{"id":29389,"date":"2015-10-07T14:00:39","date_gmt":"2015-10-07T17:00:39","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=29389"},"modified":"2015-10-07T11:42:54","modified_gmt":"2015-10-07T14:42:54","slug":"estudo-levanta-ultimos-13-anos-de-desmatamento-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/estudo-levanta-ultimos-13-anos-de-desmatamento-na-amazonia\/","title":{"rendered":"Estudo levanta \u00faltimos 13 anos de desmatamento na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/desmatamento.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-29390\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/desmatamento-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/desmatamento-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/desmatamento.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Embora relat\u00f3rio da RAISG mostre desacelera\u00e7\u00e3o do desmatamento entre 2000 e 2013, taxas continuam elevadas; \u00e1rea de floresta equivalente ao estado de SP foi perdida<\/p>\n<p>A Rede Amaz\u00f4nica de Informa\u00e7\u00e3o Socioambiental Georreferenciada (RAISG) lan\u00e7ou hoje uma nova publica\u00e7\u00e3o que revela o desmatamento acumulado e suas tend\u00eancias para todos os pa\u00edses que comp\u00f5em a Amaz\u00f4nia. O estudo estima que entre 2000 e 2013 foram desmatados 222.249 km2 , o que equivale quase o tamanho do Estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>A Amaz\u00f4nia \u00e9 uma floresta que se espalha pelo Brasil, Equador, Col\u00f4mbia, Venezuela, Bol\u00edvia, Guiana, Guiana Francesa, Suriname e Peru. Segundo a RAISG, o desmatamento acumulado at\u00e9 2013 corresponde a 13,3% da cobertura florestal original da Amaz\u00f4nia, estimando que a maior perda de floresta (9,7%) ocorreu principalmente entre 1970 e 2000, enquanto que entre 2000 e 2013 a perda ficou em 3,6%.<\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/raisg.socioambiental.org\/system\/files\/deforestacion_en_la_Amazonia%281970-2013%29_0.pdf\">Acesse aqui o relat\u00f3rio em espanhol<\/a>\u00a0<\/strong>e<strong> <a href=\"http:\/\/raisg.socioambiental.org\/deforestacion-en-la-amazonia-1970-2013\">aqui um resumo em portugu\u00eas<\/a>.<\/strong><\/p>\n<p>Essa desacelera\u00e7\u00e3o na perda da cobertura original da floresta foi conjunta entre todos os pa\u00edses, com exce\u00e7\u00e3o da Venezuela, que viu a destrui\u00e7\u00e3o florestal aumentar em rela\u00e7\u00e3o a \u00faltima medi\u00e7\u00e3o (2005-2010). No entanto, o pa\u00eds perdeu apenas 3,3% de sua cobertura.<\/p>\n<div class=\"events-box big-box left\">\n<div class=\"frame\"><a class=\"open-img EnlargeImage\" title=\"\" href=\"http:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/Global\/brasil\/image\/2015\/Setembro\/Mapa%20Des%20RAISG.jpg\"> <img loading=\"lazy\" id=\"ctl00_cphContentArea_Property3_ctl00_ctl04_Image1\" class=\"Thumbnail\" src=\"http:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/ReSizes\/Large\/Global\/brasil\/image\/2015\/Setembro\/Mapa%20Des%20RAISG.jpg\" alt=\"\" width=\"638\" height=\"425\" \/> <span class=\"btn-open\">zoom<\/span> <\/a><\/div>\n<div class=\"events-content no-title\">\n<p>Mapa do desmatamento na Amaz\u00f4nia, com legendas em espanhol (Fonte: RAISG)<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>A Amaz\u00f4nia brasileira apresentou queda nos \u00edndices de desmatamento a partir de 2006, mas a regi\u00e3o ainda conta com uma perda florestal de 174 mil km2 entre 2000 e 2013 \u2013 5% da superf\u00edcie original da floresta, \u00e1rea maior que o estado do Cear\u00e1.<\/p>\n<p>O estudo alerta tamb\u00e9m para a forte press\u00e3o existente sobre as nascentes das grandes bacias hidrogr\u00e1ficas que est\u00e3o localizados nos pa\u00edses andinos, como a Bacia do Amazonas. Diferentes atividades econ\u00f4micas como o agroneg\u00f3cio, a constru\u00e7\u00e3o de hidrel\u00e9tricas e minera\u00e7\u00e3o representam uma grande amea\u00e7a para a manuten\u00e7\u00e3o das florestas, para a \u00e1gua e tamb\u00e9m para o solo, al\u00e9m das popula\u00e7\u00f5es tradicionais que ali habitam e da floresta dependem.