{"id":28856,"date":"2015-09-27T15:00:45","date_gmt":"2015-09-27T18:00:45","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=28856"},"modified":"2015-09-26T21:45:35","modified_gmt":"2015-09-27T00:45:35","slug":"calvicie-em-mulheres-somos-lindas-fortes-e-femininas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/calvicie-em-mulheres-somos-lindas-fortes-e-femininas\/","title":{"rendered":"Calv\u00edcie em mulheres: &#8220;Somos lindas, fortes e femininas, mesmo com queda de cabelo&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"intro\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/calvice.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-28857\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/calvice-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/calvice-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/calvice.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>E<\/span>m maior ou menor grau, todo mundo vai sofrer de queda de cabelo. Mas, para algumas pessoas, a calv\u00edcie bate cedo na porta. Na <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/revistagalileu\/photos\/pb.80664086648.-2207520000.1443212494.\/10153631910206649\/?type=3&amp;theater\">edi\u00e7\u00e3o de outubro<\/a>da GALILEU (n\u00ba 291), conversamos com especialistas e contamos o que \u00e9 a alopecia androgen\u00e9tica (o verdadeiro nome da calv\u00edcie), como trat\u00e1-la e como ela afeta n\u00e3o apenas o lado de fora da nossa cabe\u00e7a, mas tamb\u00e9m o lado psicol\u00f3gico.<\/p>\n<p>Para ilustrar a reportagem da revista, convidamos a ilustradora Paola Saliby, que conhece o problema de perto: h\u00e1 dois anos, ela foi diagnosticada com alopecia androgen\u00e9tica. Apesar de estar relacionada \u00e0 testosterona, o horm\u00f4nio sexual masculino \u2014 no couro cabeludo, a enzima 5-alfa-redutase transforma a testosterona no metab\u00f3lito ativo DHT, respons\u00e1vel pela atrofia e o afinamento dos fios \u2014 as mulheres tamb\u00e9m s\u00e3o alvo da calv\u00edcie.<\/p>\n<p>Para ajud\u00e1-las a recuperar a autoestima e a n\u00e3o sentir vergonha, Paola criou o blog <a href=\"http:\/\/baldhairday.tumblr.com\/\"><strong>Bald Hair Day<\/strong><\/a>. GALILEU conversou com ela sobre como \u00e9 conviver com a quest\u00e3o e o que pode ser feito. Leia a entrevista completa:<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-960\"><img loading=\"lazy\" class=\"img-responsive\" title=\"Paola (Foto: Paola)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/FImyHSuWY6KBsMBjSY9QdaM76K4=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2015\/09\/25\/paola.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"640\" \/><label class=\"foto-legenda\">Paola Saliby (Foto: Arquivo Pessoal)<\/label><\/div>\n<p>Um estudo feito pela Universidade da Pensilv\u00e2nia, conduzido pelo pesquisador Albert Mannes, afirma que homens de cabe\u00e7a raspada s\u00e3o vistos como mais confiantes, mais fortes e com maior esp\u00edrito de lideran\u00e7a, porque tomaram a iniciativa de assumir a calv\u00edcie. Acha que com as mulheres \u00e9 assim tamb\u00e9m?<\/p>\n<p>Desde que raspei o cabelo, um dos coment\u00e1rios que mais ou\u00e7o \u00e9: \u201cNossa, voc\u00ea \u00e9 corajosa\u201d. Seja homem ou mulher, quem decide assumir uma condi\u00e7\u00e3o, que \u00e9 vista de maneira t\u00e3o negativa e que tantos tentam esconder, \u00e9 considerada uma pessoa confiante e corajosa. Ainda mais no caso das mulheres \u2014 que acabam sofrendo muito mais press\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a apar\u00eancia \u2014 assumir que a calv\u00edcie demonstra seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Por isso, muitos me veem como uma mulher confiante e apoiam a minha decis\u00e3o. Mas nem sempre essa \u00e9 primeira impress\u00e3o que as pessoas t\u00eam. Algumas simplesmente acham que essa atitude foi um exagero, uma rebeldia, j\u00e1 que, com alopecia ou n\u00e3o, eu ainda tenho cabelo.<\/p>\n<p>J\u00e1 outros sentem pena. Um sentimento que vindo de certas pessoas eu at\u00e9 compreendo \u2014 para elas, a ideia de ficar careca \u00e9 o fim do mundo. Mas \u00e9 algo que ainda me incomoda pela dificuldade de fazer essas pessoas entenderem que <strong>raspar o cabelo foi apenas uma escolha que fiz para tornar minha vida mais pr\u00e1tica<\/strong>, e que estou tranquila e feliz com a decis\u00e3o que tomei.<\/p>\n<p>E quanto \u00e0 percep\u00e7\u00e3o sobre voc\u00ea mesma? Como voc\u00ea lida com isso?