{"id":30794,"date":"2015-10-31T14:56:07","date_gmt":"2015-10-31T17:56:07","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=30794"},"modified":"2015-10-31T14:56:07","modified_gmt":"2015-10-31T17:56:07","slug":"quatro-decadas-de-crise-energetica-e-a-falta-de-um-planejamento-eficiente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/quatro-decadas-de-crise-energetica-e-a-falta-de-um-planejamento-eficiente\/","title":{"rendered":"Quatro d\u00e9cadas de crise energ\u00e9tica e a falta de um planejamento eficiente"},"content":{"rendered":"<div class=\"headline\">\n<div class=\"headline_info\">\n<h2 class=\"contentheading\">Entrevista especial com Andr\u00e9 Tosi Furtado<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"texto-aumenta\">\n<div class=\"article_text\">\n<p><strong>\u201cNo levantamento feito pela Associa\u00e7\u00e3o Americana de Efici\u00eancia Energ\u00e9tica, dos 16 pa\u00edses analisados, o Brasil est\u00e1 em pen\u00faltimo lugar nesse quesito\u201d, informa o pesquisador.<\/strong><\/p>\n<table cellspacing=\"15\" cellpadding=\"0\" align=\"right\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img src=\"http:\/\/i57.tinypic.com\/i2lzlx.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><em>Imagem:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ambienteenergia.com.br\">www.ambienteenergia.com.br<\/p>\n<p><\/a><\/em><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Apesar de o <strong>Brasil<\/strong> ter uma <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/entrevistas\/541523-crise-anunciada-matriz-energetica-brasileira-nao-preve-possivel-mudanca-no-ciclo-hidrologico-entrevista-especial-com-sergio-margulis\" target=\"_blank\"><strong>matriz energ\u00e9tica<\/strong><\/a> diversificada, o planejamento energ\u00e9tico no pa\u00eds \u201c\u00e9 muito setorial\u201d, ou seja, \u201cn\u00e3o existe um planejamento integrado, principalmente entre a oferta e a demanda\u201d, pontua <strong>Andr\u00e9 Tosi Furtado<\/strong> na entrevista a seguir, concedida \u00e0 <strong>IHU On-Line<\/strong> por telefone.Segundo ele, desde os anos 1970 o Brasil vem enfrentando crises energ\u00e9ticas que est\u00e3o relacionadas \u00e0s oscila\u00e7\u00f5es da economia nacional e internacional, com a redu\u00e7\u00e3o e eleva\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o do petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>Contudo, frisa, as pol\u00edticas de subsidiar e de segurar o <strong>pre\u00e7o das tarifas<\/strong>, adotadas a partir de 2008, foram \u201ccontraproducentes no sentido de frear as transforma\u00e7\u00f5es que devem ocorrer na matriz energ\u00e9tica brasileira. Esse tipo de pol\u00edtica tamb\u00e9m acaba freando a <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/532339-economia-de-20-anos-com-eficiencia-energetica-em-edificios-pode-abastecer-todo-o-ms-por-um-ano\" target=\"_blank\"><strong>efici\u00eancia energ\u00e9tica<\/strong><\/a>, que \u00e9 outro elemento importante nessa equa\u00e7\u00e3o para que seja poss\u00edvel atender a demanda da sociedade\u201d.<\/p>\n<p>Entre as dificuldades para avan\u00e7ar em termos de efici\u00eancia energ\u00e9tica, <strong>Furtado<\/strong> explica que, embora exista a Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica, que presta servi\u00e7os na \u00e1rea de pesquisas para subsidiar o planejamento do setor energ\u00e9tico no Brasil, n\u00e3o se realiza de fato \u201cum planejamento, e as decis\u00f5es mais importantes s\u00e3o tomadas por outras esferas. Por exemplo, a decis\u00e3o do governo de segurar o <strong>pre\u00e7o dos derivados do petr\u00f3leo<\/strong>, principalmente da gasolina e do diesel, s\u00e3o decis\u00f5es feitas fora da al\u00e7ada do planejamento energ\u00e9tico, ou seja, s\u00e3o feitas pelo <strong>Minist\u00e9rio da Fazenda<\/strong>. Isso tamb\u00e9m \u00e9 muito prejudicial\u201d.