{"id":29338,"date":"2015-10-06T16:00:36","date_gmt":"2015-10-06T19:00:36","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=29338"},"modified":"2015-10-06T10:01:37","modified_gmt":"2015-10-06T13:01:37","slug":"outubro-rosa-exames-de-sangue-podem-detectar-cancer-ainda-mais-cedo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/outubro-rosa-exames-de-sangue-podem-detectar-cancer-ainda-mais-cedo\/","title":{"rendered":"Outubro rosa: exames de sangue podem detectar c\u00e2ncer ainda mais cedo"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"intro\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/celulas_sanguinea.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-29339\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/celulas_sanguinea-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/celulas_sanguinea-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/celulas_sanguinea.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>S<\/span>abe-se que uma das melhores armas contra o c\u00e2ncer \u00e9 a detec\u00e7\u00e3o precoce. Identificar a <strong>doen\u00e7a em seu est\u00e1gio inicial, por\u00e9m, \u00e9 um grande desafio<\/strong>, j\u00e1 que muitas vezes ela n\u00e3o gera sintomas e pode n\u00e3o aparecer em alguns exames de imagem. Diante disso, pesquisadores t\u00eam apostado num m\u00e9todo simples, n\u00e3o invasivo e que j\u00e1 faz parte das consultas de rotina: <strong>o exame de sangue<\/strong>.<\/p>\n<p>Dois estudos divulgados recentemente geram boas expectativas nesse sentido. O primeiro apresenta um novo sensor, capaz de identificar prote\u00ednas liberadas no sangue por c\u00e9lulas cancerosas em est\u00e1gio inicial.\u00a0 J\u00e1 o segundo pode aperfei\u00e7oar o monitoramento de pacientes que foram diagnosticados com c\u00e2ncer e tratados. O m\u00e9todo busca DNA tumoral no sangue dessas pessoas \u2013 se ele for encontrado, \u00e9 sinal de que a doen\u00e7a voltou. Confira abaixo mais detalhes sobre as duas propostas.<\/p>\n<div class=\"componente_materia\">\n<div class=\"intertitulo\">Sensor com nanopart\u00edculas de ouro<\/div>\n<\/div>\n<p>Desenvolvido no IMM (Instituto de Microeletr\u00f4nica de Madri), o novo sensor usa nanopart\u00edculas de ouro para identificar prote\u00ednas associadas ao c\u00e2ncer, mesmo que esses biomarcadores apare\u00e7am numa concentra\u00e7\u00e3o muito baixa no sangue. O estudo, publicado na Nature Nanotechnology, conta com a participa\u00e7\u00e3o da brasileira Priscila Kosaka, doutora em qu\u00edmica pela USP.<\/p>\n<p>Para entender a proposta, vale a pena imaginar o sensor como um min\u00fasculo trampolim, cuja superf\u00edcie est\u00e1 coberta com anticorpos. Quando esse sensor entra em contato com a amostra de sangue, os anticorpos reconhecem as prote\u00ednas liberadas pelas c\u00e9lulas cancerosas e as capturam, mantendo-as presas ao dispositivo.<\/p>\n<p>Em seguida, o sensor \u00e9 colocado em outra solu\u00e7\u00e3o, desta vez composta por anticorpos ligados a nanopart\u00edculas de ouro. Nesse momento, s\u00e3o as prote\u00ednas presas no sensor que se conectam aos anticorpos, atraindo, consequentemente, o metal.<\/p>\n<p>A massa adicional do ouro sobre o min\u00fasculo trampolim tem uma consequ\u00eancia tanto mec\u00e2nica (fazendo-o vibrar) como visual (a superf\u00edcie passa a brilhar). S\u00e3o essas mudan\u00e7as no sensor que comprovam a presen\u00e7a de biomarcadores de c\u00e2ncer no sangue \u2013 em outras palavras, elas comprovam que o paciente tem a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>O dispositivo \u00e9 t\u00e3o sens\u00edvel que conta com uma taxa muito baixa de resultado falso positivo ou falso negativo \u2013 apenas 2 a cada dez mil ensaios apresentam erro.