{"id":32319,"date":"2015-11-27T08:00:35","date_gmt":"2015-11-27T11:00:35","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=32319"},"modified":"2015-11-26T20:40:30","modified_gmt":"2015-11-26T23:40:30","slug":"cientistas-descobrem-que-boa-parte-do-dna-dos-tardigrados-e-exogeno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cientistas-descobrem-que-boa-parte-do-dna-dos-tardigrados-e-exogeno\/","title":{"rendered":"Cientistas descobrem que boa parte do DNA dos tard\u00edgrados \u00e9 ex\u00f3geno"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"intro\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/tardigrados.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-32320\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/tardigrados-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/tardigrados-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/tardigrados.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>P<\/span>esquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, tiveram uma surpresa ao sequenciar o genoma dos <strong>tard\u00edgrados, a \u00fanica esp\u00e9cie capaz de sobreviver em condi\u00e7\u00f5es extremas: 17,5% do DNA dos pequenos animais \u00e9 ex\u00f3geno<\/strong>, ou seja, \u00e9 desconhecida ao organismo deles.<\/p>\n<p>A revela\u00e7\u00e3o foi feita em pesquisa publicada na \u00faltima segunda-feira (23), no\u00a0<em>Proceedings of the National Academy of Sciences<\/em>. <strong>A descoberta coloca em xeque a possibilidade de a habilidade excepcional de sobreviv\u00eancia dos tard\u00edgrados esteja relacionada com essa parte de seu DNA<\/strong>. &#8220;N\u00f3s n\u00e3o t\u00ednhamos ideia de que o genoma de um animal poderia ter tanto DNA ex\u00f3geno&#8221;, disse Bob Goldstein, coautor do estudo. &#8220;Sab\u00edamos que muitos animais adquirem genes ex\u00f3genos, mas n\u00e3o sab\u00edamos que isso podia acontecer em grande quantidade.&#8221;<\/p>\n<p>Anteriormente, o filo rotifera era conhecido como o com maior quantidade de DNA ex\u00f3geno. Em termos de compara\u00e7\u00e3o, <strong>a maioria dos animais tem menos de 1% de DNA ex\u00f3geno em seus genomas<\/strong>.<\/p>\n<p>Os pesquisadores afirmam que os tard\u00edgrados conseguem 6 mil genes ex\u00f3genos de bact\u00e9rias, plantas, fungos e archaea, por meio da transfer\u00eancia horizontal de genes. Durante esse processo ocorre a troca de <strong>material gen\u00e9tico<\/strong> entre as esp\u00e9cies. A equipe acredita que o DNA est\u00e1 entrando aleatoriamente no genoma, mas o que fica dele \u00e9 que faz com que os tard\u00edgrados sobrevivam em condi\u00e7\u00f5es extremas &#8211; como em 80\u00baC negativos em um freezer durante um ano ou no v\u00e1cuo do espa\u00e7o, por exemplo.<\/p>\n<p>Seguindo a linha de pensamento dos cientistas, quando os tard\u00edgrados est\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es extremas de estresse, seu DNA se quebra. Quando a c\u00e9lula se hidrata novamente, a membrana e o n\u00facleo, onde fica o DNA, ficam esburacados, permitindo que outras mol\u00e9culas grandes passem. Sendo assim,<strong> o animal consegue consertar seu pr\u00f3prio DNA, criando um mosaico de genes que v\u00eam de diferentes esp\u00e9cies<\/strong>.<\/p>\n<p>&#8220;Pensamos na <strong>\u00e1rvore da vida<\/strong>, com material gen\u00e9tico sendo passado verticalmente da m\u00e3e e do pai&#8221;, explicam os cientistas. &#8220;Mas com a transfer\u00eancia horizontal dos genes se tornando mais aceitada e conhecida, pelo menos em alguns organismo, <strong>ela come\u00e7a a mudar a forma como pensamos em evolu\u00e7\u00e3o e na passagem de material gen\u00e9tico e na estabilidade dos genomas<\/strong>. Em vez de pensar na \u00e1rvore da vida, podemos pensar na teia da vida e no material gen\u00e9tico passando de linha em linha.&#8221;<\/p>\n<p><em>*Com supervis\u00e3o de Andr\u00e9 Jorge de Oliveira<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, tiveram uma surpresa ao sequenciar<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":32320,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/tardigrados.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/tardigrados-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/tardigrados-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/tardigrados.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/tardigrados.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/tardigrados.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/tardigrados.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/tardigrados.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/tardigrados.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/tardigrados.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, tiveram uma surpresa ao sequenciar","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32319"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32319"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32319\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32320"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32319"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32319"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32319"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}