{"id":29575,"date":"2015-10-10T16:00:44","date_gmt":"2015-10-10T19:00:44","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=29575"},"modified":"2015-10-10T16:00:44","modified_gmt":"2015-10-10T19:00:44","slug":"fagundes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/fagundes\/","title":{"rendered":"Fagundes"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/c\/c9\/Praca_zuca_ferreira_fagundeas_pb.JPG\" alt=\" \" width=\"639\" height=\"480\" \/>Pra\u00e7a Zuca Ferreira no centro de Fagundes-PB<\/p>\n<p>O munic\u00edpio de Fagundes fica a 120 km de Jo\u00e3o Pessoa e limita-se com os munic\u00edpios de Itatuba, Aroeiras, Queimadas, Campina Grande e Ing\u00e1.<\/p>\n<p>Cidade localizada no Planalto da Borborema, na Serra do Bodopit\u00e1, no agreste paraibano, foi inicialmente povoada pelos ind\u00edos Cariris, tendo sido doada atrav\u00e9s de sesmarias a Teodosio de Oliveira Ledo. Fagundes teve outros nomes antes do atual, Brejo de Canas Bravas e Brejo de Fagundes.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.fagundes.pb.gov.br\/images\/slide\/slide-pmf2.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p>Fagundes no s\u00e9culo XIX, foi palco de dois movimento populares da para\u00edba e do nordeste foi onde ocorreu o inicio da &#8220;Revolta do Quebra-Quilos&#8221; e o &#8220;Ronco da Abelha&#8221;. Hoje, Fagundes est\u00e1 na segunda emancipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica tendo a primeira ocorrido entre 1890 &#8211; 1892, por n\u00e3o contar com 10 mil habitantes voltou a condi\u00e7\u00e3o de distrito de Campina Grande, e finalmente conseguiu ser cidade novamente atrav\u00e9s da Lei 2.661 de 22 de dezembro de 1961.<\/p>\n<p>De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), no ano de 2009 sua popula\u00e7\u00e3o era estimada em 12.183 habitantes. \u00c1rea territorial de 162 km\u00b2. Seu principal ponto tur\u00edstico \u00e9 a Pedra de Santo Ant\u00f4nio, localizada na Serra do Bodopit\u00e1. A Pedra recebe milhares de turistas e romeiros durante o ano todo, principalmente no m\u00eas de Junho, o nome Pedra de Santo Ant\u00f4nio \u00e9 dado devido a uma lenda local. O padroeiro da cidade \u00e9 S\u00e3o Jo\u00e3o Batista, tamb\u00e9m realizamos festa para S\u00e3o Sebasti\u00e3o, por isso somos chamados a Cidade da F\u00e9.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.fagundes.pb.gov.br\/images\/slide\/slide-pmf1.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p>Hist\u00f3ria<\/p>\n<p>Segundo Irineu Joffily a hist\u00f3ria de Fagundes come\u00e7a antes da hist\u00f3ria de Campina Grande. Esse historiador afirma que quando Teod\u00f3sio de Oliveira Ledo, aldeou na grande campina, e os padres da Companhia de Jesus j\u00e1 se haviam retirado da Serra do Bodopit\u00e1\u00a0 lugar onde se localiza a cidade de Fagundes. A Companhia de Jesus tentara em v\u00e3o catequizar os \u00edndios Cariris que ali viviam e se alimentavam da ca\u00e7a e ensin\u00e1-los a pr\u00e1tica da agricultura, mas sem muito sucesso.<\/p>\n<p>Com o abandono da aldeia pelos jesu\u00edtas, Teod\u00f3sio requereu ao governo da Capitania, em 1702, terras devolutas na parte mais f\u00e9rtil da Serra do Bodopit\u00e1, onde hoje se localiza a cidade.