{"id":2900,"date":"2014-07-13T12:03:24","date_gmt":"2014-07-13T12:03:24","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=2900"},"modified":"2014-07-13T12:03:24","modified_gmt":"2014-07-13T12:03:24","slug":"pela-internet-pessoas-comuns-ajudam-a-financiar-pesquisas-cientificas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pela-internet-pessoas-comuns-ajudam-a-financiar-pesquisas-cientificas\/","title":{"rendered":"Pela internet, pessoas comuns ajudam a financiar pesquisas cient\u00edficas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/pessoas_pesquisas.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-2901\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/pessoas_pesquisas.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>Em mais de tr\u00eas d\u00e9cadas estudando plantas do grupo das pterid\u00f3fitas, a professora Kathleen Pryer, da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, j\u00e1 recebeu muitos financiamentos. Mas para seu mais novo projeto, ela est\u00e1 buscando ajuda de uma enfermeira aposentada do Canad\u00e1 e de um adolescente de 17 anos do estado do Arkansas, nos EUA.<\/p>\n<p>\u00c9 a sua primeira incurs\u00e3o no mundo do <em>crowdfunding<\/em>, pr\u00e1tica de usar a internet para arrecadar quantias relativamente baixas de dinheiro, a partir da doa\u00e7\u00e3o de muitas pessoas, para financiar um projeto. Trata-se de uma estrat\u00e9gia bastante diferente das fontes usuais de financiamento para pesquisa cient\u00edfica, geralmente s\u00e3o o governo, as ind\u00fastrias e entidades filantr\u00f3picas.<\/p>\n<p>Kathleen lan\u00e7ou uma campanha de seis semanas no m\u00eas passado para arrecadar US$ 15 mil para decifrar o DNA de uma pequena planta pterid\u00f3fita aqu\u00e1tica chamada<em> azolla<\/em>. Ela \u00e9 pequena o suficiente para caber em umpolegar, mas a cientista diz que aprender mais sobre a planta pode trazer grandes benef\u00edcios.<\/p>\n<p>A azolla captura e processa o nitrog\u00eanio do ar com a ajuda de uma bact\u00e9ria que vive dela. Mais estudos podem levar os cientistas a desenvolver um m\u00e9todo para mimetizar esse processo em plantas cultivadas, reduzindo a necessidade de fertilizantes. A azolla tamb\u00e9m suga o di\u00f3xido de carbono da atmosfera, o que torna a planta potencialmente \u00fatil para combater o aquecimento global, de acordo com Kathleen.<\/p>\n<p><strong>Adolescente doou US$ 15<\/strong><br \/>\nEla recorreu ao<em> crowdfunding<\/em> depois que seu projeto foi rejeitado pelas fontes tradicionais de recursos. Mas sua pesquisa chamou a aten\u00e7\u00e3o do adolescente Andrew Willoughby, de 17 anos, morador da cidade de Little Rock, no Arkansas. Ele ficou sabendo do estudo pelo Twitter. Com seu interesse em bot\u00e2nica, ele considera que qualquer esfor\u00e7o com o objetivo de criar plantas capazes de obter e processar seu pr\u00f3prio nitrog\u00eanio seria &#8220;uma grande ideia&#8221;. Ele contribuiu com US$ 15.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-300\"><img loading=\"lazy\" title=\" Estudo da pequena planta azolla pode ajudar no combate ao aquecimento global e no desenvolvimento de estrat\u00e9gias para reduzir a necessidade de fertilizantes (Foto: AP Photo\/Duke University, Fay-Wei Li)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/kiwhOY0Ah_mxk67EtP6dsItiBEQ=\/300x225\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2014\/07\/11\/azolla1.jpg\" alt=\" Estudo da pequena planta azolla pode ajudar no combate ao aquecimento global e no desenvolvimento de estrat\u00e9gias para reduzir a necessidade de fertilizantes (Foto: AP Photo\/Duke University, Fay-Wei Li)\" width=\"300\" height=\"225\" \/><\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-300\"><strong>Estudo da pequena planta azolla pode ajudar no<br \/>\ncombate ao aquecimento global e no<br \/>\ndesenvolvimento de estrat\u00e9gias para reduzir a<br \/>\nnecessidade de fertilizantes (Foto: AP Photo\/<br \/>\nDuke University, Fay-Wei Li)<\/strong><\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-300\"><\/div>\n<p>A enfermeira aposentada Ingrid Kern, de Toronto, ficou impressionada pelo projeto quando ela leu um coment\u00e1rio feito por Kathleen no jornal local. Ela encontrou na internet a p\u00e1gina da cientista sobre o experimento e doou US$ 100. A planta a interessa &#8220;porque \u00e9 min\u00fascula e tem um grande potencial&#8221;, disse Ingrid, que tinha trabalhado na \u00e1rea de microbiologia industrial antes de se tornar uma enfermeira.