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do professor do Departamento de Pol\u00edtica Cient\u00edfica e Tecnol\u00f3gica do Instituto de Geoci\u00eancias da Unicamp, \u00e9 preciso \u201cter um planejamento mais realista do pa\u00eds, tentar entender as nossas limita\u00e7\u00f5es e n\u00e3o subsidiar a demanda, porque isso prejudica a oferta de energia. Al\u00e9m disso, \u00e9 preciso ter consci\u00eancia dos problemas que o pa\u00eds est\u00e1 enfrentando. Pouco se fala na quest\u00e3o da <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/541016-mudancas-climaticas-ameacam-vazao-de-rios-e-geracao-de-energia\" target=\"_blank\"><strong>escassez h\u00eddrica<\/strong><\/a>, apesar de hoje estar ocorrendo uma escassez h\u00eddrica que compromete uma fonte importante de energia, que \u00e9 a <strong>hidroeletricidade<\/strong>. A falta de chuvas tamb\u00e9m comprometeu o desempenho da cana-de-a\u00e7\u00facar e do etanol. Diante desse contexto mais adverso da natureza, precisamos ter pol\u00edticas que levem em considera\u00e7\u00e3o a <strong>adapta\u00e7\u00e3o<\/strong>, ou seja, precisamos nos adaptar \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Teremos que viver em uma sociedade menos perdul\u00e1ria, que desperdi\u00e7a menos energia, e essencialmente temos de levar os impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas em considera\u00e7\u00e3o nos custos da <strong>oferta de energia<\/strong>, que n\u00e3o ser\u00e1 t\u00e3o barata no futuro\u201d.<\/p>\n<p><strong>Andr\u00e9 Tosi Furtado<\/strong> concluiu o doutorado em Ci\u00eancias Econ\u00f4micas &#8211; Universit\u00e9 de Paris I. Atualmente \u00e9 Professor Titular do Departamento de Pol\u00edtica Cient\u00edfica e Tecnol\u00f3gica do Instituto de Geoci\u00eancias da Universidade Estadual de Campinas &#8211; Unicamp.<\/p>\n<p><strong>Confira a entrevista.<\/strong><\/p>\n<table cellspacing=\"15\" cellpadding=\"0\" align=\"right\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img src=\"http:\/\/i58.tinypic.com\/11lhf93.jpg\" alt=\"\" width=\"180\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><em>Foto:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ifch.unicamp.br\">www.ifch.unicamp.br<\/p>\n<p><\/a><\/em><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><strong> IHU On-Line &#8211; Por quais raz\u00f5es afirma que a crise energ\u00e9tica no pa\u00eds come\u00e7ou em 1973? Quais os ind\u00edcios da crise j\u00e1 naquela \u00e9poca?<\/strong><strong>Andr\u00e9 Tosi Furtado &#8211;<\/strong> O ano de 1973 \u00e9 importante porque marca o <strong>primeiro choque do petr\u00f3leo<\/strong> \u2013 quando houve uma quadruplica\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os \u2013 e, \u00e0 \u00e9poca, o<strong> Brasil<\/strong> era um grande importador desse produto, ou seja, 80% do petr\u00f3leo consumido no pa\u00eds era importado. De forma que quando houve essa eleva\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o do petr\u00f3leo, isso repercutiu diretamente sobre o <strong>setor energ\u00e9tico<\/strong> e tamb\u00e9m sobre a <strong>economia brasileira.<\/strong> Foi necess\u00e1rio fazer uma s\u00e9rie de ajustes para tentar contornar o impacto extremamente negativo dessa <strong><a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/entrevistas\/539341-estagnado-e-afundado-na-crise-energetica-governo-federal-segue-amarrado-aos-velhos-modelos-de-geracao-de-energia-entrevista-especial-com-telma-monteiro\" target=\"_blank\">crise<\/a><\/strong>.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line \u2013 Nessa \u00e9poca foi implantado o Pr\u00f3-\u00c1lcool no pa\u00eds. De que modo ele contribuiu para a crise e o que foi feito de 1973 para c\u00e1 para resolver a crise energ\u00e9tica?