{"id":30853,"date":"2015-11-01T14:00:00","date_gmt":"2015-11-01T17:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=30853"},"modified":"2015-10-31T21:53:54","modified_gmt":"2015-11-01T00:53:54","slug":"conheca-um-pouco-mais-a-respeito-das-complexas-classificacoes-de-genero-humano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/conheca-um-pouco-mais-a-respeito-das-complexas-classificacoes-de-genero-humano\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a um pouco mais a respeito das complexas classifica\u00e7\u00f5es de g\u00eanero humano"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"credito\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/heterosexual.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-30854\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/heterosexual-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/heterosexual-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/heterosexual.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>por Maria Isabel Zanzotti de Oliveira*<\/span><\/p>\n<p>Travesti, transexual, transg\u00eanero e <b>crossdressing<\/b> s\u00e3o algumas das muitas categorias utilizadas para se remeter \u00e0s pessoas que procuram transitar entre os g\u00eaneros, adotando uma performance de g\u00eanero que n\u00e3o se enquadra na norma heterossexual. Diante dessas complexas classifica\u00e7\u00f5es \u00e9 importante lembrar a diferen\u00e7a classificat\u00f3ria apontada por <b>Jorge Leite Jr.<\/b> (2008) entre o Brasil e pa\u00edses estrangeiros em rela\u00e7\u00e3o aos termos travestis e transexuais. No Brasil, tanto no vocabul\u00e1rio m\u00e9dico e jur\u00eddico quanto na cultura popular e de massas, travesti \u00e9 aquela que adota o g\u00eanero feminino, sofre interven\u00e7\u00f5es hormonais e cir\u00fargicas para feminilizar seu corpo, adota as vestimentas e nomes femininos e n\u00e3o deseja a cirurgia de transgenitaliza\u00e7\u00e3o. As transexuais femininas, por sua vez, seriam aquelas que sentem um enorme desconforto e sofrimento com seu \u00f3rg\u00e3o sexual desejando realizar a cirurgia de transgenitaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em outros pa\u00edses como Estados Unidos, Fran\u00e7a ou It\u00e1lia, no entanto, essa condi\u00e7\u00e3o seria descrita como transexualismo secund\u00e1rio em termos de classifica\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas. Por fim, o travestismo transv\u00e9stico do DSM (Manual de Doen\u00e7as Mentais) e o travestismo fetichista do CID (Classifica\u00e7\u00e3o Internacional de Doen\u00e7as) podem ser relacionados no contexto brasileiro com os chamados \u201ccrossdressers\u201d, sendo um grupo que independente da orienta\u00e7\u00e3o sexual realiza uma montagem do feminino ocasionalmente.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m podemos citar o uso da categoria guarda-chuva \u201ctransgender\u201d, categoria \u00eamica norte-americana que pretende agregar e descrever a multiplicidade de express\u00f5es identit\u00e1rias das pessoas que transitam entre os g\u00eaneros. <b>David Valentine<\/b> (2007) aponta que a categoria criada na d\u00e9cada de 1990 foi apropriada pelos movimentos sociais e pelo Estado na constru\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas norte-americanas, mas que torna invis\u00edvel a variabilidade de express\u00f5es classificat\u00f3rias acionadas na pr\u00e1tica das pessoas ao distinguir sexualidade de g\u00eanero.<\/p>\n<table border=\"0\" width=\"100\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"3\" align=\"right\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" title=\"\" src=\"http:\/\/sociologiacienciaevida.uol.com.br\/ESSO\/Edicoes\/58\/imagens\/i488057.