{"id":31816,"date":"2015-11-18T12:00:48","date_gmt":"2015-11-18T15:00:48","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=31816"},"modified":"2015-11-17T20:52:54","modified_gmt":"2015-11-17T23:52:54","slug":"conheca-os-animais-que-um-dia-poderao-ensinar-o-homem-a-viver-200-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/conheca-os-animais-que-um-dia-poderao-ensinar-o-homem-a-viver-200-anos\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a os animais que um dia poder\u00e3o ensinar o homem a viver 200 anos"},"content":{"rendered":"<p class=\"story-body__introduction\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/baleia_groelandia.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-31817\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/baleia_groelandia-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/baleia_groelandia-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/baleia_groelandia.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Envelhecer n\u00e3o parece ser t\u00e3o inevit\u00e1vel assim para alguns animais. Muitos j\u00e1 descobriram maneiras de atrasar a morte. E deixaram pistas para ajudar todos n\u00f3s a viver vidas mais longas e saud\u00e1veis.<\/p>\n<p>Um exemplo: 30 anos depois de Herman Melville publicar o cl\u00e1ssico <i>Moby Dick<\/i>, um grupo de ca\u00e7adores de baleias do Alasca tentou abater um gigante dos oceanos de verdade. Seu alvo era uma baleia-de-Groenl\u00e2ndia, o segundo maior animal do mundo. Uma esp\u00e9cie que no s\u00e9culo 19 j\u00e1 era conhecida pela longevidade.<\/p>\n<p>Os ca\u00e7adores tinham at\u00e9 um arp\u00e3o disparado por um canh\u00e3o. Mas a baleia escapou com apenas um ferimento de rasp\u00e3o. Um grupo de ca\u00e7adores finalmente deu cabo do animal &#8211; mas isso s\u00f3 aconteceu em 2007, 120 anos ap\u00f3s ela \u201cdriblar\u201d a expedi\u00e7\u00e3o original.<\/p>\n<p>Fragmentos do arp\u00e3o original ainda estavam na pele da baleia.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Metabolismo<\/h2>\n<p>De acordo com bi\u00f3logos, as baleias-da-Groenl\u00e2ndia vivem pelo menos 150 anos, podendo chegar at\u00e9 210. Mas al\u00e9m de cicatrizes de batalha, a pele enrugada e uns quilinhos a mais, os cet\u00e1ceos exibem raros sinais de envelhecimento. Por isso, despertam o interesse de cientistas.<\/p>\n<p>\u201cAs baleias vivem muito mais do que humanos, mas em ambientes selvagens e sem acesso a m\u00e9dicos ou outros confortos da sociedade\u201d , explica o bi\u00f3logo Jo\u00e3o Pedro de Magalh\u00e3es, da Universidade de Liverpool.<\/p>\n<p>\u201cSendo assim, elas devem ser naturalmente protegidas de doen\u00e7as do envelhecimento\u201d .<\/p>\n<p>Estudando essas baleias e outras criaturas de alta longevidade, Magalh\u00e3es e seus colegas esperam descobrir novos rem\u00e9dios que ter\u00e3o em humanos os efeitos de redu\u00e7\u00e3o da decad\u00eancia corporal e o retardamento da morte.<\/p>\n<p>\u201cO processo de envelhecimento \u00e9 um mist\u00e9rio. Sabemos muito pouco sobre ele em compara\u00e7\u00e3o com outros processos biol\u00f3gicos, mas o envelhecimento \u00e9 diretamente a maior causa de sofrimento e morte no mundo moderno. Se consegu\u00edssemos retard\u00e1-lo um pouquinho, seria para um benef\u00edcio humano sem precedentes\u201d.