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/24horaspb.com\/Portal\/images\/13.05.15-pb-100_fotos_Alberi-Pontes_1-6.jpg\" alt=\"13.05.15-pb-100 fotos_Alberi-Pontes_1-6\" width=\"640\" height=\"424\" \/><\/p>\n<p>Em seu requerimento ao governo da Capitania da Parahyba, Teod\u00f3sio de Oliveira Ledo alegava que:<\/p>\n<p>\u201ctinha descoberto com grande trabalho e despesa de sua fazenda na serra chamada Bodopit\u00e1 um brejo de canas bravas e matas que nela h\u00e1 um olho d\u2019\u00e1gua\u2026 e nesses brejos e matas que nela h\u00e1 lhe parecem capazes de produzir ro\u00e7as e outros legumes necess\u00e1rios para a conserva\u00e7\u00e3o com mais c\u00f4modo, n\u00e3o s\u00f3 da guerra contra os Tapuias, mas tamb\u00e9m dos moradores do dito sert\u00e3o, que mais facilidade as poder\u00e3o povoar e assistir nelas; por isso requeria a merc\u00ea de quatro l\u00e9guas de comprimento e uma de largura no dito brejo e olho d\u2019\u00e1gua das canas bravas na serra de Bodopit\u00e1, tomada de norte a sul\u201d (grifos da autor). JOFFILY, Irin\u00eao. Sinopse das Sesmarias, (p. 14)<\/p>\n<p>A sesmarias foi concedida a Teod\u00f3sio de Oliveira Ledo, com seu comprimento reduzido para tr\u00eas l\u00e9guas, segundo a Carta R\u00e9gia de 7 de dezembro de 1698; a redu\u00e7\u00e3o foi para evitar o abuso das doa\u00e7\u00f5es extensas sem aproveitamento pelos sesmeiros.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/fagundes.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-29576 size-full\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/fagundes.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"258\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/fagundes.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/fagundes-300x121.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Conforme pesquisas o nome Fagundes, prov\u00e9m de origem portuguesa, a quem conteste essa vers\u00e3o, mas o certo \u00e9 que esse nome come\u00e7a a aparecer antes de 1740, pois nesse ano, em requerimento de sesmarias, fez a ele refer\u00eancia o peticion\u00e1rio. Da\u00ed por diante vem sempre com a designa\u00e7\u00e3o de Brejo de Fagundes, que antes se chamava Brejo de Canas Bravas.<\/p>\n<p>Na segunda metade do s\u00e9culo XIX, Fagundes esteve em evid\u00eancia na vida da Para\u00edba e no Brasil, sendo foco de dois movimentos populares considerados subversivos, ambos em revolta a medidas decretadas pelo Governo Imperial do Brasil: \u201cRonco da Abelha\u201d (1852) e \u201cQuebra \u2013 Quilos\u201d (1874). E nos anos 80, do s\u00e9culo XX, houve outro levante popular que ficou conhecido como Revolta do \u201cQuebra-Canos\u201d.<\/p>\n<p>Ronco da Abelha (1852)<\/p>\n<p>A partir da segunda metade do s\u00e9culo XIX, as zonas de cultura algodoeira, no brejo e agreste, passaram por grandes transforma\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/fagundes1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-29577 size-full\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/fagundes1.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"305\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/fagundes1.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/fagundes1-300x143.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u201cEm primeiro lugar, inserido no mercado internacional capitalista, o algod\u00e3o passou a ser cultivado atrav\u00e9s da grande propriedade que, no sert\u00e3o, admitia escravos. Isso significava preju\u00edzos para parceiros, meeiros, moradores, pequenos sitiantes, arrendat\u00e1rios e foreiros que come\u00e7aram a perder o acesso a terra, monopolizada pelos latifundi\u00e1rios.