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"323\" name=\"[i488057]\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<div align=\"center\"><span style=\"font-size: xx-small;\">A diversidade, seja ela cultural, social ou de g\u00eanero, \u00e9 uma das maiores riquezas da humanidade<\/span><\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Nas etnografias recentes, sobre a tem\u00e1tica das diferen\u00e7as entre travestis e transexuais no Brasil, vem sendo descrita a fluidez que essas categorias podem assumir na pr\u00e1tica das pessoas que as utilizam. Nesse sentido, uma pessoa apesar de n\u00e3o desejar a cirurgia de transgenitaliza\u00e7\u00e3o pode se descrever como transexual com a finalidade de afastar de si o estigma da categoria travesti; dentro dessa mesma l\u00f3gica uma pessoa que realizou a cirurgia ou deseja realiz\u00e1-la pode se autodenominar de travesti. Assim, ao analisar a bibliografia recente sobre as identidades trans, verificamos o quanto estas s\u00e3o contextuais e pol\u00edticas, podendo os indiv\u00edduos acion\u00e1-las de modo estrat\u00e9gico e situacional, como indicado pelos trabalhos de David Valentine (2007) nos Estados Unidos, Jorge Leite Jr. (2008) e Bruno Barbosa (2010) no Brasil.<\/p>\n<p><b>Genealogia das categorias<\/b><br \/>\nSegundo Leite Jr. (2008), as classifica\u00e7\u00f5es dos indiv\u00edduos que n\u00e3o se enquadram nos padr\u00f5es de g\u00eanero possuem uma hist\u00f3ria especifica, conectando-se aos contextos sociais e culturais de um dado per\u00edodo, o que n\u00e3o exclui a possibilidade de haver controv\u00e9rsias e disputas discursivas em cada um desses momentos hist\u00f3ricos. O autor ao realizar uma genealogia das categorias referentes \u00e0 ambiguidade sexual identificou uma apropria\u00e7\u00e3o do sabe-poder m\u00e9dico discursivamente sobre esses corpos, na qual pelos manuais internacionais de doen\u00e7as associaram determinados indiv\u00edduos \u00e0s \u201cpervers\u00f5es\u201d sexuais, enquanto outros a doen\u00e7as mentais que necessitam de tratamento.<\/p>\n<p align=\"center\"><b><span style=\"color: #43327a;\">Podemos citar o uso da categoria guarda-chuva \u201ctransgender\u201d, categoria \u00eamica norte-americana que pretende agregar e descrever a multiplicidade de express\u00f5es identit\u00e1rias das pessoas que transitam entre os g\u00eaneros<\/span><\/b><\/p>\n<table border=\"0\" width=\"100\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"3\" align=\"right\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" title=\"Divulga\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/sociologiacienciaevida.uol.com.br\/ESSO\/Edicoes\/58\/imagens\/i488058.jpg\" alt=\"Divulga\u00e7\u00e3o\" width=\"181\" height=\"163\" name=\"[i488058]\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<div align=\"center\"><span style=\"font-size: xx-small;\">Professor da UFSCar, Jorge Leite Jr. transita entre as \u00e1reas de Antropologia e Sociologia e \u00e9 um estudioso da quest\u00e3o de g\u00eanero<\/span><\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Nesse sentido, como observado por Barbosa (2010), na sua etnografia sobre a diferen\u00e7a entre travestis e transexuais, na pr\u00e1tica desses atores ocorre uma polariza\u00e7\u00e3o de discursos entre as que se identificam como transexuais ou \u201ctransex\u201d, e que querem se afastar do estigma da prostitui\u00e7\u00e3o e da marginalidade conectando-se a uma categoria m\u00e9dica, e uma milit\u00e2ncia travesti preocupada justamente em acus\u00e1-las de doentes e de pouca consci\u00eancia pol\u00edtica de sua condi\u00e7\u00e3o comum. Essas autoidentifica\u00e7\u00f5es assumem uma variabilidade e uma situacionalidade, que em certos contextos se referem aos v\u00e1rios marcadores da diferen\u00e7a que servem como par\u00e2metro para o constructo de uma feminilidade verdadeira e leg\u00edtima em disputa. Por exemplo, uma pessoa que se autodeclara transexual pode n\u00e3o ser reconhecida como tal pelas colegas, pois apresenta uma constru\u00e7\u00e3o da feminilidade que n\u00e3o \u00e9 leg\u00edtima em termos de padr\u00f5es de beleza constru\u00eddos a partir de marcadores de classe social, g\u00eanero e ra\u00e7a.