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"> <span class=\"off-screen\">Image copyright<\/span> <span class=\"story-image-copyright\">SPL<\/span> <\/span><figcaption class=\"media-caption\"> <img loading=\"lazy\" class=\"js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/ws\/624\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2015\/11\/12\/151112195453_200_cancer_640x360_spl_nocredit.jpg\" alt=\"SPL\" width=\"636\" height=\"358\" \/><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span> <span class=\"media-caption__text\"> Animais guardam segredos de como evitar o crescimento desordenado das c\u00e9lulas e o c\u00e2ncer <\/span> <\/figcaption><\/figure>\n<p>Vadim Gladyshev, da Universidade Harvard, concorda. \u201cTrata-se da mais importante quest\u00e3o biol\u00f3gica, pois a maioria das doen\u00e7as humanas cr\u00f4nicas \u00e9 consequ\u00eancia do envelhecimento. Se conseguirmos retardar o envelhecimento, ter\u00edamos o mesmo efeito simultaneamente em doen\u00e7as como o c\u00e2ncer, o Alzheimer e a diabetes\u201d, diz Gladyshev.<\/p>\n<p>V\u00e1rios fatores contribuem para o envelhecimento. Para come\u00e7ar, h\u00e1 o ambiente. Ningu\u00e9m vive em uma bolha, ent\u00e3o o DNA humano pode ser danificado por subst\u00e2ncias qu\u00edmicas nocivas ou radia\u00e7\u00e3o. Embora nossas c\u00e9lulas tenham maneiras de reparar esses danos, eventualmente eles se tornam muito extensos, levando a muta\u00e7\u00f5es que fazem com que c\u00e9lulas se transformem em tumores.<\/p>\n<p>Nosso metabolismo tamb\u00e9m pode enfrentar problemas. Assim como uma fornalha que precisa de limpeza regularmente, nossas c\u00e9lulas produzem detritos ao queimar combust\u00edvel. Este \u201centulho\u201d se acumula ao longo do tempo e pode perturbar processos biol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>E, finalmente, o organismo encontra problemas para fazer a manuten\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os vitais: cada um de nossos cromossomos tem amontoados de DNA em suas pontas, chamados de telomeres. S\u00e3o como aquela capinha pl\u00e1stica nas pontas de cadar\u00e7os de sapatos, que impedem o esgar\u00e7amento.<\/p>\n<p>Mas cada vez que as c\u00e9lulas se dividem, os telomeres ficam menores, e encurtados ao ponto de prejudicar o funcionamento das c\u00e9lulas, que podem morrer. Esse desgaste nos deixa vulner\u00e1veis a v\u00e1rias doen\u00e7as.<\/p>\n<p>Mas essa marcha inexor\u00e1vel em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 morte pode ter o ritmo diminu\u00eddo. E h\u00e1 diversas pistas apontando para isso. A metaformina, droga usada comumente no tratamento da diabetes, por exemplo, j\u00e1 provou poder diminuir modestamente o envelhecimento em ratos.<\/p>\n<p>E a simples mudan\u00e7a em um gene envolvido no metabolismo celular em minhocas pode fazer com que voc\u00ea viva bem mais que seus pais. \u00c9 pouco prov\u00e1vel que essa mudan\u00e7a beneficie organismos mais complexos, mas estudos sugerem que o envelhecimento n\u00e3o est\u00e1 totalmente fora de nosso controle. \u201c\u00c9 um processo pl\u00e1stico, que pode ser moldado\u201d, diz Magalh\u00e3es.<\/p>\n<p>Cientistas agora procuram mais candidatos. Apenas no reino dos mam\u00edferos, a vida m\u00e9dia varia incrivelmente. H\u00e1 ratos que vivem 18 meses, ao passo que, como vimos antes, as baleias-da-Groenl\u00e2ndia podem passar dos 200 anos. \u00c9 como se a sele\u00e7\u00e3o natural de certa maneira for\u00e7ou algumas criaturas a evoluir o pr\u00f3prio elixir de suas vidas.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"> <span class=\"off-screen\">Image copyright<\/span> <span class=\"story-image-copyright\">Getty<\/span> <\/span><figcaption class=\"media-caption\"> <img loading=\"lazy\" class=\"js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/ws\/624\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2015\/11\/12\/151112195751_200_toupeira_624x351_getty_nocredit.jpg\" alt=\"Getty\" width=\"638\" height=\"359\" \/><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span> <span class=\"media-caption__text\"> A toupeira-pelada, incrivelmente resistente ao c\u00e2ncer <\/span> <\/figcaption><\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Toupeira-pelada<\/h2>\n<p>\u201cA natureza muda a dura\u00e7\u00e3o da vida o tempo todo, mas a pergunta \u00e9 \u2018como\u2019. E ser\u00e1 que podemos localizar esses mecanismos e aumentar a longevidade humana?