\u201d OTAVIO, Jos\u00e9. Hist\u00f3ria da Para\u00edba, 2000 (p. 119)<\/p>\n<p>Acompanhando essas mudan\u00e7as nas rela\u00e7\u00f5es de medi\u00e7\u00e3o no brejo e agreste, vinham medidas centralizadoras promovidas pelo Imp\u00e9rio Brasileiro. Foram editados alguns decretos, que colocaram, de inicio, a popula\u00e7\u00e3o pobre constitu\u00edda por trabalhadores rurais, que desempenhavam atividades de parceiro, ou meeiro. Num censo geral que tinha como objetivo estabelecer o registro civil dessa popula\u00e7\u00e3o. Esses decretos provocaram nas massas populares uma sensa\u00e7\u00e3o que os levavam para a escravid\u00e3o do homem de cor, da\u00ed cham\u00e1-lo \u201clei do cativeiro\u201d, que se tornou numa resist\u00eancia popular aos decretos.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/fagundes2.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-29578 size-full\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/fagundes2.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"377\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/fagundes2.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/fagundes2-300x177.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Na Prov\u00edncia da Parahyba, a resist\u00eancia \u201cassumiu a forma de tumultos em que roceiros armados de pedras, bacamartes e clavinotes, invadiram vilas e cidades como Ing\u00e1, Campina Grande, Alagoa Nova, Guarabira, Areia e Fagundes, dirigindo-se, preferencialmente, aos cart\u00f3rios\u201d.[2] (\u2026) Estava iniciado o movimento popular denominado \u201cRonco da Abelha\u201d que ocorreu em 1852, no governo de S\u00e1 e Albuquerque. Os revoltosos reivindicavam o fim do decreto Imperial que retirava da Igreja o direito de emitir registros e \u00f3bitos, passando ent\u00e3o a cargo dos Cart\u00f3rios que eram \u00f3rg\u00e3os do Governo Imperial. Para complicar mais as coisas, os sacerdotes da Igreja Cat\u00f3lica, nada satisfeita com a perda de parte de sua autoridade, come\u00e7aram a pregar contra os registros civis, que por eles eram chamados \u201cpapel de satan\u00e1s\u201d, provocando, ainda mais, a revolta da popula\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/thumb\/1\/12\/Rua_quebra-quilos_fagundes_pb.JPG\/800px-Rua_quebra-quilos_fagundes_pb.JPG\" alt=\" \" width=\"640\" height=\"480\" \/>Rua Quebra Quilos Fagundes &#8211; PB<\/p>\n<p>Quebra &#8211; Quilos (1874)<\/p>\n<p>O \u201cQuebra-Quilos\u201d foi um movimento de maiores propor\u00e7\u00f5es que o \u201cRonco da Abelha\u201d, chegando a necessitar da interfer\u00eancia do Governo Imperial; o \u201cQuebra-Quilos\u201d que, partindo dos brejos e chapadas da Borborema, se alastrou pelos estados do Rio Grande do Norte, Para\u00edba, Pernambuco e Alagoas, no per\u00edodo compreendido entre outubro e dezembro de 1874.<\/p>\n<p>O que desencadeou esse movimento foi \u00e0 ades\u00e3o pelo Governo Imperial ao Sistema M\u00e9trico em 1862. Acontece que, em todo o pa\u00eds, permanecia em uso os sistemas tradicionais de medidas, tais como l\u00e9guas, cuia, quarta, on\u00e7a. Em 1874 a tentativa de adotar os padr\u00f5es do sistema m\u00e9trico provocara uma revolta popular violenta na Para\u00edba. Essa revolta ficou conhecida como \u201cQuebra-Quilos\u201d. Para as autoridades da \u00e9poca, o movimento teria sido insuflado pelo clero, em briga com o governo. Vejamos.<\/p>\n<p>Em 1872, o Decreto Imperial de 18 de setembro estabeleceu como padr\u00e3o de medidas o sistema m\u00e9trico decimal franc\u00eas. Dois anos mais tarde, em novembro de 1874, a execu\u00e7\u00e3o local do que impunha esse decreto foi o estopim que deflagrou a insurrei\u00e7\u00e3o dos \u201cQuebra-Quilos\u201d. A revolta, liderada por Jo\u00e3o Vieira, conhecido como \u201cJo\u00e3o Carga d\u2019\u00c1gua\u201d, irrompeu na serra de Bodopit\u00e1. Descendo a serra, os insurretos invadiram a Vila de Fagundes num dia de feira, quebraram as \u201cmedidas\u201d (caixas de madeira de um e cinco litros de capacidade), fornecidas pelo poder p\u00fablico municipal e usadas pelos feirantes, e atiraram os pesos dentro do A\u00e7ude Velho.