<\/p>\n<p>Hoje em dia existe um debate polarizado em torno da despatologiza\u00e7\u00e3o das identidades trans, pois se de um lado \u00e9 necess\u00e1rio reconhecer os transg\u00eaneros como sujeitos aut\u00f4nomos e normais, por outro lado, a via tradicional do diagn\u00f3stico m\u00e9dico tem facilitado o acesso a recursos financeiros que permitem a transforma\u00e7\u00e3o corporal. (Butler, 2009). Diante da milit\u00e2ncia desse segmento que advoga pela despatologiza\u00e7\u00e3o no DSM-V, foi retirada a concep\u00e7\u00e3o de doen\u00e7a presente no diagn\u00f3stico de \u201ctranstornos de identidade de g\u00eanero\u201d, colocando a no\u00e7\u00e3o de \u201cdisforia de g\u00eanero\u201d, isto \u00e9, a ang\u00fastia de que sofre uma pessoa que n\u00e3o se encontra identificada com o seu sexo masculino ou feminino.<\/p>\n<table border=\"0\" width=\"100\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"3\" align=\"left\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" title=\"Imagens: Shutterstock\" src=\"http:\/\/sociologiacienciaevida.uol.com.br\/ESSO\/Edicoes\/58\/imagens\/i488059.jpg\" alt=\"Imagens: Shutterstock\" width=\"250\" height=\"225\" name=\"[i488059]\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>No evento realizado no <b>CEPROOM<\/b> (Centro de Promo\u00e7\u00e3o da Mulher Marginalizada) no Itatinga, no dia 26 de junho de 2014, sobre as \u201cidentidades trans e o papel da defensoria\u201d, Vanessa Alves Vieira, defensora especializada em a\u00e7\u00f5es judiciais dentro dessa tem\u00e1tica afirmou que a diferencia\u00e7\u00e3o das categorias transexuais e travestis tem sido \u00fateis apenas para negar diretos ao inv\u00e9s de oferec\u00ea-los. Essa defensora afirmou em sua fala, dirigida \u00e0s pessoas \u201ctrans\u201d e aos defensores presentes no evento, que dentre as maiores problem\u00e1ticas enfrentadas hoje em dia quanto \u00e0 sa\u00fade desse grupo est\u00e1 a necessidade de um laudo psiqui\u00e1trico com o diagn\u00f3stico de transexualismo, excluindo as que se identificam como travestis do acesso a cirurgias de mudan\u00e7as corporais no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), al\u00e9m do laudo ser um mecanismo de poder que autoriza os profissionais da sa\u00fade a estabelecer quem possui ou n\u00e3o uma identifica\u00e7\u00e3o de g\u00eanero leg\u00edtima. No sistema jur\u00eddico, por sua vez, Vanessa A. Vieira constatou que os ju\u00edzes compreendem em sua maioria a necessidade de cirurgia de transgenitaliza\u00e7\u00e3o ou laudo psicol\u00f3gico que ateste a transexualidade para a mudan\u00e7a de nome, apesar de n\u00e3o haver nenhum marco legal que regule nesse sentido a retifica\u00e7\u00e3o de registro.<\/p>\n<p>Diante das problem\u00e1ticas apresentadas acima, a dizer a no\u00e7\u00e3o de patologia e de desvio inerente aos termos travestis e transexuais, as categorias \u201ccis\u201d e \u201ctrans\u201d atualmente t\u00eam ganhado espa\u00e7o nesse universo classificat\u00f3rio, especialmente entre a milit\u00e2ncia do chamado transfeminismo, considerando que as categorias existentes transmitem uma no\u00e7\u00e3o de patologia, como a de transexual, ou s\u00e3o estigmatizadas como a de travesti.<\/p>\n<p align=\"center\"><b><span style=\"color: #43327a;\">Uma pessoa que se autodeclara transexual pode n\u00e3o ser reconhecida como tal pelas colegas, pois apresenta uma constru\u00e7\u00e3o da feminilidade que n\u00e3o \u00e9 leg\u00edtima em termos de padr\u00f5es de beleza constru\u00eddos a partir de marcadores de classe social, g\u00eanero e ra\u00e7a<\/span><\/b><\/p>\n<table border=\"0\" width=\"100\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"3\" align=\"right\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" title=\"Divulga\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/sociologiacienciaevida.uol.com.br\/ESSO\/Edicoes\/58\/imagens\/i488060.jpg\" alt=\"Divulga\u00e7\u00e3o\" width=\"200\" height=\"197\" name=\"[i488060]\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<div