{"id":2925,"date":"2014-07-13T13:55:22","date_gmt":"2014-07-13T13:55:22","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=2925"},"modified":"2014-07-13T13:55:22","modified_gmt":"2014-07-13T13:55:22","slug":"biodiesel-feito-de-oleo-residual-polui-menos-o-ar-e-reduz-a-contaminacao-dos-rios-e-corregos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/biodiesel-feito-de-oleo-residual-polui-menos-o-ar-e-reduz-a-contaminacao-dos-rios-e-corregos\/","title":{"rendered":"Biodiesel feito de \u00f3leo residual polui menos o ar e reduz a contamina\u00e7\u00e3o dos rios e c\u00f3rregos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/oleo_residual.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-2926\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/oleo_residual.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>De um lado os milhares de litros de \u00f3leo de cozinha que s\u00e3o descartados diariamente. Do outro a tecnologia que permite transformar esse res\u00edduo em combust\u00edvel ecologicamente correto. E no meio um desafio: encontrar uma maneira vi\u00e1vel de unir o \u00fatil ao necess\u00e1rio e beneficiar o meio ambiente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o desenhada pelo professor do campus itabirano da Universidade Federal de Itajub\u00e1 (Unifei), Rafael Balbino, em um . Doutor Balbino leciona a disciplina Energias Renov\u00e1veis nos cursos de engenharia da universidade e \u00e9 autoridade no assunto. Al\u00e9m de entender de biocombust\u00edveis, tamb\u00e9m \u00e9 especialista em energias e\u00f3lica, hidr\u00e1ulica e solar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como praticamente todos os produtos sustent\u00e1veis no Brasil, o biodiesel ainda est\u00e1 longe de ser economicamente competitivo. Seu custo de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 maior que o do etanol e nem se compara ao diesel tradicional, que sai bem mais em conta nas bombas. Como geralmente \u00e9 produzido a partir do \u00f3leo de mamona ou de dend\u00ea, que exige disponibilidade de terra para cultivo, m\u00e3o de obra, etc., o custo acaba inviabilizando seu uso em grande escala.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas quando a mat\u00e9ria-prima \u00e9 o \u00f3leo de cozinha, esse gasto reduz significativamente. E se j\u00e1 houver uma estrutura de coleta que, com poucas adapta\u00e7\u00f5es, consiga recolher o \u00f3leo e lev\u00e1-lo ao laborat\u00f3rio, melhor ainda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entendimento do professor, d\u00e1 para fazer diesel ecol\u00f3gico a pre\u00e7o competitivo em Itabira se houver, por exemplo, uma parceria com a Itaurb. Como a empresa de limpeza urbana j\u00e1 faz coleta seletiva em todos os bairros, bastaria uma adapta\u00e7\u00e3o nos caminh\u00f5es e o \u00f3leo usado nas resid\u00eancias, pastelarias e restaurantes n\u00e3o seria desperdi\u00e7ado. A transforma\u00e7\u00e3o aconteceria no laborat\u00f3rio da Unifei pelos pr\u00f3prios alunos com o apoio t\u00e9cnico dos profissionais da universidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se houver uma parceria do munic\u00edpio (Balbino j\u00e1 enviou o projeto \u00e0 Secretaria de Meio Ambiente), a produ\u00e7\u00e3o experimental ser\u00e1 destinada \u00e0 frota da Prefeitura. Mas para isso acontecer, al\u00e9m de viabilizar o recolhimento e transporte da mat\u00e9ria-prima, outro desafio tem de ser superado: a aquisi\u00e7\u00e3o de equipamentos para estruturar melhor o laborat\u00f3rio da universidade, hoje incapaz de produzir em escala.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Potencial<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes de tudo, \u00e9 preciso mapear o quanto de \u00f3leo residual Itabira produz por dia, m\u00eas e ano. Considerando o tamanho da cidade e a quantidade de estabelecimentos comerciais que usam frituras, \u00e9 poss\u00edvel imaginar que o potencial \u00e9 grande. Se for, o pr\u00f3ximo passo \u00e9 estudar a viabilidade econ\u00f4mica dele frente ao combust\u00edvel convencional e buscar recursos para p\u00f4r o projeto em pr\u00e1tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Testes feitos com o \u00f3leo garantem que sua efici\u00eancia \u00e9 de 90%. Ou seja: de cada 10 litros de mat\u00e9ria-prima se consegue 9 litros de combust\u00edvel ecol\u00f3gico. E tem mais. Durante o processo de transforma\u00e7\u00e3o qu\u00edmica, chamado de transesterifica\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel extrair tamb\u00e9m a glicerina, que pode ser usada na produ\u00e7\u00e3o de cosm\u00e9ticos ou explosivos.<\/p>\n<p><span style=\"text-align: justify;\">Se for adiante, a iniciativa pode se desdobrar em uma nova alternativa econ\u00f4mica para Itabira. Vale lembrar que uma resolu\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo (ANP) determina pelo menos 5% de biodiesel em cada litro de diesel comum. Com o incentivo certo, projetos como o do professor da Unifei pode chamar a aten\u00e7\u00e3o de investidores, ganhar for\u00e7a e ajudar a transformar a econ\u00f4mica da cidade \u2013 preservando o meio ambiente.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Savi<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Reconhecida pelas diversas a\u00e7\u00f5es ambientais desde sua funda\u00e7\u00e3o, a Sociedade Ambiente Vivo (Savi) tamb\u00e9m tem a pretens\u00e3o de produzir biodiesel at\u00e9 o final do ano. A ONG j\u00e1 arrecada, desde 2005, \u00f3leo de cozinha para fazer sab\u00e3o ecol\u00f3gico, com o objetivo de conscientizar as pessoas quanto \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o ambiental. \u201cUm litro de \u00f3leo pode contaminar at\u00e9 100 mil litros de \u00e1gua\u201d, diz Amarildo Mil\u00e2nio, diretor da entidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por m\u00eas, a Savi arrecada at\u00e9 600 litros do produto. At\u00e9 o final do ano a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 chegar a 5 mil, contando com a boa vontade das pessoas de levar o material at\u00e9 o posto de coleta (Avenida das Rosas, 105, sala 1, Centro, Itabira).<\/p>\n<p><span style=\"text-align: justify;\">Assim como o sab\u00e3o, a produ\u00e7\u00e3o do combust\u00edvel ecol\u00f3gico da Savi n\u00e3o tem inten\u00e7\u00f5es comerciais. O que vale mesmo \u00e9 a preserva\u00e7\u00e3o da natureza. Ao saber do interesse da entidade, enquanto concedia entrevista a <\/span><strong style=\"text-align: justify;\">DeFato<\/strong><span style=\"text-align: justify;\">, professor Balbino pegou o contato do presidente Jean Charles e disse que ligaria depois para alinhar os interesses. Pode ser o in\u00edcio de uma parceria promissora.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De um lado os milhares de litros de \u00f3leo de cozinha que s\u00e3o descartados diariamente.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2926,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/oleo_residual.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/oleo_residual.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/oleo_residual.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/oleo_residual.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/oleo_residual.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/oleo_residual.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/oleo_residual.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/oleo_residual.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/oleo_residual.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/oleo_residual.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"De um lado os milhares de litros de \u00f3leo de cozinha que s\u00e3o descartados diariamente.","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2925"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2925"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2925\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2926"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2925"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2925"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2925"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}