<\/p>\n<p>\u201cCarga de rapadura atirada por feirantes contra cobrador de impostos, na feira de Fagundes, foi a centelha a partir da qual a rebeli\u00e3o espalhou-se por v\u00e1rias localidades como Pocinhos, Ing\u00e1, Cabaceiras, Campina Grande, Areia, Arara, Alagoa Nova, Alagoa Grande, Bananeiras, Araruna, Guarabira, Pilar, Salgado[desambigua\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria] e Mamanguape.\u201d (\u2026) OTAVIO, Jos\u00e9. Hist\u00f3ria da Para\u00edba, 2000 (p. 122)<\/p>\n<p>A revolta ganhou tal dimens\u00e3o que se estendeu n\u00e3o apenas para outros munic\u00edpios do Brejo e do Cariri, mas transp\u00f4s a prov\u00edncia, estendendo-se para Pernambuco e at\u00e9 Alagoas. Ademais, a insurrei\u00e7\u00e3o ganha novos matizes quando aos revoltosos juntaram-se v\u00e1rios indiv\u00edduos armados, liderados por Manoel de Barros Souza, conhecido como Neco de Barros, e Alexandre de Viveiros. Juntos, invadiram e dominaram a cadeia, libertando os presidi\u00e1rios, entre os quais o pr\u00f3prio pai do primeiro, e incendiaram cart\u00f3rios e o arquivo municipal. Era prop\u00f3sito de Alexandre de Viveiros anular os autos de processo de homic\u00eddio que pesava sobre ele.<\/p>\n<p>O governo imperialista brasileiro reagiu com grande brutalidade contra os revoltosos, chegou a deslocar canh\u00f5es para a tropa de linha chefiada pelo capit\u00e3o Longuinho, saqueando engenhos e fazendas, prendeu e espancou \u00e0 vontade. O capit\u00e3o Longuinho tinha uma particularidade, ele utilizava contra os suspeitos do movimento um instrumento de tortura denominado colete de couro, que era molhado e costurado no t\u00f3rax do pobre indiv\u00edduo, que quando estava seco, apertava e matava a v\u00edtima por asfixia ou expectora\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea.<\/p>\n<p>A revolta dos \u201cQuebra-Quilos\u201d durou ainda uns poucos meses, quando foi sufocada pelas for\u00e7as policiais. O l\u00edder Jo\u00e3o Carga d\u2019\u00c1gua foragiu-se, mas Alexandre Viveiros foi preso. Em repres\u00e1lia, as for\u00e7as da mil\u00edcia imperial desferiram sobre a popula\u00e7\u00e3o, no in\u00edcio de 1875, a mais brutal repress\u00e3o de que se tem not\u00edcia.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/thumb\/b\/b7\/Igreja_de_fagundes_pb.JPG\/800px-Igreja_de_fagundes_pb.JPG\" alt=\" \" width=\"640\" height=\"480\" \/>Igreja de Fagundes-PB<\/p>\n<p>Quebra &#8211; Canos (1983)<\/p>\n<p>Em meados do s\u00e9culo XX, os distritos de Fagundes e Galante passaram por problemas em comum: n\u00e3o tinham abastecimento e sofria com a seca. Foi ent\u00e3o que o prefeito campinense Pl\u00ednio Lemos resolveu construir uma barragem que a princ\u00edpio seria para abastecer o distrito de Galante. O local escolhido foi a Serra do Bodopit\u00e1, no distrito de Fagundes. A escolha da Serra como lugar para essa constru\u00e7\u00e3o se deveu, ao entendimento de que sua localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica facilitaria a drenagem de \u00e1gua para o distrito de Galante. A barragem foi ent\u00e3o constru\u00edda, mas, o distrito de Galante n\u00e3o foi saneado, porque a popula\u00e7\u00e3o de Fagundes n\u00e3o aceitava, ver Galante saneada e Fagundes n\u00e3o.