<br \/>\nSempre gostei de cortes mais curtos e nunca fui rata de sal\u00e3o de beleza, mas a ideia de perder os cabelos foi um golpe, sim. Acho que qualquer mulher que se depara com um diagn\u00f3stico como esse enfrentar\u00e1 quest\u00f5es muito delicadas. Por exemplo, <strong>antes de tomar a decis\u00e3o de raspar a cabe\u00e7a, fui assombrada pela ideia de deixar de ser atraente para o meu namorado, mesmo recebendo muito apoio dele desde o in\u00edcio.<\/strong> E o medo de que a falta de cabelo afetasse a minha feminilidade me rendeu alguns momentos de crise.<\/p>\n<p>Mas apesar dessa inseguran\u00e7a, eu me sentia esgotada e precisava me libertar do sofrimento di\u00e1rio de lidar com o cabelo comprido. H\u00e1 tempos eu j\u00e1 n\u00e3o sentia mais prazer em cuidar dos fios finos e quebradi\u00e7os, al\u00e9m de me sentir feia e sem gra\u00e7a quando me olhava no espelho. Esse sentimento de frustra\u00e7\u00e3o e cansa\u00e7o me ajudaram na decis\u00e3o de raspar os cabelos.<\/p>\n<p>Depois que raspei, passei a me enxergar de uma maneira diferente. <strong>E, por incr\u00edvel que possa parecer, hoje eu me sinto muito mais bonita, feminina e confiante, como h\u00e1 anos j\u00e1 n\u00e3o me sentia<\/strong>. Foi essa decis\u00e3o que me ajudou a lidar com a quest\u00e3o da calv\u00edcie de uma maneira mais leve e natural.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma experi\u00eancia muito particular e entendo que cada mulher encare certas quest\u00f5es de maneiras bem diferentes. Talvez raspar o cabelo n\u00e3o seja a escolha mais acertada para determinada pessoa, assim como algumas meninas, independente da quantidade de cabelo, se sentem melhor mantendo os fios longos. O importante \u00e9 que sejamos livres para escolher a melhor forma de conviver com a alop\u00e9cia.<\/p>\n<p>At\u00e9 que ponto vale a pena investir nos tratamentos?<br \/>\nPor dois anos, usei minoxidil [uma lo\u00e7\u00e3o que ajuda no crescimento de novos fios] e a finasteria [que bloqueia a a\u00e7\u00e3o da testosterona], um medicamento indicado para homens mas que muito dermatologistas receitam off label para mulheres com alopecia androgen\u00e9tica \u2014 o que n\u00e3o \u00e9 ilegal de acordo com a Anvisa.<\/p>\n<p>Al\u00e9m destas, existem outras alternativas \u2013 como inje\u00e7\u00f5es car\u00edssimas no couro cabeludo, que s\u00f3 fazem efeito se a aplica\u00e7\u00e3o for feita a cada 2 semanas, e um bon\u00e9 com luzes de LED para ser usado todos os dias por 15 minutos \u2014 que desde o in\u00edcio eu optei por n\u00e3o fazer. N\u00e3o estava disposta a investir mais dinheiro, tempo e energia em tratamentos que no meu caso n\u00e3o fariam tanto efeito.<\/p>\n<p>Recentemente, decidi por conta pr\u00f3pria interromper o tratamento com finasterida e inclusive <a href=\"http:\/\/baldhairday.tumblr.com\/post\/128347839209\/por-que-parei-de-tomar-finasterida\">contei no blog<\/a> as raz\u00f5es que me levaram a isso. A m\u00ednima possibilidade de estar arriscando minha sa\u00fade e bem estar s\u00f3 para manter meus cabelos me assustou, e passei a n\u00e3o ver mais sentido em continuar o tratamento.<\/p>\n<p>Eu n\u00e3o sou m\u00e9dica e preciso deixar claro que n\u00e3o tenho propriedade para afirmar se um medicamento como a finasterida faz mal ou n\u00e3o. Mas diante de tantas incertezas, d\u00favidas e inseguran\u00e7as e o fato de n\u00e3o precisar dele para sobreviver, me fizeram tomar a decis\u00e3o de parar. De qualquer forma, a escolha de interromper o tratamento depende muito da prioridade de cada pessoa.<\/p>\n<p>O que diria para uma mulher rec\u00e9m diagnosticada com alopecia?<br \/>\nSei que parece clich\u00ea e confesso que nem eu mesma achei que sentiria isso na pele. Mas \u00e9 fato que quando a gente come\u00e7a a se aceitar e compreender que a calv\u00edcie feminina \u00e9 um processo natural, isso acaba refletindo em nossas atitudes de uma maneira muito positiva, o que afeta inclusive a forma como os outros nos veem. Como eu sempre digo, a menos que voc\u00ea esteja rodeado de pessoas ignorantes, ningu\u00e9m vai deixar de gostar de voc\u00ea pela quantidade de cabelo que tem. Por outro lado, ideias negativas, vergonha e auto piedade acabam nos afastando do conv\u00edvio social com pessoas que valem a pena se relacionar.<\/p>\n<p>Sei como \u00e9 dif\u00edcil se sentir confiante com a pr\u00f3pria apar\u00eancia quando a todo instante somos bombardeadas por propagandas que glorificam a busca pelo corpo, pele e cabelo perfeitos. \u00c9 por isso que a mudan\u00e7a de certos padr\u00f5es deve partir de dentro da gente. <strong>Enquanto continuarmos sentindo vergonha de quem somos, mais prolongamos nosso sofrimento por coisas que deveriam ser menos complicadas. <\/strong>Afinal, perder o cabelo n\u00e3o significa que nossa ess\u00eancia ir\u00e1 mudar e muito menos que deixaremos de ser femininas, caso isso aconte\u00e7a.