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Andr\u00e9 Tosi Furtado \u2013<\/strong> \u00c9 poss\u00edvel olhar a energia tanto pelo lado da oferta quanto pelo da demanda. Obviamente que o choque de petr\u00f3leo representou um problema de oferta de energia, mas o Brasil, \u00e0 \u00e9poca, havia expandido muito seu consumo, se apoiando no transporte rodovi\u00e1rio, principalmente no transporte individual com autom\u00f3vel. Portanto, o principal derivado do petr\u00f3leo consumido no Brasil em 1973 era a gasolina. \u00c9 nesse contexto que temos de entender as pol\u00edticas que foram iniciadas no momento, com o <strong>Programa Nacional do \u00c1lcool &#8211; Pr\u00f3-\u00c1lcool<\/strong>, que foi uma importante iniciativa justamente para come\u00e7ar a reduzir a <strong>depend\u00eancia<\/strong> por importa\u00e7\u00f5es de derivados de petr\u00f3leo, principalmente da gasolina.<\/p>\n<p>Com a implanta\u00e7\u00e3o do <strong>Programa Nacional do \u00c1lcool<\/strong> se atacou uma parte do problema, e de 1975 a 1985 se expandiu enormemente a <strong>produ\u00e7\u00e3o de \u00e1lcool<\/strong> no pa\u00eds. Ent\u00e3o, gra\u00e7as a um conjunto de <strong>incentivos<\/strong> que foi dado para o setor sucroalcooleiro, houve uma expans\u00e3o not\u00e1vel de etanol no Brasil, que praticamente foi multiplicada por 20 nesse per\u00edodo de 1975 a 1985. Com isso, foi poss\u00edvel substituir uma parte significativa da gasolina que era consumida no pa\u00eds. Posteriormente houve tamb\u00e9m uma s\u00e9rie de outras iniciativas que foram importantes para contornar essa <strong>crise<\/strong>. A principal delas foi o esfor\u00e7o que come\u00e7ou a ser realizado pela Petrobras para aumentar a produ\u00e7\u00e3o interna de petr\u00f3leo.<\/p>\n<table cellspacing=\"15\" cellpadding=\"15\" align=\"left\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img src=\"http:\/\/oi61.tinypic.com\/28j8cgi.jpg\" alt=\"\" width=\"47\" \/><\/p>\n<h2>\u201cA legisla\u00e7\u00e3o brasileira e os programas de efici\u00eancia ainda s\u00e3o t\u00edmidos e precisam ser mudados\u201d<\/h2>\n<\/td>\n<td>\n<h2><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><strong>IHU On-Line &#8211; Da d\u00e9cada de 1980 para frente, ocorreram novas crises energ\u00e9ticas no pa\u00eds? Como as crises energ\u00e9ticas passaram a ser enfrentadas pelos governos?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Andr\u00e9 Tosi Furtado<\/strong> \u2013 Em 20 a 40 anos, o Brasil teve altos e baixos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s <strong>crises energ\u00e9ticas<\/strong>. Ent\u00e3o, podemos dizer que, por exemplo, de 1973 a 1985 foi feito um imenso esfor\u00e7o de reconvers\u00e3o e <strong>substitui\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo<\/strong> importado pelo petr\u00f3leo nacional, de substitui\u00e7\u00e3o de derivados de petr\u00f3leo em borra e fundos alternativos, como era o caso do \u00e1lcool no Brasil. A partir de 1985 come\u00e7a uma realidade completamente distinta, porque a <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/541155-volatilidade-geopolitica\" target=\"_blank\"><strong>queda do pre\u00e7o do petr\u00f3leo<\/strong><\/a> no mercado internacional refletiu na pol\u00edtica interna brasileira. Assim, a partir de 1985 os pre\u00e7os da gasolina e dos derivados come\u00e7am a baixar e as alternativas, como, por exemplo, o etanol, come\u00e7am a perder competitividade no mercado interno. Desse modo, houve uma volta ao consumo do petr\u00f3leo nos anos 1990 no Brasil, e isso levou a uma segunda crise, que aconteceu, justamente, no fim dos anos 1990, quando, por conta da <strong>desvaloriza\u00e7\u00e3o do Real<\/strong>, houve novamente um aumento dos pre\u00e7os dos derivados