\u201d, questiona Gladyshev.<\/p>\n<p>As criaturas mais interessantes s\u00e3o as exce\u00e7\u00f5es. As que conseguem vivem mais do que esp\u00e9cies pr\u00f3ximas. E nem sempre s\u00e3o magn\u00edficas como a baleia-da-Groel\u00e2ndia. A toupeira-pelada, por exemplo, n\u00e3o parece uma garota-propaganda de longevidade bem-sucedida, com sua pele nua e enrugada. No entanto, vive mais de 30 anos, muito al\u00e9m do que ratos bem-alimentados podem conseguir.<\/p>\n<p>A toupeira-pelada tamb\u00e9m \u00e9 incrivelmente resistente ao c\u00e2ncer \u2013 em milhares de esp\u00e9cimes estudados, nenhum tumor foi encontrado. Mesmo quando banhados em potentes carcinog\u00eanicos, as toupeiras continuaram imunes. Isso pode ser explicado pelo fato de que suas c\u00e9lulas tendem a parar de crescer quando ficam muito densas \u2013 mecanismo que impede tumores de se espalharem. O truque parece vir da grande concentra\u00e7\u00e3o de uma subst\u00e2ncia qu\u00edmica conhecida como hyaluronan.<\/p>\n<p>Mol\u00e9culas desta subst\u00e2ncia fazem parte da estrutura do revestimento de c\u00e9lulas e podem ter evolu\u00eddo para fazer a pele da toupeira-pelada mais el\u00e1stica para facilitar sua entrada em espa\u00e7os apertados. Hoje, parece tamb\u00e9m dar o sinal para que as c\u00e9lulas parem de se multiplicar de forma descontrolada. Em outras palavras: mesmo que uma muta\u00e7\u00e3o ocorra e forme um tumor, o hyaluronan impede que ele se desenvolve mais.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"> <span class=\"off-screen\">Image copyright<\/span> <span class=\"story-image-copyright\">Getty<\/span> <\/span><figcaption class=\"media-caption\"> <img loading=\"lazy\" class=\"js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/ws\/624\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2015\/11\/12\/151112195948_200_maos_640x360_getty_nocredit.jpg\" alt=\"Getty\" width=\"636\" height=\"358\" \/><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span> <span class=\"media-caption__text\"> O ambiente e o metabolismo s\u00e3o fatores que influenciam o envelhecimento humano <\/span> <\/figcaption><\/figure>\n<p>Gladyshev tamb\u00e9m estudou o morcego de Brandt, uma pequena criatura que pode viver mais de 40 anos, apesar de pesar menos que um cubo de a\u00e7\u00facar. \u201cConsiderando seu tamanho, trata-se do caso mais extremo\u201d, diz Gladyshev. Ele diz ter encontrado muta\u00e7\u00f5es no sistema hormonal do morcego que podem podem oferecer pistas de como controlar o metabolismo de mam\u00edferos.<\/p>\n<p>E a baleia-da-Groel\u00e2ndia? Seu enorme tamanho, 20 metros de comprimento e at\u00e9 100 toneladas de peso, cria alguns desafios que s\u00e3o de interesse particular para bi\u00f3logos. Se suas c\u00e9lulas queimam energia na mesma propor\u00e7\u00e3o que ratos, o calor seria suficiente para aquecer a \u00e1gua em volta. Ent\u00e3o, a baleia evoluiu para viver com um metabolismo mais lento e temperatura corporal mais baixa.<\/p>\n<p>Mas um corpanzil como o do cet\u00e1ceo tamb\u00e9m resultaria em um enorme risco de c\u00e2ncer, por uma simples quest\u00e3o matem\u00e1tica: quanto mais c\u00e9lulas voc\u00ea tem, maior \u00e9 o risco de desenvolver uma muta\u00e7\u00e3o perigosa. E os problemas ficam maiores o quanto mais se envelhece.<\/p>\n<p>Com base em taxas humanas de c\u00e2ncer, todas baleias deveriam estar repletas de tumores antes mesmo de ficar adultas. No entanto, continuam vivendo por pelo menos mais um s\u00e9culo. Isso \u00e9 um conhecido como o Paradoxo de Peto. Baleias, assim como a toupeira-pelada, adotaram truques evolucion\u00e1rios para lidar com muta\u00e7\u00f5es nocivas.