{"id":32234,"date":"2015-11-25T12:00:49","date_gmt":"2015-11-25T15:00:49","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=32234"},"modified":"2015-11-24T21:52:22","modified_gmt":"2015-11-25T00:52:22","slug":"comunidades-do-rio-tapajos-passam-a-monitorar-qualidade-dagua-com-sensor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/comunidades-do-rio-tapajos-passam-a-monitorar-qualidade-dagua-com-sensor\/","title":{"rendered":"Comunidades do rio Tapaj\u00f3s passam a monitorar qualidade d\u2019\u00e1gua com sensor"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/agua_amazonia.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-32235\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/agua_amazonia-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/agua_amazonia-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/agua_amazonia.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Voc\u00ea sabia que 73% da \u00e1gua doce do Brasil est\u00e1 na Amaz\u00f4nia? Mas que, no entanto, o \u00edndice de \u00e1gua tratada nessa regi\u00e3o \u00e9 aproximadamente 22% inferior ao resto do Brasil?<\/p>\n<p>Tendo isso em mente, o <a href=\"http:\/\/infoamazonia.org\/pt\/projects\/infoamazonia-network\/\" target=\"_blank\">Projeto Rede InfoAmazonia<\/a>\u00a0desenvolveu, com apoio do <a href=\"https:\/\/desafiosocial.withgoogle.com\/brazil2014\" target=\"_blank\">Desafio\u00a0Google de Impacto Social<\/a>,\u00a0um sistema de monitoramento de baixo custo que analisa a qualidade da \u00e1gua para o consumo humano na Amaz\u00f4nia.\u00a0Tamb\u00e9m estamos criando uma rede de monitoramento articulada com as comunidades. Os dados sobre a \u00e1gua coletados pelo <strong><a href=\"https:\/\/publiclab.org\/wiki\/mae-d-agua-rede-infoamazonia\" target=\"_blank\">sensor M\u00e3e d\u00b4\u00e1gua<\/a><\/strong> \u00a0ser\u00e3o\u00a0mostrados em tempo real no site do InfoAmazonia e alertas ser\u00e3o enviados aos consumidores atrav\u00e9s de SMS.<\/p>\n<p>\u201cO que fazemos \u00e9 monitorar essa \u00e1gua que n\u00e3o \u00e9 tratada, uma \u00e1gua que as pessoas coletam em diversas fontes, como po\u00e7os, cacimbas ou mesmo diretamente do rio\u201d, explica VJ pixel, coordenador do Rede InfoAmazonia. \u201cConsideramos que o nosso projeto \u00e9 relevante justamente para dar informa\u00e7\u00e3o para as pessoas sobre a \u00e1gua que elas est\u00e3o consumindo\u201d, agrega.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-43722 \" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/Placa-Escola-Sao-Francisco-1024x683.jpg\" alt=\"Cartazes afixados nas comunidades do Tapaj\u00f3s e nas vilas de Santar\u00e9m e Belterra, onde foram instalados os sensores M\u00e3e d\u00b4\u00e1gua. Cr\u00e9dito: InfoAmazonia\" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/p>\n<p>Durante o\u00a0m\u00eas de outubro, a equipe do Rede InfoAmazonia esteve na regi\u00e3o do Baixo Tapaj\u00f3s, Par\u00e1, para realizar oficinas de treinamento para a instala\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o dos sensores em Santar\u00e9m, Belterra e Moju\u00ed dos Campos. Em total foram instalados sensores em 18 pontos destes munic\u00edpios, tanto em comunidades, em aldeias e em cidades.<\/p>\n<p>A miss\u00e3o come\u00e7ou em Santar\u00e9m no dia 13 de outubro, com eventos nos dias 14, 15 e 16. Nos dois primeiros dias aconteceram oficinas de eletr\u00f4nica em parceria com o <a href=\"http:\/\/www.saudeealegria.org.br\/\" target=\"_blank\">Projeto Sa\u00fade &amp; Alegria<\/a> e da Universidade Federal do Oeste do Par\u00e1 (<a href=\"http:\/\/www.ufopa.edu.br\/\" target=\"_blank\">UFOPA<\/a>), uma de eletr\u00f4nica b\u00e1sica e outra de eletr\u00f4nica avan\u00e7ada. No \u00faltimo dia, foi apresentado o projeto dos sensores de qualidade da \u00e1gua do Rede InfoAmazonia e\u00a0feita demonstra\u00e7\u00e3o de funcionamento do\u00a0M\u00e3e d\u00b4\u00e1gua. Durante essa oficina foram escolhidos, com a decis\u00e3o dos participantes, os locais que seriam monitorados.<br \/>\nUma vez definidos os pontos, os volunt\u00e1rios se responsabilizavam por fazer o contato com o respons\u00e1vel e garantir uma estrutura m\u00ednima (acesso ao local, escada e energia el\u00e9trica) para fazer a instala\u00e7\u00e3o junto com a equipe do projeto.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-43725 \" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/DSC_0788-1024x683.jpg\" alt=\"As ponteiras dos sensores dentro das caixas da \u00e1gua. Foto: InfoAmazonia\" width=\"640\" height=\"427\" \/><\/p>\n<p>Ap\u00f3s a\u00a0defini\u00e7\u00e3o dos pontos a ser monitorados, foram criadas tr\u00eas equipes para realizar as instala\u00e7\u00f5es dos sensores. Uma\u00a0permaneceu na margem direita do rio Tapaj\u00f3s para fazer instala\u00e7\u00f5es na zona urbana de Santar\u00e9m, Belterra, Floresta Nacional dos Tapaj\u00f3s e Moju\u00ed dos Campos. Os outros times atravessaram para a margem esquerda para realizarem as instala\u00e7\u00f5es em comunidades e aldeias na Reserva Extrativista (Resex) Tapaj\u00f3s-Arapiuns.