<\/p>\n<p>Como surgiu a ideia de criar o blog Bald Hair Day?<\/p>\n<p>Quando descobri que o tratamento n\u00e3o estava surtindo tanto efeito e j\u00e1 cogitava raspar o cabelo, comecei a buscar na internet relatos de mulheres que estavam enfrentando a alopecia ou qualquer informa\u00e7\u00e3o que me ajudasse a lidar melhor com tudo isso.<\/p>\n<p>A maioria das informa\u00e7\u00f5es que encontrei foram dicas de como esconder as falhas, propagandas de cl\u00ednicas de transplante capilar, sites de fofocas criticando a falta de cabelo de algumas celebridades e tristes depoimentos de mulheres que n\u00e3o conseguem lidar com o problema. Ter contato com tudo isso s\u00f3 me deixou mais desanimada. <strong>Eu estava t\u00e3o condicionada a achar que a calv\u00edcie acabaria me destruindo, que mal parei para pensar que a minha frustra\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m poderia influenciar outras pessoas de forma negativa. E eu n\u00e3o queria ser v\u00edtima de pena ou contaminar outras pessoas com sentimentos ruins.<\/strong><\/p>\n<p>Depois que raspei o cabelo e me senti bem com isso, decidi compartilhar minha hist\u00f3ria nas redes sociais e recebi algumas mensagens de meninas que est\u00e3o enfrentando a alopecia. Elas me agradeceram por ter tocado no assunto e compartilharam suas experi\u00eancias. Isso me fez perceber que a quest\u00e3o da calv\u00edcie feminina \u2014 que infelizmente ainda \u00e9 tabu \u2014 precisa ser abordada de forma natural, para que as mulheres que est\u00e3o passando ou venham a passar por isso um dia, consigam aceitar e entender melhor essa condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por isso decidi criar o <em>Bald Hair Day<\/em>, um blog que pretende ajudar mulheres com alop\u00e9cia a recuperar a confian\u00e7a e a n\u00e3o sentir vergonha em assumir ou falar sobre o assunto. <strong>Meu intuito \u00e9 contribuir para a valoriza\u00e7\u00e3o da mulher como indiv\u00edduo independente da apar\u00eancia e mostrar a todos que a calv\u00edcie feminina existe e que n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o incomum como muitos pensam. <\/strong>Esse projeto \u00e9 recente mas estou sempre recebendo retorno de meninas que conseguiram encontrar um pouco de conforto atrav\u00e9s do blog. Al\u00e9m disso, algumas meninas que n\u00e3o tem alopecia, mas que querem se livrar de certos padr\u00f5es est\u00e9ticos at\u00e9 por praticidade, me procuram para compartilhar seus desejos de cortar ou raspar os cabelos.<\/p>\n<p>O foco do blog n\u00e3o \u00e9 dar dicas de quais medicamentos usar ou como esconder as falhas no cabelo, e sim uma forma de abra\u00e7ar mulheres com alop\u00e9cia e deixar claro que, com ou sem cabelos, somos lindas, fortes e femininas.<\/p>\n<p><em>Leia a reportagem completa sobre o tema na edi\u00e7\u00e3o de outubro (n\u00ba 291). J\u00e1 nas bancas.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em maior ou menor grau, todo mundo vai sofrer de queda de cabelo. Mas, para<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":28857,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/calvice.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/calvice-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/calvice-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/calvice.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/calvice.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/calvice.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/calvice.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/calvice.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/calvice.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/calvice.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Em maior ou menor grau, todo mundo vai sofrer de queda de cabelo. Mas, para","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28856"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28856"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28856\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/28857"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28856"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28856"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28856"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}