<\/p>\n<p>Para comprovar a efic\u00e1cia do sensor, a equipe utilizou dois biomarcadores bem conhecidos, o PSA (associado ao c\u00e2ncer de pr\u00f3stata) e o CEA (c\u00e2ncer gastrointestinal), duas prote\u00ednas que j\u00e1 s\u00e3o identificadas em exames de sangue. De acordo com Priscila Kosaka, agora que a ideia foi validada, a meta \u00e9 usar o dispositivo justamente para identificar novos biomarcadores, permitindo que outros tipos de c\u00e2ncer sejam identificados por meio de um exame de sangue.<br \/>\n\u201cTamb\u00e9m vamos estudar a fuga de prote\u00ednas que j\u00e1 s\u00e3o usadas em clinica, mas somente com exames muito invasivos como biopsias, a corrente sangu\u00ednea para substitui as biopsias ou as pun\u00e7oes de l\u00edquidos em regi\u00f5es pr\u00f3ximas ao tumor\u201d, disse a pesquisadora.<\/p>\n<div class=\"componente_materia\">\n<div class=\"intertitulo\">C\u00e2ncer de mama<\/div>\n<\/div>\n<p>O segundo estudo foi desenvolvido pelo Institute of Cancer Research, na Inglaterra, e acompanhou mulheres que j\u00e1 tinham tratado o c\u00e2ncer de mama com quimioterapia e cirurgia e, por seguran\u00e7a, ainda eram monitoradas.<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia adotada pelos pesquisadores foi analisar o DNA que sofreu muta\u00e7\u00e3o no tumor e, posteriormente, buscar tra\u00e7os dessas altera\u00e7\u00f5es nas amostras de sangue das pacientes. Uma abordagem, portanto, bastante personalizada.<\/p>\n<p>Das 55 mulheres avaliadas, 15 descobriram que a luta ainda n\u00e3o tinha chegado ao fim: com o tempo, algumas c\u00e9lulas cancerosas que sobreviveram ao tratamento voltaram a atacar. Dentre essas pacientes, 12 puderam ser diagnosticadas com anteced\u00eancia gra\u00e7as ao novo exame de sangue. Os pesquisadores identificaram as altera\u00e7\u00f5es de DNA meses antes de o c\u00e2ncer ser vis\u00edvel por m\u00e9todos de escaneamento.<\/p>\n<p>Segundo os autores da pesquisa, ainda se passar\u00e3o alguns anos at\u00e9 que o exame esteja dispon\u00edvel para o p\u00fablico. Para encurtar esse prazo, eles j\u00e1 planejam a realiza\u00e7\u00e3o de um estudo cl\u00ednico mais amplo em 2016. \u201cAinda existem desafios para a implanta\u00e7\u00e3o dessa tecnologia, mas ela tem uma boa rela\u00e7\u00e3o custo-efetividade e prov\u00ea uma informa\u00e7\u00e3o que pode fazer diferen\u00e7a real para pacientes com c\u00e2ncer de mama\u201d, disse o l\u00edder do estudo, Nicholas Turner.<\/p>\n<p>Em 2014, uma pesquisa coordenada pela universidade americana John Hopkins tamb\u00e9m trouxe resultados promissores em rela\u00e7\u00e3o ao rastreamento de DNA tumoral em amostras de sangue. O estudo, que contou com a participa\u00e7\u00e3o da brasileira Suely Marie, da USP, acompanhou 640 pessoas com v\u00e1rios tipos de c\u00e2ncer e observou que a efic\u00e1cia do m\u00e9todo variava conforme o tipo de tumor. Os melhores resultados foram obtidos no diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer de ov\u00e1rio, bexiga, p\u00e2ncreas, intestino, es\u00f4fago, mama e pele, al\u00e9m dos casos que envolvem cabe\u00e7a e pesco\u00e7o. O m\u00e9todo foi menos eficiente nos casos de c\u00e2ncer de rins, tire\u00f3ide, pr\u00f3stata e c\u00e9rebro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sabe-se que uma das melhores armas contra o c\u00e2ncer \u00e9 a detec\u00e7\u00e3o precoce. 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