<\/p>\n<p>A primeira instala\u00e7\u00e3o foi feita no s\u00e1bado dia 17, na sede do Projeto Sa\u00fade &amp; Alegria, e logo foram feitas as demais instala\u00e7\u00f5es. Na Resex foram instalados sete pontos, sendo um deles em uma aldeia ind\u00edgena. Cada instala\u00e7\u00e3o durou entre 1h30 e 3h, com uma participa\u00e7\u00e3o direta dos moradores\u00a0de cada ponto de monitoramento.<\/p>\n<p>A principal dificuldade t\u00e9cnica encontrada foi que \u201cesper\u00e1vamos que as caixas d&#8217;\u00e1gua ficassem a maior parte do tempo cheias, e descobrimos que elas esvaziam com uma frequ\u00eancia muito grande\u201d, explica Pixel. A solu\u00e7\u00e3o encontrada foi colocar um pequeno recipiente dentro da caixa d&#8217;\u00e1gua com os sensores, de maneira que se a \u00e1gua da caixa d&#8217;\u00e1gua acabar, eles v\u00e3o continuar submersos.Se os sensores ficarem fora d\u2019\u00e1gua por muito tempo, deixam de funcionar.<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o dos volunt\u00e1rios e dos respons\u00e1veis foi um dos mais valiosos aportes das comunidades. As lideran\u00e7as locais e os pr\u00f3prios moradores entendem a necessidade de conhecer a qualidade da \u00e1gua que eles usam e bebem em suas casas.\u00a0\u201cAs comunidades s\u00e3o o sentido do projeto. O projeto foi criado para que as comunidades tenham uma rede de informa\u00e7\u00e3o que os auxiliem a gerir melhor os sistemas alternativos e a cobrar dos organismos competentes a garantia de abastecimento de \u00e1gua de qualidade\u201d, disse Gina Leite, do Rede InfoAmazonia.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-43729 \" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/20151021_093051-Large-1024x683.jpg\" alt=\"Equipe do InfoAmazonia na Escola Raimunda Queiroz de Souza, Moju\u00ed dos Campos. Foto: InfoAmazonia\" width=\"640\" height=\"427\" \/><\/p>\n<p>Foram as comunidades as que instalaram os equipamentos, o Rede Infoamazonia s\u00f3 orientou a instala\u00e7\u00e3o. Por isso a primeira etapa do treinamento foi mais te\u00f3rica, e a segunda parte foi um treinamento pr\u00e1tico, explicou Pixel. Foi feito dessa forma porque \u00e9 preciso que a pessoa saiba tirar o equipamento tanto para levar a outro lugar quanto para fazer a manuten\u00e7\u00e3o. \u201cPrecisamos empoderar as pessoas na manipula\u00e7\u00e3o do equipamento e tamb\u00e9m na metodologia do projeto\u201d, acredita Pixel.<\/p>\n<p>Atualmente o equipamento est\u00e1 em fase de valida\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es que est\u00e1 captando, sendo uma etapa muito importante para criar confiabilidade nos dados, diz Gina Leite. Em seguida ser\u00e1 lan\u00e7ado o site para dar visibilidade \u00e0 realidade local. \u201cEsperamos que a iniciativa provoque mais interesse das comunidades, escolas, das universidades, meios de comunica\u00e7\u00e3o sobre a import\u00e2ncia da \u00e1gua para a sa\u00fade\u201d, afirma.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 importante que a pr\u00f3pria UFOPA, os acad\u00eamicos, e outras organiza\u00e7\u00f5es da regi\u00e3o se apropriem do projeto, de maneira que a continuidade do projeto n\u00e3o dependa de n\u00f3s, que ele ganhe autonomia\u201d, reconhece Pixel. Pensamento similar \u00e9 o de Paulo Lima, do Projeto Sa\u00fade &amp; Alegria, que acredita que o projeto deve ser replicado para um n\u00famero maior de comunidades, al\u00e9m de continuar seu desenvolvimento tecnol\u00f3gico para ampliar sua capacidade de an\u00e1lise da \u00e1gua.<\/p>\n<p>Para o Rede InfoAmazonia ainda falta bastante caminho para andar, conhecimentos para repassar e experi\u00eancias para aprender. Por enquanto, o trabalho continua, aperfei\u00e7oando o sistema e tamb\u00e9m apontando para a dissemina\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o sobre a qualidade da \u00e1gua na Amaz\u00f4nia, levando uma informa\u00e7\u00e3o transparente \u00e0 comunidade, para que os seus direitos sejam respeitados, e para que os seus l\u00edderes lutem pela sa\u00fade e tamb\u00e9m pela Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p><em>Mapa do acesso \u00e0 rede geral de abastecimento de \u00e1gua nos mun\u00edcipios da Amaz\u00f4nia Legal<\/em><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/infoamazonia.org\/pt\/embed\/?map_only=1&amp;map_id=12348&amp;width=600&amp;height=400&amp;lat=-12.554563528593656&amp;lon=-48.427734375&amp;zoom=4\" width=\"640\" height=\"257\" frameborder=\"0\"><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea sabia que 73% da \u00e1gua doce do Brasil est\u00e1 na Amaz\u00f4nia? 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