{"id":29286,"date":"2015-10-05T14:00:33","date_gmt":"2015-10-05T17:00:33","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=29286"},"modified":"2015-10-05T13:09:31","modified_gmt":"2015-10-05T16:09:31","slug":"pesquisadores-alertam-para-impactos-da-elevacao-do-nivel-do-mar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pesquisadores-alertam-para-impactos-da-elevacao-do-nivel-do-mar\/","title":{"rendered":"Pesquisadores alertam para impactos da eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/mar_elecavacao.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-29288\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/mar_elecavacao-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/mar_elecavacao-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/mar_elecavacao.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Estudo patrocinado pela Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp), feito em parceria entre pesquisadores do Brasil, dos Estados Unidos e da Inglaterra, alerta que, por causa do aquecimento global e de fen\u00f4menos clim\u00e1ticos, o n\u00edvel do mar na cidade paulista de Santos poder\u00e1 se elevar at\u00e9 30 cent\u00edmetros at\u00e9 2050, trazendo tanto impactos ambientais quanto econ\u00f4micos.<\/p>\n<p>O estudo faz parte de um acordo de coopera\u00e7\u00e3o com o Belmont Forum, grupo formado pelas principais ag\u00eancias financiadoras de projetos de pesquisa sobre mudan\u00e7as ambientais no mundo. Seus resultados foram apresentados \u00e0s autoridades e \u00e0 popula\u00e7\u00e3o de Santos no dia 30 de setembro.<\/p>\n<p>Segundo o chefe de pesquisas do Centro de Monitoramento de Desastres Naturais do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o, Jos\u00e9 Marengo, que coordena o projeto no Brasi, esta \u00e9 a primeira etapa do projeto, e a segunda fase ser\u00e1 divulgada no dia 1\u00ba de dezembro, com a apresenta\u00e7\u00e3o de propostas de a\u00e7\u00f5es de adapta\u00e7\u00e3o para minimizar os efeitos da eleva\u00e7\u00e3o do mar. \u201cVamos mostrar \u00e0 popula\u00e7\u00e3o e ao governo que as perdas econ\u00f4micas s\u00e3o muito menores quando existem medidas de adapta\u00e7\u00e3o\u201d, disse Marengo.<\/p>\n<p>A mesma metodologia foi aplicada para fazer proje\u00e7\u00f5es de aumento do n\u00edvel do mar e inunda\u00e7\u00f5es nas cidades de Broward, na Fl\u00f3rida, Estados Unidos, e em Selsey, na Inglaterra. O modelo \u00e9 alimentado por informa\u00e7\u00f5es das prefeituras locais, como topografia, destina\u00e7\u00e3o das propriedades, Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU).<\/p>\n<p><strong>Preju\u00edzo milion\u00e1rio<\/strong><br \/>\nDe acordo com o estudo, o preju\u00edzo econ\u00f4mico no munic\u00edpio de Santos pode atingir R$ 600 milh\u00f5es at\u00e9 2100. Marengo disse que, em Broward, a perda \u00e9 estimada em torno de US$ 1 bilh\u00e3o no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>Ele antecipou que uma das sugest\u00f5es, do ponto de vista da engenharia, \u00e9 refor\u00e7ar muros com a coloca\u00e7\u00e3o de comportas em algumas \u00e1reas do litoral santista. Na parte ambiental, as propostas incluem a recupera\u00e7\u00e3o dos manguezais e o engordamento das praias com a coloca\u00e7\u00e3o de mais areia.<\/p>\n<p>Marengo espera que, no segundo semestre do ano que vem, o estudo j\u00e1 possa abranger outras \u00e1reas do litoral brasileiro, como as cidades do Rio de Janeiro, de Fortaleza e do Recife, mas alertou que tudo vai depender das informa\u00e7\u00f5es que as prefeituras fornecerem. \u201cSe queremos aplicar em outras \u00e1reas costeiras, precisamos que os dados estejam ordenados.\u201d<\/p>\n<p><strong>Estudos pr\u00f3prios<\/strong><br \/>\nPara o presidente do conselho da organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental (ONG) Associa\u00e7\u00e3o MarBrasil, Ariel Scheffer, que atua na conserva\u00e7\u00e3o de ecossistemas marinhos no Brasil, cada regi\u00e3o costeira brasileira deve ter estudos pr\u00f3prios sobre a eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar porque, devido \u00e0s din\u00e2micas oceanogr\u00e1fica e clim\u00e1tica, haver\u00e1 proje\u00e7\u00f5es diferenciadas de crescimento.<\/p>\n<p>Ele ressaltou que as consequ\u00eancias da eleva\u00e7\u00e3o do mar s\u00e3o graves para a biodiversidade brasileira. \u201cQualquer aumento causa um impacto muito grande.\u201d Como bi\u00f3logo, Scheffer disse que a preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 com a supress\u00e3o de habitats e a perda de biodiversidade e de alguns servi\u00e7os ecossist\u00eamicos, como a pesca. Outra preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 a perda de patrim\u00f4nio. A supress\u00e3o de manguezais e restingas, por exemplo, pode gerar perdas materiais importantes, afirmou.<\/p>\n<p><strong>Poss\u00edveis consequ\u00eancias<\/strong><br \/>\nMarengo confirmou que, al\u00e9m dos impactos referentes \u00e0 infraestrutura f\u00edsica, isto \u00e9, aos pr\u00e9dios da orla, o aumento do n\u00edvel do mar pode gerar inunda\u00e7\u00f5es das \u00e1reas litor\u00e2neas. As ressacas podem acabar com a praia, devido \u00e0 eros\u00e3o, e h\u00e1 possibilidade de a \u00e1gua entrar nos pr\u00e9dios. Da\u00ed a necessidade de se instalar sistemas de comportas e prote\u00e7\u00e3o na estrutura f\u00edsica.<\/p>\n<p>Pode ocorrer tamb\u00e9m impacto de ventos mais fortes que levem as ondas do mar mais para dentro e tamb\u00e9m a possibilidade de chuvas mais intensas. \u201cEsse \u00e9 todo um cen\u00e1rio que acompanha a eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar. O que se espera \u00e9 que, nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas, isso comece a aparecer, podendo, em 2100, passar de um metro [a alta do n\u00edvel do mar]\u201d, alertou Marengo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo patrocinado pela Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp), feito<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":29288,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/mar_elecavacao.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/mar_elecavacao-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/mar_elecavacao-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/mar_elecavacao.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/mar_elecavacao.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/mar_elecavacao.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/mar_elecavacao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/mar_elecavacao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/mar_elecavacao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/mar_elecavacao.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Estudo patrocinado pela Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp), feito","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29286"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29286"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29286\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/29288"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29286"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29286"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29286"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}