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"> <span class=\"off-screen\">Image copyright<\/span> <span class=\"story-image-copyright\">Getty<\/span> <\/span><figcaption class=\"media-caption\"> <img loading=\"lazy\" class=\"js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/ws\/624\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2015\/11\/12\/151112200329_200_alto_624x351_getty_nocredit.jpg\" alt=\"Getty\" width=\"638\" height=\"359\" \/><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span> <span class=\"media-caption__text\"> Pessoas mais altas t\u00eam mais chances de desenvolver c\u00e2ncer <\/span> <\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cEsses animais s\u00e3o reais exce\u00e7\u00f5es. Contam com mecanismo de supress\u00e3o de tumores de que n\u00f3s humanos carecemos\u201d , afirma Magalhaes.<\/p>\n<p>Ele e sua equipe estudaram amostras de material gen\u00e9tico de baleias-da-Groel\u00e2ndia e encontraram pistas que podem mostrar o caminho para rem\u00e9dios. Chamou a aten\u00e7\u00e3o especificamente uma mudan\u00e7a em um gene chamado ERCC1.<\/p>\n<p>Tal gene supostamente tem um kit de reparos molecular que pode remendar \u00e1reas do genoma. Na baleia-da-Groel\u00e2ndia esse gene sofre muta\u00e7\u00f5es que tornam esse trabalho ainda mais eficiente, prevenindo o ac\u00famulo de muta\u00e7\u00f5es que podem causar c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>A equipe de Magalh\u00e3es tamb\u00e9m detectou mudan\u00e7as em um gene chamado PCNA, envolvido em prolifera\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas. Ele participa da forma\u00e7\u00e3o de uma prote\u00edna que funciona como uma esp\u00e9cie de pin\u00e7a, segurando as m\u00e1quinas moleculares que causam a multiplica\u00e7\u00e3o do DNA. As baleias t\u00eam regi\u00f5es duplicadas do gene, e as muta\u00e7\u00f5es parecem ajudar com que ele interaja com outras partes do processo de reparo do DNA.<\/p>\n<p>O desafio para os cientistas agora \u00e9 descobrir como adaptar as muta\u00e7\u00f5es vistas em animais para que ocorram em humanos. O primeiro passo \u00e9 desenvolver amostras de tecido humano com algumas dessas muta\u00e7\u00f5es. \u201cSe mudarmos as prote\u00ednas humanas para que se pare\u00e7am mais com as das baleias, poderemos ver se elas melhoram o reparo do DNA. E a\u00ed usar\u00edamos os genes da baleia em ratos para ver se eles viveriam mais\u201d, afirma Magalh\u00e3es.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s esses testes iniciais, o pr\u00f3ximo passo seria criar as mesmas mudan\u00e7as no incrivelmente complexo corpo humano, qui\u00e7\u00e1 com drogas que imitassem os efeitos dos genes. No futuro, terapias gen\u00e9ticas poderiam ajudar a ajustar o DNA de humanos. Em um instante, poder\u00edamos nos beneficiar instantaneamente de muta\u00e7\u00f5es que levaram milh\u00f5es de anos para serem desenvolvidas pelas baleias.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"> <span class=\"off-screen\">Image copyright<\/span> <span class=\"story-image-copyright\">Thinkstock<\/span> <\/span><figcaption class=\"media-caption\"> <img loading=\"lazy\" class=\"js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/ws\/624\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2015\/11\/12\/151112200646_200_morcego_640x360_thinkstock_nocredit.jpg\" alt=\"Thinkstock\" width=\"638\" height=\"359\" \/><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span> <span class=\"media-caption__text\"> O morcego de Brandt <\/span> <\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cN\u00e3o h\u00e1 rea\u00e7\u00f5es para descartarmos essa possibilidade para o futuro\u201d , afirma Magalh\u00e3es.