{"id":30783,"date":"2015-10-30T22:05:36","date_gmt":"2015-10-31T01:05:36","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=30783"},"modified":"2015-10-30T22:05:36","modified_gmt":"2015-10-31T01:05:36","slug":"influenciada-pelo-el-nino-vazante-do-rio-negro-ameaca-tambem-a-fauna-amazonica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/influenciada-pelo-el-nino-vazante-do-rio-negro-ameaca-tambem-a-fauna-amazonica\/","title":{"rendered":"Influenciada pelo El Ni\u00f1o, vazante do rio Negro amea\u00e7a tamb\u00e9m a fauna amaz\u00f4nica"},"content":{"rendered":"<div class=\"mg\">\n<p class=\"ft-img\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/acritica.uol.com.br\/amazonia\/Especie-tradicional-amazonense-simbolos-acelerada_ACRIMA20151015_0003_15.jpg\" alt=\"Esp\u00e9cie tradicional na mesa do amazonense e um dos s\u00edmbolos da regi\u00e3o, o bod\u00f3 \u00e9 uma das esp\u00e9cies de peixe que mais sofre com a vazante acelerada\" width=\"640\" height=\"426\" \/>Esp\u00e9cie tradicional na mesa do amazonense e um dos s\u00edmbolos da regi\u00e3o, o bod\u00f3 \u00e9 uma das esp\u00e9cies de peixe que mais sofre com a vazante acelerada <span class=\"author\">(Euzivaldo Queiroz)<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mt bb-article-body\">\n<p>Mais uma vez, o rio Negro registrou um n\u00edvel elevado de descida para o padr\u00e3o hist\u00f3rico registrado no per\u00edodo de vazante. Nesta quarta-feira (14), o volume das \u00e1guas do Negro chegou \u00e0 cota de 18,91 metros, ap\u00f3s recuar mais 35 cent\u00edmetros em um dia, e ficou a 5,28 metros da vazante recorde, registrada no dia 24 de outubro de 2010, quando o rio atingiu a cota m\u00ednima de 13,63 metros.<\/p>\n<p>Segundo a estimativa do chefe do Servi\u00e7o Hidrogr\u00e1fico do Porto de Manaus, Valderino Pereira, caso o rio mantenha essa intensidade da vazante at\u00e9 o final da semana, \u00e9 prov\u00e1vel que o Negro tenha, este ano, uma nova seca recorde. \u201cFiquei sem acreditar nesses dados. Nunca vi algo igual e, se continuarmos assim, \u00e9 prov\u00e1vel que tenhamos uma nova vazante recorde\u201d.<\/p>\n<p><strong>Peixes na seca<\/strong><\/p>\n<p>Para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama), esse fen\u00f4meno pode ocasionar impactos ambientais s\u00e9rios, pois vivemos o momento de procria\u00e7\u00e3o de diversas esp\u00e9cies de peixes. O reflexo j\u00e1 pode ser visto nos principais igarap\u00e9s da cidade, como o de S\u00e3o Raimundo, na Zona Oeste, onde peixes est\u00e3o morrendo na terra seca onde, h\u00e1 poucos dias, ainda havia \u00e1gua.<\/p>\n<p>Com a vazante, que se intensificou no s\u00e1bado, quando o rio Negro passou a descer mais de 25 cent\u00edmetros por dia &#8211; \u00edndice considerado \u201cfora do padr\u00e3o registrado desde 1902\u201d &#8211; esp\u00e9cies como aruan\u00e3, bod\u00f3 e pirarucu foram as primeiras a sentirem o impacto ambiental ocasionado pelo fen\u00f4meno, que se agravou nos cinco \u00faltimos dias, alertou o Ibama.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/acritica.uol.com.br\/amazonia\/impacto-vazante-Raimundo-embarcacoes-flutuantes_ACRIMA20151015_0004_5.jpg\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"412\" \/><\/p>\n<p>De acordo com o superintendente do Ibama, M\u00e1rio L\u00facio Reis, essas descida r\u00e1pida das \u00e1gua prejudica tanto a locomo\u00e7\u00e3o e alimenta\u00e7\u00e3o dessas esp\u00e9cies como a procria\u00e7\u00e3o delas. \u201cEssas esp\u00e9cies, conhecidas como \u2018cascudas\u2019, neste per\u00edodo do ano costumam viver em lagos ou locais onde h\u00e1 lama. Por instinto, durante a vazante, eles procuram a \u00e1rea mais funda. Mas como a vazante deste ano est\u00e1 sendo mais r\u00e1pida que o normal, eles n\u00e3o conseguem chegar a esses locais. Sem falar nos igarap\u00e9s que secaram totalmente. Os peixes morrem por falta de alimento ou oxig\u00eanio\u201d.<\/p>\n<p>Para o superintendente, o problema pode se agravar em caso de vazante recorde. \u201cEstamos em um per\u00edodo de reprodu\u00e7\u00e3o, quando as esp\u00e9cies andam em cardumes. A vazante, al\u00e9m de reduzir o habitat, facilita a vida dos predadores\u201d, explicou.<\/p>\n<p><strong>Previs\u00e3o \u00a0de recorde n\u00e3o confirmada<\/strong><\/p>\n<p>Para o chefe do Servi\u00e7o Hidrogr\u00e1fico do Porto de Manaus, Valderino Pereira da Silva, ser\u00e1 necess\u00e1rio aguardar e acompanhar a cota\u00e7\u00e3o do rio Negro at\u00e9 o pr\u00f3ximo final de semana para, de fato, sabermos se haver\u00e1 uma vazante recorde este ano.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/acritica.uol.com.br\/amazonia\/Vazante-acelerada-igarapes-Raimundo-deixou_ACRIMA20151015_0005_5.jpg\" alt=\"\" width=\"638\" height=\"411\" \/><\/p>\n<p>Desde s\u00e1bado o rio come\u00e7ou a apresentar o fen\u00f4meno da vazante em um ritmo at\u00e9 ent\u00e3o nunca presenciado, desde quando iniciou a medi\u00e7\u00e3o da cota\u00e7\u00e3o, em 1902.<\/p>\n<p>De acordo com Valderino, na \u00faltima sexta-feira, o rio havia descido 22,48 cent\u00edmetros; no s\u00e1bado, o rio desceu 38 cent\u00edmetros; no domingo, desceu 40 cent\u00edmetros; na segunda-feira, 36 cent\u00edmetros; na ter\u00e7a-feira, 32 cent\u00edmetros e, ontem, mais 35 cent\u00edmetros.<\/p>\n<p><strong>Em n\u00fameros<\/strong><\/p>\n<p>1,81 metros\u00a0 foi quanto o rio Negro desceu, em cinco dias. Se o rio continuar a ter esse comportamento de vazante, com m\u00e9dia di\u00e1ria de 35 cent\u00edmetros, poder\u00e1 ultrapassar o recorde de 2010.<\/p>\n<p>Fonte: A Cr\u00edtica<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esp\u00e9cie tradicional na mesa do amazonense e um dos s\u00edmbolos da regi\u00e3o, o bod\u00f3 \u00e9<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Esp\u00e9cie tradicional na mesa do amazonense e um dos s\u00edmbolos da regi\u00e3o, o bod\u00f3 \u00e9","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30783"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30783"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30783\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30783"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30783"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30783"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}