{"id":3228,"date":"2014-07-19T14:56:56","date_gmt":"2014-07-19T14:56:56","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=3228"},"modified":"2014-07-19T14:56:56","modified_gmt":"2014-07-19T14:56:56","slug":"a-fruta-pao-e-rica-em-proteinas-e-tem-potencial-para-amenizar-a-fome-no-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/a-fruta-pao-e-rica-em-proteinas-e-tem-potencial-para-amenizar-a-fome-no-mundo\/","title":{"rendered":"A fruta-p\u00e3o \u00e9 rica em prote\u00ednas e tem potencial para amenizar a fome no mundo"},"content":{"rendered":"<p><strong><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/fruta_pao.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-3231\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/fruta_pao.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>Por Piscila Nayade<\/strong><\/p>\n<p>Pode n\u00e3o ser uma fruta encontrada com facilidade em supermercados, mas a grande e ex\u00f3tica fruta-p\u00e3o est\u00e1 sendo cogitada como um super alimento que ir\u00e1 amenizar o problema da fome em algumas regi\u00f5es do mundo.<\/p>\n<p>Conhecido cientificamente como Artocarpus altilis, essa fruta possui seu interior esverdeado e com uma textura parecida com a da batata cozida, de modo que ela pode ser servida como parte de uma refei\u00e7\u00e3o principal ou transformada em doces para a sobremesa.<\/p>\n<p>Ela j\u00e1 \u00e9 um dos principais componentes da dieta dos jamaicanos e agora os especialistas acreditam que ela pode garantir a seguran\u00e7a alimentar em toda a ilha, que importa mais da metade da sua comida.<\/p>\n<p>\u00c9 um fruto amplamente consumido em todo as ilhas do Pac\u00edfico e mais produzido que o arroz, o trigo e o milho. Ela pesa em torno de 3,17 kg e fornece carboidratos suficientes para alimentar uma fam\u00edlia de cinco pessoas. Al\u00e9m de pura, a fruta-p\u00e3o pode ser mo\u00edda com farinha e utilizada em pratos doces e salgados, incluindo panquecas e batatas fritas. \u00c9 rica em vitaminas e minerais, e \u00e9 tamb\u00e9m uma alta fonte de carboidratos e prote\u00ednas, al\u00e9m de n\u00e3o ter gl\u00faten.<\/p>\n<p>Diane Ragone, do National Tropical Botanical Garden do Hava\u00ed (NTBG), vem estudando esse fruto desde os anos 80. Ela afirma que a fruta-p\u00e3o madura \u00e9 um substituto saud\u00e1vel para quaisquer alimentos ricos em amido, como arroz e batatas, e pode ser cozida ou assada. J\u00e1 o fruto que ainda n\u00e3o amadureceu pode ser cozido, colocado em conserva ou ser marinado. At\u00e9 mesmo as flores encontradas nas \u00e1rvores desse fruto podem ser cristalizados e comidos como doces.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.portaldomeioambiente.org.br\/images\/noticias\/2014\/07\/03\/8991\/02.jpg\" alt=\"\" width=\"633\" height=\"460\" \/><\/p>\n<p>Juntamente com Nyree Zerega, da Universidade de Northwestern, em Chicago, ela estuda as ra\u00edzes da fruta por meio de uma an\u00e1lise de genes. A maioria dos frutos que ela examinou teve genes compartilhados com uma planta chamada \u201cbreadnut\u201d encontrada na Nova Guin\u00e9. Ela, ent\u00e3o, foi cogitada para ser o ancestral da fruta-p\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 2003, a Dra. Ragone criou o Instituto da Fruta-P\u00e3o do NTBG, que inclui uma planta\u00e7\u00e3o na ilha de Maui, nos Estados Unidos. Os cientistas est\u00e3o trabalhando l\u00e1 com uma alian\u00e7a de caridade que monta projetos para tentar amenizar o problema da fome no mundo, distribuindo frutas-p\u00e3o em lugares sem um fornecimento regular de alimentos.<\/p>\n<p>&#8220;Tradicionalmente, na Polin\u00e9sia, voc\u00ea planta uma \u00e1rvore de fruta-p\u00e3o a cada crian\u00e7a que nasce, porque isso significa a garantia de alimentos que ela vai ter ao longo da vida&#8221;, afirma Dra. Zerega.<\/p>\n<p>\u00c1rvores de fruta-p\u00e3o requerem pouco cuidado e prosperam nos tr\u00f3picos. Agora, especialistas est\u00e3o investigando quais s\u00e3o as melhores variedades em cada ambiente com seu clima espec\u00edfico, principalmente em pa\u00edses que n\u00e3o possuem uma seguran\u00e7a alimentar.<\/p>\n<p>A fruta-p\u00e3o foi comprada pela primeira vez no Caribe, no s\u00e9culo XVIII, para alimentar os escravos. O tenente William Bligh foi quem levou o primeiro fruto para a Jamaica, comprando-o no Tahiti. A hist\u00f3ria conta que, no caminho, muitas cargas com a fruta foram despejadas no mar, devido a v\u00e1rios problemas dentro do navio. Em sua segunda tentativa como capit\u00e3o, em 1792, ele trouxe 2.000 mudas de fruta-p\u00e3o para a Jamaica e, depois de plantadas, 678 deram frutos.<\/p>\n<p>Considerado um alimento est\u00e1vel e barato, era usado para alimentar os escravos e n\u00e3o era muito querida pelas outras pessoas, levando cerca de 50 anos para que fosse incorporado aos pratos locais.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.portaldomeioambiente.org.br\/images\/noticias\/2014\/07\/03\/8991\/03.jpg\" alt=\"\" width=\"633\" height=\"460\" \/><\/p>\n<p>A fruta-p\u00e3o \u00e9 assim chamada por causa de seu alto teor de carboidratos e fibras, que tamb\u00e9m est\u00e3o presentes no p\u00e3o \u2018de verdade\u2019. Al\u00e9m dessas qualidades, os cientistas est\u00e3o tentando identificar quais variedades do fruto produzem os melhores rendimentos com rela\u00e7\u00e3o ao teor de prote\u00edna.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, eles ainda est\u00e3o tentando usar m\u00e9todos de cultura diferenciados para criarem \u00e1rvores que produzem os frutos mais cedo, sem perder na qualidade de seus nutrientes. Por\u00e9m, o m\u00e1ximo que eles conseguiram foram \u00e1rvores que crescem livres de pragas e doen\u00e7as, e que come\u00e7am a dar frutos aos dois anos de idade (tr\u00eas anos mais cedo que o habitual).<\/p>\n<p>Das variedades propagadas, 35.000 \u00e1rvores j\u00e1 foram enviadas para 26 pa\u00edses.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Piscila Nayade Pode n\u00e3o ser uma fruta encontrada com facilidade em supermercados, mas a<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3231,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/fruta_pao.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/fruta_pao.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/fruta_pao.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/fruta_pao.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/fruta_pao.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/fruta_pao.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/fruta_pao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/fruta_pao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/fruta_pao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/fruta_pao.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por Piscila Nayade Pode n\u00e3o ser uma fruta encontrada com facilidade em supermercados, mas a","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3228"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3228"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3228\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3231"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3228"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3228"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3228"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}