{"id":29629,"date":"2015-10-11T10:00:53","date_gmt":"2015-10-11T13:00:53","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=29629"},"modified":"2015-10-11T09:10:00","modified_gmt":"2015-10-11T12:10:00","slug":"cientistas-descobrem-porque-elefantes-raramente-tem-cancer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cientistas-descobrem-porque-elefantes-raramente-tem-cancer\/","title":{"rendered":"Cientistas descobrem porque elefantes raramente t\u00eam c\u00e2ncer"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/elefante_.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-29630\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/elefante_-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/elefante_-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/elefante_.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Apesar de seu grande tamanho, os elefantes raramente desenvolvem c\u00e2ncer. Em estudo publicado na \u00faltima quinta-feira, um grupo de cientistas explica que o segredo destes grandes mam\u00edferos est\u00e1 nos genes.<\/p>\n<p>Os elefantes t\u00eam 38 c\u00f3pias modificadas de um gene que codifica o p53, composto que impede a forma\u00e7\u00e3o de tumores.<\/p>\n<p>Os seres humanos, por exemplo, t\u00eam apenas c\u00f3pias modificadas deste gene, segundo o estudo divulgado pela revista cient\u00edfica Journal of the American Medical Association (JAMA).<\/p>\n<p>Isso significa que, a medida que os elefantes evolu\u00edram, seus corpos fizeram c\u00f3pias extra de um gene que evita a forma\u00e7\u00e3o de tumores.<\/p>\n<p>Por muito tempo, os elefantes foram considerados um enigma por terem muito mais c\u00e9lulas do que os seres humanos, o que em tese deveria representar um grande risco de desenvolver c\u00e2ncer ao longo de seus 50 a 70 anos de vida.<\/p>\n<p>Mas mesmo assim a an\u00e1lise de uma grande base de dados de mortes de elefantes mostrou que menos de 5% deles morrem de c\u00e2ncer, comparado com 11 a 25% das pessoas.<\/p>\n<p>&#8220;O l\u00f3gico seria que os elefantes desenvolvessem enormes quantidades de c\u00e9lulas cancer\u00edgenas; de fato, j\u00e1 deveriam ter desaparecido a essa altura devido a t\u00e3o alto risco de c\u00e2ncer&#8221;, disse um dos principais autores do estudo, Joshua Schiffman, pediatra oncologista do instituto do c\u00e2ncer Huntsman da escola de medicina da Universidade de Utah.<\/p>\n<p>&#8220;Acreditamos que a natureza conseguiu manter viva esta esp\u00e9cie processando mais p53&#8221;, explicou.<\/p>\n<p>Os elefantes tamb\u00e9m est\u00e3o naturalmente equipados com um mecanismo interno mais agressivo na hora de matar c\u00e9lulas danificadas que amea\u00e7am tornar-se cancer\u00edgenas, disseram os pesquisadores.<\/p>\n<p>Os investigadores esperam que esta descoberta leve a novas terapias para combater o c\u00e2ncer em seres humanos.<\/p>\n<p>Mas esse dia ainda pode estar longe, na opini\u00e3o de Mel Greaves, diretor do centro sobre evolu\u00e7\u00e3o e c\u00e2ncer do instituto de pesquisa do c\u00e2ncer em Londres.<\/p>\n<p>&#8220;Esta nova pesquisa d\u00e1 uma resposta plaus\u00edvel a um dos maiores mist\u00e9rios da biologia evolutiva: por que alguns grandes animais com muitas c\u00e9lulas t\u00eam taxas baix\u00edssimas de c\u00e2ncer&#8221;, disse Greaves, que n\u00e3o participou do estudo.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o est\u00e1 claro no imediato quais s\u00e3o as li\u00e7\u00f5es que podemos tirar&#8221;, acrescentou. &#8220;O principal impacto desta extraordin\u00e1ria hist\u00f3ria \u00e9 que ela coloca o foco na quest\u00e3o do por que n\u00f3s [humanos] estamos t\u00e3o favor\u00e1veis ao desenvolvimento do c\u00e2ncer, considerando nosso tamanho e nossa expectativa de vida; e o que podemos fazer para modificar esta situa\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m fizeram parte da pesquisa especialistas da Universidade do Arizona e do Ringling Bros. Center for Elephant Conservation.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar de seu grande tamanho, os elefantes raramente desenvolvem c\u00e2ncer. 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