{"id":29826,"date":"2015-10-15T07:00:39","date_gmt":"2015-10-15T10:00:39","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=29826"},"modified":"2015-10-14T21:54:55","modified_gmt":"2015-10-15T00:54:55","slug":"de-acordo-com-a-ciencia-as-formigas-sao-preguicosas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/de-acordo-com-a-ciencia-as-formigas-sao-preguicosas\/","title":{"rendered":"De acordo com a ci\u00eancia, as formigas  da esp\u00e9cie &#8216;Temnothorax rugatulus&#8217; s\u00e3o \u201cpregui\u00e7osas\u201d"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/formigueiro.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-29827\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/formigueiro-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/formigueiro-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/formigueiro.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Uma das f\u00e1bulas mais conhecidas em todo o mundo \u00e9 a da formiga e da cigarra. Na hist\u00f3ria, enquanto a formiga passa incans\u00e1veis horas trabalhando para guardar comida para o inverno, a cigarra fica cantando e dan\u00e7ando. Gra\u00e7as a essa narrativa da cultura popular, a formiga ganhou a fama de trabalhadora incans\u00e1vel. Mas, de acordo com a ci\u00eancia, \u00e9 preciso rever essa ideia. Um estudo feito por uma equipe de cientistas da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, com formigas da esp\u00e9cie <em>Temnothorax rugatulus<\/em> mostrou que apenas 2,6% dos indiv\u00edduos do formigueiro trabalham o tempo todo, enquanto um quinto delas n\u00e3o trabalha. A maior parte das formigas, 71,9%, passa mais da metade do dia sem fazer nada.<\/p>\n<p>Para chegar a essas conclus\u00f5es, publicadas na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do peri\u00f3dico <em>Behavioral Ecology Sociobiology,<\/em> o time de bi\u00f3logos monitorou detalhadamente a rotina de 250 insetos de cinco col\u00f4nias diferentes por tr\u00eas semanas. As formigas receberam marcas com pontos coloridos e, seis vezes por dia, eram filmadas por cinco minutos. O objetivo era registrar todas as atividades dos insetos para descobrir como \u00e9 o funcionamento de grupos de animais sociais, como as formigas. Os pesquisadores queriam saber mais sobre a divis\u00e3o do trabalho entre eles e como criam sistemas coletivos t\u00e3o eficazes.<\/p>\n<p><strong>Inatividade &#8211;<\/strong> Os pesquisadores acreditavam que as formigas que ficavam algum tempo sem trabalhar estavam apenas descansando de suas atividades. O monitoramento constante mostrou, no entanto, que h\u00e1 uma &#8220;classe&#8221; de formigas especializada em ficar sem trabalhar, correspondente a 25,1% dos insetos. Apenas uma pequena por\u00e7\u00e3o trabalha o tempo todo enquanto a maioria passa grande parte do tempo sem fazer nada.<\/p>\n<p>Segundo os cientistas, nada justifica a inatividade, seja a necessidade de repouso, seja o ritmo circadiano, o rel\u00f3gio biol\u00f3gico dos animais. &#8220;Curiosamente descobrimos que a pregui\u00e7a \u00e9 um comportamento pr\u00f3prio das formigas&#8221;, afirmou o pesquisador Daniel Charbonneau, um dos autores do estudo, em nota da Universidade do Texas. &#8220;Elas podem estar evitando trabalho ou simplesmente n\u00e3o sabem qual o trabalho precisa ser feito&#8221;<\/p>\n<p>Para os pesquisadores, a tese mais prov\u00e1vel para explicar a &#8220;pregui\u00e7a&#8221; \u00e9 a de que as formigas que n\u00e3o trabalham sejam &#8220;trabalhadores reserva&#8221;, que ajudariam o formigueiro nas horas de necessidade. Outras hip\u00f3teses indicam que as formigas que n\u00e3o trabalham poderiam participar da alimenta\u00e7\u00e3o das oper\u00e1rias, preparando o a\u00e7\u00facar de que se alimentam, ou fazendo parte da produ\u00e7\u00e3o de novos insetos &#8211; estudos preliminares mostraram que as formigas inativas t\u00eam ov\u00e1rios mais desenvolvidos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma das f\u00e1bulas mais conhecidas em todo o mundo \u00e9 a da formiga e da<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":29827,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/formigueiro.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/formigueiro-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/formigueiro-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/formigueiro.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/formigueiro.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/formigueiro.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/formigueiro.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/formigueiro.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/formigueiro.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/formigueiro.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Uma das f\u00e1bulas mais conhecidas em todo o mundo \u00e9 a da formiga e da","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29826"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29826"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29826\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/29827"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29826"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29826"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29826"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}