{"id":29090,"date":"2015-10-02T11:00:30","date_gmt":"2015-10-02T14:00:30","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=29090"},"modified":"2015-10-01T21:37:00","modified_gmt":"2015-10-02T00:37:00","slug":"larvas-que-se-alimentam-de-plastico-podem-ajudar-a-reduzir-residuos-do-planeta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/larvas-que-se-alimentam-de-plastico-podem-ajudar-a-reduzir-residuos-do-planeta\/","title":{"rendered":"Larvas que se alimentam de pl\u00e1stico podem ajudar a reduzir res\u00edduos do planeta"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/larva.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-29091\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/larva-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/larva-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/larva.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Um estudo publicado na <em><a href=\"http:\/\/pubs.acs.org\/doi\/abs\/10.1021\/acs.est.5b02663\"><strong>Environmental Science and Technology<\/strong><\/a><\/em>, foi o primeiro a apresentar provas concretas de uma incr\u00edvel fa\u00e7anha.<\/p>\n<p>A pesquisa descobriu que uma larva, conhecida como uma simples \u201clarva de farinha\u201d (da esp\u00e9cie <em>Tenebrio molitor<\/em>), poderia ser um ajudante da natureza, combatendo os res\u00edduos de pl\u00e1stico no planeta. Al\u00e9m de consumir isopor (poliestireno expandido), tamb\u00e9m se alimentam de outras vers\u00f5es do poliestireno, que se acumulam em aterros sanit\u00e1rios, e j\u00e1 foram previamente considerados n\u00e3o-biodegrad\u00e1veis.<\/p>\n<p>Craig Criddle, professor de Stanford que supervisionou a investiga\u00e7\u00e3o sobre estas larvas que consomem pl\u00e1sticos, disse, em um comunicado que a ci\u00eancia pode surpreender a todos, muitas vezes. Para a realiza\u00e7\u00e3o do estudo, os cientistas alimentaram 100 larvas de farinha com cerca de 34 a 39 miligramas de poliestireno, o equivalente a um peda\u00e7o por dia. Com a ajuda de micr\u00f3bios do intestino, as larvas converteram o pl\u00e1stico em di\u00f3xido de carbono e, em seguida, o restante foi excretado na forma de res\u00edduos biodegrad\u00e1veis.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.jornalciencia.com\/images\/Fotos\/2015\/Outubro\/Tecnologia\/Biotecnologia\/005-1.jpg\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"358\" \/><\/p>\n<p>A maior surpresa dos cientistas foi o relat\u00f3rio de sa\u00fade das larvas. As larvas de farinha alimentadas pelos res\u00edduos pareciam ser t\u00e3o saud\u00e1veis quando aquelas que se alimentaram com uma dieta normal. Na verdade, seus res\u00edduos excretados pareciam ser seguros o suficiente para serem usados como adubo em planta\u00e7\u00f5es, embora mais pesquisas sejam necess\u00e1rias para confirmar isso.<\/p>\n<p>O verdadeiro avan\u00e7o neste estudo \u00e9 a descoberta de larvas que podem quebrar o que se acreditava ser um produto n\u00e3o-biodegrad\u00e1vel, especialmente um t\u00e3o onipresente e problem\u00e1tico para o nosso meio ambiente, como o poliestireno.<\/p>\n<p>Se os investigadores puderem identificar os microrganismos exatos respons\u00e1veis \u200b\u200bpor esta incr\u00edvel capacidade, eles poder\u00e3o replicar o processo e criar enzimas digestivas mais eficientes e poderosas. &#8220;<em>Nossos resultados t\u00eam aberto uma nova porta para resolver o problema de polui\u00e7\u00e3o de pl\u00e1stico no mundo&#8221;,<\/em> disse o engenheiro de pesquisa, Wei-Min Wu, da Universidade de Stanford, nos EUA<\/p>\n<p>Apenas nos EUA, mais de 33 milh\u00f5es de toneladas de pl\u00e1sticos s\u00e3o despejados em aterros sanit\u00e1rios anualmente, e menos de 10% desses res\u00edduos s\u00e3o reciclados. O pl\u00e1stico contamina o solo e as \u00e1guas, amea\u00e7a os ecossistemas marinhos, e o poliestireno pode demorar mais 150 anos para se decompor, de acordo com a Unicamp.<\/p>\n<p>Agora, a equipe pretende analisar o que acontece quando as larvas s\u00e3o consumidas por outros animais, que, por sua vez, s\u00e3o comidos por criaturas ainda maiores, para ver efeito disso em cadeias alimentares. Eles tamb\u00e9m est\u00e3o esperan\u00e7osos de possam encontrar um equivalente marinho que possam ser os defensores dos oceanos da Terra, com capacidade de digerir o pl\u00e1stico que normalmente v\u00e3o parar nas v\u00edsceras de aves marinhas, tartarugas e peixes.<\/p>\n<p>Isopor \u00e9 uma marca registrada da BASF.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo publicado na Environmental Science and Technology, foi o primeiro a apresentar provas concretas<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":29091,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/larva.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/larva-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/larva-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/larva.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/larva.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/larva.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/larva.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/larva.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/larva.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/larva.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um estudo publicado na Environmental Science and Technology, foi o primeiro a apresentar provas concretas","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29090"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29090"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29090\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/29091"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29090"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29090"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29090"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}