{"id":32142,"date":"2015-11-23T14:05:10","date_gmt":"2015-11-23T17:05:10","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=32142"},"modified":"2015-11-23T14:05:10","modified_gmt":"2015-11-23T17:05:10","slug":"projeto-devolve-a-natureza-peixes-boi-marinhos-ameacados-de-extincao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/projeto-devolve-a-natureza-peixes-boi-marinhos-ameacados-de-extincao\/","title":{"rendered":"Projeto devolve \u00e0 natureza peixes-boi marinhos amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/peixe_boi.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-32143\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/peixe_boi-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/peixe_boi-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/peixe_boi.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Em seis anos, o <strong>Projeto Manati<\/strong>, que monitora o resgate e reabilita\u00e7\u00e3o de mam\u00edferos aqu\u00e1ticos no litoral do Cear\u00e1, devolveu cinco <strong>peixes-boi<\/strong> marinhos \u00e0 natureza.\u00a0 Os animais passaram por uma reabilita\u00e7\u00e3o em Pernambuco e foram soltos em Alagoas.<\/p>\n<p>De acordo com a bi\u00f3loga Ana Carolina Meirelles, coordenadora do projeto, o Cear\u00e1 \u00e9 o que registra o maior de encalhe dos animais, amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A bi\u00f3loga explica que os bichos buscam estu\u00e1rios (locais de\u00a0transi\u00e7\u00e3o entre um rio e o mar)\u00a0para o nascimento dos filhotes, por serem \u00e1reas mais calmas e protegidas. No entanto, com a degrada\u00e7\u00e3o do meio ambiente, a maioria dos estu\u00e1rios no Cear\u00e1 e no noroeste do Rio Grande do Norte est\u00e1 assoreada, muito rasa. Com isso, as f\u00eameas n\u00e3o conseguem entrar nos estu\u00e1rios e os filhotes nascem em mar aberto. Eles n\u00e3o conseguem acompanhar a m\u00e3e, acabando por encalhar. Cada filhote de peixe-boi marinho fica em torno de dois a tr\u00eas anos com a m\u00e3e.<\/p>\n<p>Com a ajuda das comunidades costeiras, os bi\u00f3logos da organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental Aquatis recolhem os peixes-boi encalhados. \u201cA gente faz todo um trabalho de conscientiza\u00e7\u00e3o e de treinamento nas comunidades para eles saberem o que fazer quando encontrarem um animal desse encalhado, porque em geral s\u00e3o filhotes rec\u00e9m-nascidos. O manejo \u00e9 mais f\u00e1cil\u201d, disse.\u00a0O servi\u00e7o de resgate funciona 24 horas por dia e conta com equipe de plant\u00e3o para atendimento dos encalhes.<\/p>\n<p>Cerca de 6,8 mil pessoas j\u00e1 foram capacitadas pelo projeto, como estudantes da rede de ensino municipal e estadual, professores e pescadores.<\/p>\n<p>Em 2012, o projeto passou a contar com um centro pr\u00f3prio de reabilita\u00e7\u00e3o dos animais no Cear\u00e1. Antes, eles eram levados para Pernambuco. \u201cOs animais que encalhavam aqui [Cear\u00e1], a gente tinha que mandar para Pernambuco, porque aqui n\u00e3o tinha nenhuma estrutura de reabilita\u00e7\u00e3o. A estrutura que a gente tinha era tempor\u00e1ria\u201d, disse Ana Carolina Meirelles, acrescentando que o centro foi constru\u00eddo com apoio do Programa Petrobras Socioambiental.<\/p>\n<p><strong>Reabilita\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Mais nove animais da esp\u00e9cie est\u00e3o em reabilita\u00e7\u00e3o no momento, sendo sete no Centro de Reabilita\u00e7\u00e3o de Mam\u00edferos Marinhos, no Cear\u00e1, e dois em Pernambuco.\u00a0O projeto Manati pretende que os animais fiquem quatro anos em reabilita\u00e7\u00e3o, uma vez que cada animal reage de uma forma ao processo de desmame e tem que passar por um processo de readapta\u00e7\u00e3o ao ambiente natural, conforme Ana Carolina.<\/p>\n<p>Em 2016, dever\u00e1 ser iniciada a constru\u00e7\u00e3o do cativeiro em ambiente natural, com estrutura semelhante a um curral de pesca, visando ao processo de reinser\u00e7\u00e3o dos dois animais que est\u00e3o no centro.<\/p>\n<p>No cativeiro, eles aprender\u00e3o a conviver com correntes mar\u00edtimas, mar\u00e9s, ru\u00eddos naturais e de embarca\u00e7\u00f5es, al\u00e9m de diversos outros fatores que n\u00e3o existem nos tanques de reabilita\u00e7\u00e3o. O cativeiro ser\u00e1 erguido em uma enseada, no munic\u00edpio de Icapu\u00ed, litoral leste do Cear\u00e1.<\/p>\n<p>O \u00faltimo estudo, feito em 2013, pela Universidade Federal de Pernambuco, em parceria com a Funda\u00e7\u00e3o Mam\u00edferos Aqu\u00e1ticos, identificou a exist\u00eancia de uma popula\u00e7\u00e3o de mil peixes-boi marinhos da costa de Alagoas at\u00e9 o Piau\u00ed.\u00a0No Cear\u00e1 e no Rio Grande do Norte, a popula\u00e7\u00e3o \u00e9 estimada em 190 animais.<\/p>\n<p>Apesar do trabalho de preserva\u00e7\u00e3o desenvolvido por v\u00e1rias organiza\u00e7\u00f5es, o <strong>peixe-boi marinho <\/strong>ainda est\u00e1<strong> amea\u00e7ado de extin\u00e7\u00e3o<\/strong> no pa\u00eds, \u201cporque a esp\u00e9cie foi quase dizimada no passado, em raz\u00e3o da ca\u00e7a\u201d.<br \/>\nEmbora n\u00e3o seja mais ca\u00e7ado no Nordeste, enquanto no Norte do pa\u00eds ainda h\u00e1 uma ca\u00e7a de subsist\u00eancia, o peixe-boi \u00e9 uma esp\u00e9cie que demora para se recuperar. A reprodu\u00e7\u00e3o \u00e9 lenta. Al\u00e9m disso, tem outros impactos que amea\u00e7am a esp\u00e9cie, entre os quais a destrui\u00e7\u00e3o do habitat, a captura acidental em redes de pesca e o atropelamento por embarca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><em>Edi\u00e7\u00e3o:Carolina Pimentel\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em seis anos, o Projeto Manati, que monitora o resgate e reabilita\u00e7\u00e3o de mam\u00edferos aqu\u00e1ticos<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":32143,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/peixe_boi.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/peixe_boi-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/peixe_boi-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/peixe_boi.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/peixe_boi.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/peixe_boi.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/peixe_boi.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/peixe_boi.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/peixe_boi.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/peixe_boi.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Em seis anos, o Projeto Manati, que monitora o resgate e reabilita\u00e7\u00e3o de mam\u00edferos aqu\u00e1ticos","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32142"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32142"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32142\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32143"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32142"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32142"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32142"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}