{"id":28898,"date":"2015-09-28T13:00:25","date_gmt":"2015-09-28T16:00:25","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=28898"},"modified":"2015-09-28T11:54:16","modified_gmt":"2015-09-28T14:54:16","slug":"estudo-brasileiro-revela-a-importancia-do-sono-para-a-evolucao-dos-mamiferos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/estudo-brasileiro-revela-a-importancia-do-sono-para-a-evolucao-dos-mamiferos\/","title":{"rendered":"Estudo brasileiro revela a import\u00e2ncia do sono para a evolu\u00e7\u00e3o dos mam\u00edferos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/elefante.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-28899\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/elefante-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/elefante-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/elefante.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Um estudo realizado pela neurocientista brasileira Suzana Herculano-Houzel prop\u00f5e uma nova explica\u00e7\u00e3o para a evolu\u00e7\u00e3o dos mam\u00edferos na Terra: o sono. Mais especificamente, a caracter\u00edstica do c\u00e9rebro desses animais que determina a quantidade de descanso necess\u00e1ria. Os primeiros mam\u00edferos que surgiram no planeta eram pequenos, com o comprimento medido em cent\u00edmetros, mas ao longo de milh\u00f5es de anos, eles cresceram e se diversificaram em milhares de esp\u00e9cies de v\u00e1rios tamanhos. E para crescer, foi preciso comer mais, ter mais tempo para alimenta\u00e7\u00e3o, e, logo, menos tempo para dormir.<\/p>\n<p>\u2014 Para o animal ser grande, ele precisa dormir pouco para ter muito tempo para se alimentar \u2014 explica Suzana, pesquisadora do Instituto de Ci\u00eancias Biom\u00e9dicas da UFRJ. \u2014 Para isso, ele precisa de um c\u00e9rebro que se contente com pouco sono, e a nossa descoberta \u00e9 que a quantidade de horas que um mam\u00edfero precisa dormir depende, universalmente, da densidade de neur\u00f4nios por \u00e1rea da superf\u00edcie do c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>Os primeiros mam\u00edferos do planeta, que surgiram h\u00e1 cerca de 225 milh\u00f5es de anos, tinham poucos neur\u00f4nios e dormiam muito, provavelmente entre 16 e 18 horas por dia. O estudo, publicado nesta quarta-feira na revista cient\u00edfica \u201cProceedings of the Royal Society B\u201d, prop\u00f5e que o aumento no n\u00famero de neur\u00f4nios corticais levou a uma queda na necessidade de sono, o que possibilitou mais tempo para alimenta\u00e7\u00e3o e aumento da massa corporal, que, por sua vez, facilitou o acr\u00e9scimo no n\u00famero de c\u00e9lulas cerebrais por causa da maior ingest\u00e3o cal\u00f3rica, criando um ciclo evolutivo.<\/p>\n<p>\u201cLigando o aumento no n\u00famero de neur\u00f4nios \u00e0 menor necessidade de sono e aumento nas horas de alimenta\u00e7\u00e3o deve n\u00e3o apenas ter permitido, mas impulsionado a tend\u00eancia de aumento do c\u00e9rebro e da massa corporal na evolu\u00e7\u00e3o dos mam\u00edferos\u201d, destaca o estudo.<\/p>\n<p>A explica\u00e7\u00e3o \u00e9 que os metab\u00f3litos que induzem ao sono, como a adenosina, se acumulam, durante as horas de vig\u00edlia, mais lentamente em c\u00f3rtices que possuem menor densidade neuronal. E, durante o sono, esses metab\u00f3litos s\u00e3o removidos mais rapidamente. Como regra geral, quanto maior o n\u00famero de neur\u00f4nios, menor a densidade, porque tanto os neur\u00f4nios como o c\u00e9rebro crescem.<\/p>\n<p>Mas isso n\u00e3o quer dizer que pessoas que durmam muito tenham menos neur\u00f4nios que outras que dormem pouco. Entre os primatas, o c\u00e9rebro cresce de forma proporcional ao aumento no n\u00famero de neur\u00f4nios, mantendo a mesma densidade. Por esse motivo, todos os primatas, incluindo o homem, t\u00eam praticamente a mesma necessidade de sono, entre 8 e 9 horas.<\/p>\n<p>\u2014 Um primata com dez vezes mais neur\u00f4nios que outro, tem o c\u00e9rebro dez vezes maior. Nos outros mam\u00edferos, se um animal qualquer tiver dez vezes mais neur\u00f4nios que outro, seu c\u00e9rebro ser\u00e1 40 vezes maior \u2014 explica Suzana. \u2014 Mas essa regra tamb\u00e9m explica porque os filhotes, inclusive os nossos, dormem muito. De maneira geral, os mam\u00edferos quando jovens possuem um c\u00e9rebro pequeno, e conforme ele cresce, a densidade cai rapidamente e reduz a necessidade do sono.<\/p>\n<p>O estudo avaliou dados de 24 esp\u00e9cies sobre o n\u00famero de horas dormidas por dia, massa cerebral, n\u00fameros de neur\u00f4nios, densidade neuronal, \u00e1rea de superf\u00edcie cortical e espessura da massa cinzenta no c\u00f3rtex. Os resultados s\u00e3o curiosos. Os morcegos dormem por at\u00e9 24 horas por diz, e se alimentam por apenas duas; e elefantes dormem entre 3 e 4 horas di\u00e1rias, e gastam 18 se alimentando.<\/p>\n<p>Apesar de terem c\u00e9rebros grandes, os carn\u00edvoros s\u00e3o bastante dorminhocos, entre 12 e 15 horas por dia, porque a densidade neuronal tamb\u00e9m \u00e9 elevada. O estudo tamb\u00e9m analisou ratos em v\u00e1rias etapas da vida. Logo ap\u00f3s o nascimento, esses roedores passam 95% do dia dormindo, mas com duas semanas de vida, eles se estabilizam com a quantidade de sono de um adulto, entre 12 e 13 horas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo realizado pela neurocientista brasileira Suzana Herculano-Houzel prop\u00f5e uma nova explica\u00e7\u00e3o para a evolu\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":28899,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/elefante.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/elefante-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/elefante-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/elefante.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/elefante.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/elefante.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/elefante.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/elefante.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/elefante.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/elefante.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um estudo realizado pela neurocientista brasileira Suzana Herculano-Houzel prop\u00f5e uma nova explica\u00e7\u00e3o para a evolu\u00e7\u00e3o","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28898"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28898"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28898\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/28899"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28898"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28898"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28898"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}