{"id":30114,"date":"2015-10-19T13:00:13","date_gmt":"2015-10-19T16:00:13","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=30114"},"modified":"2015-10-18T21:23:39","modified_gmt":"2015-10-19T00:23:39","slug":"veterinario-do-es-alerta-sobre-cancer-de-mama-em-animais-domesticos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/veterinario-do-es-alerta-sobre-cancer-de-mama-em-animais-domesticos\/","title":{"rendered":"Veterin\u00e1rio do ES alerta sobre c\u00e2ncer de mama em animais dom\u00e9sticos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/cancer_cachorro.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-30115\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/cancer_cachorro-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/cancer_cachorro-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/cancer_cachorro.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A campanha Outubro Rosa chama a aten\u00e7\u00e3o de mulheres do mundo todo para o diagn\u00f3stico do c\u00e2ncer de mama. Mas, assim como diversas doen\u00e7as, esse tipo de c\u00e2ncer tamb\u00e9m atinge os animais dom\u00e9sticos. Como nos humanos, se diagnosticada de maneira precoce, a doen\u00e7a pode ser tratada e h\u00e1 grandes chances de cura.<\/p>\n<p>Em entrevista ao <strong>G1<\/strong>, o m\u00e9dico veterin\u00e1rio Bernardo Lopes, mestre em Enfermidades Cl\u00ednico Cir\u00fargicas pela Universidade Federal do Esp\u00edrito Santo (Ufes), falou sobre preven\u00e7\u00e3o, diagn\u00f3stico e tratamento de c\u00e2ncer de mama em animais dom\u00e9sticos. &#8220;\u00c9 uma doen\u00e7a perigosa exatamente por ela ser silenciosa&#8221;, alertou.<\/p>\n<p>Bernardo explicou que, com o diagn\u00f3stico precoce, o tratamento da doen\u00e7a tem grandes chances de ser eficaz. Segundo o veterin\u00e1rio, h\u00e1 20 anos, a chance de sobreviv\u00eancia de um animal com c\u00e2ncer era baixa.<\/p>\n<p>\u201cAtualmente o diagn\u00f3stico \u00e9 precoce e o tratamento \u00e9 precoce, por isso a gente conseguiu aumentar as chances de cura e sobrevida. Os animais t\u00eam mais assist\u00eancia e tamb\u00e9m aumentou a conscientiza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos cuidados com a sa\u00fade dos animais. A [\u00e1rea] veterin\u00e1ria tamb\u00e9m melhorou do ponto de vista tecnol\u00f3gico e de capacita\u00e7\u00e3o, pois antigamente sacrificavam sem saber direito o diagn\u00f3stico\u201d, explicou.<\/p>\n<p><strong>Preven\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nSegundo Bernardo Lopes, como medida preventiva h\u00e1 a histerectomia eletiva, conhecida popularmente como castra\u00e7\u00e3o, que \u00e9 eficiente e reduz em quase 100% as chances de incid\u00eancia da doen\u00e7a se realizada antes do 1\u00ba cio, que acontece por volta dos seis meses de idade.<\/p>\n<p>Se a castra\u00e7\u00e3o for efetuada antes do 2\u00ba cio, as chances do animal n\u00e3o apresentar a doen\u00e7a s\u00e3o maiores que 90% e, ap\u00f3s o 2\u00ba cio, podem passar de 70%.<\/p>\n<p>Depois do 3\u00ba cio, a histerectomia j\u00e1 n\u00e3o exerce tanta influ\u00eancia no desenvolvimento do c\u00e2ncer de mama, mas elimina os riscos de c\u00e2ncer de \u00fatero, ov\u00e1rio, infec\u00e7\u00e3o uterina e pseudociese.<\/p>\n<p><strong>C\u00e2ncer em gatas e cadelas<\/strong><br \/>\nO veterin\u00e1rio Bernardo Lopes explicou que, em gatas, o c\u00e2ncer de mama geralmente \u00e9 mais agressivo.<\/p>\n<p>\u201cNa gata, o comportamento biol\u00f3gico do c\u00e2ncer \u00e9 mais agressivo do que na cadela. Mas vai depender do tipo biol\u00f3gico do c\u00e2ncer, do tipo de tumor, uns s\u00e3o mais agressivos e outros, menos\u201d, disse.<\/p>\n<p>Foi o que aconteceu com a gata Nina, que foi diagnosticada com c\u00e2ncer em 2012, aos nove anos. Como foi descoberto em est\u00e1gio avan\u00e7ado, ela n\u00e3o resistiu.