{"id":32238,"date":"2015-11-25T13:00:23","date_gmt":"2015-11-25T16:00:23","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=32238"},"modified":"2015-11-24T21:55:42","modified_gmt":"2015-11-25T00:55:42","slug":"tratamento-inovador-para-parkinson-esta-em-fase-de-testes-nos-eua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/tratamento-inovador-para-parkinson-esta-em-fase-de-testes-nos-eua\/","title":{"rendered":"Tratamento inovador para Parkinson est\u00e1 em fase de testes nos EUA"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"intro\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/sala_hibrida_parkinson.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-32239\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/sala_hibrida_parkinson-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/sala_hibrida_parkinson-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/sala_hibrida_parkinson.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>P<\/span>esquisadores da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, est\u00e3o testando um tratamento inovador para a doen\u00e7a de Parkinson. O procedimento utiliza ondas de ultrassom, guiadas por imagens de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica, para atingir uma \u00e1rea espec\u00edfica do c\u00e9rebro, ligada ao controle dos movimentos. A interven\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o requer qualquer tipo de corte, \u00e9 realizada com o paciente acordado e seus efeitos podem ser observados imediatamente. Foi o que ocorreu com Kimberly Spletter, 50, primeira pessoa a receber o novo tratamento. Ela sofria com movimentos incontrol\u00e1veis em uma das pernas e, logo ap\u00f3s o procedimento, j\u00e1 era capaz de caminhar. Uma semana depois, conseguia at\u00e9 correr.<\/p>\n<p>O Parkinson \u00e9 uma doen\u00e7a degenerativa do sistema nervoso que atinge cerca de dez em cada cem mil pessoas. Entre os sintomas est\u00e3o a perda de equil\u00edbrio, dificuldade para comer e rigidez muscular, que prejudicam muito a qualidade de vida. A enfermidade est\u00e1 relacionada \u00e0 morte de c\u00e9lulas localizadas no tronco cerebral, respons\u00e1veis pela produ\u00e7\u00e3o de um neurotransmissor chamado dopamina.<\/p>\n<p>Essa subst\u00e2ncia modula o funcionamento de duas \u00e1reas no c\u00e9rebro (o globo p\u00e1lido e parte do t\u00e1lamo) que s\u00e3o respons\u00e1veis pelo controle dos movimentos musculares, explica a Dra. Alessandra Gorgulho, professora assistente na Universidade da Calif\u00f3rnia (EUA) e coordenadora cl\u00ednico-cient\u00edfica do HCOR Neuro, em S\u00e3o Paulo. \u201cNa aus\u00eancia da dopamina, essas regi\u00f5es se tornam hiperativas, desencadeando descargas el\u00e9tricas que s\u00e3o transmitidas aos m\u00fasculos, causando rigidez e tremores\u201d, acrescenta Dr. Antonio De Salles, chefe do HCOR Neuro e professor em\u00e9rito do departamento de neurocirurgia da Universidade da Calif\u00f3rnia, nos EUA.<\/p>\n<div class=\"componente_materia\">\n<div class=\"intertitulo\">Tratamento em duas etapas<\/div>\n<\/div>\n<p>Quando a doen\u00e7a est\u00e1 em seus est\u00e1gios iniciais, ela pode ser controlada por meio de medicamentos que simulam o efeito da dopamina no c\u00e9rebro. Por\u00e9m, essa abordagem tem prazo de validade. Depois de dez anos, \u00e9 comum que os rem\u00e9dios n\u00e3o s\u00f3 percam o efeito como tamb\u00e9m causem um dano colateral \u2013 a distonia, caracterizada por movimentos repetitivos anormais. \u00c9 para esses pacientes, que j\u00e1 n\u00e3o respondem aos rem\u00e9dios e precisam de interven\u00e7\u00e3o cir\u00fargica, que a nova t\u00e9cnica \u00e9 direcionada. Trata-se de um novo tipo de cirurgia ablativa &#8211; procedimento em que microles\u00f5es s\u00e3o feitas no c\u00e9rebro, para que o paciente possa retomar o controle dos movimentos. Esse m\u00e9todo j\u00e1 \u00e9 usado no tratamento de Parkinson desde a d\u00e9cada de 1950. No passado, por\u00e9m, isso implicava abrir o cr\u00e2nio do paciente. Muito se avan\u00e7ou desde ent\u00e3o, para tornar o m\u00e9todo menos invasivo e mais seguro. E a abordagem desenvolvida pelos pesquisadores de Maryland \u00e9 um passo importante nesse sentido.<\/p>\n<p>O novo tratamento usa o ExAblate, uma tecnologia da GE Healthcare em parceria com a empresa israelense Insightec, que alia resson\u00e2ncia magn\u00e9tica e ultrassom. Segundo foi divulgado pela Universidade de Maryland, durante o procedimento o paciente entra em um scanner de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica com um aparato que imobiliza sua cabe\u00e7a. Em seguida, ondas de ultrassom s\u00e3o direcionadas ao globo p\u00e1lido (estrutura que integra o enc\u00e9falo, no c\u00e9rebro) aumentando a temperatura na \u00e1rea at\u00e9 causar uma pequena les\u00e3o. Enquanto isso, as imagens obtidas por meio da resson\u00e2ncia oferecem \u00e0 equipe m\u00e9dica um mapa em tempo real da regi\u00e3o que est\u00e1 sendo tratada.