<\/p>\n<p>No final de junho, a campanha de Pryer tinha arrecadado apenas um ter\u00e7o do que precisava, faltando s\u00f3 duas semanas para o prazo final. Foi quando uma institui\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos na China, que faz pesquisas com DNA, chamada BGI, resolveu conduzir o projeto de gra\u00e7a. Agora, o dinheiro arrecadado ser\u00e1 usado para pagar pela an\u00e1lise dos dados enviados pela BGI.<\/p>\n<p><strong>Outras iniciativas<\/strong><br \/>\nFora da ci\u00eancia, o m\u00e9todo de <em>crowdfunding <\/em>tem sido bem sucedido para projetos como o desenvolvimento de games e outros produtos, a publica\u00e7\u00e3o de livros e a cria\u00e7\u00e3o de filmes e outros programas de entretenimento. Uma campanha para financiar uma sequ\u00eancia em filme da s\u00e9rie de TV cult &#8220;Veronica Mars&#8221; arrecadou US$ 2 milh\u00f5es em menos de um dia, chegando a arrecadar US$ 5,7 milh\u00f5es em 30 dias.<\/p>\n<p>Mas &#8220;a ci\u00eancia ainda est\u00e1 para ganhar o status de Veronica Mars&#8221;, observa Jeanne Garbarino, diretora de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica na Universidade Rockefeller, em Nova York, que j\u00e1 usou <em>crowdfunding<\/em> e informalmente aconselhou outros a fazerem o mesmo. Em vez disso, projetos cient\u00edficos tendem a ser muito mais modestos, geralmente arrecadando apenas milhares ou dezenas de milhares de d\u00f3lares.<\/p>\n<p>Um pesquisador, por exemplo, arrecadou cerca de US$ 2 mil para contratar um caminh\u00e3o e comprar equipamentos para acampamento para recuperar o esqueleto de um tricer\u00e1topo que ele encontrou em Wyoming.<\/p>\n<p>Campanhas atuais no site &#8220;experiment.com&#8221; incluem US$ 5 mil para investigar um parasita nas vieiras do estado de Carolina do Norte, US$ 3,5 mil para estudar uma doen\u00e7a em morcegos e US$ 17,4 mil para catalogar tubar\u00f5es para uma pesquisa sobre migra\u00e7\u00e3o. Em um caso de sucesso impressionante, mais de US$ 150 mil foram arrecadados para contatar um velho sat\u00e9lite de pesquisa e coloc\u00e1-lo de volta em atividade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em mais de tr\u00eas d\u00e9cadas estudando plantas do grupo das pterid\u00f3fitas, a professora Kathleen Pryer,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2901,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/pessoas_pesquisas.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/pessoas_pesquisas.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/pessoas_pesquisas.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/pessoas_pesquisas.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/pessoas_pesquisas.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/pessoas_pesquisas.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/pessoas_pesquisas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/pessoas_pesquisas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/pessoas_pesquisas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/pessoas_pesquisas.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Em mais de tr\u00eas d\u00e9cadas estudando plantas do grupo das pterid\u00f3fitas, a professora Kathleen Pryer,","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2900"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2900"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2900\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2901"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2900"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2900"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2900"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}