{"id":29271,"date":"2015-10-05T12:00:57","date_gmt":"2015-10-05T15:00:57","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=29271"},"modified":"2015-10-05T13:00:40","modified_gmt":"2015-10-05T16:00:40","slug":"especie-considerada-extinta-ha-mais-de-100-e-reintroduzida-na-floresta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/especie-considerada-extinta-ha-mais-de-100-e-reintroduzida-na-floresta\/","title":{"rendered":"Esp\u00e9cie considerada extinta h\u00e1 mais de 100 \u00e9 reintroduzida na floresta"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/bugios.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-29272\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/bugios-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/bugios-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/bugios.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O Parque Nacional da Tijuca (RJ) \u00e9 a unidade de conserva\u00e7\u00e3o mais visitada do pa\u00eds, recebendo mais de tr\u00eas milh\u00f5es de turistas por ano. Por\u00e9m, florestas que parecem deslumbrantes por fora, como no caso do Parque Nacional, muitas vezes n\u00e3o possuem animais de m\u00e9dio e grande porte que s\u00e3o de grande import\u00e2ncia para o funcionamento dos processos ecol\u00f3gicos nos ecossistemas. Por isso, a Funda\u00e7\u00e3o Grupo Botic\u00e1rio de Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Natureza apoia o programa de reintrodu\u00e7\u00e3o de fauna no parque que neste m\u00eas de setembro reintroduziu quatro bugios \u2013 macaco que \u00e9 conhecido pela sua vocaliza\u00e7\u00e3o que pode ser ouvida a quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia. A esp\u00e9cie era considerada extinta\u200b na Floresta da Tijuca h\u00e1 mais de 100 anos.<\/p>\n<p>De acordo com o pesquisador respons\u00e1vel e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Fernando Fernandez, a prepara\u00e7\u00e3o para a soltura foi meticulosa. \u201cJuntamos cinco indiv\u00edduos e durante oito meses eles interagiram no nosso centro de pesquisa. Isso \u00e9 muito importante porque os bugios montam grupos sociais, permanecendo juntos na floresta\u201d, explica. Segundo ele, o macho dominante expulsou um dos outros machos do grupo, obrigando a equipe a retirar esse macho expulso do conv\u00edvio do grupo, pois do contr\u00e1rio ele seria morto.<\/p>\n<p>O pr\u00f3ximo passo foi colocar colares de monitoramento nas f\u00eameas e tornozeleiras nos machos. \u201cDessa forma, podemos verificar onde eles est\u00e3o na mata, como est\u00e3o interagindo entre si e com as outras esp\u00e9cies\u201d, comenta o pesquisador. Ele afirma que, uma semana ap\u00f3s a soltura, os bugios est\u00e3o bem, alimentando-se adequadamente e coexistindo com outros animais. \u201cFicamos um pouco preocupados quando o grupo encontrou com macacos-prego, que normalmente s\u00e3o mais agressivos, mas n\u00e3o tivemos problemas. Est\u00e1 tudo correndo dentro do planejado\u201d, ressalta.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/Bugios2.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-201109\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/Bugios2.jpg\" alt=\"Lu\u00edsa Genes\/Funda\u00e7\u00e3o Grupo Botic\u00e1rio\" width=\"340\" height=\"227\" \/><\/a><\/p>\n<p>Fernando Fernandez destaca ainda que a meta \u00e9 realizar uma soltura a cada ano, por quatro anos consecutivos, para que a popula\u00e7\u00e3o de bugios no Parque Nacional da Tijuca seja autossustent\u00e1vel, dependendo apenas da pr\u00f3pria reprodu\u00e7\u00e3o e n\u00e3o de novas a\u00e7\u00f5es externas como reintrodu\u00e7\u00f5es de mais indiv\u00edduos.<\/p>\n<p><strong>Import\u00e2ncia para as florestas<\/strong><\/p>\n<p>Malu Nunes, diretora executiva da Funda\u00e7\u00e3o Grupo Botic\u00e1rio, afirma que as \u00e1reas protegidas brasileiras sofrem de um mal chamado \u2018florestas vazias\u2019, no qual por conta da ca\u00e7a predat\u00f3ria, as \u00e1reas n\u00e3o possuem animais de m\u00e9dio e grande porte. Essas esp\u00e9cies s\u00e3o fundamentais para a dispers\u00e3o de sementes das grandes \u00e1rvores que comp\u00f5e a floresta e esse fato foi crucial para que a institui\u00e7\u00e3o optasse por apoiar financeiramente o projeto de reintrodu\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies. \u201cSem essa intera\u00e7\u00e3o, as \u00e1rvores de porte maior n\u00e3o tinham como se reproduzir, o que condena a \u00e1rea em longo prazo\u201d, explica.<\/p>\n<p>Malu comenta que antes do bugio, a cutia tamb\u00e9m foi reintroduzida com sucesso no Parque Nacional da Tijuca, a partir de um projeto apoiado pela institui\u00e7\u00e3o. Sobre essa iniciativa, o pesquisador afirma que \u201cessa \u00e9 outra esp\u00e9cie que dispersa sementes e permite a reprodu\u00e7\u00e3o das \u00e1rvores nas florestas e que j\u00e1 est\u00e1 se reproduzindo sem a nossa interfer\u00eancia\u201d, conclui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Parque Nacional da Tijuca (RJ) \u00e9 a unidade de conserva\u00e7\u00e3o mais visitada do pa\u00eds,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":29272,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/bugios.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/bugios-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/bugios-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/bugios.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/bugios.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/bugios.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/bugios.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/bugios.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/bugios.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/bugios.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O Parque Nacional da Tijuca (RJ) \u00e9 a unidade de conserva\u00e7\u00e3o mais visitada do pa\u00eds,","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29271"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29271"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29271\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/29272"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29271"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29271"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29271"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}