os animais ainda n\u00e3o receberam um nome, j\u00e1 que a descri\u00e7\u00e3o oficial deve acontecer nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p>De h\u00e1bito terrestre, s\u00e3o bichos que vivem entre as folhagens de florestas, fazem ninhos em troncos ocos de \u00e1rvores e podem ter capacidade de viver em tocas abaixo do solo \u2013 uma caracter\u00edstica que ainda precisa ser melhor estudada.<\/p>\n<p>S\u00e3o animais que se alimentam de insetos, mas que tamb\u00e9m podem consumir pequenos vertebrados. Seu comprimento varia de 7 cent\u00edmetros a 20 cent\u00edmetros, e chegam a pesar entre 6 gramas e 140 gramas.<\/p>\n<p><strong>Refazendo as contas<\/strong><\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" title=\"Esp\u00e9cies de \u201ccu\u00edcas-de-rabo-curto\u201d ilustrando diferentes padr\u00f5es de colora\u00e7\u00e3o da pelagem: A, Monodelphis domestica (colora\u00e7\u00e3o uniforme); B, M. touan (laterais avermelhadas); C, M. emiliae (cabe\u00e7a e lombo avermelhados); D, M. americana (listras dorsais esc (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/T. Semedo; S. Pavan; T. Semedo; D. 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Pavan)\" width=\"581\" height=\"465\" \/><\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><strong>Esp\u00e9cies de \u201ccu\u00edcas-de-rabo-curto\u201d ilustrando diferentes padr\u00f5es de colora\u00e7\u00e3o da pelagem: A: <em>Monodelphis domestica<\/em> (colora\u00e7\u00e3o uniforme); B: <em>M. touan<\/em> (laterais avermelhadas); C: <em>M. emilia<\/em>e (cabe\u00e7a e lombo avermelhados); D: <em>M. americana<\/em> (listras dorsais esc (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/T. Semedo; S. Pavan; T. Semedo; D. Pavan)<\/strong><\/div>\n<p>Al\u00e9m de descrever quatro novos animais, o trabalho de pesquisa publicado na \u00faltima semana sugere alterar a quantidade de esp\u00e9cies de cu\u00edca-de-rabo-curto descritas pela ci\u00eancia. At\u00e9 ent\u00e3o, segundo a literatura, existem 26 varia\u00e7\u00f5es. Mas foi poss\u00edvel verificar que cinco descri\u00e7\u00f5es eram, na verdade, repeti\u00e7\u00f5es. Isso se esclareceu com an\u00e1lise gen\u00e9tica. Assim, com as quatro novas esp\u00e9cies descritas no trabalho da brasileira, o total ficaria em 25.<\/p>\n<p><strong>Preserva\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nDe acordo com a pesquisadora, ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel dizer se as novas esp\u00e9cies est\u00e3o ou n\u00e3o amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o. Dentre os animais j\u00e1 descritos, n\u00e3o h\u00e1 indica\u00e7\u00e3o de que estejam em risco de desaparecer da natureza, mas pouco ou nada se sabe para estabelecer o status de conserva\u00e7\u00e3o de muitas delas.<\/p>\n<p>No entanto, surpreende a ocorr\u00eancia de uma cu\u00edca desconhecida na Mata Atl\u00e2ntica, o bioma brasileiro mais devastado e que disputa lugar com a expans\u00e3o urbana. \u201cMesmo com todos os trabalhos de explora\u00e7\u00e3o [cient\u00edfica], coletas etc., n\u00e3o \u00e9 incomum encontrar esp\u00e9cies que ainda n\u00e3o tem nome na Mata Atl\u00e2ntica. Isso enfatiza a necessidade de preservar o bioma. Muitas esp\u00e9cies podem desaparecer sem antes sabermos da sua exist\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p>Somados todos os fragmentos de floresta nativa acima de 3 hectares, restam 12,5% da \u00e1rea original do bioma, que tinha 1,3 milh\u00e3o de km\u00b2 quando o Brasil foi descoberto. Essa paisagem natural \u00e9 uma das mais ricas em biodiversidade, e at\u00e9 60% de suas esp\u00e9cies de plantas s\u00e3o end\u00eamicas, ou seja, s\u00f3 existem naquela regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Silvia ressalta ainda sobre a necessidade de mais investimentos em pesquisa b\u00e1sica no pa\u00eds, j\u00e1 que esse tipo de descoberta escancara que os brasileiros sabem pouco sobre a pr\u00f3pria biodiversidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quatro novas esp\u00e9cies de mam\u00edferos que vivem na Mata Atl\u00e2ntica e na Amaz\u00f4nia foram descobertas<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3263,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/roedores.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/roedores.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/roedores.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/roedores.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/roedores.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/roedores.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/roedores.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/roedores.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/roedores.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/roedores.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Quatro novas esp\u00e9cies de mam\u00edferos que vivem na Mata Atl\u00e2ntica e na Amaz\u00f4nia foram descobertas","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3262"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3262"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3262\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3263"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3262"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3262"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3262"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}