{"id":31210,"date":"2015-11-07T16:20:54","date_gmt":"2015-11-07T19:20:54","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=31210"},"modified":"2015-11-07T16:21:54","modified_gmt":"2015-11-07T19:21:54","slug":"risco-de-doencas-com-impactos-globais-preocupa-cientistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/risco-de-doencas-com-impactos-globais-preocupa-cientistas\/","title":{"rendered":"Risco de doen\u00e7as com impactos globais preocupa cientistas"},"content":{"rendered":"<p>Quando o assunto \u00e9 pandemias, existe consenso entre os especialistas: uma hora isso pode dar muito errado.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/f.i.uol.com.br\/folha\/ciencia\/images\/15310773.jpeg\" alt=\"Dra. Maria Croyle, da Univesidade do Texas, segura foto com fotomicrografia do virus ebola\" width=\"640\" height=\"426\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p>Da peste negra \u00e0 gripe espanhola, a hist\u00f3ria da humanidade \u00e9 repleta de mortes em massa por doen\u00e7as misteriosas. Se hoje temos a medicina moderna, por outro lado \u00e9 bem mais f\u00e1cil um v\u00edrus ou uma bact\u00e9ria se espalharem velozmente num mundo onde decolam 100 mil voos ao dia.<\/p>\n<p>Pense na Aids ou no ebola. O HIV tem uma taxa de transmissibilidade menor \u2013voc\u00ea n\u00e3o precisaria vestir roupas &#8220;espaciais&#8221; para visitar um hospital com pessoas contaminadas. O ebola pode ser transmitido pela urina, saliva, suor, fezes ou v\u00f4mito.<\/p>\n<p>Por outro lado, os sintomas da Aids demoram muito mais para aparecer. Algu\u00e9m pode ficar anos contaminado at\u00e9 descobrir que tem a doen\u00e7a. Os sintomas do ebola aparecem ap\u00f3s poucos dias. Claro que, para quem tem Aids, \u00e9 \u00f3timo manter o bem-estar por anos. Mas, do ponto de vista da sa\u00fade p\u00fablica, o longo per\u00edodo de lat\u00eancia \u00e9 desafiador.<\/p>\n<p>Isso porque durante todo esse tempo o infectado pode estar espalhando o v\u00edrus sem imaginar o estrago \u2013e sem que as pessoas ao redor suspeitem que deveriam se precaver. Em termos evolutivos, v\u00edrus que mata muito r\u00e1pido seu hospedeiro est\u00e1 fadado ao fracasso \u2013a v\u00edtima n\u00e3o vai ter tempo de pass\u00e1-lo adiante.<\/p>\n<p>A pergunta, ent\u00e3o, \u00e9 esta: e se surgir alguma infec\u00e7\u00e3o letal com a transmissibilidade do ebola e o longo per\u00edodo de lat\u00eancia da Aids? Estar\u00edamos preparados para uma pandemia (ou seja, uma epidemia de propor\u00e7\u00f5es globais)?<\/p>\n<p>\u00c9 prov\u00e1vel que n\u00e3o, como mostra o primeiro epis\u00f3dio da s\u00e9rie &#8220;Breakthrough&#8221;, dirigido por Peter Berg, que vai ao ar neste s\u00e1bado (7) no canal National Geographic.<\/p>\n<p>Nos EUA, o Ex\u00e9rcito tem um instituto dedicado apenas \u00e0s doen\u00e7as infeciosas \u2013\u00e9, afinal, uma quest\u00e3o de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>O chefe do setor de imunologia viral, John Dye, lidera uma equipe que tenta compreender como atacar v\u00edrus como o ebola. Para isso, utilizam amostras vivas \u2013ou seja, uma barbeiragem ali pode espalhar a doen\u00e7a pela popula\u00e7\u00e3o ao redor. &#8220;Um jornal fez uma lista com os dez piores empregos que existem. O meu era o primeiro&#8221;, afirma Dye.<\/p>\n<p>O que os pesquisadores em institui\u00e7\u00f5es como a dele tentam fazer \u00e9 encontrar tanto uma vacina quanto formas de tratar os pacientes infectados.<\/p>\n<p>Ian Crozier, m\u00e9dico americano infectado pelo ebola no ano passado em Serra Leoa, afirma que o que se pode fazer hoje \u00e9 tentar manter as pessoas vivas pelo maior tempo poss\u00edvel, na esperan\u00e7a de que, com o &#8220;apoio&#8221;, elas consigam fabricar seus pr\u00f3prios anticorpos contra a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Mas manter as pessoas vivas exige muitos recursos \u2013aos quais Crozier teve acesso ao ser levado a Atlanta para ser tratado. Como fazer isso em um cen\u00e1rio em que a quantidade de doentes cresce exponencialmente, com pessoas se acumulando na porta de hospitais lotados?<\/p>\n<p>Alessandro Vespignani, da Universidade Northeastern, traduziu tal preocupa\u00e7\u00e3o em n\u00fameros. F\u00edsico especializado em sa\u00fade p\u00fablica, criou um modelo para prever como uma pandemia se espalharia pelo mundo. Utilizou dados sobre rotas de avi\u00f5es, densidade populacional e at\u00e9 posicionamento de celulares, para saber o quanto as pessoas se locomovem e t\u00eam contato com outras. Conclus\u00f5es:<\/p>\n<p>&#8211; O risco de perdermos o controle sobre alguma doen\u00e7a ainda desconhecida \u00e9 elevado, uma vez que o improviso e a descoordena\u00e7\u00e3o parecem ser a rea\u00e7\u00e3o padr\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8211; Uma epidemia com &#8220;as caracter\u00edsticas certas&#8221; poderia se espalhar pelo globo em semanas. Provavelmente as pessoas come\u00e7ariam a fugir das regi\u00f5es com maior incid\u00eancia da doen\u00e7a, mas isso teria o efeito colateral de espalha-la ainda mais rapidamente.<\/p>\n<p>&#8211; Seria inevit\u00e1vel recorrer a rigorosas restri\u00e7\u00f5es de viagens e isolamentos compuls\u00f3rios. Al\u00e9m dos pr\u00f3prios mortos, impactos econ\u00f4micos e de bem-estar disso seriam imensos.<\/p>\n<p>A boa not\u00edcia \u00e9 que h\u00e1 pesquisas avan\u00e7ando. Um desafio \u00e9 criar vacinas f\u00e1ceis de serem transportadas e estocadas \u2013voc\u00ea n\u00e3o quer depender de um freezer no meio do caos.<\/p>\n<p>Maria Croyle, da Universidade do Texas, criou uma vacina contra o ebola que pode ser administrada por spray nasal ou inserida em um amido comest\u00edvel. Ela foi testada em primatas com 100% de sucesso, mas testes em humanos ainda devem levar anos, mostra o epis\u00f3dio de &#8220;Breakthrough&#8221;.<\/p>\n<p>Os outros cinco, sempre aos s\u00e1bados, tratam de temas como ciborgues, c\u00e9rebro e energia, dirigidos por nomes como Paul Giamatti, Ron Howard, Brett Ratner e Akiva Goldsman.<\/p>\n<p>Fonte: Folha<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando o assunto \u00e9 pandemias, existe consenso entre os especialistas: uma hora isso pode dar<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Quando o assunto \u00e9 pandemias, existe consenso entre os especialistas: uma hora isso pode dar","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31210"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31210"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31210\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31210"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31210"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31210"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}