do petr\u00f3leo no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Naquele momento, foi feita uma pol\u00edtica mais realista por parte do governo, que come\u00e7ou a seguir os <strong>pre\u00e7os internacionais<\/strong> do petr\u00f3leo, o que fez com que, novamente, os pre\u00e7os aumentassem internamente e houvesse um esfor\u00e7o de substituir mais uma vez o petr\u00f3leo por outras fontes, inclusive pelo g\u00e1s natural, que come\u00e7ou a crescer bastante no Brasil. Ent\u00e3o, houve um retorno do <strong>etanol<\/strong> a partir dos anos 2000 e uma volta dos investimentos em <strong>hidroeletricidade<\/strong>, que come\u00e7aram a crescer bastante gra\u00e7as ao equacionamento da <strong>crise do apag\u00e3o<\/strong> de 2001, onde havia falta de investimento no setor el\u00e9trico.<\/p>\n<p>O desfecho disso \u00e9 que durante os anos 2000 houve uma volta das <strong>energias renov\u00e1veis<\/strong>, que aumentaram a sua participa\u00e7\u00e3o na balan\u00e7a energ\u00e9tica nacional, mas novamente, com a <strong>crise econ\u00f4mica de 2008<\/strong>, o etanol e a hidroeletricidade foram penalizados e come\u00e7aram a perder espa\u00e7o na <strong>matriz energ\u00e9tica<\/strong> brasileira. No mesmo per\u00edodo aconteceu uma nova crise no setor de petr\u00f3leo, por conta da pr\u00f3pria pol\u00edtica econ\u00f4mica que segurou os pre\u00e7os dos derivados e fez com que aumentassem muito as importa\u00e7\u00f5es. Essas importa\u00e7\u00f5es ficaram mais caras, a <strong>Petrobras<\/strong> teve preju\u00edzo e isso despertou novamente uma crise no setor de petr\u00f3leo. Por conta disso, todas as fontes de energia foram prejudicadas: o etanol sofreu uma crise, a hidroeletricidade passa por momentos terr\u00edveis, e o petr\u00f3leo tamb\u00e9m est\u00e1 em m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line \u2013 Ent\u00e3o a crise energ\u00e9tica brasileira hoje \u00e9 mais ampla do que a de 1973? Ou seja, os setores que foram criados para dar conta das crises energ\u00e9ticas anteriores tamb\u00e9m enfrentam momentos de dificuldade?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Andr\u00e9 Tosi Furtado \u2013<\/strong> Em 1973 houve uma<strong> crise econ\u00f4mica<\/strong> do Brasil, de modo que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel separar a energia do resto da sociedade. Novamente hoje o pa\u00eds est\u00e1 vivendo uma crise, que \u00e9 mais geral, ou seja, uma crise do<strong> modelo de desenvolvimento brasileiro<\/strong>, mas que tem muito a ver com a energia. Por exemplo, o que aconteceu nos \u00faltimos anos? O transporte rodovi\u00e1rio foi privilegiado novamente, mas como a produ\u00e7\u00e3o de etanol n\u00e3o conseguiu acompanhar a explos\u00e3o da demanda de autom\u00f3veis, foi necess\u00e1rio preencher a demanda com o consumo de gasolina. Entretanto, como a oferta interna de gasolina n\u00e3o aumentou, foi necess\u00e1rio importar gasolina e isso gerou um problema grav\u00edssimo na economia brasileira. O que precisamos pensar para resolver essa quest\u00e3o \u00e9 que nosso <a href=\"http:\/\/www.ihuonline.unisinos.br\/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=1316&amp;secao=236\" target=\"_blank\"><strong>modelo de consumo<\/strong><\/a> est\u00e1 equivocado, e que essa crise, no fundo, privilegia um certo tipo de consumismo baseado no autom\u00f3vel. Contudo, a economia brasileira n\u00e3o foi capaz de produzir a energia necess\u00e1ria, fosse ela petr\u00f3leo ou renov\u00e1vel, tendo at\u00e9 que importar derivados a custos elevados, prejudicando a Petrobras.