{"id":30720,"date":"2015-10-30T14:00:31","date_gmt":"2015-10-30T17:00:31","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=30720"},"modified":"2015-10-29T21:34:47","modified_gmt":"2015-10-30T00:34:47","slug":"a-arriscada-tarefa-de-desmantelar-um-submarino-nuclear","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/a-arriscada-tarefa-de-desmantelar-um-submarino-nuclear\/","title":{"rendered":"A arriscada tarefa de desmantelar um submarino nuclear"},"content":{"rendered":"<p class=\"story-body__introduction\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/submarino_nuclear.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-30721\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/submarino_nuclear-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/submarino_nuclear-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/submarino_nuclear.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Submarinos nucleares h\u00e1 tempos povoam o mundo da fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Em filmes como <i>Ca\u00e7ada ao Outubro Vermelho<\/i> (1990) ou seriados de TV como <i>Viagem ao Fundo do Mar<\/i>, eles sempre s\u00e3o retratados como instrumentos de poderio geopol\u00edtico deslizando em sil\u00eancio pelas profundezas dos oceanos em miss\u00f5es ultrassecretas.<\/p>\n<p>Mas no fim de sua vida \u00fatil, esses submarinos se tornam nada mais do que perigos flutuantes, carregados de um letal combust\u00edvel nuclear gasto que \u00e9 extremamente dif\u00edcil de ser removido.<\/p>\n<p>Equipes militares j\u00e1 tiveram que ir a extremos inimagin\u00e1veis para poder dar fim \u00e0s numerosas e combalidas frotas de submarinos de ataque e lan\u00e7adores de m\u00edsseis bal\u00edsticos que foram reunidas pelas pot\u00eancias mundiais nas \u00faltimas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>O resultado \u00e9 a exist\u00eancia de alguns dos mais estranhos &#8220;cemit\u00e9rios industriais&#8221; do planeta espalhando-se da costa noroeste dos Estados Unidos at\u00e9 Vladivostock, na R\u00fassia, pelo C\u00edrculo Polar \u00c1rtico.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">&#8216;Aqu\u00e1rio radioativo&#8217;<\/h2>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"> <span class=\"off-screen\">Image copyright<\/span> <\/span><figcaption class=\"media-caption\"> <img loading=\"lazy\" class=\"js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/ws\/624\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2015\/10\/28\/151028184558_nuclear_submarine_624x351__nocredit.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"360\" \/><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span> <span class=\"media-caption__text\"> Mesmo esvaziados e desmantelados, os cascos dos submarinos continuam radioativos <\/span> <\/figcaption><\/figure>\n<p>Esses &#8220;lix\u00f5es&#8221; submarinos podem assumir v\u00e1rias formas. Na ponta mais degradada do espectro, no Mar de Kara, ao norte da Sib\u00e9ria, reatores e combust\u00edvel espalhados pelo leito a 300 metros de profundidade.<\/p>\n<p>Acredita-se que at\u00e9 o in\u00edcio dos anos 90, os russos teriam continuado a descartar seus submarinos nucleares aqui da mesma maneira com que se livravam dos modelos a diesel: afundando-os no oceano.<\/p>\n<p>O dep\u00f3sito de submarinos a diesel nas enseadas da Ba\u00eda de Olenya, na Pen\u00ednsula de Kola, na R\u00fassia, \u00e9 uma vis\u00e3o chocante: proas enferrujadas com torpedos expostos, torres de controle corro\u00eddas tombadas e cascos arrebentados.<\/p>\n<p>Segundo a Bellona Foundation, organiza\u00e7\u00e3o de monitoramento ambiental com sede em Oslo, na Noruega, os sovi\u00e9ticos transformaram o Mar de Kara em &#8220;um aqu\u00e1rio de lixo radioativo&#8221;. O leito do oceano est\u00e1 tomado por cerca de 17 mil cont\u00eaineres de dejetos radioativos de uso naval, 16 reatores nucleares e cinco submarinos nucleares completos \u2013 um deles com seus dois reatores ainda repletos de combust\u00edvel.