{"id":31411,"date":"2015-11-11T12:00:56","date_gmt":"2015-11-11T15:00:56","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=31411"},"modified":"2015-11-10T21:10:59","modified_gmt":"2015-11-11T00:10:59","slug":"como-um-biologo-redescobriu-nas-horas-vagas-uma-orquidea-que-se-acreditava-extinta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/como-um-biologo-redescobriu-nas-horas-vagas-uma-orquidea-que-se-acreditava-extinta\/","title":{"rendered":"Como um bi\u00f3logo redescobriu, nas horas vagas, uma orqu\u00eddea que se acreditava extinta"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/orquidea.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-31412\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/orquidea-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/orquidea-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/orquidea.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\u00c9 impressionante como estamos longe de conhecer tudo o que acontece no nosso pr\u00f3prio quintal. O Estado de S\u00e3o Paulo tem a maior popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, um grande n\u00famero de pesquisadores, e mesmo assim, de vez em quando, descobrimou <strong>esp\u00e9cies de plantas ou animais que nunca tinham sido identificadas pela ci\u00eancia<\/strong>. Um caso interessante \u00e9 o do bi\u00f3logo Marcelo Rodrigues. Ele j\u00e1 identificou mais de 300 esp\u00e9cies no litoral de S\u00e3o Paulo, entre elas cinco esp\u00e9cies novas. Ainda mais intrigante, ele redescobriu uma esp\u00e9cie que pens\u00e1vamos estar extinta.<\/p>\n<p>Marcelo Rodrigues \u00e9 bi\u00f3logo e trabalha como t\u00e9cnico na Sabesp de Caraguatatuba. H\u00e1 cerca de dez anos, ele se interessou por fotografia e come\u00e7ou a ir para \u00e1reas verdes, na Serra do Mar e Serra da Mantiqueira, para tirar fotos de \u00e1rvores, plantas e flores. &#8220;Eu sempre gostei de natureza, de procurar, de entrar na mata, reconhecer plantas. Comecei a gostar de orqu\u00eddeas, que t\u00eam uma variedade muito grande, com muitas possibilidades&#8221;.<\/p>\n<p>As orqu\u00eddeas brasileiras da <a href=\"http:\/\/epoca.globo.com\/colunas-e-blogs\/blog-do-planeta\/noticia\/2015\/05\/bons-ventos-na-mata-atlantica.html\">Mata Atl\u00e2ntica<\/a> s\u00e3o, na maioria dos casos, muito pequenas. S\u00e3o <strong>micro-orqu\u00eddeas<\/strong>. Por isso s\u00e3o pouco usadas no paisagismo, e muitas vezes passam despercebidas. O desmatamento e o avan\u00e7o das cidades tamb\u00e9m contribu\u00edram para que elas come\u00e7assem a desaparecer. A secretaria de Meio Ambiente de S\u00e3o Paulo estima, por exemplo, que <strong>62 orqu\u00eddeas est\u00e3o &#8220;presumivelmente extintas&#8221;<\/strong>. Elas foram registradas no Estado no passado e nunca mais foram vistas.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-560\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Anathalis guarajuenses (Foto: Marcelo Rodrigues)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/1ID4RlDzF2ySn30MJY8bLwLSUvk=\/560x350\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2015\/11\/09\/anathallis_guarujaensis1.jpg\" alt=\"Anathalis guarajuenses (Foto: Marcelo Rodrigues)\" width=\"638\" height=\"399\" \/><label class=\"foto-legenda\"><em>Anathalis guarajuenses <\/em>(Foto: Marcelo Rodrigues)<\/label><\/div>\n<p>Nos dez anos de caminhadas e fotografias na mata, Rodrigues encontrou muitas plantas que conhecia, e muitas que n\u00e3o tinha ideia da exist\u00eancia. Quando isso acontecia, ele seguia sempre o mesmo processo: enviava a planta a um herb\u00e1rio para reconhecimento. As vezes, acontecia de que mesmo os herb\u00e1rios n\u00e3o identificavam a esp\u00e9cie: uma planta nova, nunca antes descrita na ci\u00eancia, em pleno s\u00e9culo XXI. Desta forma, ele j\u00e1 identificou cinco esp\u00e9cies novas, e duas outras est\u00e3o em an\u00e1lise. \u00c9 como um trabalho que bot\u00e2nicos e pesquisadores de universidades fazem. A diferen\u00e7a \u00e9 que ele faz por hobby, sem v\u00ednculo com universidades. Faz porque gosta da Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de identificar as plantas j\u00e1 existentes e as novas, ele se deparou com orqu\u00eddeas que estavam na lista de &#8220;presum\u00edvelmente extintas&#8221;. Uma delas se chama <em>Anathalis guarajuenses<\/em>. Ela foi descoberta no Guaruj\u00e1, h\u00e1 cerca de cem anos. A \u00faltima vez que ela tinha sido avistada foi em 1938, at\u00e9 Rodrigues encontr\u00e1-la numa restinga em Caraguatatuba. Em artigo cient\u00edfico, ele recomenda que a classifica\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie mude para <strong>&#8220;criticamente em perigo&#8221;<\/strong>. Ela n\u00e3o est\u00e1 extinta, mas o avan\u00e7o da urbaniza\u00e7\u00e3o no litoral paulista ainda continua amea\u00e7ando esta pequena planta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 impressionante como estamos longe de conhecer tudo o que acontece no nosso pr\u00f3prio quintal.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":31412,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/orquidea.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/orquidea-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/orquidea-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/orquidea.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/orquidea.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/orquidea.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/orquidea.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/orquidea.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/orquidea.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/orquidea.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"\u00c9 impressionante como estamos longe de conhecer tudo o que acontece no nosso pr\u00f3prio quintal.","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31411"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31411"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31411\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/31412"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31411"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31411"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31411"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}