<\/p>\n<p>O estudo cl\u00ednico ainda est\u00e1 na fase 1 (etapa em que se avalia a seguran\u00e7a do procedimento). Mas, segundo De Salles, trata-se de uma abordagem extremamente promissora. Ele afirma que a t\u00e9cnica j\u00e1 foi testada na Universidade da Virginia em pacientes que sofrem com tremor essencial \u2013 uma desordem neurol\u00f3gica que tamb\u00e9m leva a movimentos involunt\u00e1rios. \u201cO procedimento foi muito efetivo, e s\u00e3o raros os casos em que o tremor volta a ocorrer\u201d, diz De Salles.<\/p>\n<div class=\"componente_materia\">\n<div class=\"intertitulo\">Outras op\u00e7\u00f5es de procedimentos<\/div>\n<\/div>\n<p>Hoje, a cirurgia ablativa tamb\u00e9m pode ser feita por meio de radia\u00e7\u00e3o, usando o equipamento Gamma Knife \u2013 nesse caso, o t\u00e1lamo \u00e9 atingido n\u00e3o por ondas de ultrassom, mas por raios gama. Uma grande diferen\u00e7a, por\u00e9m, \u00e9 que nessa abordagem (com radia\u00e7\u00e3o) a equipe n\u00e3o disp\u00f5e daquele mapa em tempo real do c\u00e9rebro, mas depende de c\u00e1lculos feitos a partir da imagem da resson\u00e2ncia magn\u00e9tica.<\/p>\n<p>Outras op\u00e7\u00f5es s\u00e3o a cirurgia ablativa por meio de radiofrequ\u00eancia e a estimula\u00e7\u00e3o cerebral profunda \u2013 ambas as interven\u00e7\u00f5es dependem, por\u00e9m, de uma cirurgia convencional, na qual \u00e9 feita uma pequena abertura no cr\u00e2nio.<\/p>\n<p>Na estimula\u00e7\u00e3o cerebral profunda, um eletrodo \u00e9 implantado no c\u00e9rebro do paciente. O dispositivo, que \u00e9 associado a um marca-passo, emite sinais que bloqueiam a atividade de tr\u00eas regi\u00f5es do c\u00e9rebro (globo p\u00e1lido, t\u00e1lamo e subt\u00e1lamo). A maior vantagem desse m\u00e9todo \u00e9 que o eletrodo pode ser ajustado \u00e0 medida que a doen\u00e7a avan\u00e7a, tornando-se mais forte conforme a necessidade. Por\u00e9m, trata-se de um procedimento muito caro. \u201cAs principais desvantagens da estimula\u00e7\u00e3o cerebral profunda s\u00e3o seu custo e o fato de depender de uma cirurgia aberta. Por isso, vemos hoje um retorno das cirurgias ablativas, como essa feita com o ExAblate e a Gamma Knife, que podem ser acess\u00edveis para uma maior parcela da popula\u00e7\u00e3o\u201d, diz Dr. Salles.<br \/>\nEssas op\u00e7\u00f5es de tratamento \u2013 Gamma Knife, e estimula\u00e7\u00e3o cerebral profunda \u2013 est\u00e3o dispon\u00edveis no HCor. Elas s\u00e3o realizadas em uma sala h\u00edbrida, equipada tanto para a realiza\u00e7\u00e3o de procedimentos de\u00a0 neurointerven\u00e7\u00e3o como para exames de Resson\u00e2ncia Magn\u00e9tica. Essa estrutura chamada MR Surgical Suite, ou Solu\u00e7\u00e3o de MR Cir\u00fargica, permite que os exames de imagem sejam usados antes, durante e depois das interven\u00e7\u00f5es, proporcionando mais seguran\u00e7a. Inaugurada em 2014, a sala conta com equipamento de resson\u00e2ncia GE e foi desenhada para, futuramente, poder receber o ExAblate. \u201cEsperamos que em breve possamos ter essa tecnologia a nossa disposi\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Dr. Salles.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, est\u00e3o testando um tratamento inovador para a<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":32239,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/sala_hibrida_parkinson.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/sala_hibrida_parkinson-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/sala_hibrida_parkinson-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/sala_hibrida_parkinson.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/sala_hibrida_parkinson.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/sala_hibrida_parkinson.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/sala_hibrida_parkinson.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/sala_hibrida_parkinson.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/sala_hibrida_parkinson.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/sala_hibrida_parkinson.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Pesquisadores da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, est\u00e3o testando um tratamento inovador para a","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32238"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32238"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32238\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32239"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32238"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32238"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32238"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}