align=\"center\"><span style=\"font-size: xx-small;\">O antrop\u00f3logo David Valentine \u00e9 professor do Departamento de Antropologia e Estudos Americanos na Universidade de Minnesota<\/span><\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>\u00c9 interessante apresentar a controv\u00e9rsia mobilizada pelo reality show \u201cRuPaul\u2019sDragRace\u201d, ao se defrontar com as disputas identit\u00e1rias e consequentemente pol\u00edticas do movimento \u201ctransgender\u201d nos EUA. O movimento organizado de mulheres \u201ctrans\u201d nos Estados Unidos reagiu contra atra\u00e7\u00f5es do programa, que utilizavam terminologias consideradas pejorativas para descrever as pessoas que transitam entre os g\u00eaneros nesse contexto cultural como \u201cshemale\u201d ou \u201ctranny\u201d, termos que segundo as porta-vozes dessa milit\u00e2ncia desumanizam as pessoas \u201ctrans\u201d. Dentre essas pol\u00eamicas podemos citar o uso do termo \u201cshemale\u201d em um dos jogos do programa, que tinha como objetivo fazer as participantes diferenciar mulheres \u201ctrans\u201d de mulheres \u201ccis\u201d. O programa retirou o quadro do ar, sendo que a controv\u00e9rsia denunciou uma quest\u00e3o de fundo pol\u00edtico mobilizada pelo discurso desse segmento do movimento LGBT, a de que o programa de drag queen ao mostrar homens vestindo-se de mulheres eventualmente e usando uma linguagem pejorativa poderia deslegitimar as demandas por acesso a educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, trabalho e combate \u00e0 transfobia frente ao p\u00fablico leigo no assunto que n\u00e3o compreende os desafios di\u00e1rios de ser uma pessoa transexual.<\/p>\n<p>Como conclus\u00e3o deste artigo, podemos afirmar que as classifica\u00e7\u00f5es de g\u00eanero que n\u00e3o se enquadram na matriz heterossexual comp\u00f5em um vocabul\u00e1rio complexo, pois s\u00e3o produzidas dentro de contextos culturais espec\u00edficos e possuem enquanto identidades um car\u00e1ter pol\u00edtico, sendo mobilizadas de acordo com as circunst\u00e2ncias e estrat\u00e9gicas dos atores, seja para oferecer uma feminilidade leg\u00edtima ou pela atua\u00e7\u00e3o de certos segmentos militantes reivindicando reconhecimento para suas demandas.<\/p>\n<p><b><span style=\"color: #e2e41a;\">*<\/span>Crossdressing \u00bb<\/b> Em linhas gerais, crossdressing \u00e9 o termo para as pessoas que se utilizam de roupas e objetos relacionados ao sexo oposto, com vias a obter um determinado grau de satisfa\u00e7\u00e3o, seja de natureza pessoal e\/ou sexual. \u00c9 uma forma identit\u00e1ria que ganhou as manchetes de revistas, jornais, TVs e m\u00eddias eletr\u00f4nicas depois que o famoso cartunista Laerte Coutinho aderiu ao crossdressing, posteriormente tendo sua orienta\u00e7\u00e3o respeitada \u2013 o ideal \u00e9 nos referirmos \u00e0 cartunista Laerte agora. No entanto, a pr\u00e1tica do crossdressing n\u00e3o tem associa\u00e7\u00e3o direta com a orienta\u00e7\u00e3o sexual, pois pode ser realizada por heterossexual, bissexual, homossexual etc.<\/p>\n<p><b><span style=\"color: #e2e41a;\">*<\/span>Jorge Leite Jr. \u00bb<\/b> Professor adjunto do Departamento de Sociologia da Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar), Jorge Leite Jr. \u00e9 mestre e doutor em Ci\u00eancias Sociais pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de S\u00e3o Paulo (PUC-SP), sob a orienta\u00e7\u00e3o da professora livre-docente Maria Celeste Mira. Jorge Leite Jr. realiza pesquisas sobre quest\u00e3o de g\u00eanero e suas categorias, sexualidade e pornografia. \u00c9 integrante do Grupo de Estudos de Pr\u00e1ticas Culturais Contempor\u00e2neas (GEPRACC\/PUC-SP).