<\/p>\n<table cellspacing=\"15\" cellpadding=\"15\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img src=\"http:\/\/oi61.tinypic.com\/28j8cgi.jpg\" alt=\"\" width=\"47\" \/><\/p>\n<h2>\u201cA economia brasileira n\u00e3o foi capaz de produzir a energia necess\u00e1ria, fosse ela petr\u00f3leo ou renov\u00e1vel\u201d<\/h2>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><strong>IHU On-Line &#8211; Quais s\u00e3o os grandes desafios do Brasil hoje em rela\u00e7\u00e3o ao setor energ\u00e9tico no sentido de pensar alternativas energ\u00e9ticas, seja para a matriz energ\u00e9tica, seja em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 mobilidade? O etanol, por exemplo, ainda n\u00e3o \u00e9 economicamente vi\u00e1vel. Como resolver esse tipo de situa\u00e7\u00e3o, ou seja, diversificar a matriz energ\u00e9tica e fazer com que as energias renov\u00e1veis tenham um peso maior na matriz energ\u00e9tica?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Andr\u00e9 Tosi Furtado \u2013<\/strong> Isso tem a ver com a pol\u00edtica de pre\u00e7os. Qual foi a pol\u00edtica do governo nos \u00faltimos anos, desde 2008? Foi uma pol\u00edtica de conten\u00e7\u00e3o do aumento do <strong>pre\u00e7o da gasolina<\/strong>. Embora se diga que a legisla\u00e7\u00e3o foi institu\u00edda e que o pre\u00e7o da gasolina deveria acompanhar o pre\u00e7o internacional, isso n\u00e3o tem acontecido no Brasil. Existe uma <strong>pol\u00edtica econ\u00f4mica<\/strong> do governo de segurar o pre\u00e7o da gasolina, e isso, evidentemente, acaba incentivando o petr\u00f3leo. Mas qual \u00e9 o resultado dessa pol\u00edtica? \u00c9 que favorece o petr\u00f3leo em rela\u00e7\u00e3o a outros derivados. Para avan\u00e7ar em termos de <strong>energias renov\u00e1veis<\/strong>, o Brasil precisaria ter tarifas mais realistas, ou seja, pre\u00e7os mais altos em rela\u00e7\u00e3o a alguns tipos de energia, para que assim as fontes renov\u00e1veis pudessem ser viabilizadas; isso vale para as fontes renov\u00e1veis, para a eletricidade e para qualquer uma. Mas, ao contr\u00e1rio disso, o que foi feito em rela\u00e7\u00e3o ao petr\u00f3leo? O governo conteve as tarifas. No setor el\u00e9trico houve uma aberra\u00e7\u00e3o completa, porque as tarifas foram reduzidas em um momento em que se sabia que o regime h\u00eddrico no pa\u00eds estava mudando por conta das pr\u00f3prias mudan\u00e7as do clima. Hoje chove menos no Brasil, em v\u00e1rias regi\u00f5es, como no Nordeste e no Sudeste, ou seja, est\u00e1 chovendo menos em compara\u00e7\u00e3o com d\u00e9cadas atr\u00e1s. Isso fez com que as tarifas fossem baixadas em um momento em que j\u00e1 era sabido que chovia menos. Ent\u00e3o, qual foi a fonte de energia usada para suprir essa <strong>falta de eletricidade<\/strong>, com a explos\u00e3o do consumo el\u00e9trico? Foi, justamente, o g\u00e1s natural, que \u00e9 bem mais caro. E hoje os consumidores est\u00e3o pagando a conta do aumento da tarifa. Ent\u00e3o, essa pol\u00edtica de subsidiar e de segurar tarifas \u00e9 contraproducente no sentido de frear as transforma\u00e7\u00f5es que devem ocorrer na <strong>matriz energ\u00e9tica<\/strong> brasileira. Esse tipo de pol\u00edtica tamb\u00e9m acaba freando a <strong>efici\u00eancia energ\u00e9tica<\/strong>, que \u00e9 outro elemento importante nessa equa\u00e7\u00e3o para que seja poss\u00edvel atender a demanda da sociedade.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line \u2013 A explora\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-sal \u00e9 vista como positiva e negativa pelos especialistas, tanto no que se refere ao uso do petr\u00f3leo no atual momento, quanto ao uso dos recursos oriundos do pr\u00e9-sal no futuro. O Brasil deve ou n\u00e3o investir na explora\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-sal?