{"id":31792,"date":"2015-11-18T09:00:47","date_gmt":"2015-11-18T12:00:47","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=31792"},"modified":"2015-11-17T20:20:53","modified_gmt":"2015-11-17T23:20:53","slug":"cientistas-criam-grupo-para-analises-independentes-da-tragedia-em-mariana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cientistas-criam-grupo-para-analises-independentes-da-tragedia-em-mariana\/","title":{"rendered":"Cientistas criam grupo para an\u00e1lises independentes da trag\u00e9dia em Mariana"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/lama.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-31793\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/lama-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/lama-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/lama.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A lama que corre por <a href=\"http:\/\/noticias.uol.com.br\/minas-gerais\"><strong>Minas Gerais<\/strong><\/a> e <a href=\"http:\/\/noticias.uol.com.br\/espirito-santo\"><strong>Esp\u00edrito Santo<\/strong><\/a> \u00e9 t\u00f3xica? Qual o impacto real na fauna e na flora da regi\u00e3o? Qual a qualidade da \u00e1gua?\u00a0Quem deve responder legalmente pelo desastre? S\u00e3o muitas as perguntas em torno da cat\u00e1strofe provocada pelo rompimento das barragens em Mariana e poucas as fontes confi\u00e1veis. Para tentar achar respostas livres de interesses privados ou tendenciosas, um grupo de pesquisadores e cientistas decidiu fazer uma avalia\u00e7\u00e3o independente dos impactos ambientais.<\/p>\n<p>As conversas come\u00e7aram entre amigos &#8211;eram dez pesquisadores que acreditaram que precisavam fazer mais do que s\u00f3 comentar sobre a trag\u00e9dia. Mas logo a iniciativa tomou enormes propor\u00e7\u00f5es. Hoje, o projeto conta com\u00a0uma p\u00e1gina no Facebook com mais de 3.500 inscritos\u00a0e um <strong><a href=\"http:\/\/www.kickante.com.br\/campanhas\/relatorio-independente-de-impacto-causado-pelo-rompimento-das-barragens-de-fundao-e\">crowdfunding<\/a><\/strong>, financiamento coletivo, que j\u00e1 arrecadou mais de R$ 27 mil.<\/p>\n<p><cite>Est\u00e1vamos trocando uma infinidade de posts\u00a0e surgiu a vontade de fazer um trabalho independente e de f\u00e1cil acesso, usar nossas habilidades cient\u00edficas para compreender o que realmente aconteceu. Criamos uma corrente cient\u00edfica<\/cite><\/p>\n<p><strong>Alexandre\u00a0Martensen<\/strong>, bi\u00f3logo que\u00a0ajuda na coordena\u00e7\u00e3o do estudo enquanto faz doutorado na Universidade de Toronto<\/p>\n<p>Os primeiros pesquisadores do grupo, batizado de\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/giaia2015?__mref=message_bubble\">Giaia (Grupo Independente para An\u00e1lise do Impacto Ambiental)<\/a><\/strong>, foram at\u00e9 Mariana com recursos pr\u00f3prios ou com apoio de universidades. Depois moradores e volunt\u00e1rios de diversas \u00e1reas se juntaram.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o t\u00ednhamos ideia das propor\u00e7\u00f5es que alcan\u00e7ar\u00edamos. A proposta era conseguir juntar R$ 50 mil para financiar an\u00e1lises do solo e da \u00e1gua, para ver como a lama de fato afetou a regi\u00e3o. Mas o n\u00famero de volunt\u00e1rios foi tamanho que agora h\u00e1 diversos subgrupos para estudos das mais variadas vertentes&#8221;, conta Martensen.<\/p>\n<p>Advogados volunt\u00e1rios est\u00e3o analisando a parte legal da cat\u00e1strofe, enquanto moradores auxiliam na coleta de amostras. Pesquisadores colaboram cedendo estudos sobre a regi\u00e3o ou oferecendo novas an\u00e1lises aprofundadas da fauna e da flora.<\/p>\n<p>O Giaia planeja colocar em um site\u00a0todos os estudos, publicados de maneira que qualquer leigo consiga compreender os resultados. As informa\u00e7\u00f5es estar\u00e3o dispon\u00edveis em detalhes, com a origem da amostras analisadas, quem as colheu, quando e qual o laborat\u00f3rio respons\u00e1vel pela an\u00e1lise.<\/p>\n<p>&#8220;Junto com a trag\u00e9dia veio uma enxurrada de informa\u00e7\u00e3o e n\u00e3o sab\u00edamos quem tinha raz\u00e3o na an\u00e1lise de dados&#8221;, explicou Martensen. &#8220;Por exemplo, h\u00e1 quem acredite que o rio pode diluir a lama e voltar a viver, h\u00e1\u00a0quem diga que ele est\u00e1 morto. N\u00e3o compramos nenhuma resposta, mas incentivamos os estudos para compreender a situa\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>O grupo conseguiu amostras da \u00e1gua e do solo\u00a0limpos, antes de a lama alcan\u00e7ar a foz do rio, e por isso ser\u00e1 capaz de fazer diversos estudos comparando o antes e depois. As amostras ser\u00e3o encaminhadas para diferentes laborat\u00f3rios para garantir resultados precisos dos danos\u00a0na bacia do rio Doce. &#8220;Sem v\u00ednculos com empresas, queremos divulgar os resultados sem interesses subjetivos&#8221;, ressalta o bi\u00f3logo.<\/p>\n<p>O projeto animou a comunidade cient\u00edfica. Al\u00e9m de criar um grande acervo de pesquisa capaz de viabilizar respostas claras sobre o acidente, o projeto abre portas para estudos futuros.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A lama que corre por Minas Gerais e Esp\u00edrito Santo \u00e9 t\u00f3xica? 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