<\/p>\n<p>Para complicar as coisas, no ano de 1961, sob o decreto de Lei n\u00ba 2.661, de 22 de dezembro desse mesmo ano, foi criado o munic\u00edpio de Fagundes. Com essa nova divis\u00e3o territorial, o novo munic\u00edpio ganhou a barragem rec\u00e9m constru\u00edda ficando Galante, sem a barragem para seu abastecimento. Acontece que, a barragem n\u00e3o tinha utiliza\u00e7\u00e3o para nenhum dos munic\u00edpios. Foi apenas na gest\u00e3o do sexto prefeito de Fagundes Jos\u00e9 Ferreira Dantas Irm\u00e3o (Zuca Ferreira), que governou o munic\u00edpio de 1976 a 1982 que, a barragem passou a ter utilidade, e finalmente serviu para o abastecimento desse munic\u00edpio, ficando Galante sem o seu abastecimento.<\/p>\n<p>Oficialmente, o abastecimento d\u2019\u00e1gua de Fagundes foi inaugurado no dia 4 de novembro de 1978, com uma grande festa em pra\u00e7a p\u00fablica que contou com a presen\u00e7a de pol\u00edticos ilustres da Para\u00edba, tais como o deputado estadual Antonio Gomes; o diretor da CAGEPA de Campina Grande, engenheiro Crist\u00f3v\u00e3o Vicktor; o empres\u00e1rio Raimundo Lira; o ex-governador, Professor Ivan Bichara Sobreira e o governador eleito, Tarcisio de Miranda Burity. As obras tinham recebido um investimento da ordem de dois milh\u00f5es de cruzeiro. A festa contou com a presen\u00e7a de cerca de cinco mil pessoas, que assistiram ao \u201cshow\u201d do Conjunto de Chic\u00f3 e do cantor Jo\u00e3o Gon\u00e7alves.<\/p>\n<p>\u201cDepois de inaugurado oficialmente o sistema de abastecimento d\u2019\u00e1gua de Fagundes, em ato p\u00fablico presidido pelo prefeito Zuca Ferreira, a pra\u00e7a da Rua principal da cidade foi palco de uma festa popular nunca antes vista naquele munic\u00edpio, tendo em vista a espontaneidade com que os populares procuraram usufruir pela primeira vez da torneira instalada naquele logradouro. Enquanto a \u00e1gua jorrava, as crian\u00e7as banhavam-se os adultos aplaudiam a iniciativa da administra\u00e7\u00e3o municipal que redundou naquela realidade\u201d. Di\u00e1rio da Borborema, caderno especial \u2013 7 de novembro de 1978.<\/p>\n<p>No ano de 1982, a campanha para prefeito de Campina Grande esquentava; principalmente no distrito de Galante, pois j\u00e1 fazia trinta anos da constru\u00e7\u00e3o da barragem que inicialmente, fora constru\u00edda para o abastecimento de \u00e1gua desse distrito. Mas, que, por conta da emancipa\u00e7\u00e3o administrativa de Fagundes, que passara a munic\u00edpio, Galante havia perdido a sua barragem. N\u00e3o podendo mais contar com a barragem, pois ela pertencia a Fagundes a popula\u00e7\u00e3o pressionava os pol\u00edticos por uma solu\u00e7\u00e3o ao problema do abastecimento.<\/p>\n<p>Os dois principais candidatos a prefeito ent\u00e3o eram Ronaldo Cunha Lima (tinha como trunfo sua esposa natural de Galante) e Vital do Rego, (que n\u00e3o tinha muita alternativa para angariar votos do distrito), conseguiu ao governo do Estado verba, para abastecer Galante antes das elei\u00e7\u00f5es serem realizadas. Com o abastecimento d\u2019\u00e1gua direto da barragem de Fagundes, antes mesmo das elei\u00e7\u00f5es, e conseguiu do governo do Estado os canos para fazer o abastecimento. At\u00e9 ai, nenhum problema. Fagundes e Galante estavam recebendo \u00e1gua da barragem.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a complicar quando o fator geogr\u00e1fico beneficiou Galante. Por estar localizado na parte baixa da Serra do Bodopit\u00e1, o distrito recebia o fluxo de \u00e1gua normalmente, enquanto Fagundes tinha problemas, pois est\u00e1 localizada acima do n\u00edvel da barragem, acarretando chegada d\u2019\u00e1gua, \u00e0s torneiras sem press\u00e3o ou, mesmo em algumas ruas, a sua falta.