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Andr\u00e9 Tosi Furtado \u2013<\/strong> Sobre o <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/538958-petroleo-cai-ainda-mais-e-ameaca-investimentos-no-pre-sal-brasileiro\" target=\"_blank\"><strong>pr\u00e9-sal<\/strong><\/a> existe muito equ\u00edvoco. Esse debate est\u00e1 acontecendo desde 2006\/2007, quando ele foi descoberto. J\u00e1 se sabe que, se n\u00e3o fosse o pr\u00e9-sal, a produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo no Brasil seria muito mais baixa do que \u00e9, porque ela n\u00e3o atende a demanda. Portanto, o pr\u00e9-sal \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o de sobreviv\u00eancia da Petrobras. Entretanto, se criou uma expectativa, que acho ainda bastante realista, de uma expans\u00e3o muito grande da oferta, ou seja, criou-se a expectativa de que o Brasil duplicaria sua oferta a partir dessa explora\u00e7\u00e3o. Isso ainda n\u00e3o aconteceu e vai demorar a acontecer.<\/p>\n<p>O que se criou foi um ciclo de investimento muito grande, ou seja, a<strong> Petrobras<\/strong> praticamente passou de 8 bilh\u00f5es de d\u00f3lares de investimentos ao ano para 45 bilh\u00f5es, isto \u00e9, praticamente multiplicou por cinco seus investimentos durante um per\u00edodo curto de tempo, engajou-se em investimentos absolutamente fara\u00f4nicos e gigantescos e isso foi um erro. Esse \u00e9 o erro; n\u00e3o o pr\u00e9-sal. Em termos da estrat\u00e9gia da <strong>Petrobras<\/strong>, ela deveria ter tido uma estrat\u00e9gia mais modesta, menos ambiciosa em termos de investimento, de achar que o Brasil se tornaria um grande produtor e exportador de petr\u00f3leo \u2013 isso \u00e9 irrealista. Esse mega plano de investimentos n\u00e3o resultou em aumento da produ\u00e7\u00e3o em curto prazo. O que se viu foi um decl\u00ednio acentuado dos campos maduros; houve uma desconsidera\u00e7\u00e3o por esses campos, que foram de certa forma abandonados, agravando esse decl\u00ednio. Por outro lado, a empresa se engajou em um plano absurdamente gigantesco de construir quatro refinarias ao mesmo tempo, que hoje em dia est\u00e3o todas paradas. \u00c9 preciso ter consci\u00eancia disso, porque ainda n\u00e3o est\u00e1 conclu\u00edda a refinaria do Nordeste, e a do Rio de Janeiro nem se sabe se ser\u00e1 finalizada, e as duas outras foram abandonadas. Houve a\u00ed um certo desatino na <strong>pol\u00edtica de investimento<\/strong> da Petrobras, a qual foi muito ambiciosa, e levou a empresa a uma situa\u00e7\u00e3o absolutamente cr\u00edtica, porque tem um endividamento enorme &#8211; porque esses investimentos s\u00f3 puderam ser feitos aumentando o grau de endividamento da empresa -, ou seja, a Petrobras se endividou em d\u00f3lar, e o pre\u00e7o do petr\u00f3leo tamb\u00e9m caiu. Nesse ponto acredito que houve uma <strong>governan\u00e7a<\/strong> equivocada.<\/p>\n<table cellspacing=\"15\" cellpadding=\"15\" align=\"right\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<h2><\/h2>\n<\/td>\n<td><img src=\"http:\/\/oi61.tinypic.com\/28j8cgi.jpg\" alt=\"\" width=\"47\" \/><\/p>\n<h2>\u201cNo modelo de consumo n\u00e3o se toca, e esse \u00e9 um erro\u201d<\/h2>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Hoje podemos dizer que a ambi\u00e7\u00e3o da <strong>Petrobras<\/strong> poderia ter sido mais modesta e, se assim tivesse sido, ter\u00edamos chegado longe. Mas isso independe do <strong>pr\u00e9-sal<\/strong>, porque ele \u00e9 importante, sim, \u00e9 uma \u00e1rea importante de expans\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o da Petrobras, porque ela precisa do pr\u00e9-sal para manter sua produ\u00e7\u00e3o. Portanto, n\u00e3o se trata de questionar o pr\u00e9-sal, mas de questionar o plano de investimento excessivamente ambicioso, voltado para muitas \u00e1reas ao mesmo tempo, e que acabou comprometendo a <strong>sa\u00fade financeira<\/strong> de uma empresa de petr\u00f3leo, que em geral sempre foi bem gerenciada.