<\/p>\n<p>Recentemente, a regi\u00e3o do Mar de Kara tem sido cada vez mais explorada por empresas de petr\u00f3leo e g\u00e1s natural. Segundo Nils Bohmer, diretor da Bellona, a perfura\u00e7\u00e3o acidental desses dejetos pode, em teoria, romper o inv\u00f3lucro de reatores ou o revestimento de varetas de combust\u00edvel, liberando radionucl\u00eddeos em \u00e1reas pesqueiras.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Esvaziados e removidos<\/h2>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"> <span class=\"off-screen\">Image copyright<\/span> <\/span><figcaption class=\"media-caption\"> <img loading=\"lazy\" class=\"js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/ws\/624\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2015\/10\/28\/151028184727_nuclear_submarine_624x351__nocredit.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"360\" \/><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span> <span class=\"media-caption__text\"> Reatores nucleares de submarinos russos armazenados perto de Vladivostok <\/span> <\/figcaption><\/figure>\n<p>J\u00e1 os &#8220;cemit\u00e9rios&#8221; oficiais de submarinos nucleares s\u00e3o muito mais vis\u00edveis \u2013 \u00e9 poss\u00edvel at\u00e9 &#8220;visit\u00e1-los&#8221; com o Google Earth. Basta dar um zoom no maior dep\u00f3sito de lixo nuclear dos Estados Unidos, em Hanford, no Estado de Washington, na Ba\u00eda de Sayda, na Pen\u00ednsula de Kola, ou ainda nos estaleiros perto de Vladivostok, tamb\u00e9m em solo russo.<\/p>\n<p>S\u00e3o fileiras e mais fileiras de gigantescos cont\u00eaineres de a\u00e7o, cada um com cerca de 12 metros de comprimento. Em Hanford, eles foram perfilados em valas t\u00e9rreas e esperam serem sepultados para sempre. Na base submarina de Pavlovks, perto de Vladivostok, eles flutuam nas \u00e1guas do Mar do Jap\u00e3o, amarrados a um pier. Esses &#8220;lat\u00f5es&#8221; s\u00e3o tudo o que resta de centenas de submarinos nucleares.<\/p>\n<p>O processo de desmantelamento de uma embarca\u00e7\u00e3o como essa \u00e9 altamente meticuloso. Primeiro, o submarino &#8220;defunto&#8221; \u00e9 rebocado at\u00e9 uma doca tornada segura para a retirada do combust\u00edvel. Ali, todos os l\u00edquidos no compartimento dos reatores s\u00e3o drenados. Cada tanque \u00e9, ent\u00e3o, removido e colocado em um barril, que por sua vez \u00e9 enfileirado para ser descartado em uma usina de armazenamento e reprocessamento.<\/p>\n<p>Nos Estados Unidos, esse lugar \u00e9 o Naval Reactor Facility, no Laborat\u00f3rio Nacional de Idaho. Na R\u00fassia, a usina de produ\u00e7\u00e3o e reprocessamento de plut\u00f4nio de Mayak, na Sib\u00e9ria, \u00e9 o destino final desses submarinos.<\/p>\n<p>Apesar de o maquin\u00e1rio dos reatores \u2013 geradores a vapor, bombas, v\u00e1lvulas e canos \u2013 n\u00e3o conterem mais ur\u00e2nio enriquecido, seus metais s\u00e3o considerados radioativos por causa das d\u00e9cadas de bombardeamento de n\u00eautrons destruindo seus \u00e1tomos.<\/p>\n<p>Por isso, depois da remo\u00e7\u00e3o do combust\u00edvel, o submarino \u00e9 levado at\u00e9 uma doca em terra, onde o compartimento que abrigava o reator e duas outras se\u00e7\u00f5es vazias de cada lado s\u00e3o cortados. Depois, espessos lacres de a\u00e7o s\u00e3o soldados em cada sa\u00edda.<\/p>\n<p>A R\u00fassia tamb\u00e9m usa essa t\u00e9cnica porque os pa\u00edses ocidentais temiam que os processos menos rigorosos usados pelo pa\u00eds aumentassem os riscos de materiais nucleares ca\u00edrem nas m\u00e3os &#8220;erradas&#8221;.<\/p>\n<p>Na Ba\u00eda de Andreeva, perto de Sayda, por exemplo, os russos ainda armazenam combust\u00edvel nuclear gasto de 90 submarinos dos anos 60 e 70.<\/p>\n<p>Em 2002, os pa\u00edses do G8 deram in\u00edcio a um programa de desmantelamento que previa a transfer\u00eancia de know-how americano. Isso envolveu a melhoria de tecnologias e de armazenamento na esta\u00e7\u00e3o de Severodvisnk e a constru\u00e7\u00e3o de uma doca seca para armazenar os reatores destru\u00eddos.