{"id":30237,"date":"2015-10-22T17:00:37","date_gmt":"2015-10-22T20:00:37","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=30237"},"modified":"2015-10-22T09:13:59","modified_gmt":"2015-10-22T12:13:59","slug":"calor-deixara-economia-global-23-menos-produtiva-em-2100-diz-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/calor-deixara-economia-global-23-menos-produtiva-em-2100-diz-estudo\/","title":{"rendered":"Calor deixar\u00e1 economia global 23% menos produtiva em 2100, diz estudo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/calor1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-30238\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/calor1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/calor1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/calor1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Um \u00fanico aspecto da mudan\u00e7a clim\u00e1tica, o aumento de temperatura, tem o potencial de reduzir as proje\u00e7\u00f5es de crescimento econ\u00f4mico do planeta em 23% at\u00e9 2100, independentemente de como desastres clim\u00e1ticos como secas e inunda\u00e7\u00f5es. Quando a temperatura m\u00e9dia anual de um pa\u00eds fica muito distante de 13\u00b0C, para cima ou para baixo, sua produtividade come\u00e7a a cair, aponta um novo estudo.<\/p>\n<p>O trabalho, publicado na revista \u201cNature\u201d tenta simular o efeito de diversos aspectos da mudan\u00e7a clim\u00e1tica na economia, desde ondas de calor em \u00e1reas industriais e de servi\u00e7o at\u00e9 temperaturas inadequadas em \u00e1reas de agropecu\u00e1ria. Para tal, Marshal Burke, da Univesidade Stanford, na Calif\u00f3rnia, analisou dados econ\u00f4micos e clim\u00e1ticos de 166 pa\u00edses entre os anos de 1960 e 2010.<\/p>\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o do PIB (Produto Interno Bruto) de cada um dos pa\u00edses foi analisada. Se a tend\u00eancia de aquecimento observada durante esse meio s\u00e9culo se mantiver a mesma durante outro per\u00edodo igual, afirma o cientista, 77% dos pa\u00edses do mundo ter\u00e3o uma perda de PIB, enquanto outros ter\u00e3o ganho, considerada apenas isso como vari\u00e1vel.<\/p>\n<p>A maior parte dos pa\u00edses desfavorecidos s\u00e3o na\u00e7\u00f5es em desenvolvimento, que j\u00e1 est\u00e3o mais concentradas entre os tr\u00f3picos. O potencial ganho de produtividade econ\u00f4mica dos pa\u00edses que ter\u00e3o a temperatura aproximada da m\u00e9dia \u00f3tima, por\u00e9m, provavelmente n\u00e3o compensaria perdas impostas por outros aspectos da mudan\u00e7a clim\u00e1tica.<\/p>\n<p><strong>Rela\u00e7\u00e3o &#8220;n\u00e3o linear&#8221;<\/strong><br \/>\nA motiva\u00e7\u00e3o para fazer o estudo, afirmam os autores, foi a constata\u00e7\u00e3o de que a temperatura parecia influenciar a produtividade de muitos pa\u00edses, mas n\u00e3o de forma \u201clinear\u201d ou direta.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s mostramos que a produtividade econ\u00f4mica geral n\u00e3o segue temperaturas linearmente em todos os pa\u00edses, com a produtividade atingindo um pico sob temperatura m\u00e9dia anual de 13\u00b0C, reduzindo-se fortemente a altas temperaturas\u201d, afirmam Burke e seus coautores no estudo. \u201cEssa rela\u00e7\u00e3o \u00e9 generaliz\u00e1vel para o globo, inalterada desde 1960 e aparente em atividades ligadas ou n\u00e3o \u00e0 agricultura, em pa\u00edses ricos e pobres.\u201d<\/p>\n<p>Segundo os autores, a conclus\u00e3o do estudo n\u00e3o tem rela\u00e7\u00e3o com teorias econ\u00f4micas antigas que viam pa\u00edses tropicais quentes como na\u00e7\u00f5es condenadas ao subdesenvolvimento. Apesar de identificar os 13\u00b0C como o ponto \u00f3timo de temperatura para produtividade econ\u00f4mica, inten\u00e7\u00e3o do trabalho \u00e9 entender como cada pa\u00eds pode ser afetado pela mudan\u00e7a clim\u00e1tica, e n\u00e3o as na\u00e7\u00f5es se saem em rela\u00e7\u00e3o umas \u00e0s outras.<\/p>\n<p>Num mundo com aquecimento global desenfreado, por\u00e9m, o desequil\u00edbrio no PIB dos pa\u00edses pode se tornar maior. Enquanto na Am\u00e9rica do Norte a proje\u00e7\u00e3o de perdas econ\u00f4micas para 2100 em fun\u00e7\u00e3o da temperatura seria em torno de 5% do PIB, por exemplo, na Am\u00e9rica Latina a perda seria de 75%.<\/p>\n<p>\u201cSe as sociedades continuarem a funcionar como no passado recente, espera-se que a mudan\u00e7a clim\u00e1tica altere a economia global, reduzindo substancialmente a produtividade econ\u00f4mica e, possivelmente, ampliando desigualdades econ\u00f4micas existentes\u201d, afirmam Burke e seus coautores.<\/p>\n<p><strong>Custo social<\/strong><br \/>\nRelat\u00f3rios sobre impacto econ\u00f4mico do aquecimento global j\u00e1 vinham sendo feito antes. O mais conhecido \u00e9 a \u201cRevis\u00e3o Stern\u201d, liderado pelo ex-chefe do Banco Mundial Nicholas Stern. O trabalho apontava que o planeta sofrer\u00e1 perdas de 5% do PIB por ano com o aquecimento global, apesar de custos de mitigar o problema serem da ordem de 1% do PIB.<\/p>\n<p>Outros modelos de computador para simular a economia futura vem sendo desenvolvidos, com a ideia de entender qual \u00e9 o \u201ccusto social\u201d associado \u00e0 emiss\u00e3o de gases do efeito estuga. Nenhum deles, por\u00e9m, havia isolado o problema da rela\u00e7\u00e3o mais direta entre temperatura e produtividade, como fez Burke agora.<\/p>\n<p>\u201cOs melhores modelos de agora, conhecidos como IAMs (Modelos de Avalia\u00e7\u00e3o Integrada), j\u00e1 est\u00e3o sendo usados como base para formular pol\u00edticas\u201d, diz o economista Thomas Sterner, da Universidade de Gotemburgo, que comentou o trabalho de Burke em outro artigo na \u201cNature\u201d. \u201cO resultados de Burke e seus colegas sugerem que essas previs\u00f5es de danos, e portanto tamb\u00e9m o custo social do carbono, precisam ser elevados em v\u00e1rias centenas de pontos percentuais.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um \u00fanico aspecto da mudan\u00e7a clim\u00e1tica, o aumento de temperatura, tem o potencial de reduzir<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":30238,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/calor1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/calor1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/calor1-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/calor1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/calor1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/calor1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/calor1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/calor1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/calor1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/calor1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um \u00fanico aspecto da mudan\u00e7a clim\u00e1tica, o aumento de temperatura, tem o potencial de reduzir","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30237"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30237"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30237\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/30238"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30237"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30237"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30237"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}