{"id":3126,"date":"2014-07-18T11:52:01","date_gmt":"2014-07-18T11:52:01","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=3126"},"modified":"2014-07-18T11:52:01","modified_gmt":"2014-07-18T11:52:01","slug":"cientistas-instalam-microchip-em-abelhas-para-entender-sumico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cientistas-instalam-microchip-em-abelhas-para-entender-sumico\/","title":{"rendered":"Cientistas instalam microchip em abelhas para entender sumi\u00e7o"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/abelhas_microchipes.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-3127\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/abelhas_microchipes.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>Um pesquisador brasileiro criou um microchip para tentar esclarecer um mist\u00e9rio que est\u00e1 intrigando os bi\u00f3logos: o desaparecimento das abelhas, na maior parte do planeta. Al\u00e9m de produzir mel, esses insetos s\u00e3o fundamentais para a agricultura. Mais de 70% das esp\u00e9cies vegetais cultivadas no mundo s\u00e3o polinizadas por algum tipo de abelha.<\/p>\n<p>Os cientistas precisaram de pin\u00e7as para colar os chips em 400 abelhas, de um api\u00e1rio perto de Bel\u00e9m. Quem desenvolveu o equipamento foi o brasileiro Paulo de Souza. Ele chefia uma equipe da Ag\u00eancia de Pesquisas Cient\u00edficas da Austr\u00e1lia, que investiga o mist\u00e9rio. &#8220;Isso come\u00e7ou nos Estados Unidos, atingiu e j\u00e1 atingiu a Am\u00e9rica do Sul&#8221;, explica Paulo.<\/p>\n<p>O n\u00famero cada vez menor de abelhas na natureza compromete a agricultura. Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, 70% dos alimentos cultivados no mundo dependem do p\u00f3len das abelhas para chegar at\u00e9 o consumidor.<\/p>\n<p>As abelhas passam o dia coletando n\u00e9ctar para produzir mel. Cada vez que uma oper\u00e1ria pousa numa flor, ela fica coberta de p\u00f3len, que nada mais \u00e9 que o espermatoz\u00f3ide das plantas. Quando voa, a abelha carrega o p\u00f3len, que vai fecundar outra flor e fazer com que ela se transforme em fruto.<\/p>\n<p>\u201cSem abelhas, n\u00e3o h\u00e1 alimento. Se n\u00e3o cuidarmos bem dos polinizadores, em particular das abelhas, n\u00f3s n\u00e3o teremos uma produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola que seja sustent\u00e1vel e n\u00e3o h\u00e1 nada que se possa fazer\u201d, explica o pesquisador.<\/p>\n<p>O chip, do tamanho de um gr\u00e3o de areia, \u00e9 uma esp\u00e9cie de crach\u00e1 que registra as entradas e sa\u00eddas de cada abelha na colmeia. Registra tamb\u00e9m a umidade do ar, temperatura, velocidade dos ventos e transmite essas informa\u00e7\u00f5es para os cientistas.<\/p>\n<p>No Par\u00e1, o objetivo da pesquisa \u00e9 descobrir at\u00e9 que ponto as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas explicam o desaparecimento das abelhas. \u201cH\u00e1 casos como no munic\u00edpio de Colares, por exemplo, que as abelhas de um api\u00e1rio, cheias de mel, sumiram e n\u00e3o se sabe para onde elas foram\u201d, conta o presidente da Federa\u00e7\u00e3o dos Apicultores do Par\u00e1 Gerson de Morais.<\/p>\n<p>Na Tasm\u00e2nia, ilha que pertence \u00e0 Austr\u00e1lia, os pesquisadores j\u00e1 chiparam cinco mil abelhas, de quatro colmeias. Duas ficaram em planta\u00e7\u00f5es onde se usa um agrot\u00f3xico \u00e0 base de nicotina. A suspeita \u00e9 que o p\u00f3len contaminado desoriente as abelhas, que acabam morrendo porque n\u00e3o conseguem voltar para casa.<\/p>\n<p>\u201cA abelha pode morrer de v\u00e1rias doen\u00e7as como \u00e1caros, v\u00edrus, bact\u00e9rias, fungos, mas no caso da s\u00edndrome do desaparecimento das abelhas, o vil\u00e3o principal \u00e9 o pesticida que est\u00e1 eliminando as abelhas\u201d, conta o pesquisador Lionel Gon\u00e7alves.<\/p>\n<p>O resultado desta pesquisa deve ser divulgado no ano que vem.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um pesquisador brasileiro criou um microchip para tentar esclarecer um mist\u00e9rio que est\u00e1 intrigando os<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3127,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/abelhas_microchipes.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/abelhas_microchipes.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/abelhas_microchipes.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/abelhas_microchipes.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/abelhas_microchipes.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/abelhas_microchipes.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/abelhas_microchipes.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/abelhas_microchipes.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/abelhas_microchipes.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/abelhas_microchipes.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um pesquisador brasileiro criou um microchip para tentar esclarecer um mist\u00e9rio que est\u00e1 intrigando os","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3126"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3126"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3126\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3127"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3126"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3126"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3126"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}