<\/p>\n<p>\u201cO c\u00e2ncer estava em toda cadeia mam\u00e1ria do lado esquerdo. Eu percebi um pequeno caro\u00e7o em uma mama, ent\u00e3o, quando a levei ao veterin\u00e1rio, ele apalpou e descobriu que era c\u00e2ncer de mama. A\u00ed marcamos a cirurgia\u201d, contou a dona, a professora Virg\u00ednia Passos de Albuquerque.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-300\"><img loading=\"lazy\" title=\"Gata faleceu dois dias ap\u00f3s cirurgia (Foto: Virg\u00ednia Albuquerque \/ Arquivo pessoal)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/ZPc3lw9Fhl2mb7S1aSpH7J7zyrk=\/300x225\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2015\/10\/14\/nina.jpg\" alt=\"Gata faleceu dois dias ap\u00f3s cirurgia (Foto: Virg\u00ednia Albuquerque \/ Arquivo pessoal)\" width=\"300\" height=\"225\" \/><strong>Gata faleceu dois dias ap\u00f3s cirurgia<br \/>\n(Foto: Virg\u00ednia Albuquerque \/ Arquivo pessoal)<\/strong><\/div>\n<p>A dona contou que, como o c\u00e2ncer j\u00e1 havia se espalhado, a cirurgia foi muito agressiva. \u201cEla ainda fez transfus\u00e3o de sangue e reagiu, mas dois dias depois ela faleceu\u201d, contou.<\/p>\n<p>Segundo a professora, os gastos com o tratamento na \u00e9poca, entre consultas, pr\u00e9-operat\u00f3rio e interna\u00e7\u00e3o, foram de cerca de R$ 2 mil.<\/p>\n<p>Por outro lado, de acordo com o veterin\u00e1rio, o c\u00e2ncer de mama \u00e9 o mais frequente em cadelas, por ser relacionado ao desequil\u00edbrio hormonal. Bernando disse, ainda, que a gravidez psicol\u00f3gica pode ser relacionada a esse tipo de c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>\u201cA pseudociese, conhecida como gravidez psicol\u00f3gica, \u00e9 uma doen\u00e7a causada por um equil\u00edbrio hormonal, que \u00e9 o mesmo respons\u00e1vel pelos c\u00e2nceres. Ela pode ser colocada como um sinal de alerta. Provavelmente o animal tem um desequil\u00edbrio hormonal que pode ser relacionado ou outro tipo de doen\u00e7a\u201d, explicou.<\/p>\n<p><strong>Diagn\u00f3stico e sintomas<\/strong><br \/>\nSegundo Bernardo Lopes, a detec\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer de mama em cadelas e gatas \u00e9 feita por meio de exames peri\u00f3dicos. Em casa, os donos podem aproveitar os momentos de carinho nos bichos para apalpar a extens\u00e3o das mamas e verificar se h\u00e1 algum caro\u00e7o.<\/p>\n<p>\u201cAo detectar um n\u00f3dulo, o dono deve procurar o m\u00e9dico veterin\u00e1rio que, al\u00e9m do exame f\u00edsico, ele vai solicitar exames complementares, como exame de sangue, radiografia tor\u00e1cica, mamografia, ultrassonografia, citologia aspirativa e bi\u00f3psia, de acordo com cada caso, orientando o diagn\u00f3stico definitivo e um tratamento mais racional e eficaz\u201d, explicou.<\/p>\n<p>O veterin\u00e1rio recomenda que os donos levem os animais pelo menos duas vezes por ano para fazer exames que podem detectar o c\u00e2ncer. Com consultas de seis em seis meses, \u00e9 poss\u00edvel diagnosticar a doen\u00e7a precocemente.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 interessante que seja feito um exame de rotina. \u00c9 importante apalpar a gl\u00e2ndula mam\u00e1ria para notar se existe algum caro\u00e7o, mas nem todo o caro\u00e7o \u00e9 c\u00e2ncer de mama, ele pode ser causado por outro motivo ou ser benigno, o veterin\u00e1rio vai dizer\u201d, esclareceu Bernardo.<\/p>\n<p>O veterin\u00e1rio disse, ainda, que o c\u00e2ncer de mama \u00e9 uma doen\u00e7a perigosa nos animais, porque no est\u00e1gio inicial, os sintomas n\u00e3o s\u00e3o detectados.<\/p>\n<p>\u201cGeralmente, no est\u00e1gio inicial da doen\u00e7a, o animal n\u00e3o apresenta sintoma nenhum. Como o tumor \u00e9 pequeno, n\u00e3o causa dor. \u00c9 uma doen\u00e7a perigosa exatamente por ela ser silenciosa\u201d, declarou.