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Riscos ainda presentes<\/h2>\n<p>Mas Bohmer afirma que nem sempre foi poss\u00edvel descontinuar submarinos dessa maneira. Alguns dos equipamentos sovi\u00e9ticos tinham reatores resfriados por metal l\u00edquido, uma mistura de chumbo e bismuto que retira calor do miolo, em vez do reator de \u00e1gua pressurizada, mais comum.<\/p>\n<p>Em um reator defunto, a mistura de chumbo e bismuto congela e se torna um bloco s\u00f3lido e imposs\u00edvel de manejar.<\/p>\n<p>Segundo Bohmer, dois submarinos como esse ainda n\u00e3o foram descontinuados e tiveram que ser levados para uma doca extremamente remota na Ba\u00eda de Gremikha por quest\u00f5es de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Usando o m\u00e9todo da &#8220;unidade de tr\u00eas compartimentos&#8221;, a R\u00fassia j\u00e1 desmantelou 120 submarinos nucleares da Frota do Norte e 75 submarinos de sua Frota do Pac\u00edfico. A Fran\u00e7a tamb\u00e9m usou o mesmo procedimento.<\/p>\n<p>Na Gr\u00e3-Bretanha, no entanto, os submarinos nucleares da Marinha s\u00e3o projetados para que o m\u00f3dulo do reator seja removido sem precisar destruir compartimentos do meio.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Press\u00e3o ambientalista<\/h2>\n<p>Os planos do governo brit\u00e2nico de desmantelar 12 submarinos defuntos estacionados em Devonport, no sul da Inglaterra, e sete em Rosyth, na Esc\u00f3cia, n\u00e3o devem ser colocados em pr\u00e1tica t\u00e3o cedo, enquanto ainda n\u00e3o se decide para onde ser\u00e3o levados.<\/p>\n<p>Isso tem causado preocupa\u00e7\u00e3o entre as comunidades vizinhas a esses locais, j\u00e1 que o n\u00famero de submarinos descontinuado est\u00e1 aumentando.<\/p>\n<p>Grupos ambientalistas tamb\u00e9m fizeram um alerta sobre o armazenamento de combust\u00edvel nuclear nos Estados Unidos. O laborat\u00f3rio em Idaho \u00e9 o destino final de todo o combust\u00edvel gasto desde que o primeiro submarino nuclear, o Nautilus, foi desenvolvido, em 1953.<\/p>\n<p>&#8220;O combust\u00edvel gasto \u00e9 armazenado acima da superf\u00edcie, mas o resto dos dejetos est\u00e3o enterrados acima do aqu\u00edfero que alimenta o rio Snake, e a pr\u00e1tica deve continuar por mais 50 anos&#8221;, diz Beatrice Brailsford, do Snake River Alliance, grupo de lobby ambientalista.<\/p>\n<p>Mesmo cercado de altas medidas de seguran\u00e7a, o material radioativo pode ocasionalmente vazar das maneiras mais inesperadas. Tanto o laborat\u00f3rio em Idaho quanto a base em Hanford j\u00e1 sofreram vazamentos raros de radia\u00e7\u00e3o por causa dos ventiladores que resfriam os tanques de dejetos, soprando \u00e1gua contaminada pela regi\u00e3o ao redor das usinas.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Planos de mais submarinos<\/h2>\n<p>Essas medidas caras e de longo prazo n\u00e3o parecem deter a vontade das pot\u00eancias mundiais de construir novos submarinos nucleares. &#8220;N\u00e3o h\u00e1 nenhum ind\u00edcio de que a Marinha americana acredite que esses submarinos tenham sido menos do que um sucesso estelar, e j\u00e1 est\u00e1 construindo equipamentos para substitu\u00ed-los&#8221;, afirma Edwin Lyman, analista de pol\u00edticas nucleares da Union of Concerned Scientists, um grupo de press\u00e3o de Cambridge, Massachusetts.<\/p>\n<p>Os Estados Unidos n\u00e3o est\u00e3o sozinhos: a R\u00fassia tem quatro novos submarinos sendo constru\u00eddos em Severodvinsk e pode montar outros oito antes de 2020. A China tamb\u00e9m est\u00e1 fazendo o mesmo.<\/p>\n<p>Ao que parece, os cemit\u00e9rios de submarinos e os dep\u00f3sitos de combust\u00edvel gasto continuar\u00e3o movimentados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Submarinos nucleares h\u00e1 tempos povoam o mundo da fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. 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