<\/p>\n<p>Essa situa\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a provocar animosidade nos fagundenses e at\u00e9 mesmo um sentimento de revolta, que chegou \u00e0s vias de fato quando, em 1983, a CAGEPA tentou colocar canos grossos para o abastecimento de Galante e a popula\u00e7\u00e3o de Fagundes quebrou os canos.<\/p>\n<p>A partir desse ocorrido iniciaram-se as amea\u00e7as entre as partes, chegando a ocorrer, apedrejamento de carros, tiroteio, e uma vitima, o galantense Bartolomeu Gomes, que foi alvejado, mas felizmente n\u00e3o chegou a falecer.<\/p>\n<p>No final dos conflitos pelo acesso aos benef\u00edcios da atualiza\u00e7\u00e3o da barragem, Fagundes acabou vencendo. Mas, olhando por outro \u00e2ngulo, Fagundes e Galante perderam. Galante, pelo fato ter perdido o abastecimento d\u2019\u00e1gua da barragem; e, Fagundes porque a barragem secou, com a estiagem, e a cidade ficou, tamb\u00e9m, sem o abastecimento de \u00e1gua, voltando a encher novamente na d\u00e9cada de 1990, servindo apenas para irrigar as planta\u00e7\u00f5es de verduras as suas margens.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/v.i.uol.com.br\/album\/guia\/campinagrande_f_002.jpg\" alt=\" \" width=\"639\" height=\"425\" \/>Pedra de Santo Ant\u00f4nio<\/p>\n<p>Turismo<\/p>\n<p>A Pedra de Santo Ant\u00f4nio \u00e9 o principal Ponto Tur\u00edstico de Fagundes, localizada a 03 km do Centro da Cidade, a Pedra recebe a mais de cem anos milhares de turistas e religiosos que principalmente no m\u00eas de junho vem renovar sua f\u00e9, agradecer ou pedir uma gra\u00e7a a Santo Ant\u00f4nio; no dia do Santo Casamenteiro estima-se que mais de 15 mil pessoas vindas dos mais diversos lugares do Brasil e do exterior visitam Fagundes, movimentado o com\u00e9rcio local.<\/p>\n<p>No ano passado foi inaugurado o cal\u00e7amento de acesso a Pedra que est\u00e1 a mais de 800 metros acima do n\u00edvel do mar, facilitando o trafego de pessoas e ve\u00edculos.<\/p>\n<p>A Pedra \u00e9 hoje muito mais que um ponto de turismo religioso, a quatro anos \u00e9 realizado o Desafio Pedra de Santo Ant\u00f4nio de Downhill, uma idealiza\u00e7\u00e3o do atleta Hugo Tattoo, onde a Prefeitura Municipal, a Federa\u00e7\u00e3o Paraibana de Ciclismo e parceiros d\u00e3o toda a estrutura para a realiza\u00e7\u00e3o do evento, que neste ano de 2010, passa a fazer parte do Calend\u00e1rio Nacional do Evento.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.fagundes.pb.gov.br\/images\/slide\/slide-pmf3.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p>A Cidade \u00e9 hoje uma das principais cidades turisticas da Paraiba. tendo como seu principal ponto tur\u00edstico a Pedra de Santo Ant\u00f4nio, e que recentemente foi inaugurado o Parque Haras Candeias, onde ocorrerar vaquejadas constantemente. Durante a inaugura\u00e7\u00e3o trouxe otimismo para a popula\u00e7\u00e3o por terem mais um atrativo na cidade. para o organizador foi uma emo\u00e7\u00e3o em ve que tudo ocorreu bem.<\/p>\n<p>Fonte: Wikip\u00e9dia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pra\u00e7a Zuca Ferreira no centro de Fagundes-PB O munic\u00edpio de Fagundes fica a 120 km<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Pra\u00e7a Zuca Ferreira no centro de Fagundes-PB O munic\u00edpio de Fagundes fica a 120 km","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29575"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29575"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29575\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29575"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29575"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29575"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}