<\/p>\n<p>H\u00e1 um longo caminho de testes. Embora tenhamos relativa proximidade com outros mam\u00edferos em termos evolucion\u00e1rios, algo que funciona em uma baleia ou em um rato pode ter efeito limitado ou nulo no corpo humano. \u201cVoc\u00ea pode sempre achar as diferentes maneiras em que diferentes organismos cont\u00eam o c\u00e2ncer, mas se elas ser\u00e3o \u00fateis em terapia \u00e9 imprevis\u00edvel\u201d , explica Leonard Nunney, especialista em evolu\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer na Universidade da Calif\u00f3rnia em Riverside.<\/p>\n<p>As respostas da natureza para o c\u00e2ncer evolu\u00edram de forma apropriada para as circunst\u00e2ncias \u00fanicas de cada organismo. Ainda assim, Nunney diz que novas alternativas para buscar na natureza solu\u00e7\u00f5es para problemas m\u00e9dicos s\u00e3o sempre bem-vindas. \u201cOs cientistas estudando o c\u00e2ncer est\u00e3o come\u00e7ando a reconhecer que a incorpora\u00e7\u00e3o de ideias evolucion\u00e1rias pode dar resultados\u201d.<\/p>\n<p>Magalh\u00e3es se mant\u00e9m esperan\u00e7oso. \u201cA hist\u00f3ria est\u00e1 cheia de especialistas que classificaram alguns avan\u00e7os de imposs\u00edveis, mas foram desmentidos logo depois. As baleias-da-Groel\u00e2ndia s\u00e3o novamente um exemplo. H\u00e1 120 anos, quando algumas delas ainda eram crian\u00e7as, infec\u00e7\u00f5es amea\u00e7adoras era comuns na vida das pessoas. Hoje, antibi\u00f3ticos fazem parte dos mais b\u00e1sicos sistemas de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Cientistas veem a velhice como a grande doen\u00e7a que precisa ser curada. \u201cN\u00e3o se trata apenas de estender o per\u00edodo de velhice. Queremos pessoas de 70 anos com a sa\u00fade de algu\u00e9m de 50\u201d, afirma Magalh\u00e3es. Talvez em 2120 n\u00f3s olharemos para tr\u00e1s com admira\u00e7\u00e3o para analisar os primeiros passos rumo a este objetivo.<\/p>\n<p><strong><i>Leia a <a class=\"story-body__link\" href=\"http:\/\/www.bbc.com\/future\/story\/20150915-the-secrets-of-living-to-200-years-old\"> vers\u00e3o original <\/a>desta reportagem (em ingl\u00eas) no site <\/i><\/strong><a class=\"story-body__link\" href=\"http:\/\/www.bbc.com\/future\"> BBC Future<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Envelhecer n\u00e3o parece ser t\u00e3o inevit\u00e1vel assim para alguns animais. Muitos j\u00e1 descobriram maneiras de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":31817,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/baleia_groelandia.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/baleia_groelandia-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/baleia_groelandia-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/baleia_groelandia.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/baleia_groelandia.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/baleia_groelandia.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/baleia_groelandia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/baleia_groelandia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/baleia_groelandia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/baleia_groelandia.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Envelhecer n\u00e3o parece ser t\u00e3o inevit\u00e1vel assim para alguns animais. Muitos j\u00e1 descobriram maneiras de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31816"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31816"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31816\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/31817"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31816"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31816"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31816"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}