<\/p>\n<p><strong>Tratamento<\/strong><br \/>\nBernardo Lopes explicou que o tratamento do c\u00e2ncer de mama em animais depende do estadiamento da doen\u00e7a e do tipo de c\u00e2ncer, mas afirmou que, com o diagn\u00f3stico precoce, h\u00e1 grande chance de cura. O veterin\u00e1rio ressalta tamb\u00e9m que o caso de cada animal \u00e9 particular.<\/p>\n<p>Segundo o veterin\u00e1rio, a doen\u00e7a localmente avan\u00e7ada \u00e9 tratada com cirurgia e quimioterapia.<br \/>\n\u201cTem chance de cura, mas diminui um pouco, mesmo assim, o tratamento aumenta a sobrevida e a qualidade de vida do animal\u201d, esclareceu.<\/p>\n<p>Com a met\u00e1stase disseminada, o tratamento \u00e9 feito apenas com quimioterapia. \u201cSe o c\u00e2ncer estiver no pulm\u00e3o, ele j\u00e1 vai estar muito avan\u00e7ado e a sobrevida \u00e9 muito baixa. A cirurgia seria um procedimento muito agressivo\u201d, disse.<\/p>\n<p><em>&#8211; Cirurgia<\/em><br \/>\nO tratamento cir\u00fargico consiste na retirada da gl\u00e2ndula mam\u00e1ria (mastectomia parcial) ou cadeia mam\u00e1ria (mastectomia total). Caso o animal n\u00e3o tenha passado pelo procedimento de histerectomia, tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio retirar o \u00fatero e o ov\u00e1rio.<\/p>\n<p><em>&#8211; Quimioterapia<\/em><br \/>\nA quimioterapia pode ser realizada no per\u00edodo pr\u00e9 e p\u00f3s-operat\u00f3rio. Como nos humanos, esse tipo de tratamento tem efeitos colaterais. Os mais comuns s\u00e3o: n\u00e1usea, v\u00f4mito, diminui\u00e7\u00e3o de apetite e queda de pelos.<\/p>\n<p>\u201cO tratamento quimioter\u00e1pico ou a el\u00e9troquimioterapia tem efeitos supressores do c\u00e2ncer, por\u00e9m destr\u00f3i as c\u00e9lulas normais. J\u00e1 existem medica\u00e7\u00f5es que destroem s\u00f3 as c\u00e9lulas do c\u00e2ncer, mas que tamb\u00e9m t\u00eam efeitos colaterais\u201d, explicou o veterin\u00e1rio.<\/p>\n<p>Bernardo Lopes contou que j\u00e1 existem estudos na oncologia para um tratamento que n\u00e3o destr\u00f3i as c\u00e9lulas normais, chamado de imunoterapia.<\/p>\n<p>\u201cNo futuro da oncologia, h\u00e1 uma expectativa promissora, tanto na humana quanto na veterin\u00e1ria, que \u00e9 a imunoterapia, uma quimioterapia que vai permitir que o organismo identifique a c\u00e9lula do c\u00e2ncer e fazer com que o pr\u00f3prio corpo a destrua. Nesse caso, vai haver menos efeitos colaterais\u201d, disse.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A campanha Outubro Rosa chama a aten\u00e7\u00e3o de mulheres do mundo todo para o diagn\u00f3stico<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":30115,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/cancer_cachorro.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/cancer_cachorro-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/cancer_cachorro-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/cancer_cachorro.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/cancer_cachorro.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/cancer_cachorro.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/cancer_cachorro.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/cancer_cachorro.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/cancer_cachorro.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/cancer_cachorro.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A campanha Outubro Rosa chama a aten\u00e7\u00e3o de mulheres do mundo todo para o diagn\u00f3stico","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30114"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30114"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30114\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/30115"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30114"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30114"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30114"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}