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line &#8211; \u00c9 poss\u00edvel vislumbrar erros e acertos de como est\u00e1 sendo desenvolvido o planejamento energ\u00e9tico hoje?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Andr\u00e9 Tosi Furtado \u2013<\/strong> O planejamento energ\u00e9tico no Brasil \u00e9 muito setorial. Ent\u00e3o, o petr\u00f3leo funciona de um lado, a eletricidade de outro, tem o g\u00e1s natural que \u00e9 um elo entre o petr\u00f3leo e a eletricidade, mas n\u00e3o existe um planejamento integrado, principalmente entre a <strong>oferta e a demanda<\/strong>. Por exemplo, no <strong>modelo de consumo<\/strong> n\u00e3o se toca, e esse \u00e9 um erro. Por isso costumo dizer que o Brasil ainda est\u00e1 no <strong>modelo fordista<\/strong>, porque continuamos em certo modelo de consumo, o qual entendo como um modelo excludente, desigual. Tudo isso precisa ser pensado quando se fala em <strong>planejamento energ\u00e9tico<\/strong> e creio que o planejamento energ\u00e9tico \u00e9 incipiente no Brasil.<\/p>\n<p>Criou-se uma empresa de <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/538463-especialistas-alertam-contra-modelo-poluidor-de-consumo-e-politica-energetica\" target=\"_blank\"><strong>pol\u00edtica energ\u00e9tica<\/strong><\/a>, mas na realidade ela n\u00e3o faz de fato um planejamento no pa\u00eds, e as decis\u00f5es mais importantes s\u00e3o tomadas por outras esferas. Por exemplo, a decis\u00e3o do governo de segurar o <strong>pre\u00e7o dos derivados do petr\u00f3leo<\/strong>, principalmente da gasolina e do diesel, conforme comentei antes, s\u00e3o decis\u00f5es feitas fora da al\u00e7ada do planejamento energ\u00e9tico, ou seja, s\u00e3o feitas pelo <strong>Minist\u00e9rio da Fazenda<\/strong>. Isso tamb\u00e9m \u00e9 muito prejudicial. Por outo lado, essa tentativa do governo de baixar a tarifa no setor el\u00e9trico foi outra iniciativa, em termos de planejamento energ\u00e9tico, equivocada.<\/p>\n<p>Precisamos ter um planejamento mais realista do pa\u00eds, tentar entender as nossas limita\u00e7\u00f5es e n\u00e3o <strong>subsidiar a demanda<\/strong>, porque isso prejudica a oferta de energia. Al\u00e9m disso, \u00e9 preciso ter consci\u00eancia dos problemas que o pa\u00eds est\u00e1 enfrentando. Pouco se fala na quest\u00e3o da escassez h\u00eddrica, apesar de hoje estar ocorrendo uma escassez h\u00eddrica que compromete uma fonte importante de energia, que \u00e9 a <strong>hidroeletricidade<\/strong>. A falta de chuvas tamb\u00e9m comprometeu o desempenho da cana-de-a\u00e7\u00facar e do etanol. Diante desse contexto mais adverso da natureza, precisamos ter pol\u00edticas que levem em considera\u00e7\u00e3o a adapta\u00e7\u00e3o, ou seja, precisamos nos adaptar \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Teremos que viver em uma sociedade menos perdul\u00e1ria, que desperdi\u00e7a menos energia, e essencialmente temos de levar os impactos das <strong>mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/strong> em considera\u00e7\u00e3o nos custos da oferta de energia, que n\u00e3o ser\u00e1 t\u00e3o barata assim no futuro.<\/p>\n<p>Nesse sentido, dever\u00edamos priorizar mais a <strong>efici\u00eancia energ\u00e9tica<\/strong>. No entanto, no levantamento feito pela <strong>Associa\u00e7\u00e3o Americana de Efici\u00eancia Energ\u00e9tica<\/strong>, dos 16 pa\u00edses analisados, o Brasil est\u00e1 em pen\u00faltimo lugar nesse quesito. Portanto, o Brasil n\u00e3o considera a efici\u00eancia energ\u00e9tica e n\u00e3o tem pol\u00edticas para isso. A legisla\u00e7\u00e3o brasileira e os programas de efici\u00eancia ainda s\u00e3o t\u00edmidos, e precisam ser mudados para que possamos caminhar para um modelo energ\u00e9tico mais sustent\u00e1vel.