{"id":29376,"date":"2015-10-07T11:00:07","date_gmt":"2015-10-07T14:00:07","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=29376"},"modified":"2015-10-06T20:58:12","modified_gmt":"2015-10-06T23:58:12","slug":"biologo-descobre-primeiro-reptil-bioluminescente-nas-ilhas-salomao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/biologo-descobre-primeiro-reptil-bioluminescente-nas-ilhas-salomao\/","title":{"rendered":"Bi\u00f3logo descobre primeiro r\u00e9ptil bioluminescente nas Ilhas Salom\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/reptil.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-29377\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/reptil-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/reptil-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/reptil.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A natureza \u00e9 comprovadamente surpreendente. Muitas esp\u00e9cies que nem faz\u00edamos ideia da exist\u00eancia podem surgir de um dia para o outro em pontos mais afastados do planeta ou mesmo em \u00e1reas populares. O fato \u00e9 que mesmo com todo o avan\u00e7o tecnol\u00f3gico em m\u00e9todos de pesquisa e o constante aperfei\u00e7oamento de bi\u00f3logos e profissionais ligados ao meio ambiente, ainda nos surpreendemos quando uma esp\u00e9cie muito diferente \u00e9 descoberta.<\/p>\n<p>Nesta linha, a mais recente descoberta deixou todo mundo maravilhado\u2026 O primeiro r\u00e9ptil bioluminescente. A tartaruga-de-pente tem a capacidade de refletir uma luz com tonalidade diferente do que recebe, ou seja, ao receber luz azul ou amarela, pode refletir cores como laranja, vermelho e verde. Esta habilidade s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel gra\u00e7as a diversas rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas ou bact\u00e9rias hospedeiras que t\u00eam por caracter\u00edstica a emiss\u00e3o de luzes.<\/p>\n<p>Este tipo de bioluminesc\u00eancia j\u00e1 era conhecido em peixes, raias, tubar\u00f5es e at\u00e9 em pequenos crust\u00e1ceos, mas \u00e9 a primeira vez que \u00e9 registrada em uma tartaruga. \u201cTenho estudado tartarugas por um longo tempo e n\u00e3o acho que algu\u00e9m j\u00e1 viu isso. \u00c9 realmente bastante surpreendente\u201d, afirmou o diretor da iniciativa Hawksbill Pac\u00edfico Oriental, Alexander Gaos, ao site do National Geographic .<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" id=\"9kmE7D5ulSA\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/9kmE7D5ulSA?feature=oembed\" width=\"639\" height=\"360\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<h2><strong>A descoberta<\/strong><\/h2>\n<p>Durante um mergulho noturno nas ilhas Salom\u00e3o, local pr\u00f3ximo \u00e0 Austr\u00e1lia, onde estava estudando o mesmo fen\u00f4meno em recifes de corais e pequenos tubar\u00f5es, o bi\u00f3logo marinho David Gruber, da Universidade da Cidade de Nova York, se deparou com a tartaruga fluorescente. \u201cParecia uma nave alien\u00edgena com uma colcha de retalhos de neon verde e vermelho tudo sobre sua cabe\u00e7a e corpo\u201d, afirmou David.<\/p>\n<p>Assim que avistou o animal, Gruber pegou sua c\u00e2mera de v\u00eddeo que possui uma pequena luz amarela que foi suficiente para que os cientistas que estavam com David pudessem conferir os organismos fluorescentes. Surpreso com a descoberta, David foi contar o fato para alguns moradores locais que, por sua vez, falaram que este tipo de tartaruga j\u00e1 frequenta os mares dali h\u00e1 anos.<\/p>\n<h2><strong>Universo de neon<\/strong><\/h2>\n<p>Para Gruber e Gaos ainda \u00e9 cedo para afirmar com absoluta certeza que esta esp\u00e9cie \u00e9 totalmente fluorescente ou se existem outras popula\u00e7\u00f5es assim em outras regi\u00f5es. \u201cEste termo, biofluorescente, \u00e9 geralmente usado para encontrar e atrair presas ou defesa ou algum tipo de comunica\u00e7\u00e3o\u201d, complementou Gaos.<\/p>\n<p>A descoberta do primeiro r\u00e9ptil bioluminescente, segundo Gruber, abre todo um universo de quest\u00f5es que o pr\u00f3prio bi\u00f3logo est\u00e1 ansioso para explorar. Perguntas como se os pr\u00f3prios r\u00e9pteis podem ver este tipo de caracter\u00edstica, se a alimenta\u00e7\u00e3o tem papel neste processo, se produzem seus pr\u00f3prios compostos bioluminescente, como s\u00e3o utilizados e ainda se outras esp\u00e9cies de tartarugas marinhas tamb\u00e9m s\u00e3o assim.<\/p>\n<p>\u201cSeria bastante dif\u00edcil estudar esta tartaruga. porque h\u00e1 t\u00e3o poucas e est\u00e3o t\u00e3o protegidas\u201d, diz Gruber. Segundo pesquisas recentes, em todo o mundo o n\u00famero de tartarugas-de-pente j\u00e1 caiu 90% nas \u00faltimas d\u00e9cadas. Todavia, Gruber acredita ser capaz de estudar tal esp\u00e9cie.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A natureza \u00e9 comprovadamente surpreendente. 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