<\/p>\n<p><b><span style=\"color: #e2e41a;\">*<\/span>David Valentine \u00bb<\/b> PhD em Antropologia pela Universidade de Nova York, o cientista social norte-americano David Valentine \u00e9 professor na Universidade de Minnesota, nos departamentos de Antropologia e Estudos Americanos. A p\u00e1gina do professor Valentine \u00e9 <a href=\"http:\/\/anthropology.umn.edu\/people\/\" target=\"_blank\"><span style=\"text-decoration: underline;\">http:\/\/anthropology.umn.edu\/people\/<\/span><\/a> facultyprofile.php?UID=valen076 . Ele tamb\u00e9m possui um perfil no Twitter: @ David_Valentine.<\/p>\n<p><span style=\"color: #e2e41a;\">*<\/span><b>CEPROOM \u00bb<\/b> O CEPROOM \u00e9 uma ONG ligada \u00e0 Igreja Cat\u00f3lica que oferece suporte ao que denominam de mulheres marginalizadas, ou seja, as prostitutas do bairro . Nesse sentido oferece oficinas educativas para crian\u00e7as e adolescentes do Itatinga, possuindo tamb\u00e9m uma creche.<\/p>\n<p><b><span style=\"font-size: xx-small;\">*Maria Isabel Zanzotti de Oliveira<\/span><\/b> <span style=\"font-size: xx-small;\">\u00e9 mestranda no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Antropologia Social da FFLCH \/USP. Realiza atualmente etnografia em uma coletividade trans residente no Jardim Itatinga no interior de Campinas.<\/span><\/p>\n<p><b><span style=\"color: #666666;\">Refer\u00eancias<\/span><\/b><span style=\"color: #666666;\"><br \/>\nBAR BOSA , B. C. <b>Nomes e diferen\u00e7as, uma etnografia das categorias travesti e transexual<\/b>. Disserta\u00e7\u00e3o de mestrado. S\u00e3o Paulo: Universidade de S\u00e3o Paulo, 2010.<br \/>\nBUTLER , J. <b>Undiagnosing gender<\/b>. Physis: Revista de Sa\u00fade Coletiva, v. 19, n. 1, p. 95-126, 2009.<br \/>\nVALENTINE , D. <b>Imagining transgender:<\/b> an ethnography of a category. Durham: Duke University Press, 2007.<br \/>\nLEITE JR., J. <b>Nossos corpos tamb\u00e9m mudam. Sexo, g\u00eanero, e a inven\u00e7\u00e3o das categorias \u201ctravesti\u201d e \u201ctransexual\u201d no discurso cient\u00edfico<\/b>. Tese de doutorado em Ci\u00eancias Sociais. S\u00e3o Paulo: PUC-SP, 2008.<br \/>\nPEL\u00daCIO , L. <b>Nos nervos, na carne, na pele<\/b>: uma etnografia sobre prostitui\u00e7\u00e3o travesti e modelo preventivo de Aids. S\u00e3o Carlos: UFSC ar, 2007.<br \/>\nFORD, Z. <b>The quiet clash between transgender women and drag queens<\/b>. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/thinkprogress.org\/lgbt\/2014\/06\/25\/3449462\/drag-queens-trans-women\/\" target=\"_blank\"><span style=\"text-decoration: underline;\">http:\/\/thinkprogress.org\/lgbt\/2014\/06\/25\/3449462\/drag-queens-trans-women\/<\/span><\/a>&gt;<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Maria Isabel Zanzotti de Oliveira* Travesti, transexual, transg\u00eanero e crossdressing s\u00e3o algumas das muitas<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":30854,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/heterosexual.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/heterosexual-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/heterosexual-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/heterosexual.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/heterosexual.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/heterosexual.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/heterosexual.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/heterosexual.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/heterosexual.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/heterosexual.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"por Maria Isabel Zanzotti de Oliveira* Travesti, transexual, transg\u00eanero e crossdressing s\u00e3o algumas das muitas","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30853"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30853"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30853\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/30854"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30853"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30853"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30853"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}