<\/p>\n<table cellspacing=\"15\" cellpadding=\"15\" align=\"left\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img src=\"http:\/\/oi61.tinypic.com\/28j8cgi.jpg\" alt=\"\" width=\"47\" \/><\/p>\n<h2>\u201cO Brasil n\u00e3o considera a efici\u00eancia energ\u00e9tica e n\u00e3o tem pol\u00edticas para isso\u201d<\/h2>\n<\/td>\n<td>\n<h2><\/h2>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><strong>IHU On-Line &#8211; O que seria um modelo de efici\u00eancia energ\u00e9tica? O que o pa\u00eds tem condi\u00e7\u00f5es de fazer a partir do que j\u00e1 existe hoje?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Andr\u00e9 Tosi Furtado \u2013<\/strong> H\u00e1 v\u00e1rios setores que consomem energia. A <strong>ind\u00fastria<\/strong>, por exemplo, \u00e9 a grande consumidora de energia, e ela pode fazer investimentos para reduzir o desperd\u00edcio. Na ind\u00fastria do etanol h\u00e1 um tremendo desperd\u00edcio da energia do <strong>baga\u00e7o<\/strong> da cana-de-a\u00e7\u00facar, que \u00e9 mal aproveitada. Desse modo, \u00e9 poss\u00edvel melhorar muito a efici\u00eancia nos processos industriais trocando as caldeiras, substituindo as m\u00e1quinas atuais por m\u00e1quinas com motores mais eficientes e processos mais eficientes na ind\u00fastria.<\/p>\n<p>O setor de <strong>transporte rodovi\u00e1rio<\/strong> \u00e9 importante e precisa melhorar muito a efici\u00eancia energ\u00e9tica, porque os autom\u00f3veis e caminh\u00f5es s\u00e3o os grandes consumidores de energia. Para os setores comercial e residencial, tamb\u00e9m grandes consumidores de energia, \u00e9 poss\u00edvel pensar outro modelo de ilumina\u00e7\u00e3o, substituir os chuveiros el\u00e9tricos etc. H\u00e1, portanto, nesses setores, enorme espa\u00e7o para <strong>melhorar a <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/noticias-anteriores\/26476-eficiencia-energetica-quando-menos-e-mais%20presidente\" target=\"_blank\">efici\u00eancia energ\u00e9tica<\/a><\/strong>.<\/p>\n<p>O que cabe ao Estado? Primeiro ele tem que informar, porque o \u00fanico mecanismo que existe hoje em termos de informa\u00e7\u00e3o de consumo de energia \u00e9 o <strong>Selo Procel<\/strong>. Portanto, \u00e9 necess\u00e1rio ter mais informa\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 quantidade de equipamentos que consomem menos energia, ou seja, quais equipamentos s\u00e3o mais eficientes. Por outro lado, o governo precisa incentivar a compra de produtos que s\u00e3o mais eficientes e abater os impostos desse tipo de produto, incentivando as empresas a investirem em pesquisas para serem mais eficientes. E \u00e9 poss\u00edvel tomar medidas mais radicais, como, por exemplo, proibir equipamentos que se sabe claramente que s\u00e3o ineficientes, criar mecanismos para que as pessoas substituam produtos menos eficientes por outros mais eficientes. Ou seja, existe uma gama muito variada de instrumentos e ferramentas que podem ser usados para promover a efici\u00eancia.<\/p>\n<p><em>Por Patricia Fachin<\/em><\/p>\n<p>Fonte: <strong>IHU On-Line<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista especial com Andr\u00e9 Tosi Furtado \u201cNo levantamento feito pela Associa\u00e7\u00e3o Americana de Efici\u00eancia Energ\u00e9tica,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Entrevista especial com Andr\u00e9 Tosi Furtado \u201cNo levantamento feito pela Associa\u00e7\u00e3o Americana de Efici\u00eancia Energ\u00e9tica,","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30794"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30794"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30794\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30794"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30794"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30794"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}