{"id":32118,"date":"2015-11-23T08:00:29","date_gmt":"2015-11-23T11:00:29","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=32118"},"modified":"2015-11-22T22:26:22","modified_gmt":"2015-11-23T01:26:22","slug":"floresta-amazonica-pode-perder-metade-das-especies-de-arvores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/floresta-amazonica-pode-perder-metade-das-especies-de-arvores\/","title":{"rendered":"Floresta amaz\u00f4nica pode perder metade das esp\u00e9cies de \u00e1rvores"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/floresta_amea\u00e7ada.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-32119\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/floresta_amea\u00e7ada-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/floresta_amea\u00e7ada-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/floresta_amea\u00e7ada.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Metade de todas as esp\u00e9cies de \u00e1rvores da regi\u00e3o amaz\u00f4nica pode estar amea\u00e7ada, o que aumentaria em mais de um quinto o n\u00famero de esp\u00e9cies de plantas em risco no mundo. A conclus\u00e3o, publicada na revista <em>Science Advances,<\/em> \u00e9 de um grupo com 158 pesquisadores de 21 pa\u00edses, liderados por Hans ter Steege, do Museu de Hist\u00f3ria Natural de Leiden, na Holanda.<\/p>\n<p>No estudo, os cientistas usaram dados de mais de 1.500 levantamentos sobre a floresta amaz\u00f4nica. Dessa forma, eles puderam determinar como o desmatamento tem afetado, desde 1900, o n\u00famero de \u00e1rvores de cerca de 15 mil esp\u00e9cies. A equipe tamb\u00e9m estimou os efeitos do desmatamento at\u00e9 2050.<\/p>\n<p>Os resultados foram, ent\u00e3o, comparados com os crit\u00e9rios da Lista Vermelha da Uni\u00e3o Mundial para a Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN), que faz um invent\u00e1rio de esp\u00e9cies em risco. O resultado mostra que de 36% a 57% de todas as esp\u00e9cies da regi\u00e3o amaz\u00f4nica podem ser tidas, mundialmente, como amea\u00e7adas. Entre elas, h\u00e1 esp\u00e9cies como a castanheira-do-Brasil, que chega a 50 metros de altura, e o cacaueiro.<\/p>\n<p>Os pesquisadores ressaltam que os resultados n\u00e3o s\u00e3o o suficiente para a cria\u00e7\u00e3o de uma Lista Vermelha completa das \u00e1rvores da Amaz\u00f4nia. Para isso, cada uma das esp\u00e9cies deveria ser individualmente examinada pela IUCN. No entanto, as descobertas refor\u00e7aram a extens\u00e3o e urg\u00eancia dessa tarefa.<\/p>\n<p>No Brasil, a cobertura florestal tem diminu\u00eddo h\u00e1 d\u00e9cadas, mas existe pouca informa\u00e7\u00e3o sobre a quantidade de esp\u00e9cies de \u00e1rvores afetadas. \u201cN\u00e3o estamos dizendo que a situa\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o amaz\u00f4nica se deteriorou de repente\u201d, explica o co-autor da pesquisa Nigel Pitman, do Museu Field de Hist\u00f3ria Natural, em Chicago. \u201cFornecemos uma nova estimativa de como as \u00e1rvores foram afetadas pelo desmatamento no passado e ser\u00e3o no futuro.\u201d<\/p>\n<p><strong>\u00c1reas protegidas<\/strong><\/p>\n<p>Para o grupo, os resultados do estudo devem ser inclu\u00eddos nas pol\u00edticas de uso da terra e conserva\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia. Isso porque \u00e1reas protegidas e territ\u00f3rios ind\u00edgenas podem oferecer prote\u00e7\u00e3o \u00e0s \u00e1rvores mais amea\u00e7adas, contanto que nessas \u00e1reas n\u00e3o haja mais desmatamento, afirmam os cientistas.<\/p>\n<p>Muitas vezes, mesmo em \u00e1reas de conserva\u00e7\u00e3o, as \u00e1rvores s\u00e3o abatidas ilegalmente. Segundo o Greenpeace, as pessoas por tr\u00e1s disso n\u00e3o t\u00eam muito o que temer. Ainda assim, essas regi\u00f5es podem fazer muito pela natureza, apontam os pesquisadores. Mais da metade da bacia amaz\u00f4nica est\u00e1, de acordo com as suas informa\u00e7\u00f5es, em \u00e1reas protegidas, onde uma boa quantidade das esp\u00e9cies mais amea\u00e7adas cresce.<\/p>\n<p>\u201cEssa \u00e9 uma boa not\u00edcia da Amaz\u00f4nia, como muito raramente se ouve\u201d, disse Ter Steege. \u201cNas \u00faltimas d\u00e9cadas, os pa\u00edses da regi\u00e3o amaz\u00f4nica t\u00eam feito grandes progressos no que diz respeito a \u00e1reas protegidas e povos ind\u00edgenas. Nosso estudo mostra que a biodiversidade se beneficiou muito disso.\u201d<\/p>\n<p>Entretanto, barragens, minera\u00e7\u00e3o, inc\u00eandios e secas ainda representam grandes amea\u00e7as para as florestas da Amaz\u00f4nia, apontam os pesquisadores.<\/p>\n<p><strong>Efeito expandido<\/strong><\/p>\n<p>Como as condi\u00e7\u00f5es e os problemas s\u00e3o semelhantes em \u00e1reas de florestas tropicais, os resultados podem, provavelmente, ser estendidos para os tr\u00f3picos inteiros. Assim, at\u00e9 40 mil \u00e1rvores estariam amea\u00e7adas em todo o mundo.<\/p>\n<p>Aproximadamente um ter\u00e7o da superf\u00edcie da Terra \u00e9 coberta por florestas. Todos os anos, 13 milh\u00f5es de hectares delas desaparecem \u2013 o equivalente, aproximadamente, \u00e0 \u00e1rea da Gr\u00e9cia.<\/p>\n<p>Essa perda de \u00e1rea florestada acontece quase que exclusivamente nos tr\u00f3picos. A floresta amaz\u00f4nica, por exemplo, \u00e9 convertida em planta\u00e7\u00f5es de soja e pastagens de gado, e a madeira, muitas vezes, \u00e9 exportada.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 preocupante a destrui\u00e7\u00e3o na Indon\u00e9sia, onde, somente neste ano, cerca de 17 mil quil\u00f4metros quadrados de floresta tropical j\u00e1 foram queimados. Agricultores usam a t\u00e9cnica da coivara \u2013 derrubada da mata nativa e queima da vegeta\u00e7\u00e3o \u2013 para planta\u00e7\u00e3o de dendezeiros.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Metade de todas as esp\u00e9cies de \u00e1rvores da regi\u00e3o amaz\u00f4nica pode estar amea\u00e7ada, o que<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":32119,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/floresta_amea\u00e7ada.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/floresta_amea\u00e7ada-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/floresta_amea\u00e7ada-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/floresta_amea\u00e7ada.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/floresta_amea\u00e7ada.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/floresta_amea\u00e7ada.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/floresta_amea\u00e7ada.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/floresta_amea\u00e7ada.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/floresta_amea\u00e7ada.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/floresta_amea\u00e7ada.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Metade de todas as esp\u00e9cies de \u00e1rvores da regi\u00e3o amaz\u00f4nica pode estar amea\u00e7ada, o que","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32118"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32118"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32118\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32119"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32118"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32118"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32118"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}