{"id":29224,"date":"2015-10-04T14:00:29","date_gmt":"2015-10-04T17:00:29","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=29224"},"modified":"2015-10-03T21:56:08","modified_gmt":"2015-10-04T00:56:08","slug":"cientistas-fazem-primeiras-descobertas-sobre-a-comunicacao-das-girafas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cientistas-fazem-primeiras-descobertas-sobre-a-comunicacao-das-girafas\/","title":{"rendered":"Cientistas fazem primeiras descobertas sobre a comunica\u00e7\u00e3o das girafas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/girafa.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-29225\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/girafa-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/girafa-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/girafa.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Diversas esp\u00e9cies de animais emitem sons que j\u00e1 nos s\u00e3o familiares \u2013 o rugido do le\u00e3o, o latido de um cachorro, o grito de um papagaio \u2013 mas que som vem \u00e0 nossa mente quando pensamos em uma girafa? Esses animais de pesco\u00e7os longos fazem alguns sons b\u00e1sicos, que n\u00e3o haviam sido identificados com nenhum padr\u00e3o \u2013 pelo menos at\u00e9 h\u00e1 pouco tempo atr\u00e1s.<\/p>\n<p>Bi\u00f3logos afirmam terem descoberto que as girafas t\u00eam o seu som particular: uma esp\u00e9cie de zumbido. Anteriormente, estudiosos haviam especulado que as girafas seriam incapazes de produzir quaisquer sons substanciais pois lhes \u00e9 fisicamente dif\u00edcil gerar fluxo de ar suficiente atrav\u00e9s de seus longos pesco\u00e7os, de modo a produzir vocaliza\u00e7\u00f5es. Outros sugeriram que as girafas usavam sons \u201cinfrass\u00f4nicos\u201d, de baixa frequ\u00eancia \u2013 ou seja, sons abaixo do n\u00edvel de percep\u00e7\u00e3o humana \u2013 assim como os elefantes e outros animais de grande porte fazem para realizar uma comunica\u00e7\u00e3o de longo alcance.<\/p>\n<p>Segundo o New Scientist, ap\u00f3s ter revisado quase 1.000 horas de grava\u00e7\u00f5es de sons em tr\u00eas zool\u00f3gicos europeus, Angela St\u00f6ger, da Universidade de Viena, na \u00c1ustria, n\u00e3o encontrou evid\u00eancias de comunica\u00e7\u00e3o infrass\u00f4nica, mas ela captou um estranho canto vindo de clausuras de girafas em todos os tr\u00eas zool\u00f3gicos \u00e0 noite.<\/p>\n<p>\u201cEu fiquei fascinada, pois aqueles sinais tinham um som muito interessante e uma estrutura ac\u00fastica complexa\u201d, disse ela.<\/p>\n<p>Concluiu-se que o zumbido, chamado de \u201chum\u201d, \u00e9 um som de baixa frequ\u00eancia, de aproximadamente 92 hertz, e que n\u00e3o \u00e9 um \u201cinfrassom\u201d pois n\u00f3s ainda podemos ouvi-lo sem ajuda. St\u00f6ger e seus colegas disseram que o zunido varia em dura\u00e7\u00e3o e cont\u00e9m uma rica combina\u00e7\u00e3o de notas.<\/p>\n<p>Girafas t\u00eam um sistema socialmente estruturado, e por muito tempo cientistas est\u00e3o tentando descobrir como elas se comunicam, diz Meredith Bashaw da Faculdade Franklin &amp; Marshall em Lancaster (Pensilv\u00e2nia). \u201cEsta nova vocaliza\u00e7\u00e3o pode acrescentar uma pe\u00e7a ao quebra-cabe\u00e7as\u201d, segundo ela.<\/p>\n<p>Bashaw afirma que pode imaginar algumas fun\u00e7\u00f5es potenciais para este zumbido. \u201cEle pode ser produzido passivamente \u2013 como o ronco \u2013 ou durante um estado de sonho, como os humanos que falam quando est\u00e3o dormindo, ou c\u00e3es que murmuram durante o sono\u201d, disse ela. \u201cAlternativamente, pode ser uma maneira delas se comunicarem umas com as outras no escuro, quando a vis\u00e3o \u00e9 limitada, como para dizer \u2018ei, estou aqui\u2019 \u201c.<\/p>\n<p>Infelizmente, St\u00f6ger diz que ela e seus colegas n\u00e3o foram capazes de observar sons intermedi\u00e1rios, e por isso n\u00e3o se conseguiu saber sobre comportamentos\u00a0 associados aos sons. Mas vocaliza\u00e7\u00f5es em outras esp\u00e9cies com estrutura social similar s\u00e3o conhecidas por transmitirem informa\u00e7\u00f5es a respeito de coisas como idade, g\u00eanero, dom\u00ednio ou estados reprodutivos, disse ela.<\/p>\n<p>John Doherty, da Universidade Belfast no Queens, estuda girafas na Reserva Samburu, no norte do Qu\u00eania. \u201cCerta vez eu me deparei com vocaliza\u00e7\u00f5es aud\u00edveis reminiscentes em grava\u00e7\u00f5es, novamente em uma girafa cativa\u201d, conta ele. \u201cMas, neste caso, a girafa estava claramente perturbada por um procedimento que era realizado em seu filhote, em um recinto separado, por\u00e9m vis\u00edvel\u201d.<\/p>\n<p>A nova descoberta n\u00e3o representou uma surpresa para os residentes de Paignton no sudoeste da Inglaterra. No ano passado, muitos deles se queixaram de um zumbido vindo do zool\u00f3gico onde estavam confinadas girafas, \u00e0 noite.<\/p>\n<p>\u201cEu estou muito cansado. O barulho continua l\u00e1\u201d, disse um morador ao Torquay Herald Express. \u201cEstou sendo perturbado na noite e mantido acordado por conta disso\u201d.<\/p>\n<p>No entanto, apesar das novas revela\u00e7\u00f5es, os funcion\u00e1rios do zool\u00f3gico de Paignton negam qualquer rela\u00e7\u00e3o do fato com as girafas. \u201cIsso n\u00e3o est\u00e1 definitivamente relacionado \u00e0 nossa quest\u00e3o com a vizinhan\u00e7a \u2013 mas a imagem de nossas girafas zumbindo umas para as outras por toda a noite \u00e9 algo encantador\u201d, declarou Phil Knowling, rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas do zool\u00f3gico.<\/p>\n<p>St\u00f6ger concorda que seja improv\u00e1vel que o zumbido possa ter causado transtornos. \u201cOs sinais das girafas n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o intensos. Eu pessoalmente duvido que os vizinhos teriam ouvido aquilo\u201d, diz ela.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diversas esp\u00e9cies de animais emitem sons que j\u00e1 nos s\u00e3o familiares \u2013 o rugido do<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":29225,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/girafa.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/girafa-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/girafa-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/girafa.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/girafa.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/girafa.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/girafa.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/girafa.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/girafa.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/girafa.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Diversas esp\u00e9cies de animais emitem sons que j\u00e1 nos s\u00e3o familiares \u2013 o rugido do","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29224"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29224"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29224\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/29225"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29224"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29224"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29224"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}