{"id":30555,"date":"2015-10-27T13:00:19","date_gmt":"2015-10-27T16:00:19","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=30555"},"modified":"2015-10-26T21:09:16","modified_gmt":"2015-10-27T00:09:16","slug":"mares-mais-quentes-fazem-leoes-marinhos-encalharem-em-praias-em-busca-de-alimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mares-mais-quentes-fazem-leoes-marinhos-encalharem-em-praias-em-busca-de-alimento\/","title":{"rendered":"Mares mais quentes fazem le\u00f5es marinhos encalharem em praias em busca de alimento"},"content":{"rendered":"<p dir=\"ltr\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/leao_marinho.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-30556\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/leao_marinho-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/leao_marinho-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/leao_marinho.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>J\u00e1 tendo passado por s\u00e9rio risco de extin\u00e7\u00e3o, os le\u00f5es marinhos s\u00e3o mam\u00edferos semiaqu\u00e1ticos de \u00e1guas frias e que se alimentam, principalmente, de peixes. No passado, foram alvo por muitos anos de ca\u00e7adores em busca de sua gordura e couro, mas gra\u00e7as \u00e0 proibi\u00e7\u00e3o da ca\u00e7a e \u00e0 r\u00edgida prote\u00e7\u00e3o aos mam\u00edferos marinhos, conseguiram n\u00e3o s\u00f3 estabilizar sua popula\u00e7\u00e3o, como aument\u00e1-la fortemente.<\/p>\n<p>Mas recentemente um outro problema surgiu. Em busca de alimento, milhares de filhotes de le\u00f5es marinhos v\u00eam encalhando nas praias do litoral da Calif\u00f3rnia, nos EUA. O problema vem acontecendo desde 2012 por um aquecimento anormal das \u00e1guas dos mares, resultando em um decl\u00ednio na abund\u00e2ncia de peixes e, consequentemente, deixando uma infinidade de le\u00f5es marinhos sem alimento suficiente. Uma equipe de pesquisadores j\u00e1 est\u00e1 estudando o caso, segundo a Administra\u00e7\u00e3o Nacional de Oceanos e Atmosfera dos EUA (<a href=\"http:\/\/www.noaa.gov\/\" target=\"_blank\">NOAA<\/a>, em ingl\u00eas).<\/p>\n<p>A gesta\u00e7\u00e3o das f\u00eameas dura aproximadamente um ano, nascendo apenas um filhote, em ilhas em que n\u00e3o h\u00e1 predadores. Pelo fato de nascerem em terra, s\u00f3 aprendem a nadar depois de dois meses, por isso a m\u00e3e precisa sempre retornar ao mar em busca de alimento para amamentar seus beb\u00eas. E quando suas jornadas duram mais tempo que o normal, devido \u00e0 escassez de peixes, seus filhotes famintos saem das ilhas para tentarem buscar alimento &#8211; por n\u00e3o saberem nadar, acabam encalhados nas areais das praias.<\/p>\n<p>Felizmente, uma rede de centros de salvamento costeiros tem se prontificado a ajudar. Composta em grande parte por volunt\u00e1rios, as instala\u00e7\u00f5es j\u00e1 receberam mais de 2.200 filhotes de le\u00f5es marinhos desde o come\u00e7o de 2015 &#8211; eles chegam em condi\u00e7\u00f5es urgentes, sendo poss\u00edvel ver suas costelas atrav\u00e9s da pele e muitos acabam n\u00e3o sobrevivendo, mas por outro lado, sob cuidados humanos, muitos j\u00e1 recuperaram a sa\u00fade. Devolv\u00ea-los a natureza era o objetivo inicial, mas existe a d\u00favida na comunidade cient\u00edfica marinha se essa seria a coisa certa a se fazer.<\/p>\n<h3>Devolver \u00e0 natureza ou n\u00e3o?<\/h3>\n<p>O ecossistema em que vivem simplesmente n\u00e3o t\u00eam comida suficiente e esse cen\u00e1rio n\u00e3o mudou no tempo em que ficaram em cativeiro, portanto, libert\u00e1-los seria mand\u00e1-los direto para o mesmo ambiente em que eles estavam apenas passando fome. Al\u00e9m disso, os especialistas se preocupam tamb\u00e9m com outra quest\u00e3o &#8211; a mudan\u00e7a clim\u00e1tica ter causado a fome desses predadores \u00e9 um claro sintoma de que graves problemas devem ocorrer mais abaixo na cadeia alimentar.<\/p>\n<p>Para a ci\u00eancia, o resgate desses le\u00f5es marinhos e de outros animais, como as focas, pode trazer muitos benef\u00edcios. Pesquisas a respeito das doen\u00e7as e at\u00e9 sobre a preda\u00e7\u00e3o dos tubar\u00f5es est\u00e3o sendo feitas com os animais recolhidos, em parceria com institui\u00e7\u00f5es de pesquisa ao redor do mundo. E esses testes podem servir para verificar como as doen\u00e7as dos animais podem se relacionar com as dos seres humanos. O estudo do c\u00e2ncer em le\u00f5es marinhos encalhados levou a uma melhor compreens\u00e3o do c\u00e2ncer cervical nas pessoas, por exemplo.<\/p>\n<p>Os especialistas tamb\u00e9m est\u00e3o trabalhando em alguns outros assuntos que esse problema envolve, como os efeitos da mudan\u00e7a clim\u00e1tica no ambiente, a polui\u00e7\u00e3o e pesca predat\u00f3ria que est\u00e3o destruindo nossos oceanos e em formas de reduzir e reverter tais quest\u00f5es por meio de maior conhecimento cient\u00edfico e de mudan\u00e7as na pol\u00edtica ambiental.<\/p>\n<p>Clique\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=pf7BRxfWCPs\" target=\"_blank\">aqui<\/a> e assista a um v\u00eddeo de resgate nas praias da Calif\u00f3rnia.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/pf7BRxfWCPs\" width=\"639\" height=\"426\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00e1 tendo passado por s\u00e9rio risco de extin\u00e7\u00e3o, os le\u00f5es marinhos s\u00e3o mam\u00edferos semiaqu\u00e1ticos de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":30556,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/leao_marinho.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/leao_marinho-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/leao_marinho-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/leao_marinho.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/leao_marinho.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/leao_marinho.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/leao_marinho.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/leao_marinho.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/leao_marinho.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/leao_marinho.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"J\u00e1 tendo passado por s\u00e9rio risco de extin\u00e7\u00e3o, os le\u00f5es marinhos s\u00e3o mam\u00edferos semiaqu\u00e1ticos de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30555"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30555"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30555\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/30556"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30555"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30555"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30555"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}