{"id":29424,"date":"2015-10-08T10:00:44","date_gmt":"2015-10-08T13:00:44","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=29424"},"modified":"2015-10-07T21:32:02","modified_gmt":"2015-10-08T00:32:02","slug":"sapos-podem-sofrer-extincao-em-massa-cerca-de-200-especies-foram-extintas-entre-1960-e-1990","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/sapos-podem-sofrer-extincao-em-massa-cerca-de-200-especies-foram-extintas-entre-1960-e-1990\/","title":{"rendered":"Sapos podem sofrer extin\u00e7\u00e3o em massa; cerca de 200 esp\u00e9cies foram extintas entre 1960 e 1990"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"intro\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/sapo.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-29429\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/sapo-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/sapo-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/sapo.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Q<\/span>uando uma pessoa leiga perguntou ao bi\u00f3logo australiano John Alroy quantas esp\u00e9cies de animais haviam sido extintas nos \u00faltimos tempos, ele percebeu que existiam poucas pesquisas sobre o assunto. A partir desta constata\u00e7\u00e3o, o cientista resolveu se debru\u00e7ar sobre uma vasta literatura de museu e um grande n\u00famero de artigos cient\u00edficos que determinavam popula\u00e7\u00f5es de diferentes esp\u00e9cies ao longo do tempo. Alroy optou por focar seu estudo na taxa de extin\u00e7\u00e3o de apenas dois grupos &#8211; os r\u00e9pteis e os anf\u00edbios. <strong>E dentre todos os animais avaliados, ele descobriu que os sapos s\u00e3o, de longe, os mais amea\u00e7ados<\/strong>. Se nada mudar, eles est\u00e3o a caminho de enfrentar uma extin\u00e7\u00e3o em massa.<\/p>\n<div class=\"olho componente_materia\">Previs\u00e3o para este s\u00e9culo \u00e9 que taxa de extin\u00e7\u00e3o dos sapos chegue a 6,9%<\/div>\n<p>De acordo com os dados levantados e apresentados <a href=\"http:\/\/www.pnas.org\/content\/early\/2015\/09\/29\/1508681112\">em um artigo<\/a> no peri\u00f3dico <em>Proceedings of the National Academy of Sciences<\/em>, aproximadamente 200 esp\u00e9cies de sapo desapareceram em apenas 30 anos, entre 1960 e 1990. Isso equivale a 3,1% do total de 6,3 mil esp\u00e9cies catalogadas. A previs\u00e3o para este s\u00e9culo \u00e9 ainda pior: o bi\u00f3logo estima que a taxa de extin\u00e7\u00e3o dos sapos chegue a preocupantes 6,9%. Para fazer as estimativas, Alroy aplicou <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Infer%C3%AAncia_bayesiana\">um modelo estat\u00edstico<\/a>\u00a0que deriva as probabilidades de extin\u00e7\u00e3o para o futuro com base nas estat\u00edsticas do passado.<\/p>\n<p>No caso dos sapos, <strong>ele aponta o aquecimento global como um dos principais respons\u00e1veis pelo exterm\u00ednio massivo das esp\u00e9cies<\/strong>. Mas o pesquisador faz um alerta para que n\u00e3o se tome a abordagem simplista de considerar as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas como as \u00fanicas culpadas. Aqui mesmo no Brasil e tamb\u00e9m na Am\u00e9rica Central, o fungo\u00a0<em>Batrachochytrium dendrobatidis<\/em>\u00a0dizimou popula\u00e7\u00f5es inteiras do anf\u00edbio. A polui\u00e7\u00e3o do ar e da \u00e1gua, as esp\u00e9cies invasoras e a perda de habitat s\u00e3o apontadas como fatores agravantes.<\/p>\n<p>Diferen\u00e7as regionais tamb\u00e9m s\u00e3o marcantes: a Am\u00e9rica do Sul, por exemplo, perdeu uma quantidade muito maior de sapos que a Am\u00e9rica do Norte, a Europa e a \u00c1sia. As esp\u00e9cies da ilha de Madagascar foram atingidas de um jeito bem mais forte que as da \u00c1frica, que n\u00e3o sofreram tanto assim. Como se n\u00e3o bastasse o cen\u00e1rio pessimista para o futuro dos sapos neste planeta, a situa\u00e7\u00e3o ainda pode ser mais grave. <strong>John Alroy fez quest\u00e3o de frisar que suas estimativas seguiram uma linha conservadora<\/strong>. Em regi\u00f5es com pouca documenta\u00e7\u00e3o como as florestas sul-americanas, o n\u00famero de esp\u00e9cies extintas pode ter sido bem maior.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando uma pessoa leiga perguntou ao bi\u00f3logo australiano John Alroy quantas esp\u00e9cies de animais haviam<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":29429,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/sapo.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/sapo-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/sapo-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/sapo.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/sapo.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/sapo.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/sapo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/sapo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/sapo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/sapo.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Quando uma pessoa leiga perguntou ao bi\u00f3logo australiano John Alroy quantas esp\u00e9cies de animais haviam","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29424"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29424"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29424\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/29429"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29424"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29424"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29424"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}