<\/p>\n<p><strong>Leis brasileiras n\u00e3o ajudam<\/strong><\/p>\n<p>O estudo da RAISG ainda lembra ainda que o Congresso brasileiro aprovou em 2012 o novo C\u00f3digo Florestal (Leis n\u00ba 12.651 e 12.727), que reduz as \u00c1reas de Prote\u00e7\u00e3o Permanente (APP), \u00e9 confuso em rela\u00e7\u00e3o aos crit\u00e9rios de restaura\u00e7\u00e3o florestal e diminui a Reserva Legal, que \u00e9 uma \u00e1rea de propriedade privada onde a vegeta\u00e7\u00e3o original n\u00e3o pode ser destru\u00edda. \u201cUma conquista para a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Agricultura (CNA)\u201d, diz o texto.<\/p>\n<p>No primeiro ano de sua vig\u00eancia, o desmatamento da Amaz\u00f4nia brasileira foi de quase 6 mil km2, um aumento de 28% em rela\u00e7\u00e3o ao PRODES anterior, que \u00e9 o sistema de monitoramento oficial medido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.<\/p>\n<p>&#8220;O desmatamento n\u00e3o \u00e9 mais necess\u00e1rio na Amaz\u00f4nia\u201d, defende R\u00f4mulo Batista, da Campanha da Amaz\u00f4nia do Greenpeace Brasil. \u201cExistem milhares de quil\u00f4metros quadrados desmatados na Amaz\u00f4nia que est\u00e3o abandonados ou que produzem muito abaixo do seu potencial. Essa \u00e1rea \u00e9 suficiente para suprir todo o crescimento da agropecu\u00e1ria do Brasil, sem que seja necess\u00e1rio derrubar uma \u00e1rvore, sequer.\u201d<\/p>\n<p>Para a RAISG, a crescente demanda por carne e biocombust\u00edveis e o aumento do n\u00famero de blocos de concess\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s, al\u00e9m da redu\u00e7\u00e3o da prote\u00e7\u00e3o florestal \u00e0s custas do novo C\u00f3digo Florestal e o incentivo a grandes obras de infraestrutura, s\u00e3o as maiores preocupa\u00e7\u00f5es para o futuro da Amaz\u00f4nia brasileira.<\/p>\n<p>\u201cTodos n\u00f3s sabemos da import\u00e2ncia da Amaz\u00f4nia, seja na regula\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica, no fornecimento de chuvas para todo Brasil e outros pa\u00edses, assim como na conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade e todos os povos da floresta que s\u00e3o seus grandes guardi\u00f5es. Para garantir que esse bem maior de todos brasileiros n\u00e3o vire fuma\u00e7a, o Greenpeace encaminhar\u00e1 em breve para o Congresso Nacional uma lei de iniciativa popular que j\u00e1 conta com apoio de mais de 1,4 milh\u00e3o de brasileiros pelo desmatamento zero de todas as florestas do Brasil\u201d, finaliza Batista.<\/p>\n<p>Os dados da publica\u00e7\u00e3o foram obtidos pelos s\u00f3cios da RAISG mediante a an\u00e1lise de imagens de sat\u00e9lite combinada com an\u00e1lises geogr\u00e1ficas em sistemas georreferenciados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Embora relat\u00f3rio da RAISG mostre desacelera\u00e7\u00e3o do desmatamento entre 2000 e 2013, taxas continuam elevadas;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":29390,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/desmatamento.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/desmatamento-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/desmatamento-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/desmatamento.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/desmatamento.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/desmatamento.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/desmatamento.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/desmatamento.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/desmatamento.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/desmatamento.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Embora relat\u00f3rio da RAISG mostre desacelera\u00e7\u00e3o do desmatamento entre 2000 e 2013, taxas continuam elevadas;","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29389"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29389"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29389\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/29390"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29389"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29389"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29389"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}